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quarta-feira, 1 de novembro de 2017

Quiz 15: PORTUGUÊS 7° ANO

Quiz 15: PORTUGUÊS 7° ANO
QUIZ 15: PORTUGUÊS 7° ANO

01
(SEDUCE-GO - 6ª P.D - 2016). Leia o texto e, a seguir, responda.

Como é feito o chiclete?

    Primeiro se faz uma mistura de vários tipos de borracha, que é chamada de goma base. Depois são incluídos resinas e óleos vegetais, que amaciam a massa, substâncias minerais, que encorpam a mistura, e açúcar, corantes, aromas e ácidos, que dão o sabor. Em seguida, essa massa é esticada, cortada e são acrescentados um xarope de açúcar e essências que formam a casquinha crocante do chiclete. Aí é só embrulhar.

CRISTHIANINI, Maria Carolina. Recreio, nº 516, p. 5. Abril Comunicações.

Qual é a finalidade desse texto?

A
B
C
D


02
(SEDUCE-GO - 6ª P.D - 2016). Leia o texto e, a seguir, responda.

Estragou a televisão

Luís Fernando Veríssimo

   ─ Iiiih...

   ─ E agora?

   ─ Vamos ter que conversar.

   ─ Vamos ter que o quê?

   ─ Conversar. É quando um fala com o outro.

   ─ Fala o quê?

   ─ Qualquer coisa. Bobagem.

   ─ Perder tempo com bobagem?

   ─ E a televisão, o que é?

   ─ Sim, mas aí é a bobagem dos outros. A gente só assiste. Um falar com o outro, assim, ao vivo... Sei não...

   ─ Vamos ter que improvisar nossa própria bobagem.

   ─ Então começa você.

   ─ Gostei do seu cabelo assim.

   ─ Ele está assim há meses, Eduardo. Você é que não tinha...

   ─ Geraldo.

   ─ Hein?

   ─ Geraldo. Meu nome não é Eduardo, é Geraldo.

   ─ Desde quando?

   ─ Desde o batismo.

   ─ Espera um pouquinho. O homem com quem eu casei se chamava Eduardo.

   ─ Eu me chamo Geraldo, Maria Ester.

   ─ Geraldo Maria Ester?!

   ─ Não, só Geraldo. Maria Ester é o seu nome.

   ─ Não é não.

   ─ Como, não é não?

   ─ Meu nome é Valdusa.

   ─ Você enlouqueceu, Maria Ester?

   ─ Pelo amor de Deus, Eduardo...

   ─ Geraldo.

   ─ Pelo amor de Deus, meu nome sempre foi Valdusa. Dusinha, você não se lembra?

   ─ Eu nunca conheci nenhuma Valdusa. Como é que eu posso estar casado com uma mulher que eu nunca... Espera. Valdusa. Não era a mulher do, do... Um de bigode...

   ─ Eduardo.

   ─ Eduardo!

   ─ Exatamente. Eduardo. Você.

   ─ Meu nome é Geraldo, Maria Ester.

   ─ Valdusa. E, pensando bem, que fim levou o seu bigode?

   ─ Eu nunca usei bigode!

   ─ Você é que está querendo me enlouquecer, Eduardo.

   ─ Calma. Vamos com calma.

   ─ Se isso for alguma brincadeira sua...

   ─ Um de nós está maluco. Isso é certo.

   ─ Vamos recapitular. Quando foi que casamos?

   ─ Foi no dia, no dia...

   ─ Arrá! Tá aí. Você sempre esqueceu o dia do nosso casamento... Prova de que você é o Eduardo e a maluca não sou eu.

   ─ E o bigode? Como é que você explica o bigode?

   ─ Fácil. Você raspou.

   ─ Eu nunca tive bigode, Maria Ester! ─ Valdusa!

   ─ Tá bom. Calma. Vamos tentar ser racionais. Digamos que o seu nome seja mesmo Valdusa. Você conhece alguma Maria Ester?

   ─ Deixa eu pensar. Maria Ester... Nós não tivemos uma vizinha chamada Maria Ester?

   ─ A única vizinha de que eu me lembro é a tal de Valdusa.

   ─ Maria Ester. Claro. Agora me lembrei. E o nome do marido dela era... Jesus!

   ─ O marido se chamava Jesus?

   ─ Não. O marido se chamava Geraldo.

   ─ Geraldo...

   ─ É.

   ─ Era eu. Ainda sou eu.

   ─ Parece...

   ─ Como foi que isso aconteceu?

   ─ As casas geminadas, lembra?

   ─ A rotina de todos os dias...

   ─ Marido chega em casa cansado, marido e mulher mal se olham...

   ─ Um dia marido cansado erra de porta, mulher nem nota...

   ─ Há quanto tempo vocês se mudaram daqui?

   ─ Nós nunca nos mudamos. Você e o Eduardo é que se mudaram.

   ─ Eu e o Eduardo, não. A Maria Ester e o Eduardo.

   ─ É mesmo...

   ─ Será que eles já se deram conta?

   ─ Só se a televisão deles também quebrou.

Disponível em: https://www.ime.usp.br/~vwsetzer/jokes/TV-estragou.html. Acesso em: 15 ago. 2016.

Na frase “– Geraldo Maria Ester?!”, qual o efeito de sentido dado pelos pontos de interrogação e de exclamação?

A
B
C
D


03
(SEDUCE-GO - 6ª P.D - 2016). Leia o texto e, a seguir, responda.

Querido diário,

   Estava ansiosa para voltar de viagem. Não sei como fui esquecê-lo aqui. Quando estávamos de saída, bem que achei que estava faltando alguma coisa... Mas, quando comecei a enumerar mentalmente tudo o que deveria levar na viagem (você sabe como sou distraída!), minha mãe me apressou, porque tínhamos que buscar a Heloisa no trabalho. E, assim, sai correndo e você ficou. Ainda bem que você estava bem escondido no baú. Se o chato do meu irmão, que ficou te descobre... tô frita!

   A viagem não foi ruim, mas teria sido melhor se a minha irmã, sempre egoísta, não tivesse escolhido a melhor cama do quarto do hotel.

   Fomos à praia todos os dias e...

   Droga! A campainha está tocando... Conto o resto depois.

   Luisa

CEREJA, William Roberto. Português. Vol. 7. 9. ed. São Paulo: Saraiva, 2015, p. 97.

No trecho “Se o chato do meu irmão, que ficou te descobre... tô frita!”, a expressão “tô frita” indica que Luisa estaria

A
B
C
D


(SEDUCE-GO - 6ª P.D - 2016). O texto e, a seguir, responda as questões 04, 05 e 06.

Amplexo

Marcelo Alencar

   Mãe, me dá um amplexo?

   A pergunta pega Cinira desprevenida. Antes que possa retrucar, ela nota o dicionário na mão do filho, que completa o pedido: - E um ósculo também.

   Ainda surpresa, a mulher procura no livro a definição das duas estranhas palavras. E encontra. Mateus quer apenas um abraço e um beijo. Conversa vai, conversa vem, Cinira finalmente se dá conta de que o garoto, recém-apresentado às classes gramaticais nas aulas de Português, brinca com os sinônimos. "O que vai ser de mim quando esse tiquinho de gente cismar com parônimos, homônimos, heterônimos e pseudônimos?", pensa ela, misturando as estações. "Valha-me, Santo Antônimo!" E emenda: - Para com essa bobagem, menino!

   ─ Ah, mãe, o que é que tem? Você nunca chamou cachorro de cão? E casa de residência? E carro de automóvel?

   ─ É verdade, mas...

   ─ Mas a verdade é que Cinira não tem uma boa resposta.

   − E meu nome é Mateus - continua o rapaz. ─ Só que você me chama de Matusquela.

   − Ei, isso não vale. Matusquela é apelido carinhoso.

   − Sei, sei. Tudo bem se eu usar nosocômio e cogitabundo em vez de hospital e pensativo?

   E criptobrânquio no lugar de mutabílio?

   ─ Mutabílio? O que é que é isso?

   ─ O mesmo que derotremado, ora. Tá aqui no Aurélio.

   Está mesmo. É um bichinho. Mas pouco importa. A mãe questiona a opção do menino por vocábulos incomuns.

   Mateus sai-se com esta: ─ A professora disse que aprender palavras é como ganhar roupas e guardar numa gaveta. Quando a gente precisa delas, tira de lá e usa. Cada uma serve para uma ocasião, por mais esquisita que pareça. Igual à querê-querê roxa que você me deu no último aniversário. Lembra?

   Como esquecer? Cinira nem se dá ao trabalho de consultar o dicionário. Sabe que a explicação para essa última provocação está no verbete camiseta.

Disponível em: http/novaescola.org.br/fundamental–1/ amplexo-634320.shtml. Acesso em: 20 ago. 2016.

04
No conto “Amplexo”, o texto é narrado pelo/a
A
B
C
D


05
Qual é o tema desse texto?
A
B
C
D


06
No trecho “Mateus quer apenas um abraço e um beijo.”, a palavra “e” estabelece uma relação de
A
B
C
D


(SEDUCE-GO - 6ª P.D - 2016). Leia o texto e, a seguir, responda as questões 07, 08 e 09.

Hortelã

Paulo Netho

   Todas as noites

   Ela esperava a noite chegar

   Trazendo o pai do trabalho.

   Às vezes era o pai

   Que trazia a noite

   Num saquinho de balas de hortelã.

   Ela gostava da noite

   Porque a noite trazia

   O suor do pai.

   Ela gostava da noite

   Porque, à noite, ela e o pai

   Brincavam de dar nome às estrelas.

NETHO, Paulo. Poesia Futebol Clube e outros poemas. São Paulo: Formato, 2007, p. 22.

07
De acordo com o texto, a menina chamada de “ela” gostava da noite porque
A
B
C
D


08
De acordo com o texto, pode-se inferir que, para a menina, a noite era
A
B
C
D


09
Nos versos “Porque a noite trazia / O suor do pai.”, ao utilizar a expressão “suor do pai”, o autor quis mostrar que
A
B
C
D


10
(SEDUCE-GO - 6ª P.D - 2016). Leia os textos e, a seguir, responda.

Você acha que adquirir o hábito de ler livros é uma tarefa difícil?

Texto I

   “Na realidade, em nosso país, sim. Por causa da falta de acesso à leitura. Livros ainda são caros para a grande maioria da população e, infelizmente, o hábito de ir a bibliotecas não faz parte da realidade de muitos brasileiros”.

(Kelly Komatsu, pesquisadora, 40 anos)

Texto II

   “Acredito que é mais uma questão de disciplina e de esforço pessoal. Quando descobrimos que por meio da leitura podemos adquirir e ampliar nossos conhecimentos, viajar por mundos desconhecidos, e que ela só nos traz benefícios, com certeza não vamos querer parar de ler. Os estímulos nós já temos, seja na escola ou no meio em que vivemos, e nosso universo literário é amplo e riquíssimo, basta saber aproveitar.”

(Alessandra Avanso, pedagoga, 36 anos).

Tavares, Rosemeire Aparecida Alves. Vontade de saber português, 7º ano/ Rosemeire Aparecida Alves Tavares, Tatiane Brugnerotto Conselvan. 1. ed. São Paulo: FTD, 2012, p. 82.

As opiniões da pesquisadora e da pedagoga quanto ao hábito de ler livros são

A
B
C
D


(OBJETIVO). Leia o texto e responda as questões 11 e 12.

O HOMEM FAZ O CLIMA. E FAZ MAL

   A interferência do homem no meio ambiente pode acelerar em milhares de anos os processos naturais de mudanças climáticas e trazer graves consequências à vida na Terra. O consumo desenfreado e a explosão demográfica têm sido fatores de forte influência entre as atividades humanas.

   Em consequência, fenômenos como a elevação da taxa de emissão de gás carbônico (CO₂) na atmosfera podem atingir picos incontroláveis em poucas décadas, sem que a vida na Terra consiga se adaptar. Se nada for feito, daqui a um século poderemos viver num ambiente de catástrofe.

   Se a temperatura não parar de subir, daqui a cerca de 100 anos poderemos ter grandes mudanças na ocorrência de fenômenos como tormentas e furacões. A elevação do nível dos oceanos, consequência do aquecimento global, pode levar o mar a invadir parte das grandes cidades litorâneas e se misturar com fontes de água potável, como os rios que nele deságuam, salinizando-as. Águas provenientes do derretimento dos picos das montanhas geladas poderão invadir vales e cidades em seu entorno. Espécies mais sensíveis correm o risco de extinção, causando desequilíbrio nos ecossistemas e nas cadeias alimentares.

   O cenário de catástrofe está desenhado. Resta ao homem fazer alguma coisa para evitar a concretização dessas profecias.

(Karen Gimenez. O homem faz o clima. E faz mal. Superinteressante, São Paulo, set. 2008. Edição especial. As 30 maiores descobertas da ciência, p. 34. Adaptado.)

Vocabulário:

1. desenfreado – sem moderação, excessivo.

2. explosão demográfica – aumento elevado e repentino da população de seres humanos.

3. salinizar – tornar(-se) salino (que tem sal).

11
A finalidade desse texto é
A
B
C
D


12
O texto analisa
A
B
C
D




Quiz 14: PORTUGUÊS 7° ANO

Quiz 14: PORTUGUÊS 7° ANO
QUIZ 14: PORTUGUÊS 7° ANO

(SEDUCE-GO - 5ª P.D - 2017). Leia o texto e, a seguir, responda as questões 01, 02, 03, 04 e 05.

A bolsa amarela (trecho)

Lygia Bojunga

   Meu irmão chegou em casa com um embrulho. Gritou da porta:

    – Pacote da tia Brunilda!

    Todo mundo correu, minha irmã falou:

   – Olha como vem coisa.

   Arrebentaram o barbante, rasgaram o papel, tudo se espalhou na mesa.

   Aí foi aquela confusão:

   – O vestido vermelho é meu.

    – Ih, que colar bacana! Vai combinar com o meu suéter.

   – Vê se veio alguma camisa do tio Júlio pra mim.

   – Que sapato alinhado, tá com jeito de ser meu número.

   Eu fico boba de ver como a tia Brunilda compra roupa. Compra e enjoa.

   Enjoa tudo: vestido, bolsa, sapato, blusa. Usa três, quatro vezes e pronto: enjoa. Outro dia e perguntei:

   – Se ela enjoa tão depressa, pra que ela compra tanto? É pra poder enjoar mais?

   Aí aconteceu uma coisa diferente: de repente sobrou uma coisa pra mim.

   − Toma, Raquel, fica pra você.

   Era a bolsa.

   [..]

   A bolsa amarela não tinha fecho. Já pensou? Resolvi que naquele dia mesmo eu ia arranjar um fecho pra ela.

   Peguei um dinheiro que eu vinha economizando e fui numa casa que conserta e reforma bolsas. Falei que queria um fecho e o vendedor me mostrou um, dizendo que era o melhor que ele tinha. Custava muito caro, meu dinheiro não dava.

   – E aquele? – apontei. Era um fecho meio pobre, mas brilhando que só vendo.

   O homem fez cara de pouco caso, disse que não era bom. Experimentei.

   – Mas ele abre e fecha tão bem.

   O homem disse que o fecho era muito barato: ia enguiçar. Vibrei! Era isso mesmo que eu tava querendo: um fecho com vontade de enguiçar. Pedi pro vendedor atender outro freguês enquanto eu pensava um pouco. Virei pro fecho e passei uma cantada nele:

   – Escuta aqui fecho, eu quero guardar umas coisas bem guardadas aqui dentro dessa bolsa. Mas você sabe como é que é, não é? Às vezes vão abrindo a bolsa da gente assim sem mais nem menos; se isso acontecer você precisa enguiçar, viu? Você enguiça quando eu pensar “enguiça”, enguiça?

   O fecho ficou olhando pra minha cara. Não disse que sim nem que não. Eu vi que ele tava querendo uma coisa em troca.

   – Olha, eu já vi que você tem mania de brilhar. Se você enguiçar na hora que precisa, eu prometo viver polindo você pra te deixar com essa pinta de espelho. Certo?

   O fecho falou um tlique bem baixinho com todo o jeito de “certo”. Chamei o vendedor e pedi pra ele botar o fecho na bolsa.

Disponível em: https://literaturaemcontagotas.wordpress.com/2009 /02/28/bojunga-e-a-bolsa-amarela/. Acesso em: 30 maio 2017.

01
O trecho do texto que expressa uma opinião é
A
B
C
D


02
No trecho “Você enguiça quando eu pensar ‘enguiça’, enguiça?”, o termo “quando” demonstra uma circunstância de
A
B
C
D


03
O trecho “Virei pro fecho e passei uma cantada nele: (...).” é um exemplo de linguagem
A
B
C
D


04
O fato que deu início à narrativa foi o/a
A
B
C
D


05
No trecho “Eu fico boba de ver como a tia Brunilda compra roupa.”, a expressão “fico boba” quer dizer que a menina está
A
B
C
D


06
(SEDUCE-GO - 5ª P.D - 2017). Leia os textos e, a seguir, responda.

Texto I

Animais em perigo

    Adorei a reportagem “Sobrou só 1” (número 5, ano 14), que mostrou as ararinhas da Bahia. É muito bom saber que a SUPER se preocupa com a ecologia. Infelizmente existe muita gente por aí que sacrifica a natureza por causa da ganância e do lucro fácil.

Carlos César Curi - via internet

Texto II

Exigências

    Muito comovente a história da ararinha-azul. Mas achei o macho bastante exigente. É triste ver tantas tentativas de procriação darem errado.

Cláudia Guimarães - Ipameri, GO

Disponível em: http://super.abril.com.br/cultura/leitores-via-e-mail/. Acesso em: 30 maio 2017.

Em relação à história da ararinha-azul, percebe-se que os autores dos textos I e II apresentam opiniões

A
B
C
D


(SEDUCE-GO - 5ª P.D - 2017). Leia o texto e, a seguir, responda as questões 07 e 08.

Aprendizagem

Flávio Carneiro

   – Mãe, cabelo demora quanto tempo pra crescer?

   – Hã?

   – Se eu cortar meu cabelo hoje, quando é que ele vai crescer de novo?

   – Cabelo está sempre crescendo, Beatriz. É que nem unha.

   A comparação deixa a menina meio confusa. Ela não está preocupada com unhas.

   – Todo dia, mãe?

   – É, só que a gente não repara.

   – Por quê?

   – Porque as pessoas têm mais o que fazer, não acha?

   A menina não sabe se essa é uma pergunta do tipo que precisa ser respondida ou é daquelas que a gente ouve e pronto. Prefere não responder.

   – Você é muito ocupada, não é, mãe?

   – Hã?

   – Nada, não.

   A mãe termina de passar a roupa e vai guardando tudo no armário.

   Enquanto isso, Beatriz corre até o quartinho de costura, pega a fita métrica e mede novamente o cabelo da boneca. Ela tinha cortado aquele cabelo com todo o cuidado do mundo, pra ficar parecido com o da mãe, mas a verdade é que ficou meio torto.

   "Nada, não cresceu nada", ela conclui, guardando a fita. E já tem uma semana!

   Depois volta para onde está a mãe, que agora lustra os móveis.

   – Mãe, existe alguma doença que faz o cabelo da gente não crescer?

   – Mas de novo essa conversa de cabelo! Não tem outra coisa pra pensar não, criatura?

   Sobre essa pergunta não há dúvida: é do tipo que você não deve responder.

   A mãe continua trabalhando. Precisa se apressar. Dali a pouco a patroa chega da rua e o almoço nem está pronto ainda.

   – Mãe!

   – O que foi?

    – É que eu estava aqui pensando.

   – Pensando o quê?

   Beatriz não responde. Espera um pouco, tentando achar as palavras certas.

   – Vai, fala logo.

    – Quando a gente faz uma coisa, sabe, e não dá mais para voltar atrás, entendeu?

    – Não, não entendi.

   Ela abaixa a cabeça, dá um tempinho e resolve arriscar:

   – Então, se você não entendeu, posso continuar perguntando sobre cabelo?

   – Ai, meu Deus!

   Beatriz deixa a mãe trabalhando e vai procurar de novo sua boneca.

    Pega a boneca no colo e diz no ouvido dela:

   – Não liga, não. Cabelo de boneca é assim mesmo, cresce devagar, viu?

    E com um carinho:

    – Foi minha mãe que me ensinou.

Disponível em: https://novaescola.org.br/conteudo/4304/aprendizagem. Acesso em: 30 maio 2017.

07
No trecho “Ela tinha cortado aquele cabelo com todo o cuidado do mundo (...).” (15º parágrafo), o termo “ela” refere-se à
A
B
C
D


08
No trecho “E já tem uma semana!” (16º parágrafo), o ponto de exclamação indica
A
B
C
D


(SEDUCE-GO - 5ª P.D - 2017). Leia o texto e, a seguir, responda as questões 09 e 10.

O gato malhado e andorinha Sinhá (trecho)

Jorge Amado

   Um gato mau. Mau e egoísta. Deitava-se pela manhã sobre o capim para que o Sol o esquentasse, mas, apenas o Sol subia no céu, ele o abandonava por qualquer sombra cariciosa. Ingrato. Durante muito tempo, uma Goiabeira de tronco carunchoso alimentou a ilusão de que o Gato Malhado a amava e disso se vangloriou perante todas as árvores do parque. Só porque ele vinha, flexível, corpo sensual, enroscar-se contra seu tronco nodoso no meio da tarde solarenga. A Goiabeira, que passava por ser original, sentiu-se vaidosa com a preferência de um tipo tão difícil e discutido. Procurou um cirurgião plástico, a fim de limpar-se de todos os nós que lhe enfeavam o tronco, fez-se bela para o Gato Malhado. E, de tronco liso e limpo, o esperou. Mas quando ele viu que não podia coçar-se naquele tronco sem nós nem reentrâncias, voltou as costas à Goiabeira e jamais sequer novamente a mirou. Durante algum tempo, devido a esta aventura, a Goiabeira foi a vítima predileta das pilhérias (de mau gosto) dos habitantes do parque. Até a Velha Coruja, que morava na jaqueira, riu quando lhe contaram a história.

Disponível em: https://houdelier.com/pdfs/gato_ malhado_e_a_andorinha_sinha_sp.pdf. Acesso em: 30 maio 2017.

09
No trecho “(...) e jamais sequer novamente a mirou.”, o termo “a” refere-se à
A
B
C
D


10
No trecho “(...) ele o abandonava por qualquer sombra cariciosa.”, o termo “ele” faz referência ao
A
B
C
D


11
(SAETHE). Leia o texto abaixo.

Nosso folclore

   O nosso Brasil é um país riquíssimo em tradições folclóricas. Isso se deve às várias influências que recebemos de outros povos, como os europeus, asiáticos, africanos, além dos indígenas que aqui viviam.

    Todos esses povos ajudaram a formar o nosso folclore, através dos costumes, crendices e lendas que trouxeram de seus países de origem. [...]

    O folclore está presente nas músicas, nas quadrinhas, nos brinquedos e brincadeiras, nas superstições e crendices populares, nas adivinhas, nos pratos típicos, nas danças, nos mitos e lendas. As lendas são pequenas histórias contadas ao longo do tempo por nossos antepassados e que continuam vivas através de personagens reais ou não.

Disponível em: http://www.brasilzinho.com.br/base_folclore.htm. Acesso em: 20 mar. 2014. Fragmento.

O trecho desse texto que apresenta ideia de lugar é:

A
B
C
D


12
(SAETHE). Leia o texto abaixo.

Texto 1

A língua de Avatar

   […] Em Avatar, o artifício mais engenhoso fica por conta do idioma concebido pelo linguista Paul Frommer para o planeta Pandora, palco dos conflitos entre humanos e os seres da raça Na’vi.

   Em 2005, Cameron entregou a Frommer, então chefe do departamento de Linguística da University of Southern California, um roteiro que continha, entre outras coisas, 30 termos do que viria a ser a língua fictícia – em sua maioria nomes de personagens e animais – cuja sonoridade assemelhava-se à das línguas polinésias. A partir disso, o linguista criou um vocabulário alienígena composto por mil palavras, com estruturas sintáticas e morfológicas emprestadas de diversas línguas, com preferência pelas mais exóticas, como o persa e algumas africanas.

Texto 2

Klingon

   Já a língua Klingon, da clássica franquia, Jornada nas estrelas, ganhou até dicionário, com 2 mil verbetes e 800 mil exemplares vendidos. O idioma surgiu em 1984 em Jornada nas Estrelas III: à procura de Spock. Mais tarde, o linguista Marc Okrand foi contratado para o seriado Nova Geração com a missão de elaborar uma estrutura sintática e lexical para a língua.

   Para se ter uma ideia da repercussão do Klingon entre os fãs da série, foi criado um instituto com base no trabalho de Okrand – o Klingon Language Institute (www.kli.org) –, que conta com 600 membros, diálogos em linguagem extraterrestre e até traduções de clássicos da literatura.

Língua Portuguesa, mar. 2010. p. 16-17. Fragmento.

Esses dois textos falam sobre

A
B
C
D




Quiz 13: PORTUGUÊS 7° ANO

Quiz 13: PORTUGUÊS 7° ANO
QUIZ 13: PORTUGUÊS 7° ANO

01
(SEDUCE-GO - 4ª P.D - 2017). Leia o texto e, a seguir, responda.

   O menino perdeu o cachorrinho de estimação.

   A amiga tenta ajudar:

   – Por que você não coloca um anúncio no jornal?

   – De que adianta? Ele não sabe ler!

Disponível em: http//www.duna.com.br/piadas.htm. Acesso em: 09 maio 2017.

Essa piada é engraçada porque

A
B
C
D


02
(SEDUCE-GO - 4ª P.D - 2017). Leia o texto e, a seguir, responda.

Disponível em: http://www.ebc.com.br/2012/11/campanha-quer-reduzir-elevado -numero-de-homicidios-por-motivos-banais-no-brasil. Acesso em: 05 maio 2017.

Do cartaz, pode-se inferir que, ao contar até dez,

A
B
C
D


(SEDUCE-GO - 4ª P.D - 2017). Leia o texto e, a seguir, responda as questões 03, 04 e 05.

Apple: menino de 13 anos desenvolve aplicativo

    Em Brasília, um estudante de apenas 13 anos desenvolve programas para a Apple, uma das maiores empresas de tecnologia do mundo. Além disso, Rafael Costa, aluno da sétima série, dá palestras em universidades e ensina o que sabe para pessoas mais velhas do que ele.

   O palestrante, que é um dos mais jovens desenvolvedores de aplicativos da Apple, quando chega num auditório o silêncio se instala. Com óculos de grau e aparelho nos dentes, o estudante aborda assuntos sobre tecnologia, linguagem de programação de computadores e até a respeito de estratégias de marketing.

   No colégio Leonardo da Vinci, onde estuda, Rafael é chamado de gênio, em tom de brincadeira, por professores e colegas. No total, apresentou nove produtos aprovados pela multinacional. Depois disso, ministra palestras em Brasília - em locais como Banco do Brasil e faculdades - para contar sua experiência.

    [...]

Disponível em: http://douranews.com.br/brasil/item/29058-menino -brasiliense-de-13-anos-desenvolve-programas-para-a- aplee?tmpltmpl=component&print=1. Acesso em: 09 maio 2017.

03
Qual dos fragmentos abaixo apresenta a ideia de tempo?
A
B
C
D


04
No trecho “Além disso, Rafael Costa, aluno da sétima série, dá palestras em universidades(...)” (primeiro parágrafo), a expressão “Além disso” dá ideia de
A
B
C
D


05
No trecho “No colégio Leonardo da Vinci, onde estuda,...”, a expressão “onde estuda” dá ideia de
A
B
C
D


06
(SEDUCE-GO - 4ª P.D - 2017). Leia o texto e, a seguir, responda.

Garota de 7 anos cria selos

    A cearense Érika Silva Albuquerque tem 7 anos, mas já sabe o que quer ser: desenhista.

    E talento ela tem de sobra: Érika foi a vencedora, na categoria desenho, do concurso Criança e Cidadania. Na categoria redação, o primeiro colocado foi André Queiroz Ramalho, de 10 anos. O desenho de Érika irá virar selos e a redação de André será exposta no Museu dos Correios, em Brasília.

    Érika e André concorreram com mais de 25 mil crianças. Os trabalhos mostram a visão das crianças em relação aos seus direitos e deveres. (...)

Jornal da tarde. São Paulo, Pinus, abr.1998, p.43.

No trecho “E talento ela tem de sobra: (...).”, a expressão “de sobra”, significa que a garota é

A
B
C
D


07
(SEDUCE-GO - 4ª P.D - 2017). Leia o texto e, a seguir, responda.

Sono Pesado

Claudia Thebas

   Toca o despertador e meu pai vem me chamar:

   – Levanta, filho, levanta, tá na hora de acordar.

   Uma coisa, no entanto, impede que eu me levante:

   sentado nas minhas costas, há um enorme elefante.

   Ele tem essa mania, todo dia vem aqui.

   Senta em cima de mim, e começa a ler gibi.

   O sono, que estava bom, fica ainda mais pesado.

   Como eu posso levantar

   Com o bichão aí sentado?

   O meu pai não vê o bicho, deve estar ruim de vista.

   Podia me deixar dormindo, enquanto ia ao oculista...

   Espera um pouco, papai...

   Não precisa ser agora.

   Daqui a cinco minutos o elefante vai embora!

   Mas meu pai insiste tanto, que eu levanto, carrancudo.

   Vou pra escola, que remédio,

   Com o bicho nas costas e tudo!

   THEBAS, Cláudia. Amigos do Peito. Editora Formato, 2008.

Disponível em: http:// portadoprofessor.mec.gov.br/fichatecnicaAu-la.html?aula=24177. Acesso em: 8 maio 2017.

Nos versos "Vou pra escola, que remédio, /Com o bicho nas costas e tudo!”, o ponto de exclamação no final da frase enfatiza que o menino ficou

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(SEDUCE-GO - 4ª P.D - 2017). Leia o texto e, a seguir, responda.

E vem o Sol

João Anzanello Carrascoza

   [...]

   Enfiou-se pelo corredor silencioso, farejando a descoberta. Deteve-se um instante. O ruído lúdico novamente atraiu o menino. A voz o chamava sem saber seu nome.

   Então chegou à porta do quarto - e lá estava o outro menino, que logo se virou ao dar pela sua presença. Miraram-se, os olhos secos da diferença. Mas já se molhando por dentro, se amolecendo. O outro não lhe perguntou quem era nem de onde vinha. Disse apenas: quer brincar? Queria. O Sol renasceu nele. Há tanto tempo precisava desse novo amigo.

Disponível em: http://novaescola.org.br/lingua-portuguesa /pratica-pedagogica/vem-sol-423512.shtm. Acesso em: 15 maio 2017.

No trecho “Disse apenas: quer brincar? Queria. O Sol renasceu nele. Há tanto tempo precisava desse novo amigo.”, ao utilizar a expressão “O Sol renasceu nele.”, o autor quis reforçar o quanto o menino ficou

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(SEDUCE-GO - 4ª P.D - 2017). Leia o texto e, a seguir, responda.

A descoberta

Eu era magrinho.

   Magrinho, o menor do colégio. Tinha seis anos quando lá entrei, diretamente na segunda série primária. E porque era pequeno (e talvez também porque era filho de uma professora), os mais velhos debochavam de mim.

   Uma tarde, eu brincava no pátio, sozinho. Era hora do recreio; a meu redor, todos corriam, jogavam bola, mas eu, distraído, esgaravatava* a terra com um graveto.

    De repente, achei uma moeda.

   Uma moeda de duzentos réis! Que sorte. E logo em seguida achei outra moeda. E outra, e mais outra! Imaginei que tinha descoberto um oculto tesouro, decerto ali enterrado pelos piratas em épocas remotas – quando as ondas do mar vinham quebrar no pátio do colégio. Eu agora cavava furiosamente, gritando, sem poder me conter: Um tesouro! Achei um tesouro!

    Não, não era um tesouro. Colocado atrás de mim, um garoto atirava habilidosamente as moedas que eu pensava estar encontrando. E de repente me dei conta: porque estavam todos a meu redor, rindo, rindo a valer. Fiquei furioso. E quando o garoto me pediu o dinheiro, não quis entregá-lo: era meu! Me arrancaram as moedas à força e foram embora, rindo. Fiquei sozinho no pátio, chorando.

    Mas eu realmente tinha encontrado um tesouro. Não as moedas: a história. Aquela, dos piratas… Minha imaginação fervilhava: um tesouro.

Vocabulário:

* esgaravatar: remexer a terra.

SCLIAR, Moacyr.Memórias de um aprendiz de escritor. São Paulo: Cia. Editora Nacional, 1984. p. 9-10.

Os garotos mais velhos debochavam do menino (narrador-personagem) porque ele

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(SEDUCE-GO - 4ª P.D - 2017). Leia o texto e, a seguir, responda.

Disponível em: http//www.professorescompartilhandoatividades. blogspot.Com.br/2013/09/novo-post-simulados -para-prova-brasil-5.html. Acesso em: 08 maio 2017.

No 3º quadrinho, a expressão do personagem e sua fala "AHHH!" indica que ele ficou

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(OURO BRANCO-MG). Leia o texto abaixo.

Máquinas voadoras

    O ser humano sempre admirou a capacidade de voo dos pássaros. Ao longo da história, há vários registros de tentativas de voo, sempre frustradas, mas que deixaram clara a busca do homem pela conquista dos ares. É até engraçado imaginar como eram essas tentativas, imagine só: usar um par de asas feitas de madeira e penas, imitando as asas dos pássaros que eram colocadas nos braços e a ideia é que se movimentassem como asas. Agora pode mesmo parecer engraçado, mas eles levavam muito a sério!

    O fato é que quem primeiro pensou em algum instrumento mais viável para voar, através de um estudo científico, foi Leonardo da Vinci, que criou um protótipo de avião no século XV.

   Outro fato marcante para a história da aviação foi a invenção dos planadores, por Otto Lilienthal. [...]

    Entre essas máquinas voadoras maravilhosas, não podemos nos esquecer dos balões, que viraram “febre” em 1783, ano da primeira ascensão de um balão tripulado. O problema que logo ficou evidente é que não havia como controlá-los, e nem sempre eles desciam onde as pessoas queriam.

   Este problema foi solucionado somente cem anos depois, em 1898, quando o brasileiro Alberto Santos Dumont construiu o primeiro balão semirrígido, chamado de dirigível. Tinha forma de charuto e seu motor era movido à gasolina. Os dirigíveis foram usados para fins comerciais por algum tempo, até que um de seus modelos mais famosos, o Zeppelin, pegou fogo ao pousar em um aeródromo dos EUA.

   Finalmente, o parente mais próximo do avião que conhecemos hoje foi aos ares pela primeira vez em 1906: era o 14 Bis, também criado por Santos Dumont.

   [...]

Disponível em: http://www.smartkids.com.br/especiais/maquinas-voadoras.html. Acesso em: 17 abr. 2012. Fragmento.

De acordo com esse texto, Leonardo Da Vinci criou

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(OURO BRANCO-MG). Leia o texto abaixo.

A mosca que mora na teia

    Pra encurtar a história, nem vou contar como Maradona, a mosca, escapou do açucareiro, pois foi tampada lá dentro e não havia meio de alguém destampar.

   Não vou contar também como foi que Maradona aprendeu que através da vidraça mosca não passa.

    Pois bem… um dia Maradona caiu na teia.

    – Lá vem a aranha… ronc, ronc, ronc… preciso esconder-me…

    – Aonde, meu Deus? Que teia mais pegajosa! – gritava Maradona.

    A aranha vinha vindo, chegando devagarinho.

   – Virar almoço de aranha, não!!! – gritava aterrorizada Maradona.

    E a aranha vinha andando, andando.

    A aranha vinha andando, andando e por sorte, mas por muita sorte mesmo alguém acendeu a luz.

    A sombra apareceu na parede. Maradona ficou grande, maior que a aranha. A aranha levou um susto tão grande que morreu de susto e caiu.

   Maradona resolveu então morar na teia: a teia da mosca.

Disponível em: http://www.historias-infantis.com/a-mosca-que-mora-na-teia/. Acesso em: 15 abr. 2013.

No trecho “... foi tampada lá dentro...” (1° parágrafo), a expressão destacada refere-se à palavra

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