quinta-feira, 4 de junho de 2020

D11 - Quiz por descritor - Port. 9° Ano

Quiz D11: PORTUGUÊS - ENSINO FUNDAMENTAL
D11: PORTUGUÊS - 9° ANO - ENSINO FUNDAMENTAL

D11: Estabelecer relação causa/consequência entre partes e elementos do texto.

01
(P.D - SEDUC-GO).

Leio o texto abaixo e, a seguir, responda.

O XÁ DO BLA-BLÁ-BLÁ

    Era uma vez, no país de Alefbey, uma triste cidade, a mais triste das cidades, uma cidade tão arrasadoramente triste que tinha esquecido até seu próprio nome. Ficava à margem de um mar sombrio, cheio de peixosos — peixes queixosos e pesarosos, tão horríveis de se comer que faziam as pessoas arrotarem de pura melancolia, mesmo quando o céu estava azul.

    Ao norte dessa cidade triste havia poderosas fábricas nas quais a tristeza (assim me disseram) era literalmente fabricada, e depois embalada e enviada para o mundo inteiro, que parecia sempre querer mais. Das chaminés das fábricas de tristeza saía aos borbotões uma fumaça negra, que pairava sobre a cidade como uma má notícia.

RUSHDIE, Salman. Haroun e o Mar de Histórias. São Paulo: Companhia das Letras, 2010.

O trecho do texto que indica uma consequência é:

A
B
C
D


02
(P.D - SEDUC-GO).

Leia o texto e, a seguir, responda.

Moradores de "ilha dos gatos" pedem ajuda para comprar ração

    Na ilha de Aoshima, conhecida como a “ilha dos gatos”, ao sul do Japão, quem manda são os felinos. Lá, os bichanos são seis vezes mais numerosos que pessoas — e a população (humana) do local é inteiramente responsável pelos cuidados, saúde e bem-estar dos animais. Foi então que uma notícia terrível se espalhou: por conta de condições climáticas desfavoráveis, a entrega de ração teve que ser suspendida. Como conta o BoredPanda, a ilha não possui lojas de ração ou comida — todas as compras são feitas por barco, dependendo da necessidade dos cidadãos — e, com o clima ruim, os moradores se viram em uma sinuca.

    A solução, claro, estava na internet. Ao perceberem que as reservas de ração estavam baixando drasticamente, os moradores de Aoshima começaram a fazer pedidos pelo Twitter, para que pessoas colaborassem enviando pacotes de ração para a ilha. Poucos dias depois, a cidade estava abarrotada de doações. Os tweets que se seguiram mandavam a mensagem oposta: a ilha pede que os internautas parem de enviar ração, pois já eram suficientes até abril e não havia mais lugar para guardar tantas doações.

Disponível em: http://revistagalileu.globo.com/Sociedade/ noticia/2016/03/moradores-de-ilha-dos-gatos -pedem-ajuda-para-comprar-racao- e-internet-respondeu-altura.html>. Acesso em: 25 mar.2016.

De acordo com o texto, a entrega de ração na ilha de Aoshima teve que ser suspensa porque

A
B
C
D


03
(P.D - SEDUC-GO).

Leia o texto abaixo e, a seguir, responda.

O Leão e o Ratinho

    Um leão, cansado de tanto caçar, dormia espichado debaixo da sombra boa de uma árvore.

    Vieram uns ratinhos passear em cima dele e ele acordou. Todos conseguiram fugir, menos um, que o leão prendeu debaixo da pata. Tanto o ratinho pediu e implorou que o leão desistiu de esmagá-lo e deixou que ele fosse embora.

    Algum tempo depois, o leão ficou preso na rede de uns caçadores. Não conseguindo se soltar, fazia a floresta inteira tremer com seus uivos de raiva.

    Então apareceu o ratinho, que, com seus dentes afiados, roeu as cordas e soltou o leão.

Moral da história: Uma boa ação ganha outra.

Disponível em: http://clairmazzutti.blogspot.com .br/2013/02/atividades-variadascom-textos-e.html. Acesso em 01/04/2015.

O leão fazia a floresta inteira tremer com seus uivos de raiva porque

A
B
C
D


04
(P.D - SEDUC-GO).

Leia o texto abaixo e, a seguir, responda.

A moda do futuro

    Ninguém pode prever se vamos continuar a usar jeans ou se vai aparecer uma nova moda viral por aí. Mas dá para apostar que as roupas do futuro vão ser funcionais.

    É possível que as calças jeans não tenham mais tamanhos pré-definidos. A empresa londrina Bodymetrics já escaneia o corpo do cliente e faz o jeans perfeito para ele. Sua calça também poderá esquentar sozinha quando estiver frio. Ou realizar truques tecnológicos. Quer um exemplo? Japoneses já lançaram um tecido que transforma você em um homem invisível. A ideia até que é simples. Do lado de trás, ele é feito de microcâmeras. Na frente, é uma tela. As câmeras enviam a imagem que está atrás da pessoa para a tela que está na frente, tornando-a "transparente". Quem sabe a invisibilidade se torne o novo pretinho básico.

Superinteressante , julho de 2009.

É possível que as calças jeans não tenham mais tamanho pré-definidos, porque

A
B
C
D


05
(P.D - SEDUC-GO).

Leia o texto e, a seguir, responda.

Despreparo para o clima

    São claras e visíveis as tendências de agravamento dos eventos climáticos, com concentração de chuvas em elevado volume e longos períodos de estiagem.

    Como consequência, os centros urbanos sofrem cada vez mais com os efeitos da seca e dos temporais. Goiânia não foge à regra. O mais grave é que as cidades não estão se preparando adequadamente para tais fenômenos. Na verdade, caminham em direção oposta, ampliando áreas de impermeabilização, autorizando ou tolerando construções em locais impróprios, destruindo faixas verdes e ainda adiando a implantação de planos de drenagem que garantam um eficaz escoamento de água. O resultado está diante de nossos olhos sempre que o clima se manifesta com eventos drásticos. Reportagens publicadas nas edições de ontem e hoje mostram, de um lado, as consequências funestas de temporais, que se transformaram em sinônimo de medo; e de outro, os erros de planejamento fazem se multiplicar os pontos de alagamento em Goiânia.

    Grande parte deles é resultado da ocupação e urbanização incorreta das margens de córregos. Assim, se multiplicam também os prejuízos materiais e as perdas humanas, essas irrecuperáveis.

Disponível em: http://www.opopular.com.br/editorias /opiniao/editorial-1.145048/despreparo -para-o-clima-1.1175808>. Acesso em: 07 nov. 2016.

No trecho “(...) os erros de planejamento fazem se multiplicar os pontos de alagamento em Goiânia.”, há uma relação de

A
B
C
D


06
(SPAECE).

Leia o texto a seguir e responda.

O GRILO E A ESPERANÇA

(Fabiana)

    Certo dia, a esperança foi dar um passeio no bosque. De repente aparece o grilo e a cumprimenta:

    — Oi! Como vai? De onde vem?

    — Venho de um lugar distante. Onde só existem animais amigos – responde a esperança.

    — O que você faz por aqui? Indagou o grilo.

    — Eu?

    — Sim, você!

    — Estou treinando para uma gincana, ver quem é que come mais rápido.

    Então o grilo resolveu ajudá-la. No outro dia, eles foram se encontrar para começar o treinamento. Coitada, não teve sorte, porque no dia anterior havia comido muito e amanheceu com uma grande dor de barriga. Esta foi tão grande que ela não suportou e acabou morrendo.

    A pobre da esperança não chegou a realizar seu sonho. Ela sonhava ser a vencedora da gincana. Mas seu triste fim não o permitiu. Só nos resta, agora, recordá-la.

O motivo que levou a esperança a morte foi

A
B
C
D


07
(SAEP).

Leia o texto e responda.

ÓRFÃOS DA COLHEITA

    A fome e o desemprego estão obrigando meninos e meninas de quatro anos de idade a trabalhar mais de dez horas por dia como boias-frias da colheita de algodão do município de Querência do Norte, no Paraná. Eles são chamados de “órfãos da colheita” pelos demais boias-frias. Trabalham sem seguro e garantias trabalhistas e vivem pendurados nas carrocerias abertas dos caminhões.

    “Eles andam apertados em caminhões, sem nenhuma segurança, conduzidos por motoristas sem carteira de habilitação e, às vezes, trabalham mais do que os próprios adultos”, disse o presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Agricultura de Querência do Norte, Antônio Norberto Possi.

    Os órfãos da colheita são reunidos pelos chamados “gatos”, encarregados de providenciar os trabalhadores. “Temos de levar as crianças porque as mães não têm creches onde deixar os filhos, então os meninos são obrigados a crescer nas plantações”, disse o “gato” Edvaldo Ferreira.

    D.M., de seis anos, sonha em juntar dinheiro para poder ter novamente uma bicicleta. A vida de D.M. não difere da maioria dos meninos de sua região. Ele acorda às quatro horas todos os dias e segue na carroceria de um caminhão para trabalhar na colheita do algodão.

    Ele acompanha a mãe, a boia-fria Marine Moura, de 35 anos. “Ele é meu protetor: chega a colher quarenta quilos de algodão por dia”, diz a mãe.

    Quando tinha três anos, D.M. chegou a ter uma bicicleta. A mãe teve de vendê-la para comprar uma passagem com destino ao Paraná.

    Ele não sabe o que é Natal, nunca foi à escola. Entre os poucos prazeres que conhece, está o de tomar sorvete. Ele se alimenta diariamente de arroz e batata.

Gilberto Dimenstein

De acordo com a ideia apresentada neste texto, denotam a causa e o efeito, respectivamente, os trechos

A
B
C
D


08
(BPW).

Leia o texto para responder a questão abaixo:

Tatuagem

Enfermeira inglesa de 78 anos manda tatuar mensagem no peito pedindo para não proceder a manobras de ressuscitação em caso de parada cardíaca.

(Mundo Online, 4, fev., 2003)

    Ela não era enfermeira (era secretária), não era inglesa (era brasileira) e não tinha 78 anos, mas sim 42; bela mulher, muito conservada. Mesmo assim, decidiu fazer a mesma coisa. Foi procurar um tatuador, com o recorte da notícia. O homem não comentou: perguntou apenas o que era para ser tatuado.

    — É bom você anotar — disse ela — porque não será uma mensagem tão curta como essa da inglesa.

    Ele apanhou um caderno e um lápis e dispôs-se a anotar.

    — “Em caso de que eu tenha uma parada cardíaca” — ditou ela —, “favor não proceder à ressuscitação”. Uma pausa, e ela continuou:

    — “E não procedam à ressuscitação, porque não vale a pena. A vida é cruel, o mundo está cheio de ingratos.”

    Ele continuou escrevendo, sem dizer nada. Era pago para tatuar, e quanto mais tatuasse, mais ganharia.

    Ela continuou falando.(...). Àquela altura o tatuador, homem vivido, já tinha adivinhado como terminaria a história (...). E antes que ela contasse a sua tragédia resolveu interrompê-la.

    — Desculpe, disse, mas para eu tatuar tudo o que a senhora me contou, eu precisaria de mais três ou quatro mulheres.

    Ela começou a chorar. Ele consolou-a como pôde. Depois, convidou-a para tomar alguma coisa num bar ali perto.

    Estão vivendo juntos há algum tempo. E se dão bem. (...). Ele fez uma tatuagem especialmente para ela, no seu próprio peito. Nada de muito artístico (...). Mas cada vez que ela vê essa tatuagem, ela se sente reconfortada. Como se tivesse sido ressuscitada, e como se tivesse vivendo uma nova, e muito melhor, existência.

(Moacyr Scliar, Folha de S. Paulo, 10/03/2003.)

O trecho do texto que retrata a consequência após o encontro da secretária com o tatuador é

A
B
C
D


09
(SADEAM).

Leia o texto abaixo.

A ONÇA DOENTE

    A onça caiu da árvore e por muitos dias esteve de cama seriamente enferma. E como não pudesse caçar, padecia de fome das negras.

    Em tais apuros imaginou um plano.

    — Comadre irara — disse ela — corra o mundo e diga à bicharia que estou à morte e exijo que venham visitar-me.

    A irara partiu, deu o recado e os animais, um a um, principiaram a visitar a onça.

    Vem o veado, vem a capivara, vem a cutia, vem o porco-do-mato.

    Veio também o jabuti.

    Mas o finório jabuti, antes de penetrar na toca, teve a lembrança de olhar para o chão.

    Viu na poeira só rastos entrantes, não viu nenhum rasto sainte. E desconfiou:

    — Hum!... Parece que nesta casa quem entra não sai. O melhor, em vez de visitar a nossa querida onça doente, é ir rezar por ela...

    E foi o único que se salvou.

LOBATO, Monteiro. Fábulas. São Paulo: ed. Brasiliense, 1998.

Da leitura do texto, pode-se entender que a onça encontrava-se doente porque

A
B
C
D


10
(SAEP).

Leia o texto abaixo e responda.

    O caos deu novo sinal de vida nos aeroportos brasileiros na semana passada. Os passageiros que embarcaram em São Paulo e no Rio de Janeiro enfrentaram filas, cancelamentos de voos e atrasos de até 24 horas. Tudo indica que, ao contrário das vezes anteriores, a principal causa da confusão foram as fortes chuvas que atingiram a Região Sudeste do país. O mau tempo tem contribuído para o caos aéreo.

(Revista Veja, n. 2032, 31 out. 2007, p. 60).

O trecho que indica uma consequência é:

A
B
C
D


11
(Telecurso 2000).

Leia o texto abaixo e responda.

Tati, a garota

    Vendo que era mesmo impossível, Tati desistiu de pegar o raio de Sol estendido no chão. Os dedos feriam a terra inutilmente: o reflexo não tinha espessura.

    Seu capricho agora era com a água. Queria ver se retirava ao menos um pedacinho do tanque, mas o líquido suspenso em suas mãos vira uma coisa diferente que se desmancha logo, cintilando entre os dedinhos. E na superfície do tanque não ficava a menor cicatriz!

    É a primeira vez que Tati brinca na água com intenção de agarrá-la, de sentir-lhe o mistério.

    Fica tão absorta, que os apelos “Anda Tati! Larga isso, menina!”, que vêm da janela, nem chegam a serem ouvidos.

    Logo depois começa a ventar. Mas, com o vento era diferente: Tati já sabia que ele nunca se deixa agarrar nem ver, embora viva sempre em toda parte dando demonstrações de sua presença. Esse vento!...

    Antes de subir, joga água em si mesma, apressadamente borrifando-se no rosto e no vestido.

    Chegando a noite, Manuela atira-se à cama, sem responder a algumas perguntas que lhe faz a filha, sempre intrigada com a água. Debaixo das cobertas, Tati ainda balbucia os últimos pedidos: um carrinho e um patinho igual ao que viu nas mãos de outra criança.

    — Esse menino tinha patinho, não sabe, mamãe? Comia cada bombom que só você vendo!...

    O papel era uma beleza! Aqui, eu acho que todo mundo come muita bala, também...

    — Dorme, Tati.

    — Aqui é bom.

    — Dorme [...]

MACHADO, Aníbal. A morte da porta-estandarte; Tati, a garota e outras histórias. São Paulo: José Olympio, 1997. Fragmento.

O desfecho dessa narrativa ocorre quando

A
B
C
D


12
(SAEPE).

Leia o texto abaixo.

Entenda o terremoto e o tsunami que atingiram o japão

    Parecia um dia normal na escola quando o japonês Mokimasa Mitsui, 13, de Tóquio, sentiu a terra tremer. “Achei que o mundo fosse acabar”, conta. Apesar de já estar acostumado com tremores, o menino sentiu medo.

    Não era para menos: o terremoto que aconteceu em 11 de março pegou todo o mundo de surpresa. Ele causou ondas enormes e foi o maior da história do Japão.

    O desastre foi grande, mas cientistas dizem que seria pior se os japoneses não estivessem tão preparados. Ali, por exemplo, os prédios resistem aos chacoalhões.

    A Terra é como um ovo cozido com a casca quebrada. Ela tem um centro líquido que vive se mexendo. Seus movimentos fazem os pedaços de casca, as placas tectônicas, se empurrarem. Tanta pressão gera o terremoto.

Disponível em: http://www1.folha.uol.com.br/folhinha/ 890776-entenda-o-terremoto-e-o-tsunami- que-atingiram-o-japao.shtml. Acesso em: 20 mar. 2011.

De acordo com esse texto, as consequências do terremoto foram menores porque

A
B
C
D






quarta-feira, 3 de junho de 2020

D10 - Quiz por descritor - Port. 9° Ano

Quiz D10: PORTUGUÊS - ENSINO FUNDAMENTAL
D10: PORTUGUÊS - 9° ANO - ENSINO FUNDAMENTAL

D10: Identificar o conflito gerador do enredo e os elementos que constroem a narrativa.

01
(A.D.A - seduc-GO).

Leia o texto a seguir e responda as questões 1 e 2.

Felicidade clandestina

Clarice Lispector

    [...]

    Era um livro grosso, meu Deus, era um livro para se ficar vivendo com ele, comendo-o, dormindo-o. E completamente acima de minhas posses. Disse-me que eu passasse pela sua casa no dia seguinte e que ela o emprestaria.

    Até o dia seguinte eu me transformei na própria esperança da alegria: eu não vivia, eu nadava devagar num mar suave, as ondas me levavam e me traziam.

    No dia seguinte fui à sua casa, literalmente correndo. Ela não morava num sobrado como eu, e sim numa casa. Não me mandou entrar. Olhando bem para meus olhos, disse-me que havia emprestado o livro a outra menina, e que eu voltasse no dia seguinte para buscá-lo. Boquiaberta, saí devagar, mas em breve a esperança de novo me tomava toda e eu recomeçava na rua a andar pulando, que era o meu modo estranho de andar pelas ruas de Recife. Dessa vez nem caí: guiava-me a promessa do livro, o dia seguinte viria, os dias seguintes seriam mais tarde a minha vida inteira, o amor pelo mundo me esperava, andei pulando pelas ruas como sempre e não caí nenhuma vez.

    Mas não ficou simplesmente nisso. O plano secreto da filha do dono de livraria era tranquilo e diabólico. No dia seguinte lá estava eu à porta de sua casa, com um sorriso e o coração batendo. Para ouvir a resposta calma: o livro ainda não estava em seu poder, que eu voltasse no dia seguinte. Mal sabia eu como mais tarde, no decorrer da vida, o drama do "dia seguinte" com ela ia se repetir com meu coração batendo.

    E assim continuou. Quanto tempo? Não sei. Ela sabia que era tempo indefinido, enquanto o fel não escorresse todo de seu corpo grosso. Eu já começara a adivinhar que ela me escolhera para eu sofrer, às vezes adivinho. Mas, adivinhando mesmo, às vezes aceito: como se quem quer me fazer sofrer esteja precisando danadamente que eu sofra.

    Quanto tempo? Eu ia diariamente à sua casa, sem faltar um dia sequer. Às vezes ela dizia: pois o livro esteve comigo ontem de tarde, mas você só veio de manhã, de modo que o emprestei a outra menina. E eu, que não era dada a olheiras, sentia as olheiras se cavando sob os meus olhos espantados.

    [...]

Disponível: http://pagina-de-vida.blogspot.com /2007/05/felicidade-clandestina-clarice.html. Acesso em 14 nov. 2018.

Quem narra esse texto é

A
B
C
D


02
(A.D.A - seduc-GO).

Qual dos trechos apresenta o tempo da narrativa?

A
B
C
D


03
(A.D.A - seduc-GO).

Leia o texto a seguir e responda.

Furto de flor

Carlos Drummond de Andrade

    Furtei uma flor daquele jardim. O porteiro do edifício cochilava, e eu furtei a flor.

    Trouxe-a para casa e coloquei-a no copo com água. Logo senti que ela não estava feliz. O copo destina-se a beber, e flor não é para ser bebida.

    Passei-a para o vaso, e notei que ela me agradecia, revelando melhor sua delicada composição. Quantas novidades há numa flor, se a contemplarmos bem.

   Sendo autor do furto, eu assumira a obrigação de conservá-la. Renovei a água do vaso, mas a flor empalidecia. Temi por sua vida. Não adiantava restituí-la no jardim. Nem apelar para o médico de flores. Eu a furtara, eu a via morrer.

    Já murcha, e com a cor particular da morte, peguei-a docemente e fui depositá-la no jardim onde desabrochara. O porteiro estava atento e repreendeu-me.

    — Que ideia a sua, vir jogar lixo de sua casa neste jardim!

Disponível em: https://www.contioutra.com/furto-de-flor-uma- cronica-de-carlos-drummond-de-andrade/. Acesso em: 04 jan. 2019.

O que deu origem à história foi

A
B
C
D


04
(A.D.A - seduc-GO).

Leia o texto e, a seguir, responda.

Coração conta diferente

    7 X 5 = 45 ...

    O Renato começou a rir e cochichou comigo:

    — Essa menina é meio lelé.

    Eu não ri nem falei nada. Mas uma coisa, lá dentro da minha cabeça, me disse que 7 X 5 = 35. Como foi a Adriana que tinha escrito no quadro, eu não percebi o erro. Aquele 4 que ela desenhou tão certinho no lugar do 3 era tão bonito! Até os números da Adriana são lindos!

    — Tá errado, tia! Tá errado! — gritou, toda esganiçada, a Carina.

    A tia então mandou a Adriana sentar. [...]

    Ela ficou com a cabeça abaixada um tempão. [...]

    Aí, arranquei a beiradinha da última página do meu caderno e escrevi:

    Não liga, Adriana. O 45 que você escreve é tão lindo quanto o seu cabelo.

    [...] Fiz bem depressa uma bolinha com o bilhete dobrado, mirei joguei. Ela caiu no colo da Adriana.

ALBERGARIA, Lino de. Coração conta diferente. 3.ed. São Paulo: Scipione, 1994. Fragmento.

Quem conta essa história é

A
B
C
D


05
(SPAECE).

Leia o texto a seguir e responda.

A OUTRA NOITE

    Outro dia fui a São Paulo e resolvi voltar à noite, uma noite de vento sul e chuva, tanto lá como aqui. Quando vinha para casa de táxi, encontrei um amigo e o trouxe até Copacabana; e contei a ele que lá em cima, além das nuvens, estava um luar lindo, de lua cheia; e que as nuvens feias que cobriam a cidade eram, vistas de cima, enluaradas, colchões de sonho, alvas, uma paisagem irreal.

    Depois que o meu amigo desceu do carro, o chofer aproveitou o sinal fechado para voltar-se para mim:

    — O senhor vai desculpar, eu estava aqui a ouvir sua conversa. Mas, tem mesmo luar lá em cima?

    Confirmei: sim, acima da nossa noite preta e enlamaçada e torpe havia uma outra - pura, perfeita e linda.

    — Mas, que coisa...

    Ele chegou a pôr a cabeça fora do carro para olhar o céu fechado de chuva. Depois continuou guiando mais lentamente. Não sei se sonhava em ser aviador ou pensava em outra coisa.

    — Ora, sim senhor...

    E, quando saltei e paguei a corrida, ele me disse um "boa noite" e um "muito obrigado ao senhor" tão sinceros, tão veementes, como se eu lhe tivesse feito um presente de rei.

Rubem Braga

O fato que desencadeou a história foi

A
B
C
D


06
(SAEP).

Leia o texto e responda.

FUGINDO DO HOSPITAL

    O visitante vai passando pelo corredor do hospital, quando vê o amigo saindo disparado, cheio de tubos, da sala de cirurgia:

    — Aonde é que você vai, rapaz?!

    — Tá louco, bicho, vou cair fora!

    — Mas, qual é, rapaz?! Uma simples operação de apendicite! Você tira isso de letra.

    E o paciente:

    — Era o que a enfermeira estava dizendo lá dentro: “Uma operaçãozinha de nada, rapaz! Coragem! Você tira isso de letra! Vai fundo, homem!”

    — Então, por que você está fugindo?

    — Porque ela estava dizendo isso era pro médico que ia me operar!

(Ziraldo. As melhores anedotas do mundo. Rio de Janeiro; Globo, 1988, p. 62.)

O lugar onde a história se passa

A
B
C
D


07
(SAETHE).

Leia o texto abaixo.

O tempo não apaga

    Há alguns anos, quase todo dia de manhã, quando eu abria o portão para ir ao trabalho, via um garotinho sorridente que passava por mim, a caminho da escola, e eu correspondia o sorriso sem palavras. Certo dia muito frio, percebi que ele estava de tênis, mas sem meias, apenas com uma calça curta e uma blusinha de uniforme. Perguntei se poderia lhe dar algumas roupas dos meus filhos, e ele, todo feliz, disse que precisava apenas de meias, mas que seu irmão precisava do restante. Combinei que no dia seguinte, quando ele passasse, lhe entregaria o material. Juntei todas as meias que pude, de todos os tamanhos e cores e dito e feito: com um “muito obrigado, senhora”, ele se foi. De vez em quando, ainda o via, mas com o passar do tempo não o vi mais... Até que certo dia a campainha soou e fui atender. Era um rapaz alto, mas aquele sorriso era o mesmo, me agradecendo mais uma vez pelas “meias” e, com um cesto de verduras verdinhas, me fez chorar... Ele me contou que as meias duraram muitos anos e em momento algum esqueceu o meu gesto. Às vezes, uma atitude tão simples faz toda a diferença na vida de alguém.

Seleções. Jan. 2011. p. 60.

O fato que gerou essa história foi a

A
B
C
D


08
(Prova Brasil).

Leia o texto abaixo:

O que dizem as camisetas

(Fragmento)

    Apareceram tantas camisetas com inscrições, que a gente estranha ao deparar com uma que não tem nada escrito.

    — Que é que ele está anunciando? — indagou o cabo eleitoral, apreensivo. — Será que faz propaganda do voto em branco? Devia ser proibido!

    — O cidadão é livre de usar a camiseta que quiser — ponderou um senhor moderado.

    — Em tempo de eleição, nunca — retrucou o outro. — Ou o cidadão manifesta sua preferência política ou é um sabotador do processo de abertura democrática.

    — O voto é secreto.

    — É secreto, mas a camiseta não é, muito pelo contrário. Ainda há gente neste país que não assume a sua responsabilidade cívica, se esconde feito avestruz e...

    — Ah, pelo que vejo o amigo não aprova as pessoas que gostam de usar uma camiseta limpinha, sem inscrição, na cor natural em que saiu da fábrica.

    (...).

DRUMMOND, Carlos. Moça deitada na grama. Rio de Janeiro: Record, 1987, p. 38-40.

O conflito em torno do qual se desenvolveu a narrativa foi o fato de:

A
B
C
D


09
(SARESP).

Leia o texto abaixo.

AS ESTRELAS

    Numa das noites daquele mês de abril estava Dona Benta na sua cadeira de balanço, lá na varanda, com olhos no céu cheio de estrelas. A criançada também se reunira ali.

    Súbito, Narizinho, que estava em outro degrau da escada fazendo tricô, deu um berro.

    — Vovó, Emília está botando a língua para mim!

    Mas Dona Benta não ouviu. Não tirava os olhos das estrelas. Estranhando aquilo, os meninos foram se aproximando. E ficaram também a olhar para o céu, em procura do que estava prendendo a atenção da boa velha.

    — Que é vovó, que a senhora está vendo lá em cima? Eu não estou enxergando nada. - disse Pedrinho. Dona Benta não pôde deixar de rir-se. Pôs nele os óculos e puxou-o para o seu colo e falou:

    — Não está vendo nada, meu filho? Então olha para o céu estrelado e não vê nada?

    — Só vejo estrelinhas. - murmurou o menino.

    — E acha pouco, meu filho?

Fonte: LOBATO, Monteiro. As estrelas. In: ______ . Viagem ao céu. 19. ed. São Paulo: Brasiliense, 1971. Fragmento.

A história contada se passa

A
B
C
D


10
(SADEAM).

Leia o texto abaixo.

O LOBO DESATENTO

    Certa noite, um lobo andava pela floresta em busca de comida. E já estava empenhado nessa tarefa havia um bom tempo, sem qualquer resultado prático, quando sentiu no aro cheiro de carneiros. “Até que enfim”, foi o pensamento que lhe veio à cabeça de imediato, e então, imaginando o que de bom poderia encontrar mais adiante para aplacar a fome que sentia, ele caminhou rapidamente na direção que o seu faro indicava.

    Logo à frente, as árvores davam lugar a uma grande área coberta de relva, e era nesse pedaço de chão que os carneiros descansavam protegidos por um cão. O lobo não se preocupou com isso. O que fez foi sair andando passo a passo, o mais devagar que podia, procurando se aproximar do ponto que ficava mais distante do vigia, onde algumas das possíveis presas dormiam sossegadas.

    E já estava quase lá, quando uma de suas patas traseiras descuidou-se um momento e pisou em um pedaço de tábua já meio apodrecido. Esta rangeu sob o peso do animal, e o barulho que fez soou tão alto em meio ao silêncio da noite que acordou o cão de guarda, fazendo-o sair na mesma hora em perseguição ao lobo desastrado. Que por sua vez, coitado, não teve outra coisa a fazer senão fugir em desabalada carreira, esfomeado e sem alimento.

Moral da história: Quem não presta atenção no que faz, algum dia vai acabar se metendo em apuros.

Disponível em: http://WWW.fernandodannemann. recantodasletras.com.br. Acesso em: 5 abr. 2010.

Nesse texto, o que deu origem aos fatos narrados foi o

A
B
C
D


11
(SAERS).

Leia o texto abaixo.

O príncipe sapo

    Uma feiticeira muito má transformou um belo príncipe num sapo, só o beijo de uma princesa desmancharia o feitiço.

    Um dia, uma linda princesa chegou perto da lagoa em que o príncipe morava. Cheio de esperança de ficar livre do feitiço, ele lhe pediu um beijo. Como ela era muito boa, venceu o nojo e, sem saber de nada, atendeu ao pedido do sapo: deu-lhe um beijo.

    Imediatamente o sapo voltou a ser príncipe, casou-se com a princesa e foram felizes para sempre.

SEIESZKA, Jon. O patinho realmente feio e outras histórias malucas. São Paulo: Companhia das letrinhas, 1997, [s. p].

O que deu origem aos fatos narrados nesse texto?

A
B
C
D


12
(SAERJ).

Leia o texto abaixo.

Irmão de enxurrada

    Fico lembrando dele esperneando no berço. Ele era uma coisica ainda mais estranha do que é hoje. Não, muito mais estranha: hoje ele é gente, fala, acha coisas sobre mim, sobre os outros irmãos, sobre a dona da padaria. Antes ele era... um...um montinho que se mexia também estranhamente. Eu ficava horas olhando para ele.

    [...] Teve um tempo em que ele engatinhava. Rodava pela casa toda, gugu pra cá, dadá pra lá, passando debaixo dos móveis, debaixo das pernas da gente — um saco!

    [...] E um dia que ele engoliu a cabeça de um bonequinho do “Forte Apache”? Ou foi o rabinho de um cavalo? Não lembro exatamente o que foi que ele engoliu, mas lembro do problemão que foi. [...] Minha mãe veio correndo, porque eu gritei do meu quarto...

CISALPINO, Murilo. In: Ricardo Ramos. Irmão mais velho, irmão mais novo. São Paulo: Atual,1992. p. 64-71.

Nesse texto, o narrador é

A
B
C
D






D9 - Quiz por descritor - Port. 9° Ano

Quiz D9: PORTUGUÊS - ENSINO FUNDAMENTAL
D9: PORTUGUÊS - 9° ANO - ENSINO FUNDAMENTAL

D9: Diferenciar as partes principais das secundárias em um texto.

01
(A.D.A - SEDUC-GO).

Leia o texto a seguir e responda.

Bombeiros capturam cobra coral achada dentro de casa em Ipameri

Segundo a corporação, serpente tem cerca de um metro de comprimento e estava nas proximidades de uma mesa.

    Por Paula Resende, G1-GO.

    Bombeiros capturaram uma cobra coral dentro de uma casa no Setor Central de ipameri, região sudeste de Goiás. A serpente tem cerca de um metro de comprimento e estava perto de uma mesa.

    De acordo com o sargento Rafael Antônio da Silva, os moradores avistaram a cobra, por volta das 19h30 de sexta-feira (8). Como há crianças na casa, eles ligaram de imediato para a corporação.

    “Pegamos a cobra com a pinça, colocamos no tambor e transportamos até uma reserva, onde a soltamos”, contou o sargento.

    Silva afirmou que a cobra não atacou os moradores e também não apresentava ferimentos.

Disponível em: https://g1.globo.com/go/goias/noti cia/bombeiros-encontram-cobracoral- dentro-de-casa-em-ipameri.ghtml>. Acesso em: 11 jun. 2018.

Qual trecho apresenta a principal informação do texto?

A
B
C
D


02
(A.D.A - SEDUC-GO).

Leia o texto a seguir e responda.

Pesquisador cria ferramenta para decodificar vírus de resgate Aurora

Altieres Rohr

    Michael Gillespie, um analista de vírus, desenvolveu uma ferramenta capaz de decodificar arquivos embaralhados pelo vírus de resgate “Aurora”. Esse vírus de resgate pode ser reconhecido pela utilização das extensões “.Nano”, “.animus”, “.Aurora”, “.desu”, “.ONI” e “.aurora”.

    Vírus de resgate são pragas digitais que embaralham arquivos do computador e exigem um pagamento para que seja fornecida a chave que decodifica e retorna os arquivos a um estado legível.

    Em muitos casos, não há como ter os arquivos de volta sem pagar. Porém, com o passar do tempo, foram encontrados meios para burlar a criptografia utilizada por algumas dessas pragas.

    No caso do Aurora, a ferramenta analisa alguns arquivos criptografados para determinar a chave de criptografia usada. O método é o de força bruta (tentativa e erro), o que significa que o processo leva algum tempo. Após a chave ser encontrada para um arquivo, a mesma chave é usada para todos os demais arquivos do mesmo computador.

    [...]

Disponível em: https://g1.globo.com/economia/tecnologia /blog/altieres-rohr/post/2019/01/08/ pesquisador-cria-ferramenta-para-decodificar -virus-de-resgate-aurora.ghtml. Acesso em: 10 jan. 2019.

Criptografia: escrita secreta, em cifra, isto é, por meio de abreviaturas ou sinais convencionais.

“criptografia”, in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008- 2013, https://dicionario.priberam.org/criptografia [consultado em: 20-02-2019].

Qual é a principal informação do texto?

A
B
C
D


03
(A.D.A - SEDUC-GO).

Leia o texto a seguir e responda.

Após 8 dias desaparecido, cachorro é resgatado de dentro de buraco em Águas Lindas de Goiás

Murillo Velasco

    Um cachorro foi resgatado dentro de um buraco em um lote baldio após ficar oito dias desaparecido, em Águas Lindas de Goiás, no Entorno do Distrito Federal. Segundo o Corpo de Bombeiros, responsável por retirar o animal do local, o bicho estava bastante debilitado e, por conta disto, a corporação crê que ele estivesse preso no buraco desde que desapareceu.

    O resgate foi feito às 17h de segunda-feira (7). O cachorro foi descoberto por um uma mulher que passava pelo local e ouviu os latidos do animal.

    Conforme divulgou a assessoria de comunicação do Corpo de Bombeiros, a corporação fez o resgate e, após prestar os primeiros cuidados, dando água e comida ao cachorrinho, o entregou à proprietária, que mora próximo ao lugar onde o bicho foi encontrado.

Disponível: https://g1.globo.com/go/goias/noticia/2019 /01/09/apos-8-dias-desaparecido-cachorro -e-resgatado-dentro-de-buraco-em-aguas -lindas-de-goias.ghtml. Acesso em: 10 jan. 2019.

Qual é a principal informação do texto?

A
B
C
D


04
(Prova Brasil).

Leia o texto a seguir.

A beleza total

    A beleza de Gertrudes fascinava todo mundo e a própria Gertrudes. Os espelhos pasmavam diante de seu rosto, recusando-se a refletir as pessoas da casa e muito menos as visitas. Não ousavam abranger o corpo inteiro de Gertrudes. Era impossível, de tão belo, e o espelho do banheiro, que se atreveu a isto, partiu-se em mil estilhaços.

    A moça já não podia sair à rua, pois os veículos paravam à revelia dos condutores, e estes, por sua vez, perdiam toda capacidade de ação. Houve um engarrafamento monstro, que durou uma semana, embora Gertrudes houvesse voltado logo para casa.

    O Senado aprovou lei de emergência, proibindo Gertrudes de chegar à janela. A moça vivia confinada num salão em que só penetrava sua mãe, pois o mordomo se suicidara com uma foto de Gertrudes sobre o peito.

    Gertrudes não podia fazer nada. Nascera assim, este era o seu destino fatal: a extrema beleza. E era feliz, sabendo-se incomparável. Por falta de ar puro, acabou sem condições de vida, e um dia cerrou os olhos para sempre. Sua beleza saiu do corpo e ficou pairando, imortal. O corpo já então enfezado de Gertrudes foi recolhido ao jazigo, e a beleza de Gertrudes continuou cintilando no salão fechado a sete chaves.

ANDRADE, Carlos Drummond de. Contos plausíveis. Rio de Janeiro: José Olympio, 1985.

O conflito central do enredo é desencadeado

A
B
C
D


05
(A.D.A - SEDUC-GO).

Leia o texto abaixo e, a seguir, responda.

O jogo da baleia azul

Editorial

    Um jogo perigoso tem deixado o mundo em total estado de alerta e atiçado a curiosidade dos adolescentes. O desafio Blue Whale, ou em tradução livre, Baleia Azul, teve seus primeiros registros na Rússia e agora chegou ao Brasil. Aparentemente inocente, o jogo prepara seus seguidores para cometer suicídio na etapa final.

    Em 2015, na Rússia, a polícia investigava a morte de duas adolescentes, quando descobriram um grupo na internet do qual ambas participavam. As autoridades revelaram que o desafio é dividido em 50 missões, sendo a última delas, colocar fim na própria vida.

    No ano passado, algumas fontes chegaram a divulgar que 130 suicídios tinham relação com o jogo online. Escolas da Europa deram início a campanhas de alerta após identificar alguns alunos com cortes nos braços, queimaduras e outros sinais de mutilação.

    Um rapaz de 19 anos morador de Pará de Minas, que já tinha tentado sair do grupo várias vezes, mas acabou se matando por overdose de medicamentos. A vítima era casada e tinha uma filha de apenas 40 dias.

    Especialistas recomendam que as famílias fiquem atentas aos jovens, principalmente àqueles que já apresentaram tendências à depressão e atitudes suicidas.

Disponível em: http://www.opopular.com.br/editorias/ cidade/entenda-o-jogo-da-baleia-azul-que- assusta-os-pais-e-pode-ter-causado-a-primeira -morte-no-brasil-1.1258403>. Acesso em: 27 abr. 2017.

Em qual trecho está expressa a principal informação do texto II?

A
B
C
D


06
(SAEPI).

Leia o texto abaixo.

Nova lei ortográfica chega à escrita braile

    Todas as mudanças promovidas pelo acordo ortográfico serão adotadas pelo português convertido em braile, sistema criado pelo francês Louis Braille para pessoas com deficiência visual. O acordo influencia o braile, pois, nesse sistema, as palavras são escritas letra a letra, e cada vocábulo tem até seis pontos em relevo. Um cego treinado é capaz de detectar a ausência ou a presença do trema em determinadas palavras, assim como hífens, acentos e pontuações. Com isso, o Ministério da Educação já prevê a adaptação de livros didáticos em braile à nova grafia.

Língua Portuguesa. nº 41. São Paulo: Segmento, mar. 2009, p. 9.

A informação principal desse texto é:

A) B) C) D)
A
B
C
D


07
(SISPAE).

Leia o texto abaixo.

Isotônico pode dar cárie

    Ele repõe sais minerais e glicose, é verdade. Mas o isotônico, aquela bebida colorida consagrada pela geração academia, também pode causar danos à saúde da boca. Um estudo da Universidade de Nova York, nos Estados Unidos, revelou que o consumo destemperado do produto causa erosão do esmalte dos dentes, abrindo alas para cáries e deterioração dentária. “O dente perde mais minerais do que deveria por causa de um desequilíbrio químico provocado pelo ácido cítrico presente no isotônico”, explica o cirurgião-dentista Rodrigo Bueno, consultor da Associação Brasileira de Odontologia. “Por isso, a bebida deve ser consumida de quatro em quatro horas, que é o tempo necessário para que a saliva neutralize a acidez bucal.” Nesse intervalo, procure beber apenas água se estiver praticando alguma atividade física.

Saúde, maio 2009, p. 62.

A informação principal desse texto é que o isotônico

A
B
C
D


08
(SAEMI - PE).

Leia o texto abaixo.

    Muitos dizem ser necessário estudar em um ambiente silencioso, sem distrações. No entanto, para alguns, o estudo em um ambiente tranquilo também pode ser tedioso e não render em nada. Por isso apoiamos aqueles que gostam de músicas para estudar.

    Embora alguns estudos digam que ouvir música não é bom para estudo, acreditamos que ouvir música é uma boa alternativa para estudar calmamente. Você pode criar um ambiente tranquilo, onde você pode ser produtivo estudando sem ser em um silêncio absoluto. A música também ajuda a elevar o seu humor e motivá-lo a continuar, e tem alguns que dizem que ajuda na memorização e no ânimo para estudar.

    Mas o desafio é escolher as músicas para estudar. Se você escolher o tipo errado de música, você pode acabar se distraindo com ela, em vez de melhorar a sua concentração para estudar para as próximas provas.

Disponível em: https://www.examtime.com/pt-BR /blog/musicas-para-estudar/. Acesso em: 11 maio 2013. Fragmento.

Qual é o trecho que apresenta a informação principal desse texto?

A
B
C
D


09
(SAETHE).

Leia o texto abaixo.

Jovens trocam livros por “leitura digital”

    No bolso do jeans, um celular. Na escrivaninha do quarto, um laptop. [...] Tudo ao redor dos jovens de hoje oferece conexão 24 horas por dia nas mais diversas redes sociais. Como deixar de lado todas as infinitas possibilidades que o mundo digital oferece e se dedicar à leitura de um livro, com suas centenas de páginas, cheias de palavras [...] exigindo concentração para serem decifradas?

    Dados do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa) divulgados nesta semana afirmam que a leitura não está entre as prioridades dos jovens de 15 anos. [...] 46% dos estudantes afirmam que leem apenas para obter as informações de que precisam; [...]. Apenas um terço disse que a leitura é um dos hobbies favoritos.

    Apesar dos dados do Pisa, especialistas em educação e tecnologia discordam da ideia de que o jovem de hoje lê menos. Muito pelo contrário: afirmam que os adolescentes nunca leram tanto. A diferença é que, agora, não são só os livros que são “lidos”, mas vídeos, sites, SMS, e-mails e uma gama imensa de informações. “O adolescente lê e escreve muito, comunica-se muito mais por escrito. As gerações anteriores liam só os livros da escola. Os jovens de hoje não: estão sempre se informando dentro dessa vida social digitalizada”, diz Rosa Maria Farah, [...] da PUC-SP. [...]

    Para os educadores, a falta de interesse pela leitura formal pode levar à perda da habilidade de se concentrar quando necessário. “O jovem não consegue mais ler um texto inteiro. [...]”, explica Teresa Ferreira, psicopedagoga da Unifesp. [...]

    Ainda é cedo para afirmar o quanto isso pode ser prejudicial no futuro. Mas os especialistas alertam: ler apenas o essencial e aquilo que interessa pode levar à perda da aptidão para analisar situações com mais profundidade. “O jovem sabe de tudo o que acontece, mas não aprofunda o conhecimento dos fatos”, destaca a psicóloga Dora Sampaio Góes [...].

MANDELLI, Mariana. Disponível em: http://www.estadao.com.br/noticias/geral, jovens-trocam-livros-por-leitura- digital-imp-,652713>. Acesso em: 5 mar. 2015. *Adaptado para fi ns didáticos. Fragmento.

A informação principal desse texto está no trecho:

A
B
C
D


10
(PROEB).

Leia o texto e responda.

    “No Antigo Egito, o gato foi honrado e enaltecido, sendo considerado como um animal santo. Nesta mesma época, a gata transformou-se na representação da Deusa Bastet, fêmea do deus Sol Rá. [...] Na Europa, o gato se desenvolveu com as conquistas romanas. Ele foi admirado pela sua beleza e dupla personalidade (ora um selvagem independente, ora um animal doce e afável), e apreciado ainda no século XI quando o rato negro invadiu a Europa. No século XIII desenvolveram-se as superstições e o gato passou de criatura adorada a infernal, associada aos cultos pagãos e à feitiçaria. A igreja lhe virou as costas. [...] No século XVIII ele voltou majestoso e em perfeito acordo com os poetas, pintores e escritores que prestam homenagem à graça e à beleza de seu corpo.”

Fonte: Revista DC. Diário Catarinense, 25 de abril 1999.

A informação principal que se destaca no texto é

A
B
C
D


11
(PROEB).

Leia o texto e responda.

A POLUIÇÃO CAUSA O EFEITO ESTUFA

    Em primeiro lugar, efeito estufa, por si só, é uma coisa boa: sem ele, a Terra seria um picolé. O efeito funciona como cobertor de gases que retêm o calor da luz solar perto da superfície do planeta. Seu principal causador é o dióxido de carbono, o gás que emitimos quando soltamos o ar na respiração, e que não tem efeito tóxico nenhum sobre os seres vivos. Portanto, não dá pra chamá-lo de poluente.

(Revista Galileu, n° 172.)

A principal informação em relação ao texto sobre o que ocasiona o efeito estufa é

A
B
C
D


12
(Prova Petrópolis).

Leia o texto para responder a questão abaixo:

Animais no espaço

    Vários animais viajaram pelo espaço como astronautas.

    Os russos já usaram cachorros em suas experiências. Eles têm o sistema cardíaco parecido com o dos seres humanos. Estudando o que acontece com eles, os cientistas descobrem quais problemas podem acontecer com as pessoas.

    A cadela Laika, tripulante da Sputnik-2, foi o primeiro ser vivo a ir ao espaço, em novembro de 1957, quatro anos antes do primeiro homem, o astronauta Gagarin.

    Os norte-americanos gostam de fazer experiências científicas espaciais com macacos, pois o corpo deles se parece com o humano. O chimpanzé é o preferido porque é inteligente e convive melhor com o homem do que as outras espécies de macacos. Ele aprende a comer alimentos sintéticos e não se incomoda com a roupa espacial.

    Além disso, os macacos são treinados e podem fazer tarefas a bordo, como acionar os comandos das naves, quando as luzes coloridas acendem no painel, por exemplo. Enos foi o mais famoso macaco a viajar para o espaço, em novembro de 1961, a bordo da nave Mercury/Atlas 5. A nave de Enos teve problemas, mas ele voltou são e salvo, depois de ter trabalhado direitinho. Seu único erro foi ter comido muito depressa as pastilhas de banana durante as refeições.

(Folha de São Paulo, 26 de janeiro de 1996)

No texto “Animais no espaço”, uma das informações principais é

A
B
C
D