quinta-feira, 2 de julho de 2020

D11 - Quiz por descritor - Port. 3ª Série

Quiz D11: PORTUGUÊS - ENSINO MÉDIO
D11: PORTUGUÊS - 3º Série - Ensino Médio

D11: Estabelecer relação causa/consequência entre partes e elementos do texto.

01
(SEDUC-GO).

Leia o texto e, a seguir, responda.

    Vivendo em um país onde as pessoas parecem não mais se preocupar em cumprir suas obrigações, testemunho, aos 85 anos, que hoje a ética tem pouco valor e obter vantagens a qualquer custo passou a ser regra. Fui surpreendido por uma conta da [empresa]* [...] cobrando R$ 124,23, por uma ligação para Curitiba, em 21/12, com vencimento em 6/2. Não fizemos tal ligação nem conhecemos ninguém que more lá. Contatei 4 vezes a empresa, sem solução. Na última, o funcionário ameaçou protestar meu nome, se eu não pagar a conta, e que discutiria o ressarcimento após eu pagá-la. Pelo jeito, não são apenas os sequestradores que dão golpes pelo telefone. Não devo e não temo. Me recuso a pagar, já entrei no PROCON e peço ajuda ao jornal.

    A [empresa] responde:

    “Não identificamos irregularidades na cobrança. Os clientes podem nos contatar no [...] (telefonia fixa) e [...] (telefonia móvel). O site do fale conosco é [...]. Ou então devem ir à loja mais próxima.”

    O leitor comenta:

    Além de incompetentes e desonestos, são mentirosos. Até hoje dia (18), ninguém me contatou para esclarecer a cobrança descabida.

    A [empresa] enviou à coluna, no dia 20, resposta igual à enviada no dia 17, ratificando-a. No dia 23, o leitor confirmou que não recebeu telefonemas da empresa e que irá esperar a solução do PROCON. Ele também agradeceu à coluna o envio da queixa a empresa.

O ESTADO DE S. PAULO, 27 jun. 2008.

*Para preservar a identidade dos interlocutores, suprimimos a identificação do remetente e o nome da empresa.

O que motivou o envio da carta argumentativa?

A
B
C
D
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02
(SEDUC-GO).

Leia o texto e, a seguir, responda.

VALSINHA

    Um dia ele chegou tão diferente do seu jeito de sempre chegar

    Olhou-a de um jeito muito mais quente do que sempre costumava olhar

    E não maldisse a vida tanto quanto era seu jeito de sempre falar

    E nem deixou-a só num canto, pra seu grande espanto, convidou-a pra rodar.

    Então ela se fez bonita como há muito tempo não queria ousar

    Com seu vestido decotado cheirando a guardado de tanto esperar

    Depois os dois deram-se os braços como há muito tempo não se usava dar

    E cheios de ternura e graça foram para a praça e começaram a se abraçar.

    E ali dançaram tanta dança que a vizinhança toda despertou

    E foi tanta felicidade que toda a cidade se iluminou

    E foram tantos beijos loucos, tantos gritos roucos como não se ouviam mais...

    Que o mundo compreendeu

    E o dia amanheceu

    Em paz.

HOLANDA, Chico Buarque de. In: Construção. CD Philips. 1971.

De acordo com esse texto, a felicidade do casal fez com que

A
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03
(SEDUC-GO).

Leia o texto e, a seguir, responda.

Súplica Cearense

Waldeck Macedo e Nelinho

    Oh! Deus, perdoe este pobre coitado

    Que de joelhos rezou um bocado

    Pedindo pra chuva cair sem parar

   

    Oh! Deus, será que o senhor se zangou

    E só por isso o sol arretirou

    Fazendo cair toda a chuva que há

   

    Senhor, eu pedi para o sol se esconder um tiquinho

    Pedi pra chover, mas chover de mansinho

    Pra ver se nascia uma planta no chão

   

    Oh! Deus, se eu não rezei direito o Senhor me perdoe,

    Eu acho que a culpa foi

    Desse pobre que nem sabe fazer oração

   

    Meu Deus, perdoe eu encher os meus olhos de água

    E ter-lhe pedido cheinho de mágoa

    Pro sol inclemente se arretirar

   

    Desculpe eu pedir a toda hora pra chegar o inverno

    Desculpe eu pedir para acabar com o inferno

    Que sempre queimou o meu Ceará

Disponível em: http://letras.mus.br/luiz-gonzaga/81584/. Acesso em 07/02/2013.

O eu lírico acha que não rezou direito porque

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04
(SEDUC-GO).

Leia o texto e, a seguir, responda.

O tabaco consome dinheiro público

    Bilhões de reais saem do bolso do contribuinte para tratar a dependência do tabaco e as graves doenças que ela causa.

    A dependência do tabaco também aumenta as desigualdades sociais porque muitos trabalhadores fumantes, além de perderem a saúde, gastam com cigarros o que poderia ser usado em alimentação e educação. Em muitos casos, com dinheiro de um maço de cigarros pode-se comprar, por exemplo, um litro de leite e sete pães. Para romper com esse perverso círculo de pobreza, países no mundo inteiro estão se unindo através da Convenção-Quadro de Controle do tabagismo e os graves danos que causa, sobretudo nos países em desenvolvimento. Incluir o Brasil nesse grupo interessa a todos os brasileiros. É um passo importante para criar uma sociedade mais justa.

Propaganda do Ministerio da Saude. Brasil um pais de todos. Governo Federal,2004. Disponivel em http://estudosnutricionais. blogspot.com.br/2014/01/o-tabac oconsomedinheiro-publico.html. Acesso 02/04/2015.

Os países no mundo inteiro estão se unindo porque

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05
(SAEPE).

Leia o texto abaixo e responda.

O torcedor

    No jogo de decisão do campeonato, Eváglio torceu pelo Atlético Mineiro, não porque fosse atleticano ou mineiro, mas porque receava o carnaval nas ruas se o Flamengo vencesse. Visitava um amigo em bairro distante, nenhum dos dois tem carro, e ele previa que a volta seria problema.

    O Flamengo triunfou, e Eváglio deixou de ser atleticano para detestar todos os clubes de futebol, que perturbam a vida urbana com suas vitórias. Saindo em busca de táxi inexistente, acabou se metendo num ônibus em que não cabia mais ninguém, e havia duas bandeiras rubro-negras para cada passageiro. E não eram bandeiras pequenas nem torcedores exaustos: estes pareciam terem guardado a capacidade de grito para depois da vitória.

    Eváglio sentiu-se dentro do Maracanã, até mesmo dentro da bola chutada por 44 pés. A bola era ele, embora ninguém reparasse naquela esfera humana que ansiava por tornar a ser gente a caminho de casa.

    Lembrando-se de que torcera pelo vencido, teve medo, para não dizer terror. Se lessem em seu íntimo o segredo, estava perdido. Mas todos cantavam, sambavam com alegria tão pura que ele próprio começou a sentir um pouco de Flamengo dentro de si. Era o canto?

    Eram braços e pernas falando além da boca? A emanação de entusiasmo o contagiava e transformava. Marcou com a cabeça o acompanhamento da música. Abriu os lábios, simulando cantar. Cantou. [...] Estava batizado, crismado e ungido: uma vez Flamengo, sempre Flamengo.

    O pessoal desceu na Gávea, empurrando Eváglio para descer também e continuar a festa, mas Eváglio mora em Ipanema, e já com o pé no estribo se lembrou. Loucura continuar Flamengo [...] Segurou firme na porta, gritou: “Eu volto, gente! Vou só trocar de roupa” e, não se sabe como, chegou intacto ao lar, já sem compromisso clubista.

ANDRADE, Carlos Drummond de. Disponível em: http://flamengoeternamente.blogspot.com/ 2007/04/o-torcedor-carlos-drummond-de-andrade. html>. Acesso em: 13 jan. 2011. Fragmento.

Qual é a causa da transformação de Eváglio em torcedor?

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06
(SAEPI).

Leia o texto abaixo.

Borboleta da praia

    A borboleta da praia é uma espécie endêmica no estado do Rio de Janeiro. Até o ano de 1989, era o único inseto na lista oficial de espécies brasileiras ameaçadas de extinção.

    Atualmente, esta mesma lista já ultrapassa mais de 200 outros nomes e não para de crescer.

    O desaparecimento da borboleta da praia está sendo causado, principalmente, pela ocupação irregular de seu habitat natural cuja área abrange a região de restingas e lagoas salgadas.

    Antes abundante em toda a costa fluminense, atualmente essa espécie é encontrada apenas em locais parcialmente preservados, como os brejos e as vegetações originais da Reserva Ecológica de Jacarepaguá (REEJ), situada no trecho da Praia de Massambaba, região dos lagos fluminenses, município de Saquarema, no Rio de Janeiro.

    A alimentação básica dessa borboleta é o néctar da vegetação arbustiva da restinga, principalmente o cambará e o gervão. Seu hábito de voo ocorre normalmente pela manhã e à tardinha.

    O tempo de vida da fêmea é em média 25 dias, quando deposita seus ovos sob as folhas Aristolochia macroura, uma planta venenosa.

    Tanto a Paridis ascanius como outras lindíssimas borboletas de restingas podem ser vistas nas áreas brejais da Reserva Ecológica de Jacarepaguá.

Disponível em: http://www.adeja.org.br/borboleta.htm>. Acesso em: 20 set. 09.

Segundo esse texto, a causa principal do desaparecimento das borboletas da praia é

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07
(SAERJ).

Leia o texto abaixo.

Fórmula do sorriso

    Mais importante que o sabor do creme dental é o seu agente terapêutico, a fórmula química que serve para controlar as bactérias que provocam as cáries. Segundo a professora Lenise Velmovitsky, da Universidade Federal Fluminense, que analisou 25 tipos de pasta de dentes em sua tese de doutourado, a substância mais eficaz na escovação é o tricloson, um antimicrobiano presente nas pastas de ação total ou global. O flúor recalcifica os dentes e também combate as cáries. O bicarbonato de sódio é um abrasivo e remove manchas, mas em excesso desgasta os dentes. A dentista recomenda o uso de escovas macias e uma quantidade de pasta equivalente ao tamanho de uma ervilha, pelo menos três vezes ao dia. Além de fio dental.

Veja. 10 abr. 2002.

Segundo esse texto, deve-se evitar o excesso de bicarbonato de sódio por causa

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08
(SAERJ).

Leia o texto abaixo.

Na ponta do nariz

    Nada como a experiência. Na medida em que envelhecemos, vamos aprendendo a tomar atitudes cada vez mais sensatas. Isso pode ser verdadeiro em vários aspectos da vida, mas não tem nada a ver quando o assunto é a respiração. Estudos mostram que chegamos ao mundo respirando de forma correta e vamos desaprendendo ao longo do caminho.

    E, segundo pesquisas, a gente só tem a ganhar se voltarmos a fazer a troca de gases em nossos pulmões com a técnica dos bebês. Especialistas afirmam que a reeducação respiratória, além de prevenir doenças, reduz o estresse, a hipertensão, a depressão e até ajuda a rejuvenescer e a emagrecer.

    Existem dois tipos de respiração: a torácica (barriga para dentro e peito para fora), mais utilizada, e a diafragmática (respiração abdominal), que utilizamos no início da nossa vida. “Estudos mostram que a respiração lenta pelo diafragma traz benefícios à saúde, inclusive nas doenças pulmonares”, diz o pneumologista do Incor Geraldo Lorenzi Filho. [...]

Revista Galileu. Junho 2008. p. 16.

A reeducação respiratória é essencial porque

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09
(SAEPE).

Leia o texto abaixo.

Das estrelas ao GPS

    Atualmente, é muito mais fácil viajar do que era no passado. As viagens foram facilitadas tanto pelo desenvolvimento de novas tecnologias como pelo aumento do próprio número de viagens, o que levou a seu barateamento e tornou-as mais acessíveis para grande parte da população.

    Antes do advento dos aviões a jato, as viagens aéreas para grandes distâncias eram algo penoso, principalmente por conta da pequena autonomia das aeronaves. Em qualquer viagem, mesmo dentro do Brasil, era preciso fazer várias escalas para abastecê-las. Hoje, os aviões de passageiros são capazes de viajar mais de 10 mil km sem necessidade de abastecimento.

    Uma das coisas mais importantes em qualquer viagem é conhecer bem a rota e saber se a está seguindo corretamente. Desde a antiguidade, o homem criou várias formas de se orientar e encontrar os caminhos certos em suas viagens, que antes de serem simplesmente para as férias de verão, carregavam a missão de descoberta e exploração.

    A melhor tecnologia disponível hoje para determinar a posição exata de um ponto é o GPS – sigla de Global Positioning System. Em Português, Sistema de Posicionamento Global. O sistema utiliza satélite com relógios atômicos perfeitamente sincronizados, com precisão de um nanossegundo (uma fração de um bilhão de um segundo), o que permite a localização de um objeto com margem de erro de apenas 15 metros.

    O GPS é amplamente utilizado em embarcações e aviões. Com o barateamento dessa tecnologia, ficou acessível também para os motoristas de automóveis – custa menos do que algumas centenas de reais. Com o equipamento, é mais fácil navegar pelas ruas e estradas, pois ele permite traçar as rotas mais rápidas ou mais curtas, o que é muito útil nas grandes cidades. [...]

OLIVEIRA, Adilson de. Departamento de Física Universidade Federal de São Carlos. Disponível em: http://cienciahoje.uol.com.br/ colunas/fisica-sem-misterio/ das-estrelas-ao-gps#>. Acesso em: 16 dez. 2010. Fragmento.

De acordo com esse texto, é mais fácil navegar pelas estradas com o GPS porque esse aparelho

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10
(3ª P.D – SEDUC-GO).

Leia o texto abaixo e responda.

Luciana

    Ouvindo rumor na porta da frente e os passos conhecidos de tio Severino, Luciana entregou a Maria Julia as bonecas de pano, ergueu-se estouvada, saiu do corredor, entrou na sala, parou indecisa, esperando que a chamassem. Ninguém reparou nela. Papai e mamãe, no sofá, embebiam-se na palavra lenta e fanhosa de tio Severino, homem considerável, senhor da poltrona. Luciana adivinha a consideração: os donos da casa escutavam, moviam a cabeça e aprovavam: na cozinha, resmungando, arreliando-se, a criada preparava café. Às vezes na família repetia-se uma frase que tinha peso de lei.

    — Foi tio Severino quem disse.

    — Ah!

    E não se acrescentava mais nada. Luciana quis aproximar-se das pessoas grandes, mas lembrou-se do que lhe tinha acontecido na véspera. Mergulhou numa longa meditação. Andara com mamãe pela cidade, percorrera diversas ruas, satisfeita. Num lugar feio e escorregadio, onde a água da chuva empoçava, resistira, acuara, exigindo que pusessem ali paralelepípedos. Agarrada por um braço, intimada a continuar o passeio, tivera um acesso de desespero, um choro convulso, e caíra no chão, sentara-se na lama, esperneando e berrando. Em casa, antes de tirar-lhe a camisa suja, mamãe lhe infligira três palmadas enérgicas. Por quê? Luciana passara o dia tentando reconciliar-se com o ser poderoso que lhe magoara as nádegas. Agora, na presença da visita, essa criatura forte não anunciava perigo.

RAMOS, Graciliano. Luciana In: Contos. 4ª serie literária.(Org. Maria Silvia Gonçalves). São Paulo: Nacional,1979. p.17-21. Fragmento.

Nesse texto, Luciana entrega as bonecas a Maria Júlia porque

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11
(SEDUC-GO).

Leia o texto e, a seguir, responda.

Abotoaduras

Carlos Drummond de Andrade

    O maior fabricante de abotoaduras de punho fechou a indústria depois de convencer-se de que é infinitamente reduzido o número de camisas de manga comprida, à disposição da humanidade. E, mais, que os exemplares deste gênero, ainda existentes, são providos de botões, dispensando abotoaduras. — Trabalhei a vida inteira no setor — lastimava-se — e almejava legar a meus filhos a tradição das abotoaduras de punho, como requinte terminal de uma camisa digna desse nome. Os fatos ergueram-se contra mim. Não posso mais produzir abotoaduras de punho para camisas sem punho ou de punho abastardado por míseros botões de plástico.

    Concluiu que é o fim da civilização, e ia enforcar-se numa camisa esporte, estampada, quando esta, movida por vento súbito, saiu pelos ares, qual bandeira solta. E era tão bonito o esvoaçar do pano bigarreado, tão graciosas as evoluções, que o homem resolveu desistir da morte e aplicar sua fortuna em uma indústria colossal de camisas de manga curta.

Disponível em : http://www.companhiadasletras. com.br/trechos/13274.pdf>. Acesso em: 08 maio 2016.

No período “O maior fabricante de abotoaduras de punho fechou a indústria depois de convencer-se de que é infinitamente reduzido o número de camisas de manga comprida, à disposição da humanidade”, há uma relação de

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12
(SEDUC-GO).

Leia o texto e, a seguir, responda.

    [...]

    Ao se desesperar em um congestionamento em São Paulo, daqueles em que o automóvel não se move nem quando o sinal está verde, o indivíduo deve saber que, por trás de sua irritação crônica e cotidiana, está uma monumental ignorância histórica.

    São Paulo só chegou a esse caos porque um seleto grupo de dirigentes decidiu, no início do século, que não deveríamos ter metrô. Como cresce dia a dia o número de veículos, a tendência é piorar ainda mais o congestionamento — o que leva técnicos a preverem como inevitável a implantação de perigos.

Disponível em: http://oblogderedacao.blogspot.com.br /2012/1012/10/tipos-de-argumentos.html>. Acesso em: 08 maio 2017.

No trecho “São Paulo só chegou a esse caos porque um seleto grupo de dirigentes decidiu, no início do século, que não deveríamos ter metrô. ”, há uma relação de

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D10 - Quiz por descritor - Port. 3ª Série

Quiz D10: PORTUGUÊS - ENSINO MÉDIO
D10: PORTUGUÊS - 3º Série - Ensino Médio

D10: Identificar o conflito gerador do enredo e os elementos que constroem a narrativa.

01
(SEDUC-GO).

Leia o texto e, a seguir, responda.

Choro

Rubem Braga

    Eram todos negros: uma viola, um clarinete, um pandeiro e uma cabaça. Juntaram-se na varandinha de uma casa abandonada e ali ficaram chorando valsas, repinicando sambas. E a gente veio se ajuntando, calada, ouvindo. Alguém mandou no botequim da esquina trazer cerveja e cachaça. E em pé na calçada, ou sentados no chão da varanda, ou nos canteiros do jardinzinho, todos ficamos em silêncio ouvindo os negros.

    Os que ouviam não batiam palmas nem pediam música nenhuma; ficavam simplesmente bebendo em silêncio aquele choro, o floreio do clarinete, o repinicado vivo e triste da viola.

    Só essa música que nos arrasta e prende, nos dá alegria e tristeza, nos leva a outras noites de emoções — e grátis. Ainda há boas coisas grátis, nesta cidade de coisas tão caras e de tanta falta de coisas. Grátis — um favor dos negros.

    Alma grátis, poesia grátis, duas horas de felicidade grátis — sim, só da gente do povo podemos esperar uma coisa assim nesta cidade de ganância e de injustiça. Só o pobre tem tanta riqueza para dar de graça.

Texto adaptado de BRAGA, Rubem. Um pé de milho. 5 ed., Rio de Janeiro: Record, 1993, pp. 104-105.

Observando as marcas lingüísticas que evidenciam o locutor do texto, podemos afirmar que se trata de

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02
(SEDUC-GO).

Leia o texto e, a seguir, responda.

A Terra dos Meninos Pelados

    “Havia um menino diferente dos outros meninos. Tinha o olho direito preto, o esquerdo azul e a cabeça pelada. Os vizinhos mangavam dele e gritavam: — Ô pelado! Tanto gritaram que ele se acostumou, achou o apelido certo, deu para se assinar a carvão nas paredes: Dr. Raimundo Pelado. Era de bom gênio e não se zangava; mas os garotos dos arredores fugiam ao vê-lo, escondiam-se por detrás das árvores da rua, mudavam a voz e perguntavam que fim tinham levado os cabelos dele.

    Não tendo com quem entender-se, Raimundo Pelado falava só, e os outros pensavam que ele estava malucando. Estava nada! Conversava sozinho e desenhava na calçada coisas maravilhosas do país de Tatipirun, onde não há cabelos e as pessoas têm um olho preto e outro azul”.

RAMOS, Graciliano. Alexandre e outros heróis. Rio de Janeiro: Record, 1987.

O conflito gerador do enredo se deu pelo fato de

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03
(SEDUC-GO).

Leia o texto e, a seguir, responda.

Continho

Paulo Mendes Campos

    Era uma vez um menino triste, magro e barrigudinho, do sertão de Pernambuco. Na soalheira danada de meio-dia, ele estava sentado na poeira do caminho imaginando bobagem, quando passou um gordo vigário a cavalo:

    — Você aí, menino, para onde vai essa estrada?

    — Ela não vai não: nós é que vamos nela.

    — Engraçadinho duma figa! Como você se chama?

    — Eu não me chamo não: os outros é que me chamam de Zé.

Disponível em: www.scribd.com/doc/57047146/Continho. Acesso em19/02/2013.

Pode-se dizer que a exposição dos fatos é

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04
(SAEPE).

Leia o texto abaixo e responda.

Nasrudin e o ovo

    Certa manhã, Nasrudin — o grande místico sufi que sempre fingia ser louco — colocou um ovo embrulhado em um lenço, foi para o meio da praça de sua cidade e chamou aqueles que estavam ali.

    — Hoje teremos um importante concurso! — disse. Quem descobrir o que está embrulhado neste lenço, eu dou de presente o ovo que está dentro!

    As pessoas se olharam, intrigadas, e responderam:

    — Como podemos saber? Ninguém aqui é capaz de fazer adivinhações!

    Nasrudin insistiu:

    — O que está neste lenço tem um centro que é amarelo como uma gema, cercado de um líquido da cor da clara, que por sua vez está contido dentro de uma casca que quebra facilmente. É um símbolo de fertilidade e nos lembra dos pássaros que voam para seus ninhos. Então, quem pode me dizer o que está escondido?

    Todos os habitantes pensavam que Nasrudin tinha em suas mãos um ovo, mas a resposta era tão óbvia, que ninguém resolveu passar vergonha diante dos outros. E se não fosse um ovo, mas algo muito importante, produto da fértil imaginação mística dos sufis?

    Um centro amarelo podia significar algo do sol, o líquido ao redor talvez fosse um preparado alquímico. Não, aquele louco estava querendo fazer alguém de ridículo.

    Nasrudin perguntou mais duas vezes, e ninguém se arriscou a dizer algo impróprio.

    Então ele abriu o lenço e mostrou a todos o ovo.

    — Todos vocês sabiam a resposta — afirmou. E ninguém ousou traduzi-la em palavras.

Moral da história: É assim a vida daqueles que não têm coragem de arriscar: as soluções nos são dadas generosamente por Deus, mas estas pessoas sempre procuram explicações mais complicadas e terminam não fazendo nada. Pare de tentar complicar a vida! Isso é o que temos feito sempre... A vida é feita de extrema simplicidade. Só um caminho a ser seguido: o seu! Uma pergunta a ser respondida: “o que você realmente quer?” E uma atitude a ser tomada: entregar-se! Pare de lutar com a vida, porque quanto mais você luta, mais você dói!

Revista Geração saúde, Ano 4, Nº 35, p. 34.

Nesse texto, a característica do personagem principal é a

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05
(SAEPE).

Leia o texto abaixo e responda.

O torcedor

    No jogo de decisão do campeonato, Eváglio torceu pelo Atlético Mineiro, não porque fosse atleticano ou mineiro, mas porque receava o carnaval nas ruas se o Flamengo vencesse. Visitava um amigo em bairro distante, nenhum dos dois tem carro, e ele previa que a volta seria problema.

    O Flamengo triunfou, e Eváglio deixou de ser atleticano para detestar todos os clubes de futebol, que perturbam a vida urbana com suas vitórias. Saindo em busca de táxi inexistente, acabou se metendo num ônibus em que não cabia mais ninguém, e havia duas bandeiras rubro-negras para cada passageiro. E não eram bandeiras pequenas nem torcedores exaustos: estes pareciam terem guardado a capacidade de grito para depois da vitória.

    Eváglio sentiu-se dentro do Maracanã, até mesmo dentro da bola chutada por 44 pés. A bola era ele, embora ninguém reparasse naquela esfera humana que ansiava por tornar a ser gente a caminho de casa.

    Lembrando-se de que torcera pelo vencido, teve medo, para não dizer terror. Se lessem em seu íntimo o segredo, estava perdido. Mas todos cantavam, sambavam com alegria tão pura que ele próprio começou a sentir um pouco de Flamengo dentro de si. Era o canto?

    Eram braços e pernas falando além da boca? A emanação de entusiasmo o contagiava e transformava. Marcou com a cabeça o acompanhamento da música. Abriu os lábios, simulando cantar. Cantou. [...] Estava batizado, crismado e ungido: uma vez Flamengo, sempre Flamengo.

    O pessoal desceu na Gávea, empurrando Eváglio para descer também e continuar a festa, mas Eváglio mora em Ipanema, e já com o pé no estribo se lembrou. Loucura continuar Flamengo [...] Segurou firme na porta, gritou: “Eu volto, gente! Vou só trocar de roupa” e, não se sabe como, chegou intacto ao lar, já sem compromisso clubista.

ANDRADE, Carlos Drummond de. Disponível em: http://flamengoeternamente.blogspot.com/ 2007/04/o-torcedor-carlos-drummond-de-andrade. html>. Acesso em: 13 jan. 2011. Fragmento.

O clímax desse texto encontra-se no trecho:

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06
(SAEPE).

Leia o texto abaixo e responda.

Folhas secas

    Eu estava dando uma aula de Matemática e todos os alunos acompanhavam atentamente.

    Todos?

    Quase. Carolina equilibrava o apontador na ponta da régua, Lucas recolhia as borrachas dos vizinhos e construía um prédio, Renata conferia as canetas e os lápis do seu estojo vermelhíssimo e Hélder olhava para o pátio.

    O pátio? O que acontecia no pátio?

    Após o recreio, dona Natália varria calmamente as folhas secas e amontoava e guardava tudo dentro de um enorme saco plástico azul. Terminando o varre-varre, dona Natália amarrou a boca do saco plástico e estacionou aquele bafuá de folhas secas perto do portão.

    Hélder observava atentamente. E eu observava a observação de Hélder — sem descuidar da minha aula de Matemática. De repente, Hélder foi arregalando os olhos e franzindo a testa.

    Qual o motivo do espanto?

    Hélder percebeu alguma coisa no meio das folhas movendo-se desesperadamente, com aflição, sufoco, falta de ar. Hélder buscava interpretações para a cena, analisava possibilidades, mas o perfil do passarinho já se delineava na transparência azul do plástico.

    Um pássaro novo caiu do ninho e foi confundido com as folhas secas e foi varrido e agora lutava pela liberdade.

    — Ele tá preso!

    O grito de Hélder interrompeu o final da multiplicação de 15 por 127. Todos os alunos olharam para o pátio. E todos nós concordamos, sem palavras: o bico do passarinho tentava romper aquela estranha pele azul. Hélder saiu da sala e nós fomos atrás. E antes que eu pudesse pronunciar a primeira sílaba da palavra “calma”, o saco plástico simplesmente explodiu, as folhas voaram e as crianças pularam de alegria.

    Alguns alunos dizem que havia dois passarinhos presos. Outros viram três passarinhos voando felizes e agradecidos. Lucas diz que era um beija-flor. Renata insiste que era uma cigarra. Eu, sinceramente, só vi folhas secas voando.

    Para concluir esta inesquecível aula de Matemática, pegamos vassouras, pás e sacos plásticos e fomos varrer novamente o pátio.

MARQUES, Francisco. Disponível em: http://revistaescola.abril.com.br/ fundamental-1/folhas-secas-634210.shtml>. Acesso em: 14 fev. 2012.

Nesse texto, o elemento gerador da narrativa é o fato de

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07
(SAEPE).

Leia o texto abaixo e responda.

A hora dos ruminantes

    A noite chegava cedo em Manarairema. Mal o sol se afundava atrás da serra — quase que de repente, como caindo — já era hora de acender candeeiros, de recolher bezerros, de se enrolar em xales. A friagem até então continuada nos remansos do rio, em fundos de grotas, em porões escuros, ia se espalhando, entrando nas casas, cachorro de nariz suado farejando.

    Manarairema, ao cair da noite — anúncios, prenúncios, bulícios. Trazidos pelo vento que bate pique nas esquinas, aqueles infalíveis latidos, choros de criança com dor de ouvido, com medo do escuro. Palpites de sapos em conferência, grilos afiando ferros, morcegos costurando a esmo, estendendo panos pretos, enfeitando o largo para alguma festa soturna.

    Manarairema vai sofrer a noite. [...]

    Não se podia mais sair de casa, os bois atravancavam as portas e não davam passagem, não podiam; não tinham para onde se mexer. Quando se abria uma janela não se conseguia mais fechá-la, não havia força que empurrasse para trás aquela massa elástica de chifres, cabeças e pescoços que vinha preencher o espaço.

    Frequentemente surgiam brigas, e seus estremecimentos repercutiam longe, derrubavam paredes distantes e causavam novas brigas, até que os empurrões, chifradas, ancadas forçassem uma arrumação temporária. O boi que perdesse o equilíbrio e ajoelhasse nesses embates não conseguia mais se levantar, os outros o pisavam até matar, um de menos que fosse já folgava um pouco o aperto — mas só enquanto os empurrões vindos de longe não restabelecessem a angústia. [...]

VEIGA, José J. Disponível em: http://www.portugues.com.br/literatura>. Acesso em: 5 mar. 2012. Fragmento.

Uma característica da tipologia narrativa que predomina nesse texto é:

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(SAEPE).

Leia o texto abaixo e responda.

O cego, Renoir, Van Gogh e o resto

    Vistos de costas, pareciam apenas dois amigos conversando diante do quadro Rosa e azul, de Renoir, comentando o quadro. Porém, quem prestasse atenção nos dois perceberia, talvez estranhasse, que um deles, o de elegantes óculos de sol, parecia um pouco desinteressado, apesar de todo o empenho do outro, traduzido em gestos e eloquência quase murmurada. [...]

    O que falava segurava às vezes o antebraço do de óculos com uma intimidade solícita e confiante. [...] Aproximei-me do quadro, fingindo olhar de perto a técnica do pintor, voltei-me e percebi: o de óculos escuros era cego. [...]

    Algo extraordinário acontecia ali, que eu só compreendia na superfície: um homem descrevendo para um amigo cego um quadro de Renoir. Por que tantos detalhes? [...]

    — Azul com o quê? Fale mais desse azul — pediu o cego, como se precisasse completar alguma coisa dentro de si.

    — É um azul claro, muito claro, um azul que tem movimento e transparência em muita luz, um azul tremulando, azul como o de uma piscina muito limpa eriçada pelo vento, uma piscina em que o sol se reflete e que tremula em mil pequenos reflexos [...] Lembra-se daquela piscina em Amalfi?

    — Lembro... lembro... — e sacudia a cabeça ...

    Afastei-me, olhei-os de longe. Roupas coloridas, esportivas. [...] O guarda treinado para vigiar pessoas estava ao meu lado e contou, aos arrancos:

    — Eles vêm muito aqui. Só conversam sobre um quadro ou dois de cada vez. É que o cego se cansa. Era fotógrafo, ficou assim de desastre.

ÂNGELO, Ivan. O comprador de aventuras. In Para gostar de ler: v.: 28. 2ª ed. São Paulo: Ática, 2007. Fragmento.

No primeiro parágrafo desse texto, o elemento da narrativa em evidência é o

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(BPW).

Leia o texto abaixo e responda.

A raposa e as uvas

    Certa raposa esfaimada encontrou uma parreira carregadinha de lindos cachos maduros, coisas de fazer vir água à boca. Mas tão altos que nem pulando.

    O matreiro bicho torceu o focinho:

    — Estão verdes — murmurou — Uvas verdes, só para cachorros.

    E foi-se.

    Nisto deu um vento e uma folha caiu.

    A raposa, ouvindo o barulhinho, voltou depressa e pôs-se a farejar...

    Quem desdenha quer comprar.

LOBATO, Monteiro. Fábulas. 4. ed. São Paulo: Brasiliense, 1973. p. 47.

O problema que se apresenta para a personagem é

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10
(SAEMS).

Leia o texto abaixo.

Os viajantes e o urso

    Um dia, dois viajantes deram de cara com um urso. O primeiro se salvou escalando uma árvore, mas o outro, sabendo que não ia conseguir vencer sozinho o urso, se jogou no chão e fingiu-se de morto. O urso se aproximou dele e começou a cheirar sua orelha, mas, convencido de que estava morto, foi embora. O amigo começou a descer da árvore e perguntou:

    — O que o urso estava cochichando em seu ouvido?

    — Ora, ele só me disse para pensar duas vezes antes de sair por aí viajando com gente que abandona os amigos na hora do perigo.

Moral da história: A desgraça põe à prova a sinceridade da amizade.

ESOPO. Fábulas completas. São Paulo: Moderna,1994.

Esse texto se organiza, principalmente, a partir

A
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11
(SAEMS).

Leia o texto abaixo.

O burro selvagem e o burro doméstico

    Um burro selvagem, como visse um burro doméstico tomando sol, aproximou-se e o felicitou por sua constituição física e pelo proveito que tirava da forragem. Mas depois, ao vê-lo carregando um fardo, tendo atrás o asneiro que lhe batia com um cacete, disse: “Ah! Não mais te felicito, pois vejo que tens coisas em abundância mas não sem grandes males!”.

    Assim, não é invejável o ganho acompanhado de perigos e sofrimentos.

ESOPO. Fábulas completas. São Paulo: Moderna,1994.

O texto se organiza, principalmente,

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(SAEPE).

Leia o texto abaixo e responda.

Grande sertão: Veredas

    Até que, um dia, eu estava repousando, no claro estar, em rede de algodão rendada. Alegria me espertou, um pressentimento. Quando eu olhei, vinha vindo uma moça. Otacília.

    Meu coração rebateu, estava dizendo que o velho era sempre novo. Afirmo ao senhor, minha Otacília ainda se orçava mais linda, me saudou com o salvável carinho, adianto de amor. Ela tinha vindo com a mãe. E a mãe dela, os parentes, todos se praziam, me davam Otacília, como minha pretendida.

    Mas eu disse tudo. Declarei muito verdadeiro e grande o amor que eu tinha a ela; mas que, por destino anterior, outro amor, necessário também, fazia pouco eu tinha perdido. O que confessei. E eu, para nojo e emenda, carecia de uns tempos. Otacília me entendeu, aprovou o que eu quisesse. Uns dias ela ainda passou lá, me pagando companhia, formosamente.

    Ela tinha certeza de que eu ia retornar à Santa Catarina, renovar; e trajar terno de sarjão, flor no peito, sendo o da festa de casamento. Eu fui, com o coração feliz, por Otacília eu estava apaixonado. Conforme me casei, não podia ter feito coisa melhor, como até hoje ela é minha muito companheira — o senhor conhece, o senhor sabe. [...]

ROSA, João Guimarães. Grande sertão: veredas. Rio de Janeiro. José Olympio, 1978. Fragmento.

O acontecimento que dá origem aos fatos narrados nesse texto é

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