Leia os textos a seguir e, responda as questões 01 e 02.
01
(SEDUCE-GO - A.D. - 2021).
Texto 1
Estudo mostra que golfinhos têm memória de elefante
Os golfinhos são capazes de reconhecer um semelhante mesmo depois de 20 anos de separação, demonstrou um estudo que [...] atribui a estes mamíferos marinhos a mais longa memória social já registrada em animais.
Os elefantes têm a fama de nunca esquecer um dos seus, mas ela se baseia unicamente em “indícios anedóticos”, destacou o autor do estudo, Jason Bruck, da Universidade de Chicago, nos Estados Unidos.
Seu trabalho se apoia no reconhecimento de longo prazo entre os golfinhos de [...] um assobio característico, que [...] torna cada indivíduo imediatamente identificável por seus semelhantes. [...] Seu estudo se baseou em 43 golfinhos alojados em 6 jardins zoológicos ou parques aquáticos diferentes [...].
A experiência que se seguiu consistiu em fazer os golfinhos ouvirem gravações dos assobios de seus semelhantes. O resultado demonstrou que os animais reagiram durante mais tempo quando ouviram assobios familiares, ou seja, aqueles dos golfinhos com os quais tiveram contato, mesmo que anos atrás. [...]
Segundo o autor do estudo, [...] os golfinhos demonstraram um nível de reconhecimento “muito comparável à memória social do homem”.
Este tipo de reconhecimento pode, inclusive, ser mais duradouro entre os golfinhos do que entre os humanos, acrescentou, porque o assobio do golfinho permanece estável por várias décadas, enquanto o rosto humano muda com o passar do tempo.
Não se sabe, entretanto, por que os golfinhos têm uma memória social tão longa, já que [...] estes animais têm uma expectativa de vida média de 20 anos [...].
Se você lembra as datas de aniversários de todos seus amigos, os números dos seus documentos, [...] não estranhe se alguém comparar sua memória à de um elefante. Não se trata de uma referência ao tamanho do bicho, mas, sim, uma menção a um animal reconhecido pela sua grande capacidade de guardar informações.
A habilidade dos elefantes de memorizar foi forjada pelas exigências de seu modo de vida, segundo o professor de neurofisiologia do Instituto de Biociências da Universidade de São Paulo (USP) Gilberto Xavier. Acostumados a percorrer grandes áreas, os elefantes desenvolvem uma precisa memória espacial que permite recordar exatamente onde encontrar água e comida, mesmo depois de andar centenas de quilômetros. [...]
A memória prodigiosa dos elefantes reflete o processo que faz os animais terem melhor ou pior memória, conforme Xavier. Para ele, não é possível apontar se uma espécie tem capacidade melhor do que outra, já que são as condições de vida que fazem um animal aprimorar essa habilidade. [...]
Leia o texto a seguir e, responda as questões 04 e 05.
04
(SEDUCE-GO - A.D. - 2021).
Domingão
Domingo, eu passei o dia todo de bode. Mas, no começo da noite, melhorei e resolvi bater um fio para o Zeca.
— E aí, cara? Vamos no cinema?
— Sei lá, Marcos. Estou meio pra baixo...
— Eu também tava, cara. Mas já estou melhor.
E lá fomos nós. O ônibus atrasou, e nós pagamos o maior mico, porque, quando chegamos, o filme já tinha começado. [...]
Saímos de lá, comentando:
— Que filme massa!
— Maneiro mesmo!
Mas já era tarde, e nem deu para contar os últimos babados pro Zeca. Afinal, segunda-feira é dia de trampo e eu detesto queimar o filme com o patrão. Não vejo a hora de chegar o final de semana de novo para eu agitar um pouco mais.
Leia o texto a seguir e, responda as questões 06 e 07.
06
(SEDUCE-GO - A.D. - 2021).
Quanta pressa!
Como vc é apressada! Não lembra que eu disse antes de vc viajar que eu ia pra fazenda do meu avô? Quem mandou não dar notícias antes d’eu ir pra lá?!?!?!:—O
Vc sabia. Eu avisei. Vc não presta atenção no que eu falo?
Quando ficar mais calma eu tc mais, tá legal?
:—*
Mônica
PINA, Sandra. Entre e-mails e acontecimentos. São Paulo: Salesiana, 2006. Fragmento.
Nesse texto, predomina a linguagem característica do meio
Leia o texto a seguir e, responda as questões 08 e 09.
08
(SEDUCE-GO - A.D. - 2021).
O ciclone só se forma sobre mares de água quente. Quando ele acontece no oceano Pacífico, recebe o nome de tufão e, quando surge no oceano Atlântico, é chamado furacão.
Nessas regiões do planeta, o calor faz com que muita água do mar evapore e se formem nuvens imensas. A evaporação intensa causa alterações na pressão do ar e ele se desloca das zonas de alta pressão para outras de pressão menor, provocando chuvas e ventos fortes, com velocidades que ultrapassam os 200 quilômetros por hora. No meio das nuvens, fica o olho do furacão, uma área bem quente, sem chuvas ou ventos. É por ali que a água evapora cada vez mais, alimentando o redemoinho que se forma ao redor. Se o ciclone chega à terra firme, vai perdendo força e se dissipa, mas, antes, pode formar ondas de até 15 metros e causar destruição.
Recreio. jun. 2006.
Na frase "... e ele se desloca ..." (2° parágrafo), o pronome destacado está se referindo a
Leia o texto a seguir e, responda as questões 10 e 11.
10
(SEDUCE-GO - A.D. - 2021).
Segunda-feira, 15 de junho de 1942
Minha festa de aniversário foi no domingo à tarde. O filme de Rin Tin Tin fez o maior sucesso entre minhas colegas de escola. Ganhei dois broches, um marcador de livros e dois livros.
Vou começar dizendo algumas coisas sobre minha escola e minha turma, a começar pelos alunos.
Betty Bloemendaal [...] mora numa rua que não é muito conhecida, no lado oeste de Amsterdã, e nenhuma de nós sabe onde fica. Ela se dá muito bem na escola, mas é porque estuda muito [...]. É muito quieta.
Jacqueline van Maarsen é, talvez, minha melhor amiga, mas nunca tive uma amiga de verdade. No começo, achei que Jacque seria uma, mas estava redondamente enganada.[...]
Henry Mets é uma garota legal, tem um jeito alegre, só que fala em voz alta e parece mesmo uma criança quando estamos brincando no pátio. [...]
Hanneli Goslar [...] é meio estranha. Costuma ser tímida — expansiva em casa, mas reservada quando está perto de outras pessoas. Conta para a mãe tudo que a gente diz a ela. Mas ela diz o que pensa, e ultimamente passei a admirá-la bastante. [...]
Nannie van Praag-Sigaar é pequena, engraçada e sensível. Apesar de só ter 12 anos, é a própria lady. Age como se eu fosse um bebê. Além disso, é muito atenciosa, e eu gosto dela. [...]
FRANK, Anne. O diário de Anne Frank. Rio de Janeiro: BestBolso, 2010. Fragmento.
De acordo com a autora desse texto, Nannie van Praag-Sigaar é
Os quizes tem como fonte a internet, como por exemplo: MEC, CAED-JF, SEAPE - AC, SADEAM - AM, SAEPI - PI, SPAECE - CE, SAEPE - PE, PAEBE - ES, SABE - BA, PROEB - MG, SAERJ - RJ, SAEGO - GO, PROMOVER - MS, SAEMS - MS, SAERS - RS, Avalia BH, SAVEAL - AL, Simave, Prova Rio, Prova da cidade - SP, projeto con(seguir)-DC, Projeto salto-TO, Saresp - SP, Matriz de Referência de Língua Portuguesa (descritores), Guia de Elaboração de Itens - Matemática e concursos públicos, entre outros.
QUIZ POR DESCRITOR - PORTUGUÊS - 3ª SÉRIE - ENSINO MÉDIO
D21: Reconhecer posições distintas entre duas ou mais opiniões relativas ao mesmo fato ou ao mesmo tema.
01
(SEDUC-GO).
Leia o texto e, a seguir, responda.
QUANDO A SEPARAÇÃO É UM TRAUMA
A Socióloga Constance Ahrons, de Wisconsin, acompanhou por 20 anos um grupo de 173 filhos de divorciados. Ao atingir a idade adulta, o índice de problemas emocionais nesse grupo era equivalente ao dos filhos de pais casados. Mas Ahrons observou que eles "emergiam mais fortes e mais amadurecidos que a média, apesar ou talvez por causa dos divórcios e recasamentos de seus pais". (...) Outros trabalhos apontaram para conclusões semelhantes. Dave Riley, professor da universidade de Madison, dividiu os grupos de divorciados em dois: os que se tratavam civilizadamente e os que viviam em conflito. Os filhos dos primeiros iam bem na escola e eram tão saudáveis emocionalmente quanto os filhos de casais "estáveis". (...)
Uma família unida é o ideal para uma criança, mas é possível apontar pontos positivos para os filhos de separados. "Eles amadurecem mais cedo, o que de certa forma é bom, num mundo que nos empurra para uma eterna dependência.”
REVISTA ÉPOCA, 24/1/2005, p. 61-62. Fragmento.
No texto, três pessoas posicionam-se em relação aos efeitos da separação dos pais sobre os filhos: uma socióloga, um professor e o próprio autor. Depreende-se do texto que
A nossa luta é pela democratização da propriedade da terra, cada vez mais concentrada em nosso país. Cerca de 1% de todos os proprietários controla 46% das terras. Fazemos pressão por meio da ocupação de latifúndios improdutivos e grandes propriedades, que não cumprem a função social, como determina a Constituição de 1988. Também ocupamos as fazendas que têm origem na grilagem de terras públicas.
Texto II
O pequeno proprietário rural é igual a um pequeno proprietário de loja: quanto menor o negócio, mais difícil de manter, pois tem de ser produtivo e os encargos são difíceis de arcar. Sou a favor de propriedades produtivas e sustentáveis e que gerem empregos. Apoiar uma empresa produtiva que gere emprego é muito mais barato e gera muito mais do que apoiar a reforma agrária.
Fenômenos editoriais há alguns anos, os livros de autoajuda continuam conquistando fãs, apesar de também enfrentarem muita desconfiança e nariz torcido por parte do público. A variedade de temas é imensa: há obras para quem precisa vencer a depressão, para quem quer buscar a fé, aprender a lidar com pessoas difíceis, alcançar a tão sonhada prosperidade, salvar uma relação e até educar os filhos. Mas todos têm algo em comum: o propósito de fazer do leitor uma pessoa mais feliz.
"Os livros de autoajuda muitas vezes conseguem colocar em palavras o que o leitor sente, mas não sabe definir. Eles ajudam a nomear o que a pessoa percebe apenas como um incômodo. E isso já é meio caminho andado para a resolução do problema", afirma o filósofo Jorge Claudio Ribeiro, professor da PUC de São Paulo. No entanto, o conteúdo só será realmente eficiente se estiver alinhado à busca pessoal e ao momento de vida de quem lê. Assim como os remédios receitados pelo médico, um título recomendado por um amigo pode não servir a você.
Os manuais de autoajuda são exemplos de tirania. De pequenas tiranias consumidas por escravos dóceis e fiéis que acreditam em dois equívocos. O primeiro é conhecido: não existe manual de autoajuda que não apresente o infortúnio como um elemento estranho à condição humana. A tristeza é uma anormalidade, dizem. O fracasso não existe e, quando existe, deve ser imediatamente apagado, ordenam. Na sapiência dos manuais, a infelicidade não é um fato; é uma vergonha e uma proibição. O que implica o seu inverso: se a infelicidade é uma proibição, a felicidade é obrigatória por natureza. Obrigatória e radicalmente individual. Ela não depende da sorte, da contingência e da ação de terceiros: daqueles que fazem, e tantas vezes desfazem, o que somos e não somos. Depende, exclusiva, e infantilmente, de nós.
COUTINHO, João Pereira. O direito à infelicidade. Folha de S. Paulo, São Paulo, 30 ago. 2006, p. E2.
A respeito dos livros de autoajuda, as opiniões dos autores dos dois textos acima são
Nem sempre o dia a dia torna um relacionamento melhor. Sou pela qualidade do tempo junto. Moro em São Paulo, namoro um carioca e nos vemos a cada quinze dias. E é sempre ótimo. Muita gente fala que ele deve sair bastante no Rio, paquerar, mas não penso nisso. Se quiser ficar com outra, vai ficar de qualquer jeito.
(Bia, 26 anos, estudante).
Romance promissor exige investimento diário, que só se consegue com a convivência. Não dá para criar um projeto de vida em comum sem contato olho no olho, e falo por experiência própria.
[...] Dizer que o novo acordo ortográfico é contra o idioma português é algo totalmente errado, a meu ver, dado que a Língua Portuguesa tem vindo a evoluir ao longo dos anos, não é uma língua morta. É impensável para os órgãos de comunicação social manter a escrita "antiga". O maior atentado é mesmo nem saber escrever com o atual idioma português. [...]
David Silva
Texto 2
Eu não sou contra a evolução da Língua Portuguesa. Sou contra este acordo ortográfico a partir do momento que a nossa língua nativa é alterada por causa de outros países lusófonos, o que é ridículo. Acho completamente antipátria.
Quem concorda com o acordo ortográfico tem as suas razões, mas eu pessoalmente não vou alterar a minha ortografia. Só sinto pena e tristeza quando falam no novo ortográfico.
[...] Dizer que o novo acordo ortográfico é contra o idioma português é algo totalmente errado, a meu ver, dado que a Língua Portuguesa tem vindo a evoluir ao longo dos anos, não é uma língua morta. É impensável para os órgãos de comunicação social manter a escrita "antiga". O maior atentado é mesmo nem saber escrever com o atual idioma português. [...]
David Silva
Texto 2
Eu não sou contra a evolução da Língua Portuguesa. Sou contra este acordo ortográfico a partir do momento que a nossa língua nativa é alterada por causa de outros países lusófonos, o que é ridículo. Acho completamente antipátria.
Quem concorda com o acordo ortográfico tem as suas razões, mas eu pessoalmente não vou alterar a minha ortografia. Só sinto pena e tristeza quando falam no novo ortográfico.
Estamos vendo a consolidação de um grande diretor. Estamos vendo DiCaprio em sua melhor atuação na carreira. Isso não é pouco! [...] Elenco inspirado, forte, físico. [...] Vá ao cinema e, enquanto admira o belo trabalho de fotografia, [...] entregue-se por inteiro. [...] “O Regresso” vai te dar a opção de escolher o que é o bem e o que é o mal. [...]
George F.
Texto 2
Muito chato! Filme sem emoção, monótono e sem nexo em muitas partes. [...] Não vale a pena assistir. Um dos piores filmes que já assisti. Me desculpem os experts em cinema, mas não passa sentimento nenhum na trama. A fotografia é linda, mas só isso!
Neide Santos
Disponível em: http://www.adorocinema. com/filmes/filme-182266/>. Acesso em: 25 fev. 2016. Fragmento. *Mantida a ortografia original dos textos.
Em relação ao filme “O Regresso”, os autores desses textos
A exposição permanente às radiações eletromagnéticas pode causar cefaleia, insônia e até alterações cardiovasculares. A Organização Mundial da Saúde ainda não declarou qual a distância prudente entre uma casa e uma torre de telefonia celular, mas órgãos ambientalistas adotam 300 m como uma medida segura.
José Carlos Virtuoso, professor de engenharia ambiental
Texto 2
Não há comprovação de que a radiação das antenas de telefonia celular cause dano à saúde. A única evidência se refere à tolerância humana aos níveis de radiação eletromagnética. O problema é que não há uma fiscalização dos órgãos competentes sobre esses níveis, produzidos também por outras fontes, como antenas de rádio e TV.
Adroaldo Raizer, professor de eletromagnetismo
Casa Claudia, mar. 2004, ano 28, n. 3. *Adaptado: Reforma Ortográfica.
Nesses dois textos, as opiniões emitidas pelos professores são
Além das fontes alternativas de energia, deve ser enfatizada a importância da conservação de energia. Na Alemanha, o slogan “Nossa Principal Fonte de Energia — a Energia Economizada” é usado para a conscientização da população, ao lado de incentivos financeiros, como juros subsidiados para melhorar o isolamento térmico das construções. Se os desperdícios na iluminação e no condicionamento de ar fossem evitados no Brasil, a necessidade de novas usinas hidro, termo e nucleoelétricas, além das fontes alternativas, seria reduzida drasticamente.
DAGNINO, Basílio Vasconcellos. Época. São Paulo: Globo, n. 572, p. 6-7, 4 maio 2009.
Texto 2
Há uma fonte de energia renovável e totalmente limpa que até o momento nenhum país explora: os raios. A energia contida em um único raio é suficiente para suprir necessidades mensais de energia de mais de cem pessoas, e uma tempestade típica despeja no solo uma quantidade de energia suficiente para alimentar uma cidade de 100 mil habitantes por um mês inteiro. É uma fonte de energia da qual nosso país é muito bem servido. Quanto aos riscos de trabalhar com essa fonte de energia, pode-se dizer que são tão grandes quanto os de explorar petróleo a 5.000 metros de profundidade ou gerar energia a partir da energia nuclear.
BASTOS, Silvino. Época. São Paulo: Globo, n. 572, p. 7, 4 maio 2009.
Embora tratem do mesmo tema, os Textos 1 e 2 enfocam, respectivamente,
Nem sempre o dia-a-dia torna um relacionamento melhor. Sou pela qualidade do tempo junto. Moro em São Paulo, namoro um carioca e nos vemos a cada quinze dias. E é sempre ótimo. Muita gente fala que ele deve sair bastante no Rio, paquerar, mas não penso nisso. Se quiser ficar com outra, vai ficar de qualquer jeito.
Bia, 26 anos, estudante.
Romance promissor exige investimento diário, que só se consegue com a convivência. Não dá para criar um projeto de vida em comum sem contato olho-no-olho, e falo por experiência própria.
Tio Pádua e tia Marina moravam em Brasília. Foram um dos primeiros. Mudaram-se para lá no final dos anos 50. Quando Dirani, a filha mais velha, fez dezoito anos, ele saiu pelo Brasil afora atrás de um primo pra casar com ela. Encontrou Jairo, que morava em Marília. Estão juntos e felizes até hoje. Jairo e Dirani casaram-se em 1961. Fico pensando se os casamentos arranjados não têm mais chances de dar certo do que os desarranjados.
Ivana Arruda Leite. Tio Pádua. Internet: http://www.doidivana.zip net. Acesso em 07/01/2007.
Texto II
O casamento e o amor na Idade Média
(fragmento)
Nos séculos IX e X, as uniões matrimoniais eram constantemente combina¬das sem o consentimento da mulher, que, na maioria das vezes, era muito jovem. Sua pouca idade era um dos motivos da falta de importância que os pais davam a sua opinião. Diziam que estavam conseguindo o melhor para ela. Essa total falta de importância dada à opinião da mulher resultava muitas vezes em raptos. Como o consentimento da mulher não era exigido, o raptor garantia o casamento e ela de¬veria permanecer ligada a ele, o que era bastante difícil, pois os homens não davam importância à fidelidade. Isso acontecia talvez principalmente pelo fato de a mulher não poder exigir nada do homem e de não haver uma conduta moral que proibisse tal ato.
Ingo Muniz Sabage. O casamento e o amor na Idade Média. Internet:http://www.milenio.com.br/ingo /ideias/hist/casament.htm>. Acesso em 07/01/2007 (com adaptações).
Sobre o “casamento arranjado”, o texto I e o texto II apresentam opiniões:
Definitivamente, Wall-E não deve ser ‘vendido’ como um filme para crianças. Não que não possa agradá-las, mas certamente é um filme mais interessante para os adultos.
Numa animação muito bem-feita, o pequeno Wall-E mostra suas aventuras entre a solidão e o amor, e nos leva a pensar sobre os destinos da humanidade talvez muito mais próximos que os 700 anos que nos distanciam da época retratada no filme. Mesmo que não soe muito inédito ou tão profundo, é muito boa a crítica ao comportamento dos humanos (e “não humanos”) confinados numa grande espaçonave onde o que mais importa são robôs e consumo — não necessariamente nesta ordem.
A produção é supercaprichada, o filme tem excelentes cenas (em especial as sequências que citam — e mostram — “Hello, Dolly”) e até emociona. Mas não “arrebata”. Saí do cinema muito feliz com o que vi, mas não consegui “abraçar” o filme ao ponto de inseri-lo no rol de minhas animações favoritas. Mas talvez seja necessário revê-lo para “mastigá-lo” melhor…
De qualquer forma, fica a recomendação. Mesmo com tantas aspas e sem tantos elogios efusivos, tanto o filme quanto o Wall-E personagem merecem ser assistidos. Um belo filme.
É sempre bom assistir a filmes da era do cinema mudo. Um cinema mais simples, mais expressivo, que contava sua história basicamente através de emoções, sem as pirotecnias atuais e com muita criatividade. [...] E é justamente este sentimento que Wall-E, a ousada nova produção da Pixar, traz de volta. [...] Ao longo dos anos o estúdio sempre se mostrou um passo à frente dos demais. Não apenas investiu na melhoria técnica da animação, mas também no roteiro de cada um de seus projetos. E este é seu grande diferencial: ao invés de explorar ao extremo uma mesma fórmula, a Pixar busca criar. Tudo começa a partir de uma Terra inóspita e entulhada de lixo, uma visão que já de início surpreende. Nele vive o pequeno robô Wall-E, que tem por missão compactar o lixo existente. Tendo apenas a companhia de uma barata – uma ótima aposta corajosa da Pixar. [...] Como se pode perceber, a vida de Wall-E é solitária. Até surgir Eva, um moderno robô que passa a vasculhar todo o planeta. Sempre curioso, Wall-E tenta conhecê-la. E se apaixona. Uma situação insólita por serem dois robôs os envolvidos, mas ao mesmo tempo terna e cativante. O sentimento deles não é apresentado por palavras, mas por emoções [...] A excelência da animação e os precisos movimentos de Wall-E e Eva, cuidadosamente e carinhosamente calculados, dão o tom. E nasce uma história de amor, das mais puras e singelas que o cinema produziu nos últimos anos. Resumindo, mais uma pérola da Pixar.