(ENEM 2025 - 3ª Aplicação - PPL).
TEXTO I
Ave Maria das quebradeiras
Ave Maria palmeira que sofre desgraça
Malditos derruba, queima, devasta
Bendito é teu fruto que serve de alimento
E no leito da terra ainda dá o sustento
Santa mãe brasileira, mãe de leite verdadeiro
Em sua hora derradeira, rogai por todas nós quebradeiras.
LIMA, M. S. apud GIRALDIN, O. O universo cultural do babaçu no Bico do Papagaio. In: SANTOS, A. M.; MUNIZ, C. P. L. Babaçu: universo cultural da palmeira. Palmas: Iphan, 2016 (adaptado).
TEXTO II
A líder do Movimento Interestadual de Quebradeiras de Coco Babaçu, Maria do Socorro Lima, compôs a Ave Maria das quebradeiras com base em um episódio que ela vivenciou: certa feita, estava em sua casa quando um vaqueiro chegou em uma moto e lhe pediu que o acompanhasse, pois queria lhe mostrar uma coisa que ele havia encontrado. Após percorrer uma grande distância, parou no meio do babaçual, onde mostrou a ela uma palmeira que havia sido derrubada com uma motosserra. A palmeira estava totalmente seccionada e estendida no solo, mas ainda nessa posição ela conservou energia e teria levantado a “cabeça”, permitindo que o cacho desabrochasse.
SANTOS, A. M.; MUNIZ, C. P. L. Babaçu: universo cultural da palmeira. Palmas: Iphan, 2016 (adaptado).
A cosmovisão ecológica presente nos textos simboliza a preocupação pela
No Texto I, a Ave Maria das quebradeiras valoriza a palmeira do babaçu como fonte de sustento, representando-a quase como um ser sagrado e central para a vida das quebradeiras. Já o Texto II descreve o episódio em que uma palmeira foi derrubada, mas ainda deu fruto, reforçando a ligação entre as pessoas e a natureza, e a importância de respeitar e proteger esses recursos naturais para garantir a sobrevivência da comunidade.
A cosmovisão ecológica apresentada, portanto, não se refere à indústria, à contaminação, à pecuária ou à agricultura em sentido amplo, mas sim à valorização e preservação da cultura ligada à palmeira do babaçu, que é elemento central da identidade e do modo de vida das quebradeiras.
Portanto, alternativa "D".
(Créditos da resolução: Prof. Warles)
(ENEM 2025 - 3ª Aplicação - PPL).
Em outubro de 2019, depois de uma semana de recrudescimento dos protestos e da morte de dezoito pessoas, o governo chileno suspendeu o toque de recolher, mas a extensão das reivindicações já deixava claro o que grande parte da população desejava: o fim da Carta Magna de Pinochet. Desde o início de outubro, estudantes secundaristas iniciaram protestos contra o aumento da tarifa do metrô. As ações coordenadas ganharam fôlego e explodiram em um enorme movimento, sem precedentes na história recente do país.
FERNANDES, L. A. V. Disponível em: https://diplomatique.org.br. Acesso em: 11 nov. 2021 (adaptado).
O acontecimento histórico descrito no texto teve como efeito a convocação de uma assembleia constituinte, demonstrando a relação entre
O trecho descreve os protestos no Chile em 2019, iniciados por estudantes contra o aumento da tarifa do metrô, que se transformaram em um movimento nacional pedindo mudanças na Constituição herdada do regime de Pinochet. O resultado citado foi a convocação de uma assembleia constituinte, um mecanismo democrático de participação popular para revisar ou criar leis fundamentais.
Portanto, o texto evidencia a relação entre a participação da população e o fortalecimento de processos democráticos, e não relações de repressão, corporativismo, anarquia ou sindicalismo.
Portanto, alternativa "E".
(Créditos da resolução: Prof. Warles)
(ENEM 2025 - 3ª Aplicação - PPL).
TEXTO I
O termo lawfare diz respeito ao uso ou manipulação das leis e procedimentos legais como instrumento de combate e intimidação a um oponente, desrespeitando os procedimentos legais e os direitos do indivíduo que se pretende eliminar. Em termos simples, o lawfare pode ser entendido como o uso da legislação como arma para alcançar um fim social, um tipo de assédio judicial que tem como objetivo calar o adversário ou minar a sua credibilidade perante a sociedade. Essa prática é planejada de forma que aparente acontecer dentro da legalidade e, muitas vezes, essa aparência é criada com o auxílio da imprensa.
Disponível em: www.cnnbrasil.com.br. Acesso em: 9 out. 2023.
TEXTO II
O estado de exceção é forma permanente de governo, produzindo a erosão dos direitos civis, em primeiro lugar e antes de tudo, a erosão da liberdade. Para censurar é necessário instituir um gigantesco sistema de vigilância, suportado por algoritmos sofisticados e servidores potentes, como revelaram Edward Snowden, Julian Assange e Glenn Greenwald. Ou seja, ao contrário do que defendeu Hannah Arendt, a manipulação e a censura, bem como a perseguição daqueles que as denunciam, pagando um alto preço, não são exclusivos dos Estados totalitários, estando também presentes nas democracias.
Disponível em: https://journals.openedition.org. Acesso em: 9 out. 2023 (adaptado).
Os textos apresentam situações nas quais mecanismos de persuasão são utilizados para
Analisando os textos:
• No Texto I, o lawfare é descrito como o uso da lei e da mídia para intimidar ou enfraquecer adversários, aproveitando-se de aparente legalidade.
• No Texto II, o estado de exceção envolve censura e vigilância, usados para manipular informações e controlar opositores, mesmo em contextos democráticos.
Em ambos os casos, os mecanismos apresentados — uso estratégico da lei, da mídia ou da tecnologia — têm o objetivo de favorecer determinados interesses políticos e minar a posição de adversários, e não de avaliar moral, corrigir distorções sociais, pacificar doutrinas ou alterar ciência.
Portanto, alternativa "C".
(Créditos da resolução: Prof. Warles)
(ENEM 2025 - 3ª Aplicação - PPL).
O perdão não é o esquecimento. Ao contrário, ele requer a memória absolutamente viva do que não se pode esquecer, para além de todo trabalho do luto, de reconciliação, de restauração. Apenas se pode perdoar lembrando-se, sem atenuar, o malfeito, aquilo que se tem a perdoar. Se apenas perdoo o que é perdoável, o pecado não mortal, não faço nada que mereça o nome de perdão. O que é perdoável está de antemão perdoado. Daí a aporia: apenas se tem a perdoar o imperdoável. O único perdão possível é, portanto, realmente o perdão impossível.
DERRIDA, J. Papel máquina. São Paulo: Estação Liberdade, 2004.
O conceito de perdão apresentado no texto pressupõe a necessidade de
O autor apresenta o perdão como algo que vai além do simples esquecimento ou atenuação do mal, afirmando que só é verdadeiro quando se perdoa o imperdoável, ou seja, aquilo que não poderia ser naturalmente perdoado. Ele não fala em reparação, reconciliação imediata, ou caráter religioso, mas enfatiza que o perdão exige lembrar intensamente o malfeito e não apenas ignorar ou desculpar o que é fácil de perdoar.
Portanto, o conceito pressupõe uma dimensão ética: o perdão verdadeiro envolve reflexão e responsabilidade moral diante do que foi feito, mesmo que isso não torne a vítima cúmplice ou leve à reparação.
Portanto, alternativa "A".
(Créditos da resolução: Prof. Warles)
(ENEM 2025 - 3ª Aplicação - PPL).
A Inglaterra passou a subvencionar publicações abolicionistas com o intuito de exercer pressão sobre o Parlamento. Simultaneamente, intensificou sua campanha contra os negreiros. Em total desrespeito à soberania brasileira, navios ingleses invadiram as águas territoriais nacionais em sua perseguição aos contrabandistas de escravos.
COSTA, E. A Abolição. São Paulo: Edunesp, 2008.
Na segunda metade do século XIX, o posicionamento do governo inglês buscava proibir o(a)
O trecho descreve que a Inglaterra subvencionava publicações abolicionistas e perseguia negreiros, chegando a invadir águas territoriais brasileiras. O objetivo dessas ações era pressionar o Brasil a acabar com o tráfico de escravizados.
Portanto, o posicionamento do governo inglês visava proibir o comércio transatlântico de pessoas, ou seja, o tráfico de escravos, e não interferir na autonomia política, nos recursos naturais, no fluxo de capitais ou na região platina.
Portanto, alternativa "E".
(Créditos da resolução: Prof. Warles)
(ENEM 2025 - 3ª Aplicação - PPL).
Espera-se que os princípios da nova ética da movimentação dos recursos genéticos, acordados em nível mundial, façam com que o guaranazeiro tenha a segurança da sua permanência apenas no Brasil. Desde quando surgiu o primeiro refrigerante de guaraná engarrafado, em 1907, essa bebida ganhou a simpatia nacional e, tal qual o chá, o café, o chocolate, entre outros, tem tudo para se transformar em uma nova bebida universal. Espera-se que, além da planta em si, esteja associado o aspecto geográfico, do qual o nome Amazônia seja também um novo produto a ser incorporado, transmitindo a ideia de pureza e da força da natureza.
HOMMA, A. K. O. Extrativismo vegetal na Amazônia. Brasília: Embrapa, 2014.
A preocupação apresentada no texto tem como objetivo a
O trecho destaca a valorização do guaranazeiro e de produtos associados à Amazônia, como o guaraná, ressaltando a importância de proteger a origem geográfica e os recursos genéticos para garantir que os benefícios permaneçam no Brasil. A intenção não é difundir ciência, expandir a pecuária ou a indústria da borracha, nem apenas manter consumidores, mas proteger economicamente a região produtora, assegurando que o valor gerado pelo guaraná permaneça localmente.
Portanto, alternativa "C".
(Créditos da resolução: Prof. Warles)
(ENEM 2025 - 3ª Aplicação - PPL).
Ainda que instituições não recorram a castigos violentos ou sangrentos, mesmo quando utilizam métodos “suaves” de trancar ou corrigir, é sempre do corpo que se trata — do corpo e suas forças, da utilidade e docilidade deles, de sua repartição e de sua submissão.
FOUCAULT, M. Vigiar e punir. Petrópolis: Vozes, 1995 (adaptado).
A forma de exercício de poder indicada no texto é caracterizada como:
Foucault descreve uma forma de poder que não depende da violência explícita, mas atua sobre o corpo, buscando controlar, organizar, submeter e tornar útil a força corporal. Essa abordagem é típica do que Foucault chama de poder disciplinar, que se exerce por meio de técnicas de vigilância, rotina e organização, atuando de forma sutil e contínua sobre os indivíduos.
Portanto, a forma de exercício de poder indicada no texto é disciplinar, e não ideológica, midiática, autoritária ou carismática.
Portanto, alternativa "C".
(Créditos da resolução: Prof. Warles)
(ENEM 2025 - 3ª Aplicação - PPL).
A sociedade civil organizada do novo milênio tende a ser uma sociedade de redes organizacionais, de redes interorganizacionais e de redes de movimentos e de formação de parcerias entre as esferas públicas, privadas e estatais, criando novos espaços de governança com o crescimento da participação cidadã. As redes de movimentos sociais possibilitam, nesse contexto, a transposição de fronteiras territoriais, articulando as ações locais às regionais, nacionais e transnacionais; temporais, lutando pela indivisibilidade de direitos humanos de diversas gerações históricas de suas respectivas plataformas; sociais em seu sentido amplo, compreendendo o pluralismo de concepções de mundo dentro de determinados limites éticos, o respeito às diferenças e a radicalização da democracia através do aprofundamento da autonomia relativa da sociedade civil organizada.
SCHERER-WARREN, I. Das mobilizações às redes de movimentos sociais. Sociedade e Estado, n. 1, jan.-abr. 2006.
De acordo com o texto, as novas formas de organização da sociedade civil objetivam a
O trecho destaca que as redes de movimentos sociais e parcerias entre setores públicos, privados e estatais permitem transpor fronteiras territoriais, sociais e temporais, articulando ações locais, nacionais e internacionais. O foco está na coordenação de esforços e na ampliação da participação cidadã para fortalecer direitos humanos e aprofundar a democracia.
Portanto, o objetivo das novas formas de organização da sociedade civil é articular e organizar demandas coletivas, e não fragmentar políticas, delimitar fronteiras, afirmar homogeneidades étnicas ou integrar desigualdades culturais.
Portanto, alternativa "E".
(Créditos da resolução: Prof. Warles)
(ENEM 2025 - 3ª Aplicação - PPL).
O jornal é a verdadeira forma de república do pensamento. É a locomotiva intelectual em viagem para mundos desconhecidos, é a literatura comum, universal, altamente democrática, reproduzida todos os dias, levando em si a frescura das ideias e o fogo das convicções.
ASSIS, M. Obra completa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1994.
O texto de Machado de Assis, publicado no Correio Mercantil, em 1859, analisava o surgimento do jornal como um meio de comunicação que atendia a função social de
Machado de Assis descreve o jornal como “locomotiva intelectual” e “literatura comum, universal, altamente democrática”, enfatizando seu papel de transmitir ideias e convicções diariamente. O foco está na função de informar e estimular o pensamento, permitindo que os leitores reflitam criticamente sobre diversos temas da sociedade.
Portanto, a função social do jornal destacada pelo autor é fomentar a reflexão crítica, e não limitar a política, restringir a oposição, difundir economia ou unificar o pensamento.
Portanto, alternativa "A".
(Créditos da resolução: Prof. Warles)
(ENEM 2025 - 3ª Aplicação - PPL).
Em 1968, apesar da ditadura cada vez mais sufocante, em especial com o Ato Institucional número 5, que abriu caminho para um regime de exceção que não tinha nenhum pudor em agir ao arrepio da ordem legal para perseguir, prender, cassar, exilar e “desaparecer” opositores de todos os matizes políticos, alguns movimentos ainda eram possíveis — como o Movimento Intersindical Antiarrocho (MIA), uma frente contra as políticas econômicas que impunham perdas salariais aos trabalhadores, a qual reunia sindicalistas de todos os matizes, moderados, comunistas e mesmo “pelegos” (em geral identificados com o governo). No entanto, para que o modelo de desenvolvimento dependente e excludente proposto pelos governos militares, elaborado em conjunto com as elites, funcionasse a contento, era imprescindível que esses movimentos estivessem em silêncio — especialmente o movimento sindical.
Disponível em: http://querepublicaeessa.an.gov.br. Acesso em: 8 out. 2023 (adaptado).
A ação do movimento mencionado tinha como propósito criticar a
O Movimento Intersindical Antiarrocho (MIA) surgiu para combater as políticas econômicas que impunham perdas salariais aos trabalhadores, reunindo sindicalistas de diferentes orientações. O foco da ação do movimento era denunciar e resistir às desigualdades geradas pelo modelo de desenvolvimento dependente e excludente promovido pelos governos militares, que beneficiava elites em detrimento da classe trabalhadora.
Portanto, o propósito do movimento era criticar a desigualdade na estrutura social, e não a expansão do consumo, diminuição da população urbana, estagnação da produção ou dependência da atividade primária.
Portanto, alternativa "C".
(Créditos da resolução: Prof. Warles)
(ENEM 2025 - 3ª Aplicação - PPL).
A fome convive hoje com as condições materiais para resolvê-la. Vejamos um pouco mais de perto: a evolução recente da expansão do padrão agrário/agrícola vai nos esclarecer parte do mistério em que, mesmo com queda de preços, cresce a área plantada, aprofundando as contradições entre produção de alimentos e aumento da fome no mundo. A produção de alimentos vem sendo cada vez mais concentrada nas mãos de menos produtores. Acredita-se que se trata de um problema técnico ou de distribuição, seja de renda ou dos próprios alimentos.
PORTO-GONÇALVES, C. W. Geografia da riqueza, fome e meio ambiente: pequena contribuição crítica ao atual modelo agrário/agrícola de uso dos recursos naturais. Revista INTERthesis, n. 1, 2004 (adaptado).
O paradoxo apresentado no texto é resultante da
O autor aponta um paradoxo: mesmo com aumento da produção e queda nos preços dos alimentos, a fome continua crescendo. Ele explica que isso se deve à concentração da produção nas mãos de poucos, o que aponta para problemas não de produção, mas de distribuição de alimentos e de renda.
Portanto, o paradoxo decorre da desorganização ou desigualdade nos sistemas de repartição, e não de degradação do solo, hábitos de consumo, estagnação da produtividade ou valorização da agroecologia.
Portanto, alternativa "D".
(Créditos da resolução: Prof. Warles)
(ENEM 2025 - 3ª Aplicação - PPL).
Se o avanço dos direitos políticos após o movimento de 1930 foi limitado e sujeito a sérios recuos, o mesmo não se deu com os direitos sociais. Desde o primeiro momento, a liderança que chegou ao poder em 1930 dedicou grande atenção ao problema trabalhista e social. Vasta legislação foi promulgada, culminando na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), de 1943.
CARVALHO, J. M. Cidadania no Brasil. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2003 (adaptado).
O paradoxo político-social apresentado no texto é resultado do(a)
O trecho destaca um paradoxo: após 1930, houve avanços significativos nos direitos sociais, com a legislação trabalhista e a CLT, mas os direitos políticos permaneceram limitados, sujeitos a recuos e restrições à participação popular. Ou seja, a população não tinha plena participação política, mesmo com conquistas sociais importantes.
Portanto, o paradoxo decorre da limitação da participação ativa da população, e não da aplicação da lei no campo, fragilidade do operariado, expansão do liberalismo ou predominância do anarquismo.
Portanto, alternativa "B".
(Créditos da resolução: Prof. Warles)
(ENEM 2025 - 3ª Aplicação - PPL).
Os planos de desenvolvimento formulados pelo governo da Argentina para a Patagônia na década de 1960 têm semelhanças evidentes com os projetos que formulou o governo brasileiro para a região da Amazônia na década de 1970. Em ambos, trata-se, no fundamental, de planos de desenvolvimento industrial subsidiados pelo Estado central.
ALVAREZ, G. P. Amazônia brasileira e Patagônia argentina: planos de desenvolvimento e soberania nacional. Estudos Avançados, n. 88, 2016 (adaptado).
São características comuns às duas regiões mencionadas no texto que justificam a semelhança nas políticas de desenvolvimento:
O trecho destaca que tanto a Patagônia argentina quanto a Amazônia brasileira foram alvo de planos de desenvolvimento industrial do Estado central, o que indica que essas regiões possuíam grande extensão territorial e abundância de recursos naturais, fatores que justificam o interesse estatal em promover investimentos e exploração econômica.
Portanto, a semelhança nas políticas de desenvolvimento decorre da disponibilidade de recursos e da extensão territorial, e não de clima, incidência solar, biodiversidade ou proximidade do mar.
Portanto, alternativa "E".
(Créditos da resolução: Prof. Warles)
(ENEM 2025 - 3ª Aplicação - PPL).
A congada é um auto popular representado por populações afro-brasileiras durante festejos ou festividades católicas, como Natal e Dia de Reis. Trata-se de uma manifestação corporal híbrida, posto que apresenta em seu bojo traços da herança africana — como se pode pressupor com base no nome (congada — originalmente vem de Congo, em português) — e da ibérica, particularmente a portuguesa. Seu tema básico é a luta, e para representá-la, a dança é encenada em autos populares que correspondem a uma espécie de ópera, em que contam uma encenação própria, tendo cada participante um papel determinado.
ALMEIDA, D. Corpo, cultura e sincretismo: o ritual da congada. Pensar a Prática, n. 1, jan.-mar. 2012 (adaptado).
Com base nas origens do ritual descrito no texto, identifica-se a seguinte característica:
O trecho destaca que a congada é uma manifestação híbrida, que mistura traços da herança africana (Congo) e da tradição ibérica/portuguesa, sendo encenada durante festas católicas. Essa mistura de elementos culturais evidencia a associação ou fusão de tradições distintas, ou seja, o sincretismo cultural.
Portanto, a característica identificada é a associação de tradições, e não elitização, padronização, marginalização ou catequização.
Portanto, alternativa "C".
(Créditos da resolução: Prof. Warles)
(ENEM 2025 - 3ª Aplicação - PPL).
A 3ª Conferência Mundial de Combate ao Racismo, ocorrida em Durban, tratou da necessidade de adoção de “medidas especiais para lograr representação apropriada nas instituições de ensino, na moradia, nos partidos políticos, nos parlamentos e no emprego, em particular em órgãos judiciais e policiais, no exército e outros serviços civis”. Essas ações foram posteriormente chamadas de “afirmativas”.
DOMINGUEZ, B. O legado de Durban: 3ª Conferência de Combate ao Racismo completa 20 anos como marco de ruptura com estrutura segregadora. Disponível em: https://radis.ensp.fiocruz.br. Acesso em: 6 out. 2021 (adaptado).
A implementação do tipo de política mencionada no texto é uma consequência da atuação de
O trecho refere-se às chamadas políticas afirmativas, voltadas para garantir representação apropriada de grupos historicamente discriminados em educação, trabalho, política e serviços públicos. Essas medidas surgem como resposta à discriminação racial e social, promovida por pressão de movimentos sociais que lutam contra a desigualdade e a exclusão.
Portanto, a implementação dessas políticas é consequência da atuação de movimentos sociais contrários à discriminação, e não de organismos de soberania, grupos artísticos, fundações de pesquisa ou coletivos intelectuais.
Portanto, alternativa "D".
(Créditos da resolução: Prof. Warles)
(ENEM 2025 - 3ª Aplicação - PPL).
TEXTO I
O apresentador do BBB 21, ao eliminar um dos participantes, fez uma analogia entre o método de política externa dos Estados Unidos no começo do século 20, que ficou conhecido como Grande Porrete (ou Big Stick), e a demonstração de força do participante no reality. “Tinha um presidente americano de muitas décadas atrás que dizia: ‘fale manso, mas carregue um grande porrete’. Era só falar manso e carregar um grande porrete, que todo mundo ia automaticamente respeitar você, porque as pessoas sabem da sua força.”
EZEQUIEL, P. Big Stick no BBB. Disponível em: https://tvefamosos.uol.com.br. Acesso em: 26 abr. 2021 (adaptado).
TEXTO II
A partir de 1945, as políticas dos Estados Unidos na Europa deram uma guinada, afastando-se da tentativa de maximizar sua própria influência, em favor de fazer a URSS entender que estavam proibidos mais avanços no continente. O poder dos Estados Unidos seria usado para obstruir, mas não para destruir.
CALVOCORESSI, P. A política mundial a partir de 1945. São Paulo: Penso; Porto Alegre: Artmed, 2011 (adaptado).
Os distintos momentos da política externa dos Estados Unidos da América convergem quanto ao uso geopolítico da seguinte estratégia:
• No Texto I, a referência ao “Grande Porrete” (Big Stick) indica que os Estados Unidos defendiam a demonstração de força militar para obter respeito e influência na política internacional.
• No Texto II, a política norte-americana no pós-1945 buscava obstruir avanços da URSS usando o poder americano, mas sem recorrer à destruição direta, o que evidencia novamente o uso da capacidade militar como instrumento de pressão geopolítica.
Portanto, a convergência entre os momentos descritos é o uso da capacidade bélica como estratégia de influência internacional.
Portanto, alternativa "B".
(Créditos da resolução: Prof. Warles)
(ENEM 2025 - 3ª Aplicação - PPL).
As 35 minas de sal-gema da Braskem foram escavadas com cerca de 1 km de profundidade no período que vai da década de 1970 até 2019, quando os trabalhos foram interrompidos, depois dos primeiros afundamentos. Desde 2018, a catástrofe em Maceió vinha ocorrendo em câmera lenta, com o afundamento progressivo do solo. No final de 2019, o processo acelerou, chegando a 5 cm por hora em 30 de novembro. Um dia antes, a prefeitura decretara estado de emergência na cidade, após o solo ceder quase 2 metros. No início da tarde de 10 de dezembro de 2019, a mina 18, sob o bairro Mutange, começou a desmoronar.
MORIYAMA, V. Um bairro ameaçado pelo desmoronamento das minas da Braskem em Maceió. Disponível em: https://piaui.folha.uol.com.br. Acesso em: 16 abr. 2024 (adaptado).
O problema socioambiental descrito no texto foi causado pela
O trecho descreve afundamentos do solo e desmoronamentos progressivos em Maceió, provocados pela exploração das minas de sal-gema da Braskem. Esses fenômenos caracterizam-se como movimentos de massa, que envolvem o deslocamento de grandes volumes de solo ou rocha devido à instabilidade do terreno, e não pela retração do manto terrestre, expansão da margem continental, diminuição dos aquíferos ou ação direta de agentes exógenos como vento e chuva.
Portanto, alternativa "D".
(Créditos da resolução: Prof. Warles)
(ENEM 2025 - 3ª Aplicação - PPL).
Violência contra a mulher
Crime que se confunde com paixão
Chamar de “passional” a violência física contra as mulheres impetrada por homens com os quais elas se relacionavam, por exemplo, já ajudou a aceitar agressões por décadas. Segundo o documento Panorama da Violência contra as Mulheres no Brasil, publicado em 2018 pelo Senado Federal, até a década de 1970, esse tipo de ofensiva era considerado aceitável pela população, na medida em que fazia parte apenas da esfera privada. É a expressão do dito popular que reitera que “em briga de marido e mulher, não se mete a colher”. “Ah, mas se mete sim” — começaram a dizer os movimentos feministas que ganharam força naquele período. Essas vozes foram ainda por muito tempo ignoradas pelo Estado, que, assim, permitiu a vitimização de muitas mulheres.
Disponível em: www.almg.gov.br. Acesso em: 2 out. 2019 (adaptado).
De acordo com o texto, qual posicionamento foi contestado pelos movimentos sociais mencionados?
O trecho descreve que, até a década de 1970, a violência contra a mulher dentro do contexto familiar era considerada aceitável, pois estava confinada à esfera privada. O ditado “em briga de marido e mulher, não se mete a colher” exemplifica a naturalização da autoridade masculina e da intimidade familiar patriarcal, que legitimava agressões. Os movimentos feministas contestaram justamente essa aceitação cultural da violência doméstica, buscando visibilidade e proteção legal para as vítimas.
Portanto, o posicionamento contestado pelos movimentos sociais foi a naturalização da intimidade familiar no modelo patriarcal.
Portanto, alternativa "B".
(Créditos da resolução: Prof. Warles)
(ENEM 2025 - 3ª Aplicação - PPL).
A designação de xisto betuminoso é dada, vulgarmente, a certas rochas sedimentares que contêm, disseminado pela sua parte mineral, um composto orgânico de composição bastante variável que, sob a ação do calor, se decompõe em gás e óleo, ambos ricos em hidrocarbonetos encontrados no petróleo natural, permanecendo na rocha um resíduo carbonoso. O óleo contido no xisto betuminoso, após retirada e refino, pode gerar gasolina, gás combustível, enxofre, entre outros. Mesmo possuindo uma das maiores reservas mundiais de xisto betuminoso, a produção de derivados de petróleo produzidos por meio de sua exploração, no Brasil, ainda é muito pequena.
MESQUITA, H. C. Xisto betuminoso. Revista de Administração Pública, n. 4, out.-dez. 1978 (adaptado).
As limitações para a utilização do recurso mineral citado no texto derivavam da combinação entre os seguintes fatores:
O trecho indica que o Brasil possui grandes reservas de xisto betuminoso, mas a produção de derivados de petróleo a partir desse recurso ainda é muito pequena. Isso se deve principalmente aos custos elevados de extração e aos impactos ambientais, pois a exploração do xisto envolve técnicas complexas e poluentes, dificultando a viabilização econômica em larga escala.
Portanto, as limitações decorrem da combinação entre custos elevados e extração poluidora, e não de jazidas profundas, tecnologia arcaica, demanda reduzida, escassez ou transporte.
Portanto, alternativa "C".
(Créditos da resolução: Prof. Warles)
(ENEM 2025 - 3ª Aplicação - PPL).
Por “brecha” não entendemos, de forma alguma, um elemento que pusesse em perigo, mudasse drasticamente ou diminuísse o sistema escravista. A analogia com uma brecha na muralha de uma fortaleza assediada seria algo totalmente equivocado. O que queremos descrever é uma brecha para o escravizado, como se diria hoje, “um espaço”, situado sem dúvida dentro do sistema, mas abrindo possibilidades inéditas para atividades autônomas dos cativos.
CARDOSO, C. F. S. Escravo ou camponês? O protocampesinato negro nas Américas. São Paulo: Brasiliense, 1987 (adaptado).
No Brasil colonial, a “brecha” abordada no texto representou uma flexibilização, ao possibilitar ao escravizado
O autor explica que a “brecha” não era uma ameaça ao sistema escravista, mas sim um “espaço” dentro dele que permitia aos cativos realizar atividades de forma autônoma. Isso se refere a possibilidades econômicas, como trabalhar por conta própria, produzir, negociar ou gerar renda, sem alterar a estrutura de dominação.
Portanto, a brecha representava a chance do escravizado de obter ganhos econômicos, e não de conquistar direitos civis, educação, liberdade religiosa ou criar associações profissionais.
Portanto, alternativa "B".
(Créditos da resolução: Prof. Warles)
(ENEM 2025 - 3ª Aplicação - PPL).
Quando comparamos o fenômeno da urbanização do Brasil com o de países desenvolvidos, percebemos que os processos foram diferentes. No segundo caso, o crescimento das cidades e a industrialização ocorreram paralelamente à transformação do meio rural, gerando uma urbanização gradativa e uma acentuada queda na natalidade. No caso brasileiro, a entrada de tecnologia e de capital estrangeiro imprimiu um novo ritmo à economia brasileira. Enquanto o setor agrário sofria um rápido processo de mecanização liberando mão de obra, as cidades sofriam um processo de crescimento demográfico repentino, com a população urbana passando de 45% em 1960 para 85% em 2010.
ROSS, J. L. S. Geografia do Brasil. São Paulo: Edusp, 2011 (adaptado).
No contexto apresentado, as transformações espaciais foram consequência da
O trecho destaca que o crescimento urbano brasileiro foi rápido e intenso, resultado da mecanização do campo, que liberou mão de obra, e da entrada de tecnologia e capital estrangeiro, acelerando o desenvolvimento industrial. Esse conjunto de fatores reflete a ação do Estado em promover políticas de desenvolvimento econômico, ou seja, uma política desenvolvimentista voltada à modernização da economia e à urbanização acelerada.
Portanto, as transformações espaciais descritas decorrem da implantação de política desenvolvimentista, e não de redução estatal, ampliação de direitos, aumento de tributos ou privatizações.
Portanto, alternativa "E".
(Créditos da resolução: Prof. Warles)
(ENEM 2025 - 3ª Aplicação - PPL).
Pensa-se que é característico de uma pessoa de discernimento ser capaz de deliberar bem acerca do que é bom e conveniente para si mesma, não em relação a um aspecto particular — por exemplo, quando se quer saber quais as espécies de coisas que concorrem para a saúde e para o vigor físico —, e sim acerca das espécies de coisas que nos levam a viver bem de um modo geral. O discernimento deve ser então uma qualidade que leva à verdade no tocante às ações relacionadas com os bens humanos.
ARISTÓTELES. Ética a Nicômaco. In: MARCONDES, D. (Org.). Textos básicos de Ética. Rio de Janeiro: Zahar, 2008 (adaptado).
Conforme o trecho filosófico, a pessoa capaz de bem decidir é dotada de uma qualidade
Aristóteles afirma que o discernimento é a capacidade de deliberar bem sobre o que é bom e conveniente para si mesma, visando viver bem de modo geral. Essa habilidade envolve raciocínio e reflexão ética, permitindo orientar escolhas e ações em relação aos bens humanos.
Portanto, trata-se de uma qualidade racional, voltada para a orientação das escolhas, e não de caráter teórico, pragmático, filosófico ou social no sentido apresentado nas outras alternativas.
Portanto, alternativa "B".
(Créditos da resolução: Prof. Warles)
(ENEM 2025 - 3ª Aplicação - PPL).
Ao longo do século XIX, especialmente na corte de D. Pedro II, as mulheres de elite vivenciaram uma transformação radical em seu papel social. Tornar-se uma consumidora, no começo do século XIX, era algo ainda dúbio e malvisto, pois as saídas às ruas para compras eram vigiadas pela sociedade ainda fortemente patriarcal. Já no final daquele século, comprar passou a ser uma das atividades mais importantes para as mulheres de elite, nos principais centros urbanos do país e, em especial, na corte do Rio de Janeiro.
MONTELEONE, J. Moda, consumo e gênero na corte de D. Pedro II (Rio de Janeiro 1840-1889). Revista de História, n. 178, 2019 (adaptado).
De acordo com o texto, o papel social da mulher foi impactado pelo seguinte processo histórico:
No século XIX, especialmente durante o Império no Brasil, a industrialização europeia, em particular a indústria têxtil, começou a impactar o consumo das elites brasileiras. As mulheres de elite, mencionadas no texto, passaram a comprar tecidos, roupas e produtos industrializados, transformando o consumo em um dos pilares de seu papel social. Ou seja, a mudança no papel social da mulher — de figura restrita às tarefas domésticas e à esfera privada para consumidora ativa — está diretamente ligada à disponibilidade de produtos têxteis industrializados, não apenas à urbanização da corte.
Portanto, alternativa "A".
(Créditos da resolução: Prof. Warles)
(ENEM 2025 - 3ª Aplicação - PPL).
A ontologia como fundamento da ética foi o ponto de vista original da filosofia. A separação das duas, que é a separação entre o reino “objetivo” e o “subjetivo”, é o destino moderno. Sua re-união, caso seja possível, só poderá ser alcançada a partir do lado “objetivo”; quer dizer: por uma revisão da ideia de natureza. Só uma ética fundada na amplitude do ser, e não apenas na singularidade ou na peculiaridade do ser humano, é que pode ser de importância no universo das coisas. Mesmo que seja feita uma exigência extra-humana para o comportamento humano, permanece de pé o fato de que uma ética que não mais se baseie sobre a divindade tem que se fundamentar em um princípio que possa ser descoberto na natureza das coisas, para que não seja vítima do subjetivismo ou de outras formas de relativismo.
JONAS, H. O princípio vida: fundamentos para uma biologia filosófica. Petrópolis: Vozes, 2004 (adaptado).
A fundamentação ontológica da ética proposta pelo autor encontra suporte na
Hans Jonas defende que a ética deve se fundamentar na natureza do ser e na totalidade do universo, e não apenas na singularidade humana ou na autoridade divina. Ele propõe que princípios éticos se baseiem em uma compreensão objetiva da realidade e do ser, de modo a evitar subjetivismos ou relativismos.
Portanto, a fundamentação ontológica da ética apresentada pelo autor encontra suporte na compreensão da totalidade universal, e não na autoridade religiosa, interesses individuais, pragmatismo utilitarista ou mera superação do racionalismo.
Portanto, alternativa "D".
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(ENEM 2025 - 3ª Aplicação - PPL).
As plataformas representam um ponto de produção distinto e digital na medida em que redirecionam e isolam as relações sociais envolvidas no trabalho e as transformam em relações de produção. Como em um local de trabalho tradicional, onde os trabalhadores batem seu cartão de ponto, os trabalhadores da economia de plataforma se conectam a um aplicativo e, ao fazê-lo, ficam sujeitos a uma autoridade externa que organiza a demanda dos consumidores, determina quais tarefas devem ser executadas, onde, quando, o valor e controla direta ou indiretamente a sua execução.
MORAES, R. B. S. et al. Uberização do trabalho: a percepção dos motoristas de transporte particular por aplicativo. Revista Brasileira de Estudos Organi acionais, n. 3, dez. 2019 (adaptado).
No texto, as mudanças no gerenciamento das relações de trabalho foram impulsionadas pelo(a)
O trecho descreve que, na economia de plataforma, os trabalhadores se conectam a aplicativos que organizam a demanda, determinam tarefas, horários, locais e valores, controlando diretamente a execução do trabalho. Isso mostra que a mudança no gerenciamento das relações de trabalho se dá pelo uso de algoritmos e sistemas digitais que substituem a supervisão humana tradicional.
Portanto, as mudanças foram impulsionadas pela relevância dos algoritmos computacionais, e não pelo fortalecimento de organizações patronais, decisões governamentais, compartilhamento estratégico ou estabilidade empregatícia.
Portanto, alternativa "E".
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(ENEM 2025 - 3ª Aplicação - PPL).
José Bonifácio afirmou, em representação enviada à Assembleia Constituinte de 1823, que a escravidão era um câncer que corroía nossa vida cívica e impedia a construção da nação. A desigualdade é a escravidão de hoje, o novo câncer que impede a constituição de uma sociedade democrática.
CARVALHO, J. M. Cidadania no Brasil: o longo caminho. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2015.
Ao comparar dois períodos distintos da história do Brasil, o autor entende que os fenômenos citados
O autor compara a escravidão no período colonial e imperial com a desigualdade contemporânea, destacando que ambos os fenômenos atuam como “câncer” que impede a constituição de uma sociedade democrática. Ou seja, tanto a escravidão quanto a desigualdade funcionam como mecanismos de exclusão social, marginalizando grupos e limitando direitos e participação na vida política e civil.
Portanto, os fenômenos citados fomentam a exclusão social, e não descrevem política partidária, subalternidade cultural, identidade coletiva ou representação eleitoral.
Portanto, alternativa "A".
(Créditos da resolução: Prof. Warles)
(ENEM 2025 - 3ª Aplicação - PPL).
Anne Caroline Quiangala compara a forma como heroínas brancas e negras são representadas nas histórias em quadrinhos. As primeiras são definidas por modelos de feminilidade que as apresentam como seres indefesos, submissos e que necessitam ser protegidas ou salvas pelos heróis. Já as personagens negras são representadas com base em práticas herdadas do período da escravidão que atribui força, resistência e indelicadeza às mulheres negras. Complementando essa ideia, a socióloga Patricia Hill Collins afirma que as mulheres negras e as brancas têm sido estigmatizadas nas histórias em quadrinhos.
PEDROSO, R. A. A. Martha Washington: a visão de dois homens brancos sobre uma heroína negra. Anos 90, v. 28, 2021 (adaptado).
O texto indica que a representação das heroínas brancas e negras nas histórias em quadrinhos expressa um(a)
O trecho evidencia que as heroínas brancas são retratadas como submissas e indefesas, enquanto as heroínas negras carregam traços de força e resistência associados à escravidão, refletindo visões preconceituosas e estigmatizantes. Essas representações não são neutras, mas reproduzem estereótipos de gênero e raciais, ligados a padrões machistas que definem como mulheres devem se comportar ou ser percebidas.
Portanto, a representação expressa um estereótipo de comportamento machista, e não natureza materna, lógica familiar, conduta virtuosa ou pensamento pragmático.
Portanto, alternativa "D".
(Créditos da resolução: Prof. Warles)
(ENEM 2025 - 3ª Aplicação - PPL).
Na obra O Político, Platão faz uma sutil distinção entre plantas e animais. As plantas, diferentemente dos animais, não seriam geridas pelo cosmo. Isso se prova pela sua autonomia ao germinarem aleatoriamente no solo. As plantas seriam autônomas, enquanto os animais seriam comandados. Se considerarmos a degeneração pela qual passariam os homens e suas almas, segundo Platão, vindo a se tornarem animais em outras vidas, os homens seriam seres políticos que deveriam ser governados, submissos a algo ou a alguém, no caso à política e ao demiurgo ou artesão, criador de todas as coisas. As plantas, por outro lado, cuja natureza é distinta, não teriam suas almas subordinadas ou dotadas de um fim.
KLEPKA, V.; CORAZZA, M. J. A natureza da classificação dos seres vivos na Grécia Antiga. Diálogos, n. 2, 2018 (adaptado).
No texto, a natureza serve de paradigma para a compreensão da(s)
O trecho do texto de Klepka e Corazza aborda como Platão utiliza a natureza dos seres (plantas e animais) como um modelo para pensar a política e a relação entre os homens, suas almas e o governo. Ele estabelece uma analogia: plantas são autônomas e não subordinadas, enquanto os homens, por sua condição e degeneração, precisam ser governados, refletindo uma estrutura política.
Portanto, a natureza serve como paradigma para compreender a constituição da sociedade e das relações de poder em Atenas, isto é, como a organização da sociedade se espelha na ordem natural.
Portanto, alternativa "C".
(Créditos da resolução: Prof. Warles)
(ENEM 2025 - 3ª Aplicação - PPL).
Atos de revolta marcaram os primeiros dias do ano de 1880 no Rio de Janeiro. Esses dias de verão foram dias confusos e incertos. Comícios públicos, destinados a protestar contra o imposto de um vintém sobre as passagens de bondes urbanos, acabaram em violência nas ruas. O confronto armado entre os manifestantes e as autoridades persistiu por umas poucas horas somente, mas, assim mesmo, o Motim do Vintém marcou profunda e duradouramente a vida política, tanto da cidade quanto do Império.
GRAHAM, S. O Motim do Vintém e a cultura política no Rio de Janeiro - 1880. Revista Brasileira de História, n. 20, mar.-ago. 1991.
O conflito urbano mencionado teve como causa a
O texto deixa claro que os protestos do Motim do Vintém ocorreram devido a um imposto de um vintém sobre as passagens de bondes urbanos, ou seja, uma elevação no custo do transporte público.
Portanto, alternativa "D".
(Créditos da resolução: Prof. Warles)
(ENEM 2025 - 3ª Aplicação - PPL).
A Caxemira foi dominada por dinastias ou imperadores hindus, budistas, muçulmanos, mongóis, afegãos, sikhs, até chegar o Império Britânico. Quando os britânicos saíram, depois de quase 200 anos, foram criados dois países, um de maioria muçulmana (Paquistão) e outro de maioria hindu (Índia). Uma divisão que provocou uma das maiores ondas migratórias da história, com 15 milhões de muçulmanos, hindus e sikhs fugindo para lados opostos. A passagem de poder na Caxemira é até hoje motivo de controvérsia e a origem do conflito entre os dois países.
Disponível em: https://oglobo.globo.com. Acesso em: 8 set. 2019 (adaptado).
O conflito mencionado no texto origina-se por questões relacionadas a
O texto destaca que a divisão da Índia e do Paquistão se deu segundo maiorias religiosas (muçulmanos e hindus), o que provocou migrações em massa e conflitos na região da Caxemira.
Portanto, alternativa "A".
(Créditos da resolução: Prof. Warles)
(ENEM 2025 - 3ª Aplicação - PPL).
Bases da formação territorial do Brasil
Na última década do século XVII, ocorreu um fenômeno que foi fundamental para o processo da formação territorial, porque levou a uma interiorização maior da colonização: a descoberta do ouro. A mineração foi também uma atividade essencialmente urbanizadora; em qualquer lugar onde ela ocorria criava cidades.
MORAES, A. C. R. Geografares, n. 2, jun. 2001.
Qual dinâmica socioespacial favoreceu o processo abordado no texto?
O texto destaca que a descoberta do ouro levou à interiorização da colonização e à criação de cidades, ou seja, a mineração estimulou movimentos populacionais e econômicos que intensificaram as relações comerciais no território colonial.
Portanto, alternativa "A".
(Créditos da resolução: Prof. Warles)
(ENEM 2025 - 3ª Aplicação - PPL).
O clima no Antropoceno Se o aquecimento global aumentar pelo menos 2 °C, as projeções para uma ampla área do Brasil é de mais chuvas concentradas. No Sudeste e no Sul, onde vive 60% da população brasileira, tem ocorrido um aumento claro no nível de pluviosidade média e de episódios extremos de chuvas desde os anos 1960, tendências que devem se intensificar nas próximas décadas caso o planeta aqueça 2 °C.
PIVETTA, M. Revista Pesquisa Fapesp, n. 307, set. 2021 (adaptado).
O problema apontado no texto demanda o planejamento das cidades para
O texto destaca o aumento da pluviosidade e de episódios extremos de chuvas, o que exige que as cidades se preparem para evitar enchentes e alagamentos, ou seja, uma reestruturação adequada das redes de drenagem urbana.
Portanto, alternativa "B".
(Créditos da resolução: Prof. Warles)
(ENEM 2025 - 3ª Aplicação - PPL).
Um preceito ético, resumido num ditado que foi notícia no Diário da Tarde, evidencia muito bem os valores que pautaram o movimento do Contestado: “Quem tem, mói, quem não tem, mói também, e no fim todos ficarão iguais” (22/02/1914). Mais do que um simples ditado, este dizer representa também a construção de uma nova sociedade, em que os bens são comunitários e a igualdade entre as pessoas figura como princípio fundamental.
WOITOWICZ, K. J. Imagem contestada: a Guerra do Contestado pela escrita do Diário da Tarde (1912-1916). Ponta Grossa: UEPG, 2015 (adaptado).
O movimento mencionado no texto consistiu numa reação ao
O Movimento do Contestado ocorreu entre 1912 e 1916, envolvendo sertanejos do sul do Brasil que reagiam à apropriação de terras por empresas e elites rurais, especialmente em função da construção de ferrovias, exploração de madeira e a pressão sobre camponeses. Embora houvesse elementos messiânicos, a raiz do conflito foi a reação ao mandonismo da elite rural, que dominava e explorava a população local.
Portanto, alternativa "A".
(Créditos da resolução: Prof. Warles)
(ENEM 2025 - 3ª Aplicação - PPL).
Com o objetivo de promover o empoderamento de lideranças indígenas e entidades indigenistas nos debates sobre as mudanças climáticas e como ferramenta potencial para o desenvolvimento de planos de adaptação indígena, foi desenvolvido o Sistema de Observação e Monitoramento da Amazônia Indígena (Somai). O Somai é uma plataforma da web na qual estão disponibilizados dados científicos sobre alterações climáticas e ambientais para a Amazônia brasileira e suas Terras Indígenas.
DOURADO, M. F. A gestão ambiental e territorial de Terras Indígenas. Disponível em: https://tidsskrift.dk/bras. Acesso em: 6 out. 2021 (adaptado).
Qual é o objetivo do sistema mencionado no texto?
O texto explica que o Sistema de Observação e Monitoramento da Amazônia Indígena (Somai) fornece dados científicos sobre alterações climáticas e ambientais, com o objetivo de apoio à gestão ambiental e territorial das Terras Indígenas, ou seja, proteger os biomas florestais e os recursos naturais da região.
Portanto, alternativa "B".
(Créditos da resolução: Prof. Warles)
(ENEM 2025 - 3ª Aplicação - PPL).
Com a inclusão da farinha de mandioca de Cruzeiro do Sul (AC), do guaraná de Maués (AM), do queijo de Colônia Witmarsum (PR) e das amêndoas de cacau da região do sul da Bahia, o Mapa das Indicações Geográficas do Brasil passa a contar com 58 certificações. O projeto é fruto de uma parceria do IBGE com o Instituto Nacional de Propriedade Industrial. As indicações geográficas são selos que identificam a origem de produtos ou serviços característicos de determinada localidade.
Disponível em: https://agenciadenoticias.ibge.gov.br. Acesso em: 9 dez. 2018 (adaptado).
O reconhecimento por indicação geográfica favorece a produção local pelo(a)
O texto explica que as indicações geográficas funcionam como selos que identificam a origem de produtos característicos de uma localidade, o que garante a autenticidade e valoriza os produtos locais, diferenciando-os no mercado.
Portanto, alternativa "B".
(Créditos da resolução: Prof. Warles)
((ENEM 2025 - 3ª Aplicação - PPL).
Entre os Tchambuli, as atitudes masculinas e femininas mostravam-se bastante distintas, tendo as mulheres um protagonismo evidente: elas eram dotadas de poder dentro das aldeias; eram as principais fornecedoras de alimentos, também responsáveis pela pesca, por negociar o excedente em troca de outros víveres e pela produção da riqueza (com a venda de mosquiteiros). Os homens se dedicavam à arte e à estética, e eram emocionalmente frágeis. Tal padrão chama atenção por ser o inverso do comportamento tradicionalmente atribuído aos homens e mulheres na sociedade estadunidense da época.
FELIPPE, M. B.; OLIVEIRA-MACEDO, S. Sexo e temperamento em três sociedades primitivas. In: Enciclopédia de Antropologia. São Paulo: USP, 2018 (adaptado).
Os padrões de comportamento observados na década de 1930, entre os povos citados no texto, servem de base para o argumento de que nas sociedades existem diversificações de
O texto mostra que entre os Tchambuli os papéis de homens e mulheres eram invertidos em relação à sociedade estadunidense, evidenciando que as diferenças de comportamento não são universais nem biológicas, mas sim modelos culturais construídos e transmitidos socialmente.
Portanto, alternativa "B".
(Créditos da resolução: Prof. Warles)
(ENEM 2025 - 3ª Aplicação - PPL).
Sem negar que Deus prevê todos os acontecimentos futuros, entretanto nós queremos livremente aquilo que queremos. Porque, se o objeto da presciência divina é a nossa vontade, é essa mesma vontade assim prevista que se realizará. Haverá, pois, um ato de vontade livre, já que Deus vê esse ato livre com antecedência.
AGOSTINHO. O livre-arbítrio. São Paulo: Paulus, 1995 (adaptado).
Refletindo sobre o Deus onisciente e suas criaturas, o autor sustenta a
O trecho diz que Deus prevê todos os acontecimentos futuros e que “se o objeto da presciência divina é a nossa vontade, é essa mesma vontade assim prevista que se realizará”. Isso indica que o conhecimento de Deus precede e abrange todos os atos humanos; ou seja, a cognição divina está acima do agir humano, ainda que os atos sejam livres.
Portanto, alternativa "C".
(Créditos da resolução: Prof. Warles)
(ENEM 2025 - 3ª Aplicação - PPL).
As premissas do projeto geopolítico para a Amazônia na década de 1970 não foram determinadas pela geografia do país, nem se resumiram à apropriação física do espaço. O marco do projeto foi a intencionalidade do comando do vetor científico moderno para o controle do tempo e do espaço pelas Forças Armadas como condição para a constituição do Estado-Nação na nova era mundial, e para a modernização acelerada da sociedade e do espaço brasileiros necessária para alcançar crescimento econômico e projeção mundial.
BECKER, B. K.; EGLER, C. A. Brasil: uma potência regional na economia-mundo. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2010 (adaptado).
De acordo com o texto, qual é o objetivo estratégico do projeto mencionado?
O texto enfatiza que o projeto geopolítico da Amazônia na década de 1970 envolvia o uso do conhecimento científico e tecnológico para controlar o tempo e o espaço, visando modernização da sociedade, projeção mundial e consolidação do Estado-Nação, ou seja, domínio territorial por meio da inovação técnica.
Portanto, alternativa "D".
(Créditos da resolução: Prof. Warles)
(ENEM 2025 - 3ª Aplicação - PPL).
Essa ideia levou-o a estudar os costumes tupinambás... Desde dez dias que se entregara a essa árdua tarefa, quando (era domingo) lhe bateram à porta, em meio de seu trabalho. Abriu, mas não apertou a mão. Desandou a chorar, a berrar, a arrancar os cabelos, como se tivesse perdido a mulher ou um filho. A irmã correu lá de dentro, o Anastácio também, e o compadre e a filha, pois eram eles, ficaram estupefatos no limiar da porta.
— Mas que é isso, compadre?
— Que é isso, Policarpo?
— Mas, meu padrinho...
Ele ainda chorou um pouco. Enxugou as lágrimas e, depois, explicou com a maior naturalidade:
— Eis aí! Vocês não têm a mínima noção das coisas da nossa terra. Queriam que eu apertasse a mão... Isto não é nosso! Nosso cumprimento é chorar quando encontramos os amigos, era assim que faziam os tupinambás.
BARRETO, L. Triste fim de Policarpo Quaresma. São Paulo: Ática, 1998.
O diálogo descrito no texto remete aos costumes do(a)
O texto mostra Policarpo Quaresma recriando os costumes dos tupinambás, ao valorizar o cumprimento tradicional indígena, que consistia em chorar ao encontrar amigos, em vez de apertar as mãos. Isso indica referência aos modos de vida e à racionalidade dos povos indígenas.
Portanto, alternativa "E".
(Créditos da resolução: Prof. Warles)
(ENEM 2025 - 3ª Aplicação - PPL).
“Os espíritos que foram durante anos demonizados pelo cristianismo, pelos brancos, para a gente que é da floresta são espíritos sagrados”, diz a cineasta Priscila Tapajowara. Em 2022, ela lançou no YouTube a série documental Ãgawaraitá (“encantados”, em nheengatu, língua nativa falada na Amazônia brasileira). No filme, anciãos, curandeiras e rezadeiras falam sobre a relação entre seres da floresta e a defesa da natureza. “São os ‘encantados’, como o Curupira, a Mãe d’Água e o Boto, que estão na mata, cabeceiras, rios, igarapés, defendendo e protegendo esses lugares”. Priscila conta ter aprendido muito sobre isso na região onde vive, em Santarém (PA), e principalmente dentro de casa, com os avós.
MINUANO, C. Professores da natureza. Disponível em: www.uol.com.br. Acesso em: 16 out. 2023 (adaptado).
De acordo com o texto, os “encantados” têm sua origem na
O texto explica que os “encantados” — Curupira, Mãe d’Água, Boto — fazem parte da tradição dos povos da Amazônia, transmitida oralmente e ligada à proteção da natureza, ou seja, à cosmogonia indígena.
Portanto, alternativa "C".
(Créditos da resolução: Prof. Warles)
(ENEM 2025 - 3ª Aplicação - PPL).
“Africano livre” era a versão brasileira de uma forma legal dispersa pelo Atlântico, inspirada pelos experimentos britânicos com o trabalho “livre” no início do século XIX. Essa invenção era uma resposta ao novo desgosto com o trabalho escravo enquanto categoria socio-legal inventada para dar forma à ideia de um modelo e responder à demanda crescente de trabalho barato e disponível em um mundo capitalista colonial em expansão.
LIMA, H. E. No baú de Augusto Mina: o micro e o global na história do trabalho. Topoi, n. 31, jul.-dez. 2015 (adaptado).
A condição de “africano livre” implica que estava em curso uma
O texto indica que a categoria de “africano livre” surgiu como uma resposta à escravidão, ajustando-se às demandas do capitalismo colonial, ou seja, uma reorganização das relações de produção, mantendo o trabalho barato, mas fora do regime escravista.
Portanto, alternativa "A".
(Créditos da resolução: Prof. Warles)
(ENEM 2025 - 3ª Aplicação - PPL).
O Poder Judiciário tem combatido a disseminação de fake news em todos os seus aspectos, para que o cidadão possa distinguir quais meios de comunicação merecem maior credibilidade, assim como para impedir ou minimizar as consequências nefastas das notícias falsas. Assumir essa responsabilidade é o primeiro passo. Todos os segmentos devem criar mecanismos de controle interno que, aliados às normas jurídico-administrativas, sejam mais eficientes no combate a esse mal.
BANDEIRA, R. Fake news: conselheira do CNJ alerta para o impacto delas na Justiça. Disponível em: www.cnj.jus.br. Acesso em: 6 out. 2021 (adaptado).
A ação da Justiça, destacada no texto, representa uma forma de
O texto mostra que o Poder Judiciário atua para combater fake news, proteger a credibilidade da informação e evitar danos à sociedade, ou seja, uma ação voltada à garantia da ordem social.
Portanto, alternativa "A".
(Créditos da resolução: Prof. Warles)
(ENEM 2025 - 3ª Aplicação - PPL).
Com capital inicial de US$ 50 bilhões para financiar obras de infraestrutura em países pobres e emergentes, o novo Banco de Desenvolvimento dos Brics vem sendo encarado como uma alternativa ao Banco Mundial e ao Fundo Monetário Internacional (FMI). O banco deverá reduzir a influência internacional dos Estados Unidos e da União Europeia.
CORRÊA, A. Disponível em: www.bbc.com. Acesso em: 14 jul. 2014 (adaptado).
A instituição abordada no texto busca uma mudança na geopolítica ao
O texto indica que o Banco de Desenvolvimento dos Brics foi criado para financiar países pobres e emergentes, oferecendo uma alternativa ao Banco Mundial e ao FMI, e reduzir a influência de potências tradicionais, o que caracteriza uma cooperação entre países do Sul global.
Portanto, alternativa "B".
(Créditos da resolução: Prof. Warles)
(ENEM 2025 - 3ª Aplicação - PPL).
A arquitetura global de conectividade, construída nos últimos 60 anos, ainda deixa diversas regiões do planeta sem cobertura de fibra ótica e internet fixa. É o caso de alguns países africanos e muitas periferias brasileiras. Ademais, pode-se inferir que a atual provisão de infraestrutura de Tecnologias de Informação e Comunicação (TICs) obedece a padrões de desigualdades socioespaciais históricas: regiões de maior renda per capita são mais bem atendidas por provedores e operadoras. Finalmente, a grande densidade de cabos submarinos atendendo Estados Unidos da América, Europa e Sudeste Asiático denota a predominância econômica desses locais.
GIRARD, L. A transformação digital das cidades e a visão do urbanismo. Disponível em: www.cest.poli.usp.br. Acesso em: 14 out. 2021 (adaptado).
Conforme o texto, a internet insere-se no mundo globalizado como um sistema de
O texto destaca que a infraestrutura de internet e cabos submarinos privilegia regiões mais ricas, enquanto outras áreas permanecem com acesso limitado, evidenciando desigualdades no fluxo de informações e conectividade no mundo globalizado.
Portanto, alternativa "C".
(Créditos da resolução: Prof. Warles)
(ENEM 2025 - 3ª Aplicação - PPL).
Um país que vive a cultura latina, e cujos cidadãos aprenderam a história “como se tivesse sido estabelecida exclusivamente de leste a oeste”. “Mas nada teria sido possível sem fios fortes que cruzassem perpendicularmente de baixo para cima. A história dos Estados Unidos são esses fios: um eixo norte-sul em torno do qual se formou o país, que se cruza com o eixo leste-oeste. Dar essa visibilidade é como inclinar o mapa para um lado e ver os Estados Unidos de um ponto de vista incomum”.
LAFUENTE, J. EUA, um país latino-americano. Disponível em: https://brasil.elpais.com. Acesso em: 11 nov. 2021 (adaptado).
O texto apresenta uma inovação na produção da memória estadunidense ao reconhecer sua
O texto sugere que, apesar dos Estados Unidos serem geralmente tratados a partir de uma perspectiva “de leste a oeste”, há uma herança e influência latina que atravessa o país de norte a sul, oferecendo uma nova leitura da história estadunidense.
Portanto, alternativa "C".
(Créditos da resolução: Prof. Warles)
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