segunda-feira, 1 de janeiro de 2018

Quiz 15: PORTUGUÊS 8° ANO

Quiz 15: PORTUGUÊS 8° ANO
QUIZ 15: PORTUGUÊS 8° ANO

(SEDUCE-GO - 5ª P.D - 2017). Leia o texto e, a seguir, responda as questões 01 e 02.

Um Amor Para Recordar

Livy

   Acabei de ler Um Amor Para Recordar e decidi que tinha que fazer esta resenha enquanto ainda tenho este incrível sentimento em mim (para bom entendedor: enquanto ainda estou com os olhos inchados de tanto chorar). Ok! Quem já leu algum livro do Nicholas Sparks, ou assistiu a algum dos filmes baseados nestes livros, vai saber do que estou falando. Suas estórias conseguem arrancar um pedaço do seu coração, e ao mesmo tempo te deixar com aquela sensação de que acabou de ler a estória mais linda que existe. Quando comecei a ler, não imaginei que o livro fosse me fazer chorar tanto quanto chorei, já que eu já sabia como a estória terminaria. Mas o fato é que o livro te surpreende, mesmo com o desfecho previsível. Cada detalhe é fascinante e o amor entre Jamie e Landon é inesquecível. Acho também que é possível tirar muitas lições do livro, e dentre elas o fato de que o amor e a fé nos dão forças e superam tudo. Não há como deixar de refletir sobre a importância da vida e o significado de nossos atos.

   Jamie é um exemplo de fé e de amor ao próximo, sempre buscando ajudar a todos, com bondade, sem guardar rancor e superando tudo com amor. Também é admirável, sendo uma pessoa simples e altruísta, de forma que poucos são, mesmo com o caminho já traçado pelo qual terá que passar.

   Além da beleza de Jamie, com sua fé e bondade inabaláveis, é incrível ver o amadurecimento de Landon e o modo como seu amor por Jamie transborda seu modo de encarar a vida para sempre. Achei o amor do casal, que cresce de forma tão bonita, aos pouquinhos conforme convivem, a coisa mais linda da estória. No começo você pode achar difícil que a estória vá te emocionar... Mas eu digo uma coisa: abra seu coração e deixe-se levar pelo romance e se emocione. Não há como evitar!

   Um Amor Para Recordar é, sem dúvida alguma, um livro que todos deveriam ter a oportunidade de ler. Nele vemos o significado da vida e do amor da forma mais pura e verdadeira, e podemos até mesmo parar para refletir e mudar muitos dos nossos conceitos.

Disponível em: http://www.nomundodoslivros.com/2011/05/ um-amor-para-recordar-de-nicholas.html. Acesso em: 17 maio 2017.

01
Segundo a autora da resenha, ao ler o livro “Um amor para recordar”, pode-se tirar como lição o fato de que o
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02
No trecho “No começo você pode achar difícil que a estória vá te emocionar... Mas eu digo uma coisa: abra seu coração e deixe-se levar pelo romance e se emocione. Não há como evitar!”, a recomendação da resenhista para que todos leiam o livro “Um amor para recordar” demonstra que ela é
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03
(SEDUCE-GO - 5ª P.D - 2017). O texto e, a seguir, responda.

Disponível em: http://artepardal.blogspot.com.br /2013_09_01_archive.html. Acesso em: 29 maio 2017.

Pela mensagem verbal e pela imagem, é possível entender que o anúncio

A
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04
(SEDUCE-GO - 5ª P.D - 2017).Leia o texto e, a seguir, responda.

Amizadão

Ulisses Tavares

   Amigo, como o ar:

   Some e volta some e volta.

   No peito da gente, fica.

(Viva a poesia viva. 7. ed. São Paulo: Saraiva, 2004.)

A finalidade do texto acima é

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(SEDUCE-GO - 5ª P.D - 2017). Leia os textos e, a seguir, responda.

   UIltraje a Rigor - Nós Vamos Invadir Sua Praia é um livro perfeito para quem é fã, ou até mesmo para quem não é e quer conhecer mais sobre o trabalho e trajetória do grupo. O grupo não é da minha época, mas eu já ouvi, e você com certeza também já ouviu estas músicas: Inútil, Marylou, Eu me amo, Nós Vamos Invadir sua Praia. O Ultraje a Rigor faz parte de uma geração de bandas de rock dos anos 80, e é justamente nesta época em que o rock começou a fazer sucesso no Brasil.

   O livro nos traz uma biografia super dinâmica, cheia de fotos, letras de músicas, depoimentos, cores, curiosidades, e com um trabalho gráfico muito lindo. Tudo muito atrativo! O livro conta também com muitas histórias e fotos descontraídas. Andréa Assenção conseguiu transmitir todo o humor do Ultraje durante o livro, e fez um trabalho excelente. Também percebemos como o humor é presente na trajetória da banda e em suas músicas que marcaram época e que continuam fazendo sucesso até hoje.

   Sem dúvida, este livro, escrito por Andréa Assenção, é daqueles livros que nos faz sentir parte da história e toda a luta de uma das bandas mais queridas do rock nacional. E eu, por exemplo, que não conheço todas as músicas, fiquei com uma vontade imensa de ouvir todas depois de ler esta biografia.

Disponível em: http://www.nomundodoslivros.com/2011/09/re .senha-ultraje-rigor-nos-vamos-invadir.html. Acesso em: 18 maio 2017.

O texto tem a finalidade de

A
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(SEDUCE-GO - 5ª P.D - 2017). Leia o texto e, a seguir, responda.

Marinha VI

Gabriel Bicalho

   e

   no

   mar

   sereno

   sem remo

   sem rumo

   sem rumor

   :

   vê-las soltas ao sol

   as brancas velas

   do amor

Disponível em: http://www.antoniomiranda.com.br/poesia- infantil/img/Gabriel-bicalho.jpg. Acesso em: 18 maio 2017.

No verso: “vê-las soltas ao sol”, o termo “las” refere-se, no poema, à palavra

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(SEDUCE-GO - 5ª P.D - 2017). Leia o texto e, a seguir, responda as questões 07 e 08.

Cora Coralina - Todas as Vidas

Traduzir a poesia

Bruno Carmelo

   É um alívio perceber que a porta de entrada do filme para a vida de Cora Coralina é a poesia. Parece uma escolha óbvia, mas não é: o diretor Renato Barbieri poderia se ater à imagem da escritora, à reconstituição idêntica aos fatos históricos, à vida de Cora como mãe, esposa, cozinheira etc. Entretanto, pela estética lúdica e pela leitura múltipla dos textos, percebe-se que a personagem é valorizada, acima de tudo, por sua produção artística.

   Cora Coralina é interpretada por diversas atrizes, que fazem menos um trabalho clássico de atuação do que uma evocação livre da escritora goiana. Ao invés de se preocuparem com a imitação, elas fornecem pontos de apoio para o espectador situar a poetisa no bairro onde morava, na casa em que cozinhava seus doces, na paisagem específica da ponte da Lapa. A aparência de Cora importa pouco: o principal é sua experiência de vida refletida nos textos. O público trava contato com as obras autobiográficas ora pela leitura floreada de Zezé Motta e Beth Goulart, ora pelo estilo duro de Camila Márdila e Teresa Seiblitz; ora com a gravidade de Walderez de Barros, ora com a fragilidade de Maju Souza.

   O subtítulo porta muito bem o seu nome, fazendo da fragmentação e da multiplicação uma maneira de comportar, simbolicamente, a riqueza interna de Cora Coralina. Enquanto especialistas discorrem sobre o estilo da escrita e sua evolução ao longo do tempo, amigos próximos contam episódios pessoais e traçam uma cronologia dos fatos. Isso não impede que a montagem trate a história da protagonista de modo excessivamente linear e verbal – somos constantemente informados para onde ela foi e de onde voltou, mas sabemos pouco do que sentiu ou expressou aos amigos. A captação das entrevistas, vale dizer, sofre com uma qualidade de fotografia e som desiguais. Mas a transição do documentário para ficção serve para construir uma espécie de lirismo campestre, contemplativo.

   A própria Cora, quando aparece, tem sua imagem fantasmática projetada na parede da casa onde morou. Este é mais um belo recurso da direção, respeitando o espectro enquanto tal, com a devida distância trazida pelo tempo e pela qualidade amadora do material de arquivo. O resultado é um olhar nostálgico, valorativo da mulher como trabalhadora, pioneira, disposta a confrontar a moral de um Brasil interiorano e conservador. Como bom pesquisador, Barbieri demonstra a necessidade de justificar suas escolhas, comprovando por vias fatuais o valor da poesia de Cora e seu caráter pioneiro na sociedade.

   Por fim, o espectador pode ter a impressão de assistir um projeto doméstico, inofensivo com suas cores pastéis e edição lânguida. O filme não traz revelações nem investigações profundas: em outras palavras, ele recusa o espetáculo. Para uma cinebiografia, esta é uma bem-vinda exceção. O diretor conseguiu encontrar uma forma visual capaz de dialogar com o estilo textual de Cora Coralina, sem rivalizar com ele ou tentar superá-lo. Esta talvez seja a melhor forma de homenagem: a poetisa tem seu estilo próprio refletido numa linguagem artística diferente da sua, de modo a estabelecer uma fértil expansão dos sentidos. O cinema apoia a literatura, que reforça o cinema.

Disponível em: http://www.adorocinema.com/filmes/ filme-244818/criticas-adorocinema/. Acesso em: 19 maio 2017.

07
No trecho: “Entretanto, pela estética lúdica e pela leitura múltipla dos textos, percebe-se que a personagem é valorizada, acima de tudo, por sua produção artística. ”, o termo “sua” refere-se à produção artística de
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08
No trecho: “...na casa em que cozinhava seus doces, na paisagem específica da ponte da Lapa. (...). ”, a expressão “na paisagem específica da ponte da lapa” indica
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09
(SEDUCE-GO - 5ª P.D - 2017).Leia o texto e, a seguir, responda as questões 09 e 10.

Poeminha amoroso

Cora Coralina

   Este é um poema de amor tão meigo, tão terno, tão teu... É uma oferenda aos teus momentos de luta e de brisa e de céu... E eu, quero te servir a poesia numa concha azul do mar ou numa cesta de flores do campo. Talvez tu possas entender o meu amor. Mas se isso não acontecer, não importa. Já está declarado e estampado nas linhas e entrelinhas deste pequeno poema, o verso; o tão famoso e inesperado verso que te deixará pasmo, surpreso, perplexo... eu te amo, perdoa-me, eu te amo...

Disponível em: https://pensador.uol.com.br/poemas_de_coralina/. Acesso em: 22 maio 2017.

No verso: “te deixará pasmo, surpreso, perplexo...”, a ordem em que as palavras em destaque se encontram pode sugerir que as sensações do eu lírico se

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10
O trecho em que o eu lírico fala, diretamente, à pessoa amada é
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11
(SARESP 2011). Leia o texto abaixo.

O galo que logrou a raposa

   Um velho galo matreiro, percebendo a aproximação da raposa, empoleirou-se numa árvore. A raposa, desapontada, murmurou consigo: “Deixe estar, seu malandro, que já te curo!. .. E em voz alta:

   – Amigo, venho contar uma grande novidade: acabou-se a guerra entre os animais. Lobo e cordeiro, gavião e pinto, onça e veado, raposa e galinhas, todos os bichos andam agora aos beijos, como namorados.

   Desça desse poleiro e venha receber o meu abraço de paz e amor.

   – Muito bem! – exclama o galo. Não imagina como tal notícia me alegra! Que beleza vai ficar o mundo, limpo de guerras, crueldades e traições! Vou já descer para abraçar a amiga raposa, mas ... como lá vêm vindo três cachorros, acho bom esperá-los, para que também eles tomem parte na confraternização.

   Ao ouvir falar em cachorro, Dona Raposa não quis saber de histórias, e tratou de pôr-se ao fresco, dizendo:

   – Infelizmente, amigo Có-có-ri-có, tenho pressa e não posso esperar pelos amigos cães. Fica para outra vez a festa, sim? Até logo. E raspou-se.

Contra esperteza, esperteza e meia. (Monteiro Lobato. Fábulas)

Esse texto é narrado

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Leia o texto a seguir e responda.

FIQUE DE OLHO

Sex, 04/03/11 por Editor | categoria se liga

   A galera de Malhação está esperta combatendo a dengue! Theo e Pedro participaram de um mutirão no bairro, e Josiane e Dodói tomaram todos os cuidados para evitar focos do mosquito transmissor da doença na república.

   Eliminar focos de dengue é muito fácil! Se liga nas dicas! Coloque areia nos pratinhos das plantas e tampe caixas d’água e cisternas. Não deixe água acumular em nenhum tipo de recipiente e mantenha a lixeira sempre fechada! E se acha que já foi infectado, procure orientação médica!

Fonte: Malhação. Fique de olho. Disponível em: http://malhacao.globo.com. Acesso em: 17/03/2011. Adaptado.

O autor do texto utilizou uma linguagem mais informal para

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Quiz 14: PORTUGUÊS 8° ANO

Quiz 14: PORTUGUÊS 8° ANO
QUIZ 14: PORTUGUÊS 8° ANO

01
(SEDUCE-GO - 5ª P.D - 2016). Leia o texto e, a seguir, responda.

Disponível em: http://clubedamafalda.blogspot.com.br/ 2006_06_01_archive.html#.Vz8WZfkrJ1s . Acesso em: 12 maio 2016.

Qual é a principal finalidade deste texto?

A
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02
(SEDUCE-GO - 5ª P.D - 2016). Leia o texto e, a seguir, responda as questões 02 e 03.

Guerra de Troia vira jogo de futebol em novo livro

Uirá Machado

   Numa época em que aplicativos e redes sociais tornam a comunicação cada vez mais simples e rápida, como atrair a atenção das crianças para um livro como a “Ilíada”?

   Atribuído a Homero, o poema grego é um dos maiores clássicos da literatura. Porém, muitas crianças (jovens e adultos também...) nem se arriscam a lê-lo: são quase 16 mil versos (nome de cada linha de um poema). Suas traduções para o português têm pelo menos 500 páginas.

   Além disso, a linguagem costuma afastar os leitores. Afinal, é uma obra escrita há mais de 2.700 anos (a data exata não é conhecida).

   Uma solução criativa é "Futebolíada", que mistura "Ilíada" e futebol. Preservando a forma do poema (mas com tranquilos 96 versos), o livro põe o leitor em contato com alguns personagens famosos da obra, como Zeus e Aquiles.

   O enredo, no entanto, é outro. Em vez da Guerra de Troia, acompanha-se uma partida de futebol entre gregos e troianos. A ideia é engenhosa. Muitos termos das batalhas já são usados por narradores esportivos.

   Embora a história de "Futebolíada" não seja a do clássico, alguns dos temas mais importantes estão ali. Já é um bom aperitivo.

Disponível em: http://www1.folha.uol.com.br/folhinha/20 14/05/1462562-guerra-de-troia-vira-jogo-de -futebol-em-novo-livro.shtm>l. Acesso em: 30 maio 2016.

O objetivo deste texto é

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03
No trecho “preservando a forma do poema (mas com tranquilos 96 versos),...”, ao utilizar a palavra “tranquilos” o autor quis mostrar o quanto os versos são
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04
(SEDUCE-GO - 5ª P.D - 2016). Leia o texto e, a seguir, responda.

Disponível em: http://pensador.uol.com.br/frase/MTQ4Nw/. Acesso em: 9 jun. 2016.

No texto, ao utilizar a expressão “morrer de amor”, o autor quis

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(SEDUCE-GO - 5ª P.D - 2016). Leia o texto e, a seguir, responda.

O vendedor de palavras

Fábio Reynol

   Ouviu dizer que o Brasil sofria de uma grave falta de palavras. Em um programa de TV, viu uma escritora lamentando que não se liam livros nesta terra, por isso as palavras estavam em falta na praça. O mal tinha até nome de batismo, como qualquer doença grande, "indigência lexical". Comerciante de tino que era, não perdeu tempo em ter uma idéia fantástica.

   Pegou dicionário, mesa e cartolina e saiu ao mercado cavar espaço entre os camelôs.

   Entre uma banca de relógios e outra de lingerie instalou a sua: uma mesa, o dicionário e a cartolina na qual se lia: "Histriônico — apenas R$ 0,50!".

   Demorou quase quatro horas para que o primeiro de mais de cinquenta curiosos parasse e perguntasse.

   — O que o senhor está vendendo?

   — Palavras, meu senhor. A promoção do dia é histriônico a cinquenta centavos como diz a placa.

   — O senhor não pode vender palavras. Elas não são suas. Palavras são de todos.

   — O senhor sabe o significado de histriônico?

   — Não.

   — Então o senhor não a tem. Não vendo algo que as pessoas já têm ou coisas de que elas não precisem.

   — Mas eu posso pegar essa palavra de graça no dicionário.

   — O senhor tem dicionário em casa?

   — Não. Mas eu poderia muito bem ir à biblioteca pública e consultar um.

   — O senhor estava indo à biblioteca?

   — Não. Na verdade, eu estou a caminho do supermercado.

   — Então veio ao lugar certo. O senhor está para comprar o feijão e a alface, pode muito bem levar para casa uma palavra por apenas cinquenta centavos de real!

   — Eu não vou usar essa palavra. Vou pagar para depois esquecê-la?

   — Se o senhor não comer a alface ela acaba apodrecendo na geladeira e terá de jogá-la fora e o feijão caruncha.

   — O que pretende com isso? Vai ficar rico vendendo palavras?

   — O senhor conhece Nélida Piñon?

   — Não.

   — É uma escritora. Esta manhã, ela disse na televisão que o País sofre com a falta de palavras, pois os livros são muito pouco lidos por aqui.

   — E por que o senhor não vende livros?

   — Justamente por isso. As pessoas não compram as palavras no atacado, portanto eu as vendo no varejo.

   — E o que as pessoas vão fazer com as palavras?

   Palavras são palavras, não enchem barriga.

   — A escritora também disse que cada palavra corresponde a um pensamento. Se temos poucas palavras, pensamos pouco. Se eu vender uma palavra por dia, trabalhando duzentos dias por ano, serão duzentos novos pensamentos cem por cento brasileiros.

   Isso sem contar os que furtam o meu produto. São como trombadinhas que saem correndo com os relógios do meu colega aqui do lado. Olhe aquela senhora com o carrinho de feira dobrando a esquina. Com aquela carinha de dona-de-casa ela nunca me enganou. Passou por aqui sorrateira. Olhou minha placa e deu um sorrisinho maroto se mordendo de curiosidade.

   Mas nem parou para perguntar. Eu tenho certeza de que ela tem um dicionário em casa.

   Assim que chegar lá, vai abri-lo e me roubar a carga. Suponho que para cada pessoa que se dispõe a comprar uma palavra, pelo menos cinco a roubarão. Então eu provocarei mil pensamentos novos em um ano de trabalho.

   — O senhor não acha muita pretensão? Pegar um...

   — Jactância.

   — Pegar um livro velho...

   — Alfarrábio.

   — O senhor me interrompe!

   — Profaço.

   — Está me enrolando, não é?

   — Tergiversando.

   — Quanta lenga-lenga...

   — Ambages.

   — Ambages?

   — Pode ser também evasivas.

   — Eu sou mesmo um banana para dar trela para gente como você!

   — Pusilânime.

   — O senhor é engraçadinho, não?

   — Finalmente chegamos: histriônico!

   — Adeus.

   — Ei! Vai embora sem pagar?

   — Tome seus cinquenta centavos.

   — São três reais e cinquenta.

   — Como é?

   — Pelas minhas contas, são oito palavras novas que eu acabei de entregar para o senhor. Só histriônico estava na promoção, mas como o senhor se mostrou interessado, faço todas pelo mesmo preço.

   — Mas oito palavras seriam quatro reais, certo?

   — É que quem leva ambages ganha uma evasiva, entende?

   — Tem troco para cinco?

Disponível em: http://www.releituras.com/ne_freynol_vendedor.asp> Acesso em: 13 jun. 2016.

No trecho “ouviu dizer que o Brasil sofria de uma grave falta de palavras.”, a expressão “o Brasil sofria” foi utilizada para

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06
(SEDUCE-GO - 5ª P.D - 2016). Leia os textos e, a seguir, responda.

Texto I

Mãe, para sempre

Carlos Drummond de Andrade

   Por que Deus permite

   que as mães vão-se embora?

   Mãe não tem limite,

   é tempo sem hora,

   luz que não apaga

   quando sopra o vento

   e chuva desaba,

   veludo escondido

   na pele enrugada,

   água pura, ar puro,

   puro pensamento.

   Morrer acontece

   com o que é breve e passa

   sem deixar vestígio.

   Mãe, na sua graça,

   é eternidade.

   Por que Deus se lembra

   - mistério profundo -

   de tirá-la um dia?

   Fosse eu Rei do Mundo,

   baixava uma lei:

   Mãe não morre nunca,

   mãe ficará sempre

   junto de seu filho

   e ele, velho embora,

   será pequenino

   feito grão de milho.

Disponível em: http://www.esoterikha.com/presentes /poemas-poesias-poetas-poetisas-dias-das-maes.php. Acesso em: 10 maio 2016.

Texto II

Disponível em: http://www.esoterikha.com/presentes /poemas-poesias-poetas-poetisas-dias-das-maes.php. Acesso em: 10 maio 2016.

Na comparação dos textos I e II, pode-se afirmar que

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(SEDUCE-GO - 5ª P.D - 2016). Leia os textos e, a seguir, responda.

Texto I

Dieta do brasileiro é pobre em nutrientes e rica em calorias

Pesquisa do IBGE mostra que o prato mais comum ainda é o arroz com feijão e carne, mas faltam frutas e verduras

Antônio Góis e Denise Menchen

   Refrigerante é o quinto produto mais consumido; ingestão de vitaminas, cálcio e fibras é insuficiente. O brasileiro consome menos frutas, verduras, legumes, leite e alimentos com fibras do que o recomendado.

   Ao mesmo tempo, ingere excesso de biscoitos, refrigerantes e outros produtos industrializados com muitas calorias e poucos nutrientes.

   O resultado dessa dieta é que brasileiros a partir de dez anos apresentam padrões altos demais de ingestão de sódio (oriundo do sal), açúcar e gordura saturada − substâncias associadas ao desenvolvimento de hipertensão, diabetes e até câncer.

   O consumo de vitaminas A, D e E, cálcio e fibras está abaixo do recomendado.

   A constatação é do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), que ouviu 34 mil pessoas entre 2008 e 2009 para o primeiro estudo de abrangência nacional sobre consumo individual de alimentos.

   Foram considerados os produtos ingeridos dentro e fora de casa.

   "Embora tenha uma alimentação ainda à base de arroz e feijão, que têm teores de nutrientes bons, o brasileiro precisa melhorar o consumo de frutas, legumes e verduras e diminuir o de sódio e de açúcar", diz André Martins, técnico do IBGE e um dos responsáveis pelo estudo.

   [...]

Campanha

   Para a coordenadora geral de alimentação e nutrição do Ministério da Saúde, Patrícia Constante Jaime, os dados do estudo confirmam a "urgência" de políticas públicas para a promoção da alimentação saudável no país.

   Segundo ela, o governo está desenvolvendo um plano nacional de combate à obesidade e outro para o combate às doenças crônicas. Ambos devem ser lançados até o fim deste ano.

   O objetivo é não só conscientizar os consumidores para a necessidade de fazer escolhas mais saudáveis, mas também adotar medidas que permitam elevar a qualidade dos alimentos disponíveis para consumo.

   Exemplos dessa estratégia são acordos com a indústria para a redução dos teores de sódio dos alimentos processados e o fomento da agricultura familiar.

    Para corrigir o deficit generalizado de nutrientes, porém, a melhor receita é dar preferência a alimentos naturais e montar um prato colorido, como ensina o endocrinologista Isaac Benchimol.

Disponível em: http://www.faespsenar.com.br/geral/noticias -do-agronegocio/detalhe/dieta-do-brasileiro-e-pobre -em-nutrientes-e-ricaem-calorias/5211>. Acesso em: 08 jun. 2016.

Texto II

Falta de tempo deixa comida de verdade fora da mesa

Daniel Magnoni

Especial para a Folha

    A situação nutricional do brasileiro é compatível com as piores expectativas da atualidade, assim como observamos em outros países em desenvolvimento e do Primeiro Mundo.

   O maior tempo dedicado ao trabalho leva a um consumo crescente de alimentos industrializados, prontos e com excesso de sal, açúcar e gordura saturada, além da opção pelo fastfood.

   A manipulação dos alimentos na forma natural, principalmente frutas, legumes e verduras, está sendo relegada ao segundo plano do planejamento doméstico.

   Ao mesmo tempo, cada vez mais observamos a popularização do uso de suplementos de minerais, como cálcio, potássio e zinco, ou de vitaminas, na tentativa de suprir uma necessidade artificial, criada pela publicidade.

   É mais fácil tomar uma pílula do que comer três porções de frutas e vegetais todos os dias.

   Grupos específicos, como idosos, podem precisar dessa suplementação, em forma de produtos farmacêuticos ou de alimentos fortificados com fibras solúveis, ômega-3 etc.

   Mas o que as pesquisas mostram é a necessidade de projetos educacionais para a alimentação saudável, que ataquem tanto a desnutrição infantil quanto a obesidade.

   Seria necessário um pacto incluindo a indústria da alimentação e as esferas de governo em prol dessas ações educativas. Por que não um projeto.

Ambos os textos falam sobre a má alimentação dos brasileiros, mas apenas o texto I

A
B
C
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08
(SEDUCE-GO - 5ª P.D - 2016). Leia o texto e, a seguir, responda.

Farol

Roseana Murray

   No meio da noite

   meu coração te chama

   como um farol solitário

   busca os contornos de um barco,

   no centro do nevoeiro

   a silhueta invisível.

   

   Quem ouvirá meu apelo,

   meu sussurro, meu grito?

   

   Em volta do silêncio

   uma borboleta de seda

   é o presságio* dos teus beijos.

*Presságio: indício de algo que está para acontecer.

Roseana Murray. In: Recados do corpo e da alma. São Paulo: FTD, 2003. p. 37.

Nos versos “Quem ouvirá meu apelo, meu sussurro, meu grito?”, a ordem das palavras “apelo”, “sussurro” e “grito” sugere

A
B
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09
(SEDUCE-GO - 5ª P.D - 2016). Leia o texto e, a seguir, responda.

Ingenuidade

Elias José

   Na boca da caverna

   Gritei, vibrando:

   − TE AMO!

       TE AMO!

         TE AMO!

   E o eco respondeu,

   Lá dentro da caverna:

   − TE AMO!

       TE AMO!

         TE AMO!

   E eu, ingênuo, acreditei...

Elias José. In: Amor adolescente. São Paulo: Atual, 1999.

No trecho “Na boca da caverna/ gritei, vibrando: /−TE Amo!/TE Amo! /TE Amo!”, a repetição dos versos “TE Amo!”/ “TE Amo!”/ “TE Amo!” foi utilizada para

A
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10
(SEDUCE-GO - 5ª P.D - 2016). Leia o texto e, a seguir, responda.

Um país de diletantes

Diogo Mainardi

   [...]

   (...) essa é a característica geral do país: camuflamos nosso mercenarismo com singelos diminutivos. O policial, para manter as aparências, nunca cobra um suborno, mas uma “cervejinha”. O fiscal da prefeitura leva uma “caixinha”. O político dá uma “azeitadinha”. Ninguém se corrompe de forma direta, metódica, profissional. A gente é impreciso e diletante* até para se vender.

MAINARDI, Diogo. Um país de diletantes. Veja, ano 35, ed. 1737, n. 5, p. 107, 6 fev. 2006.

*Diletante: que ou quem mantém uma atitude pouco séria, de amador, não profissional em relação a normas de ordem intelectual ou espiritual.

    No texto, o autor atribui aos diminutivos “cervejinha”, “caixinha” e “azeitadinha” uma função específica.

Qual é o efeito de sentido desses diminutivos?

A
B
C
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11
(SEDUCE-GO). Leia o texto para responder a questão abaixo:

Os livros e suas vozes

   Sempre gostei muito de livros e, além dos livros escolares, li os de histórias infantis, e os de adultos: mas estes não me pareciam tão interessantes, a não ser, talvez, Os Três Mosqueteiros, numa edição monumental, muito ilustrada, que fora do meu avô. Aquilo era uma história que não acabava nunca; e acho que esse era o seu principal encanto para mim. Descobri o dicionário, uma das invenções mais simples e formidáveis e também achei que era um livro maravilhoso, por muitas razões.

   (...) quando eu ainda não sabia ler, brincava com os livros e imaginava-os cheios de vozes, contando o mundo.

MEIRELES, Cecília. Obra Poética. Rio de janeiro: Aguillar, 1997.

O trecho em que se identifica a opinião da autora é

A
B
C
D


12
(SEDUCE-GO). Leia o texto para responder a questão abaixo:

Cidadania, direito de ter direitos

   Cidadania é o direito de ter uma ideia e poder expressá-la. É poder votar em quem quiser sem constrangimento. [...] Há detalhes que parecem insignificantes, mas revelam estágios de cidadania: respeitar o sinal vermelho no trânsito, não jogar papel na rua, não destruir telefones públicos. Por trás desse comportamento está o respeito à coisa pública. [...] Foi uma conquista dura. Muita gente lutou e morreu para que tivéssemos o direito de votar.

DIMENSTEIN, Gilberto. O Cidadão de papel. São Paulo: Ed. Ática, 1998.

O trecho que indica uma opinião em relação à cidadania é

A
B
C
D




Quiz 13: PORTUGUÊS 8° ANO

Quiz 13: PORTUGUÊS 8° ANO
QUIZ 13: PORTUGUÊS 8° ANO

01
(SEDUCE-GO - 4ª P.D - 2017). Leia o texto e, a seguir, responda.

Amor em letras

Aryane Silva

   Enquanto passava um café agora, não sei porque, lembrei de uma atendente da livraria Saraiva do Largo da Carioca, no centro do Rio de Janeiro. Recordo do rosto dela como se estivesse na minha frente nesse exato momento: morena, magra, cabelos curtos, estilo Halle Berry. Entrei na loja, no final do expediente, estava acompanhada da minha amiga Kátia (se não me engano e sei que ela não vai lembrar), já esperando grosseria ou má vontade da menina, já que era final de dia e a livraria estava cheia.

   Tomei um belo tapa na cara e vivi uma das experiências mais encantadoras da minha vida. Além de nos atender com aquele sorriso no rosto (não o plástico e sim o natural), a mulher sacava tudo de livros. T U D O! Eu me senti um grãozinho de areia perto dela. Sabia os autores, do que cada livro falava, que outro livro o mesmo autor escreveu, em que ano, se foi premiado ou não. Eu fiquei perplexa com a sabedoria dela, mesmo eu já tendo lido uns 200 títulos pela vida (acho que chega a isso). [...]

Disponível em: https://amoremletras.wordpress.com/2014/0 3/15/memoria-literaria. Acesso em: 08 maio 2017.

No trecho “ Além de nos atender com aquele sorriso no rosto (não o plástico e sim o natural), a mulher sacava tudo de livros”, ao utilizar a expressão “não o plástico”, o autor quis

A
B
C
D


(SEDUCE-GO - 4ª P.D - 2017). Leia o texto e, a seguir, responda as questões 02 e 03.

Que Deus te abençoe, meu filho

   Tenho a concepção ideológica de não dar esmola. Seja por não ajudar a solucionar o problema, seja por condicioná-lo à comodidade, válido para jovem, adulto, até mesmo artista cênico; mesmo porque qualquer um que aprende habilidades manuais com tamanha destreza em tão pouco tempo merece ser chamado de artista. O problema sempre será mais profundo que essa ponta que aparece nos semáforos. Mas outro dia furtei-me de meus princípios. Deve ser porque não resisto a um velhinho. Olhar idoso, voz idosa, com mão estendida, cortam meu coração em pedaços que mágico nenhum consegue juntar. Tentei ignorar, passei como se não fosse comigo aquela voz rouca daquela senhora sentada no meio da rua. Seu cobertor só cobria as pernas até a altura das coxas. Sua mão estendida, mesmo frente à minha indiferença, soou mais alto que qualquer palavra. Parei. Voltei. Das moedas que tinha no bolso nenhuma restou comigo. Ao entregar, percebo algo que tocou-me ainda mais. Além de idosa pedinte, o que já é um desespero para qualquer olhar otimista para o mundo, percebo que também é cega. Seu olhar reto no horizonte, agradecendo pela mísera doação feita, comprovou minha suspeita.

   [...]

Disponível em: https:// cronicassimples.wordpress.com/2010 06/07/que-deus-te-abencoe-meu-filho. Acesso em: 02 maio 2017.

02
No trecho “Mas outro dia furtei-me de meus princípios. ”, a palavra “furtei-me” significa
A
B
C
D


03
O narrador um dia se furtou de seus princípios porque ele
A
B
C
D


04
(SEDUCE-GO - 4ª P.D - 2017). Leia os textos e, a seguir, responda.

Texto I

Corte de árvores

   Estão acabando com as árvores grandes de Goiânia e não estão replantando como deveriam. Sou goianiense, portanto, me preocupo com o que estão fazendo com nossas árvores. Acho que aqueles que estão no comando de alguns órgãos públicos não têm o mínimo de comprometimento com a cidade. Lamentável não podermos fazer nada contra tanta ignorância.

   Rodrigo Reis

Setor Sul

Texto II

   Quantas árvores serão mortas em Goiânia como justificativa o fato de serem exóticas? Nossos antepassados não são originários desta região nem por isso perdemos o direito de vivermos aqui. Um estrangeiro, após alguns anos, adquire o direito de naturalizar-se brasileiro. Por que as árvores não têm o mesmo direito? Essas árvores foram trazidas e plantadas por alguém, não escolheram viver aqui. Se pudessem teriam escolhido um lugar onde a sociedade respeita a vida, independentemente de serem árvores ou pessoa, exóticas ou nativas.

   Fernando Keny Gomes Campos

   Nova Vila – Goiânia

Cartas publicadas na seção de Cartas dos leitores do Jornal O Popular.

As opiniões dos leitores em relação ao corte de árvores são

A
B
C
D


(SEDUCE-GO - 4ª P.D - 2017). Leia o texto e, a seguir, as questões 05 e 06.

Evolução das técnicas de treinamento levaram a maior longevidade de atletas

   Citius, altius, fortius. A máxima de que conquistas no apogeu do esporte estão reservadas aos mais rápidos, mais altos e mais fortes sobrevive intacta ao tempo. À tríade se incluía outro fator, que ao longo dos anos ditou a tendência de façanhas competitivas: a juventude.

   Ainda que não oficialmente, ela se impunha como decreto. Atletas com mais de 30 anos, na ampla maioria das modalidades do esporte, já eram considerados veteranos ou fora do páreo em grandes competições.

   Nos últimos anos, contudo, o conceito mudou. Principalmente em razão da evolução da tecnologia e das técnicas de treinamento, dentro e fora do Brasil, o alto nível deixou de ser terra de homens e mulheres recém-saídos da adolescência –ou mesmo ainda na adolescência– para ver campeões com cada vez mais idade.

   Os Jogos Olímpicos, principal evento do planeta, reforçam essa constatação. Em 30 anos, a idade média dos participantes saltou de 25 anos para um ápice de 26,97 nos Jogos do Rio, em agosto passado, de acordo com informações do COI (Comitê Olímpico Internacional).

   [...]

   "O desempenho físico do atleta diminui com a idade devido à perda de massa muscular. Nos últimos anos, houve uma mudança de cultura com a adoção de mais treinos de força, o que possibilita que atletas mais velhos mantenham massa muscular e força", afirma Irineu Loturco, diretor técnico do Núcleo de Alto Rendimento, centro de treinos e pesquisas baseado em São Paulo.

   Loturco também cita o maior conhecimento em aspectos de treinamento como fator preponderante para alongar a expectativa de carreira dos atletas. "Antes havia excesso de treino, e hoje a intensidade assume um papel muito superior ao do volume. A regra é menos tempo e mais intensidade, e isso contribui para conservar o atleta."

   "Os atletas no geral vão, em média, competir por mais tempo e atingir idades maiores de maneira competitiva."

   Júlio Serrão, do laboratório de biomecânica da USP, endossa a tese. Mas acrescenta que os profissionais que hoje trabalham com equipes esportivas são mais qualificados do que no passado. "Conhecimento repercute na ponta, que é o alto rendimento. Hoje se consegue controlar muito mais os fatores de preparação. Antes o cara ia treinar e quem cuidava dele era Jesus", brinca Serrão.

   Segundo o professor, a biomecânica foi a adição mais recente e transformadora para a longevidade dos competidores. O ramo teve boom de desenvolvimento na década passada, quando rompeu barreiras acadêmicas e chegou ao alto rendimento. Ele considera que os esportes mais afetados são natação, atletismo e futebol.

   "Que a média de idade dos esportistas vai crescer, não tenho muita dúvida. Mas o quanto, a gente ainda não sabe dizer", complementa. As ciências do esporte também compreendem a parte psicológica. "Atualmente, o mais velho não é aquele fora da briga, mas sim o mais experiente e bem preparado."

   "Sem a barreira física, atletas derrubaram crenças pré-estabelecidas, como a de que tem de se aposentar com tantos anos, e quebraram esse paradigma", afirma a psicóloga Sâmia Hallage.

Disponível em: http://temas.folha.uol.com.br/longevidade-no-esporte/ introducao/evolucao-das-tecnicas-de-treinamento-leva- a-maior-longevidade-de-atletasshtml?cmpid=menutopo. Acesso em: 09 maio 2017.

05
A opinião de Júlio Serrão (expressa no 9º parágrafo) em comparação à opinião de Irineu Loturco sobre o maior conhecimento em aspectos de treinamento como fator preponderante para alongar a expectativa de carreira dos atletas é
A
B
C
D


06
Em relação às opiniões de Irineu Loturco e de Júlio Serrão, a psicóloga Sâmia Hallage
A
B
C
D


(SEDUCE-GO - 4ª P.D - 2017). Leia o texto e, a seguir, responda as questões 07 e 08.

Bonito e danoso coral-sol avança pelo litoral e vira motivo de preocupação

   Bonito para contemplação em mergulhos, mas um vilão para o ambiente marinho. Assim pode ser definido o coral-sol, espécie nociva que vem ganhando cada vez mais espaço na costa brasileira e preocupa especialistas por sua rápida proliferação.

   Apelidado de "sol" pelo formato e cores amarelas e laranja, esse coral pode ser comparado a uma "erva daninha" do mar, por suprimir outros corais e proporcionar perda em funções do ecossistema.

   "É o típico exemplo de que as aparências enganam. É muito bonito, mas também muito malvado para o habitat marinho", diz Kelen Luciana Leite, chefe em Alcatrazes, no litoral norte de São Paulo, do núcleo de gestão integrada do ICMBio (Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade).

    Por não ser nativo, explica, o coral-sol não faz integração com outros animais marinhos e causa uma das mais graves consequências, que é a quebra da cadeia alimentar.

   Segundo Kelen, os corais estão na base dessa cadeia. Quando algo se altera, todo o ciclo é prejudicado. "O coral-sol se prolifera absurdamente mais rápido que os demais tipos e domina o sistema que serve de alimentação para várias espécies, incluindo peixes e tartarugas."

   [...]

   Ambientalistas tentam evitar que o mesmo aconteça com outras áreas, como o Arquipélago de Alcatrazes, em São Sebastião, conhecido por ser uma área preservada e onde já estão instaladas muitas colônias do coral invasor.

   Para evitar avanço maior, expedições são realizadas para retirar as colônias. Segundo Kelen, as ações são difíceis e caras, mas importantes. Cada colônia forma outras cinco a cada três meses.

Disponível em: http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/ 201705/1880264-bonito-e-danoso-coral-sol -avanca-pelo-litoral-e-vira-motivo-de -preocupacao.shtml>.Acesso em: 09 maio 2017.

07
Em qual dos trechos está expressa uma opinião?
A
B
C
D


08
Em qual trecho está a principal informação do texto?
A
B
C
D


09
(SEDUCE-GO - 4ª P.D - 2017). Leia os textos e, a seguir, responda.

Texto I

Autor: Ziraldo Alves Pinto Traz a história do Menino Marrom e do Menino Cor-de-Rosa, dois garotos que sem querer acabam discutindo questões como racismo e diferenças.

Disponível em: http://claudia.abril.com.br/sua-vida/ 20-dicas-de-livros-infanto-juvenis.. Acesso em: 08 maio 2017.

Texto II

   O livro O menino marrom, escrito e ilustrado por Ziraldo, foi editado, pela primeira vez, no ano de 1986. A narrativa é construída a partir de vários temas, que se entrelaçam: as diferenças, os valores humanos, a amizade, o comportamento, a curiosidade, as questões raciais...

   Na narrativa, tudo acontece a partir da história de dois meninos: o menino marrom (personagem protagonista) e o menino cor-de-rosa (personagem secundário).

   A imagem do menino marrom é construída através da ilustração do autor e das características do personagem apresentadas no texto.

   Explorando o uso metafórico da linguagem, Ziraldo descreve o menino marrom através de imagens formadas por semelhanças.

   Era uma vez um menino marrom. Ele era um menino muito bonito. Sua pele era cor de chocolate. Chocolate puro, não aqueles misturados com leite.(...)

   Os olhos dele eram muito vivos, grandes. As bolinhas dos olhos pareciam duas jabuticabas: pretinhas. Aliás, pretinhas não. Jabuticabas não são pretas. Para falar a verdade, tem muito pouca coisa realmente preta na natureza. Se você for examinar bem a jabuticaba, vai descobrir que ela é roxa-muito-preta.(...)

   O menino marrom tinha os dentes claros, certinhos, certinhos. Pareciam as teclas de um piano.(...)

   Quando o menino ria, era aquela luz no meio do seu rosto marrom.(...)

   Quando o autor apresenta o menino cor-de-rosa, ocorrem questionamentos e reflexões a respeito das cores e dos tons da pele. Por curiosidade, questões raciais são levantadas, pelos próprios personagens.

   As dúvidas dos personagens é que vão motivar as ações da narrativa e vão permitir que o menino marrom e o menino cor-de-rosa construam as suas próprias identidades. Eles se tornaram amigos inseparáveis, mas tentam compreender suas diferenças, apesar de nunca terem se preocupado, nem um pouquinho, com isto. Eles tinham estado juntos, praticamente desde o dia em que nasceram, brincando, conversando, inventando coisas, brigando, rolando na grama, dando socos um na cara do outro, fazendo as pazes, brigando de novo, passeando pela praça, jogando na escola, sempre juntos, sempre às gargalhadas, sempre inventando moda. E nunca tinham se preocupado com o fato de um ser de uma cor e o outro ser de outra. E agora eles queriam saber o que era branco e o que era preto e se isto fazia os dois diferentes.

   Os amigos, espertos e curiosos, dentre outras coisas, decidem descobrir juntos o mistério das cores e acabam fazendo muitas outras descobertas, compreendendo questões como:.com as diferenças humanas, a valorização de identidade, a diversidade étnica-racial...

   O final do livro mostra que a vida tem suas prioridades, suas necessidades. Os meninos cresceram e se separaram por conta das opções de vida que fizeram, mas a amizade persistiu.

   Um é craque de basquete e o outro, de voleibol; um já está quase formado e o outro não estuda mais - ou os dois já se formaram, todos dois já são doutores - já nem posso precisar. Só sei que um desistiu de tocar a bateria e o outro fez um samba e gravou uma canção; um está tocando flauta e o outro, violão. Um deles já se casou - se casou eu não sei bem - e o outro perdeu a conta das namoradas que tem. (...) Um dos dois é muito alegre e o outro mais quietinho; um faz piadas com tudo e os dois riem juntos. Um é um cara ótimo e o outro, sem qualquer dúvida, é um sujeito muito bom.

   Um já não é mais rosado e o outro está mais marrom. Mergulhe de corpo e alma nesta leitura. O livro O menino marrom, de Ziraldo, deixa espaços livres para que o leitor reflita, com leveza, assuntos polêmicos como: atitudes discriminatórias, intolerância racial, diversidade étnica, valores como a verdadeira amizade...

Disponível em: http://cristinasaliteraturainfantilejuvenil.blos. com.br/2014/09/o-menino-marrom-de-ziraldo.html. Acesso em: 08 maio 2017.

Em relação ao assunto, os textos I e II são

A
B
C
D


10
(SEDUCE-GO - 4ª P.D - 2017). Leia o texto e, a seguir, responda.

Disponível em: https:// tirinhasdogarfield.blogspot.com.br/20 10_04_01_archive.html. Acesso em: 03 maio 2017.

O ponto de interrogação no último quadrinho sugere

A
B
C
D


11
(SAEMS). Leia o texto abaixo e responda.

O segredo do baiacu

   Entre as curiosas criaturas que habitam o fundo do mar, tenho uma curiosidade especial pelo baiacu. Em um minuto, o pequenino peixe está nadando tranquilamente e no outro… Puf! Enche-se de água, assumindo uma forma bem maior e arredondada – o que funciona como uma bela estratégia de proteção, já que dificulta que ele seja comido por predadores. Mas como será que isso acontece?

   Para descobrir, os biólogos Renata Mari, do campus do Litoral Paulista da Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho, e Matheus Rotundo, da Universidade Santa Cecilia, estudaram duas espécies do peixe em São Vicente, São Paulo: o baiacu-de-espinho e o baiacu-pintado. Eles descreveram o sistema digestório dos animais para entender melhor sua já conhecida relação com o curioso mecanismo de defesa dos bichos.

   “Nossas observações mostraram a existência de um tipo de bolsinha na região final do esôfago desses peixes, que pode ser enchida de água quando eles se sentem ameaçados, permitindo que aumentem de tamanho”, explica.

   Apesar de famoso, esse não é o único mecanismo de defesa dos baiacus: algumas espécies possuem espinhos e até um veneno bem tóxico. “Geralmente, quanto menor é a espécie, mais veneno o baiacu tem, pois não consegue inflar tanto seu corpo e precisa se defender de outra forma”, conta Renata.

   Mesmo sendo venenoso, o baiacu faz parte da alimentação humana e é, inclusive, uma iguaria muito requintada em algumas culturas. Para comê-lo, é preciso limpar muito bem o peixe e retirar todo o veneno. No entanto, Renata explica que, futuramente, pode ser que a substância não seja descartada. “Já existem estudos que avaliam o uso do veneno como analgésico e para controlar dependências químicas”, completa.

Disponível em: http://chc.cienciahoje.uol.com.br/o-segredo-do-baiacu/. Acesso em: 29 jul. 2014. Fragmento.

Esse texto apresenta uma opinião no trecho:

A
B
C
D


12
(Prova Brasil). Leia o texto abaixo e responda:

As enchentes de minha infância

   Sim, nossa casa era muito bonita, verde, com uma tamareira junto à varanda, mas eu invejava os que moravam do outro lado da rua, onde as casas dão fundos para o rio. Como a casa dos Martins, como a casa dos Leão, que depois foi dos Medeiros, depois de nossa tia, casa com varanda fresquinha dando para o rio.

   Quando começavam as chuvas a gente ia toda manhã lá no quintal deles ver até onde chegara a enchente. As águas barrentas subiam primeiro até a altura da cerca dos fundos, depois às bananeiras, vinham subindo o quintal, entravam pelo porão. Mais de uma vez, no meio da noite, o volume do rio cresceu tanto que a família defronte teve medo.

   Então vinham todos dormir em nossa casa. Isso para nós era uma festa, aquela faina de arrumar camas nas salas, aquela intimidade improvisada e alegre. Parecia que as pessoas ficavam todas contentes, riam muito; como se fazia café e se tomava café tarde da noite! E às vezes o rio atravessava a rua, entrava pelo nosso porão, e me lembro que nós, os meninos, torcíamos para ele subir mais e mais. Sim, éramos a favor da enchente, ficávamos tristes de manhãzinha quando, mal saltando da cama, íamos correndo para ver que o rio baixara um palmo – aquilo era uma traição, uma fraqueza do Itapemirim. Às vezes chegava alguém a cavalo, dizia que lá, para cima do Castelo, tinha caído chuva muita, anunciava águas nas cabeceiras, então dormíamos sonhando que a enchente ia outra vez crescer, queríamos sempre que aquela fosse a maior de todas as enchentes.

BRAGA, Rubem. Ai de ti, Copacabana. 3. ed.Rio de Janeiro: Editora do Autor, 1962. p. 157.

A expressão que revela uma opinião sobre o fato “... vinham todos dormir em nossa casa” (3° parágrafo), é

A
B
C
D