quarta-feira, 1 de julho de 2020

D4 - Quiz por descritor - Port. 3ª Série

Quiz D4: PORTUGUÊS - ENSINO MÉDIO
D4: PORTUGUÊS - 3º Série - Ensino Médio

D4: Inferir uma informação implícita em um texto.

01
(SEDUC-GO).

Leia o texto e, a seguir, responda.

    Todo mundo sabe (será?) que canguru vem de uma língua nativa australiana e quer dizer "Eu Não Sei". Segundo a lenda, o Capitão Cook, explorador da Austrália, ao ver aquele estranho animal dando saltos de mais de dois metros de altura, perguntou a um nativo como se chamava o dito. O nativo respondeu guugu yimidhirr, em língua local, Gan-guruu, "Eu não sei". Desconfiado que sou dessas divertidas origens, pesquisei em alguns dicionários etimológicos. Em nenhum dicionário se fala nisso. Só no Aurélio, nossa pequena Bíblia — numa outra versão. dicionário se fala nisso. Só no Aurélio, nossa pequena Bíblia — numa outra versão. Definição precisa encontrei, como quase sempre, em Partridge: Kangarroo; wallaby.

    As palavras kanga e walla, significando saltar e pular, são acompanhadas pelos sufixos rôo e by, dois sons aborígines da Austrália, significando quadrúpedes.

    Portanto quadrúpedes puladores e quadrúpedes saltadores. Quando comuniquei a descoberta a Paulo Rónai, notável lingüista e grande amigo de Aurélio Buarque de Holanda, Paulo gostou de saber da origem "real" do nome canguru. Mas acrescentou: "Que pena. A outra versão é muito mais bonitinha". Também acho.

Millôr Fernandes, 26/02/1999, In http://www.gravata.com/millor.

Pode-se inferir do texto que:

A
B
C
D
E


02
(SEDUC-GO).

Leia o texto e, a seguir, responda.

GOLS DE COCURUTO

L. F. Veríssimo

    O melhor momento do futebol para um tático é o minuto de silêncio. É quando os times ficam perfilados, cada jogador com as mãos nas costas e mais ou menos no lugar que lhes foi designado no esquema — e parados. Então o tático pode olhar o campo como se fosse um quadro negro e pensar no futebol como alguma coisa lógica e diagramável. Mas aí começa o jogo e tudo desanda. Os jogadores se movimentam e o futebol passa a ser regido pelo imponderável, esse inimigo mortal de qualquer estrategista. O futebol brasileiro já teve grandes estrategistas cruelmente traídos pela dinâmica do jogo. O Tim, por exemplo. Tático exemplar, planejava todo o jogo numa mesa de botão. Da entrada em campo até a troca de camisetas, incluindo o minuto de silêncio. Foi um técnico de sucesso mas nunca conseguiu uma reputação no campo à altura de sua reputação no vestiário. Falava um jogo e o time jogava outro. O problema do Tim, diziam todos, era que seus botões eram mais inteligentes do que seus jogadores.

(L. F. Veríssimo, O Estado de São Paulo.)

Ao comparar o campo com um quadro negro, infere-se

A
B
C
D
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03
(SEDUC-GO).

Leia o texto e, a seguir, responda.

BRAGA, Jorge. O Popular, Goiânia.

Infere-se do texto que o eleitor está

A
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C
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04
(SEDUC-GO).

Leia o texto e, a seguir, responda.

A idade da razão

    Para a maioria das pessoas, os primeiros fios brancos surgem entre os 30 e 45 anos. Mas cada um de nós tem um reloginho interno, programado para despertar (e desencadear a reação) desde o momento em que nasce.

    O processo pode demorar trinta anos ou mais; em outras pessoas, ocorre rapidamente. A meia-idade é, normalmente, associada ao fenômeno, mas em casos excepcionais encontramos septuagenários de cabeleira negra e adolescentes cheios de fios prateados — o que não significa vitalidade nem falta de saúde. Trata-se apenas de uma parte da herança de nossos ancestrais. E, como não foi legada em testamento, só nos cabe aceitá-la.

Saúde. fevereiro 1992. p. 42.

Nesse texto, as expressões "herança" e "testamento" foram empregadas para indicar que o surgimento dos fios brancos ocorre devido à

A
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C
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05
(SAEPE).

Leia o texto abaixo.

Segunda-feira, 15 de junho de 1942

    Minha festa de aniversário foi no domingo à tarde. O filme de Rin Tin Tin fez o maior sucesso entre minhas colegas de escola. Ganhei dois broches, um marcador de livros e dois livros.

    Vou começar dizendo algumas coisas sobre minha escola e minha turma, a começar pelos alunos.

    Betty Bloemendaal [...] mora numa rua que não é muito conhecida, no lado oeste de Amsterdã, e nenhuma de nós sabe onde fica. Ela se dá muito bem na escola, mas é porque estuda muito [...]. É muito quieta.

    Jacqueline van Maarsen é, talvez, minha melhor amiga, mas nunca tive uma amiga de verdade. No começo, achei que Jacque seria uma, mas estava redondamente enganada.[...]

    Henry Mets é uma garota legal, tem um jeito alegre, só que fala em voz alta e parece mesmo uma criança quando estamos brincando no pátio. [...]

    Hanneli Goslar [...] é meio estranha. Costuma ser tímida — expansiva em casa, mas reservada quando está perto de outras pessoas. Conta para a mãe tudo que a gente diz a ela. Mas ela diz o que pensa, e ultimamente passei a admirá-la bastante. [...]

    Nannie van Praag-Sigaar é pequena, engraçada e sensível. Apesar de só ter 12 anos, é a própria lady. Age como se eu fosse um bebê. Além disso, é muito atenciosa, e eu gosto dela. [...]

FRANK, Anne. O diário de Anne Frank. Rio de Janeiro: BestBolso, 2010. Fragmento.

De acordo com a autora desse texto, Nannie van Praag-Sigaar é

A
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C
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06
(SAEPE).

Leia o texto abaixo e responda.

Cultura dos sebos

    O administrador André Garcia tinha 26 anos quando abandonou uma promissora carreira na área de inteligência de mercado em operadoras de celular, no Rio. Estava farto do mundo corporativo. Na dúvida do rumo a seguir, buscou a vida acadêmica. Mas, ao procurar livros para um mestrado, notou uma lacuna no mercado que mudaria sua trajetória.

    Garcia não achava os títulos que queria em bibliotecas e livrarias, perdia-se nos sebos e na falta de oferta de usados na internet. Veio então o estalo. Em um ano, lançou o Estante Virtual, portal de compra de livros usados, que completa quatro anos com 1.670 sebos, com 22 milhões de obras reunidas.

    Aos 31 anos, Garcia comanda um negócio que vende 5 mil livros diários, em 300 mil buscas (12 buscas por segundo em horário de pico). Para ele, os sebos devem ser valorizados como agentes de democratização da leitura. “Elas têm de estimular a imaginação e a reflexão. Qualquer leitura não é leitura”, diz com autoridade conquistada pelo sucesso da iniciativa inédita de intermediação. Garcia diz ser um erro achar que só à escola cabe estimular a leitura. É desafio do país, afirma, fazê-la ser vista como prazer. O Estante Virtual quer provar que até uma iniciativa de negócio pode fazer a sua parte.

Língua Portuguesa, ano 4, nº 53, mar. 2010, p. 13. Fragmento.

De acordo com esse texto, André Garcia é

A
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07
(SAEPE).

Leia o texto abaixo e responda.

A carta de Caminha nos dias de hoje

Alteza da galáxia,

    Peço humildes desculpas por ter de lhe enviar esta mensagem eletrônica neste dia, contudo, gostaria de relatar que após nossa saída do sistema Gregor, 200 bilhões de anos-luz atrás, chegamos a uma galáxia jamais explorada. Informo que esta vossa frota de naves encontrou num canto muito distante de vosso universo, perdido em uma galáxia de um só Sol, um pequeno planeta azul que resolvemos chamar de Água, pois este é o nome do líquido de cor bonita que mais existe neste lugar. Além de muita água, existe uma população de seres que se denominam “humanos”. […]

    Estes seres humanos são muito estranhos […]. Os povos são divididos pelo planeta em regiões de características topográficas e climáticas relativamente uniformes, delimitadas por fronteiras às quais os nativos dão o nome de países […]. Outra característica interessante destes seres é que são muito dóceis para conosco e aceitam nossa amizade e aproximação em troca de um simples diagramador estelar ou um rélis relógio atemporal. Penso que será fácil convencê-los de vossa santa intenção de trazer para este planeta nossa tecnologia que está a muitos bilhões de anos-luz a frente da que eles possuem. […]

    Estamos voltando e levando conosco um ser deste estranho e atrasado planeta para que possamos estudá-lo. Deixaremos aqui uma de nossas naves com tripulação para que outros povos saibam que este planeta pertence à Vossa Alteza.

    Desculpo-me mais uma vez pelo incômodo e termino minha mensagem com votos de longa vida ao Rei.

Disponível em: http://edinanarede.webnode.com.br/atividades>. Acesso em: 8 abr. 2012. Fragmento.

No final do Texto, pode-se concluir que os seres que chegaram ao planeta pretendiam

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08
(SAEPE).

Leia o texto abaixo e responda.

A economia da felicidade

    Vivemos em tempos de altas ansiedades. Apesar de o mundo usufruir de uma riqueza total sem precedentes, também há ampla insegurança, agitação e insatisfação. Nos Estados Unidos, uma grande maioria dos americanos acredita que o país está “no caminho errado”. O pessimismo está nas alturas. O mesmo vale para muitos outros lugares.

    Tendo essa situação como pano de fundo, chegou a hora de reconsiderar as fontes básicas de felicidade em nossa vida econômica. A busca incansável de rendas maiores vem nos levando a uma ansiedade e iniquidade sem precedentes, em vez de nos conduzir a uma maior felicidade e satisfação na vida. O progresso econômico é importante e pode melhorar a qualidade de vida, mas só se o buscarmos junto com outras metas. [...]

SACHS, Jeffrey D.. Disponível em: http://zelmar.blogspot.com/2011 /08/economia-da-felicidade.html>. Acesso em: 18 nov. 2011. Fragmento.

Segundo esse texto, o que tem causado a alta ansiedade vivida no mundo é

A
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09
(SPAECE).

Leia o texto abaixo.

O Bicho

    Vi ontem um bicho

    Na imundície do pátio

    Catando comida entre os detritos.

   

    Quando achava alguma coisa,

    Não examinava nem cheirava:

    Engolia com voracidade.

   

    O Bicho não era um cão,

    Não era um gato,

    Não era um rato.

   

    O Bicho, meu Deus, era um homem.

BANDEIRA, Manuel. Poesias. Rio de Janeiro: José Olympyo, 1955.

Esse texto denuncia

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10
(SARESP).

Leia o texto abaixo.

TRABALHO ESCRAVO

Pior do que não conseguir trabalho é não conseguir sair dele.

   

    Trabalho escravo!

    Vamos abolir essa VERGONHA!

    Mais de 125 anos se passaram desde a Lei Áurea, e milhares de brasileiros continuam trabalhando em regime de escravidão.

    Homens, mulheres e crianças vivem em condições subumanas no campo, sem dignidade e sem liberdade. O Brasil vai dar um basta nisso.

Os elementos que ilustram a figura selecionada e a maneira como eles estão nela dispostos permitem relacionar o trabalho

A
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11
(BPW).

Leia o texto a seguir e, responda.

Terapia com animais ajuda a enfrentar algumas doenças, como depressão e paralisia cerebral

    As terapias que usam bichos já se contam às dezenas. A equoterapia usa cavalos para reabilitar pacientes com esclerose múltipla, paralisia cerebral e síndrome de Down, trabalhando o equilíbrio e a concentração. Animais aquáticos, como golfinhos e orcas, são utilizados para trazer crianças autistas para a realidade e ajudar depressivos a recuperar a alegria de viver. Até tetraplégicos já conseguem ter uma vida mais autônoma com a ajuda de macacos-prego treinados para buscar objetos e acionar botões.[...]

    A experiência com cães na prisão feminina de Purdy, Estados Unidos, vem sendo copiada em mais de 50 penitenciárias do mundo. O projeto era ocupar as detentas com o adestramento de cachorros. O resultado foi surpreendente. Os animais saíram preparados e as mulheres não voltaram a cometer crimes depois de soltas.

(Luciana Vicária, Época, 4/8/2003, p.91)

Da leitura do texto infere-se que

A
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12
(SAEPE).

Leia o texto abaixo e responda.

Cinco minutos

Capítulo 5

    Assim ficamos muito tempo imóveis, ela, com a fronte apoiada sobre o meu peito, eu, sob a impressão triste de suas palavras.

    Por fim ergueu a cabeça; e, recobrando a sua serenidade, disse-me com um tom doce e melancólico:

    — Não pensas que melhor é esquecer do que amar assim?

    — Não! Amar, sentir-se amado é sempre [...] um grande consolo para a desgraça. O que é triste, o que é cruel, não é essa viuvez da alma separada de sua irmã, não; aí há um sentimento que vive, apesar da morte, apesar do tempo. É, sim, esse vácuo do coração que não tem uma afeição no mundo e que passa como um estranho por entre os prazeres que o cercam.

    — Que santo amor, meu Deus! Era assim que eu sonhava ser amada! ...

    — E me pedias que te esquecesse!...

    — Não! não! Ama-me; quero que me ames ao menos...

    — Não me fugirás mais?

    — Não. [...]

ALENCAR, José de. Cinco minutos. Rio de Janeiro: Aguilar, 1987. Fragmento.

No trecho “É, sim, esse vácuo do coração que não tem uma afeição no mundo e que passa como um estranho por entre os prazeres que o cercam.” (4° parágrafo), o homem demonstra estar

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D3 - Quiz por descritor - Port. 3ª Série

Quiz D3: PORTUGUÊS - ENSINO MÉDIO
D3: PORTUGUÊS - 3º Série - Ensino Médio

D3: Inferir o sentido de uma palavra ou expressão.

01
(SEDUC-GO).

Leia o texto e, a seguir, responda.

GONSALES, Fernando. Níquel Náusea.

O uso da expressão “até a lua está cheia”, na fala da ratinha; indica que

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02
(SEDUC-GO).

Leia o texto e, a seguir, responda.

Lagoa

    Eu não vi o mar.

    Não sei se o mar é bonito,

    não sei se ele é bravo.

    O mar não me importa.

   

    Eu vi a lagoa.

    A lagoa, sim.

    A lagoa é grande

    e calma também.

   

    Na chuva de cores

    da tarde que explode

    a lagoa brilha

    a lagoa se pinta

    de todas as cores.

    Eu não vi o mar.

    Eu vi a lagoa...

ANDRADE, Carlos Drummond de. Reunião. 10 ed. Rio de Janeiro. José Olympio, 1980, 1980. p.. 10.

No trecho "Na chuva de cores /da tarde que explode", a expressão destacada tem o sentido de tarde

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03
(SEDUC-GO).

Leia o texto e, a seguir, responda.

Disponível em: https://ascomunimedcentro.wordpress. com/tag /bem-estar/>. Acesso em: 13 jun. 2018.

Releia a frase do cartaz: “Viva uma doce vida com saúde.”. Nesse contexto, a palavra destacada significa

A
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04
(SEDUC-GO).

Leia o texto e, a seguir, responda.

Diabetes – Tudo que você precisa saber Sintomas, tratamento e causas

    A diabetes (nome científico diabetes mellitus) é uma doença em que o organismo não consegue mais produzir insulina — um hormônio necessário para quebrar a glicose.

    Esta, por sua vez, é uma substância que dá energia para as células do corpo funcionarem.

    É a insulina que controla a quantidade de glicose no sangue, por tanto, quando a pessoa tem diabetes o organismo não consegue utilizar a glicose adequadamente, provocando várias alterações na curva glicêmica do sangue e no próprio funcionamento do organismo. Essas alterações drásticas causam danos para diversos órgãos, vasos sanguíneo e nervos a longo prazo.

    Essa doença tem mais de uma causa e diferentes tipos de tratamento. Ela está cada vez mais associada ao estilo de vida contemporâneo, cheio de estresse e orientado por uma alimentação industrializada pautada em carboidratos, sódio e açúcar. Somente no Brasil são mais de 13 milhões de pessoas com a doença (6,9% da população), de acordo com a Sociedade Brasileira de Diabetes.

    No mundo todo são mais de 422 milhões de diabéticos, segundo levantamento da Organização Mundial de Saúde realizado em 2016. Muitas autoridades e governos já tratam a doença como um caso de saúde pública.

Disponível em: http://www.nursing.com.br/diabetes -informacoes-completas/>. Acesso em: 12 jun. 2018.

Observe o seguinte trecho: “[...] um hormônio necessário para quebrar a glicose.” A palavra destacada, na frase, tem o mesmo sentido em

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05
(SEDUC-GO).

Leia o texto abaixo e, a seguir, responda.

Secretaria de Cultura

EDITAL

NOTIFICAÇÃO

    — Síntese da resolução publicada no Diário Oficial da Cidade, 29/07/2011 — página 41.

    — 511ª Reunião Ordinária, em 21/06/2011.

    Resolução n° 08/2011 — TOMBAMENTO dos imóveis da Rua Augusta, n° 349 e n° 353, esquina com a Rua Marquês de Paranaguá, n° 315, n° 327 e n° 329 (Setor 010, Quadra 0,6, Lotes 0016-2 e 00170-0), bairro da Consolação, Subprefeitura da Sé, conforme o processo administrativo n° 1991-00.005.365-1.

Folha de S. Paulo, 5 ago. 2015 (adaptado).

Nesse contexto, a palavra "Tombamento" significa

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06
(SAEPE).

Leia os textos abaixo.

Qual é o preço da Terra? (Sim, o preço da Terra.)

    Sim, alguém calculou. Não que haja compradores em potencial para o planeta, é claro.

    Mesmo assim, o astrofísico americano Greg Laughlin, da Universidade da Califórnia, criou uma fórmula matemática para chegar ao valor da Terra — e aos de outros planetas também.

    O nosso, no caso, vale três mil trilhões de libras (é uma cifra tão fora da realidade que parece até besteira converter, mas, em todo caso, fica em torno de oito mil trilhões de reais).

    Na fórmula (que o cientista não divulgou qual é, mas ok, porque certamente é bem complexa e a maioria de nós não a entenderia, de qualquer forma), entram a idade, o tamanho, a temperatura, a massa e outras informações pontuais sobre cada planeta.

    O fim da conta não surpreende: a Terra é o mais valioso do universo. Já Marte, por exemplo, que vem ganhando o carinho da comunidade científica por ser, além do nosso, o planeta mais imediatamente habitável do Sistema Solar, vale apenas 10 mil libras.

    Os cálculos não são perda de tempo (não completa, pelo menos): a ideia do pesquisador ao criar a fórmula não era apenas brincar [...]. Ela vem sendo usada por ele para avaliar as descobertas de novos exoplanetas (planetas localizados fora do nosso Sistema Solar) feitas pela Nasa. “É uma maneira de eu poder quantificar o quão empolgado devo ficar em relação a qualquer planeta em particular”, explica Laughlin.

    Descoberto em 2007, o Gilese 581 C, por exemplo, entusiasmou os cientistas logo de cara por parecer o mais similar à Terra — mas a conta final do astrofísico americano deu a ele a etiqueta de apenas 100 libras (olha aí, exoplaneta em promoção!). Já outro, o KOI 326.01, encontrado mais recentemente, foi estimado por ele em cerca de 150 mil libras.

PERIN, Thiago. Disponível em: http://super.abril.com.br/blogs/cienciamaluca/qual -e-o-preco-da-terra-sim-o-preco-da-terra/>.Acesso em: 2 mar. 2011. Fragmento.

No trecho “... Gilese 581 C, por exemplo, entusiasmou os cientistas logo de cara...” (último parágrafo), a expressão destacada indica que o entusiasmo dos cientistas foi

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07
(SAEPE).

Leia o texto abaixo.

Disponível em: https://pensandoprafrente.blogspot.com>. Acesso em: 25 nov. 2014.

Nesse texto, o termo “inteiro” foi escrito em tamanho maior para

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08
(SAEPE).

Leia o texto abaixo e responda.

Turismo

    A única coisa que perturba harmonia do ambiente são os turistas. Alguns. Eles não viajam a fim de ver o mar, ouvir o vento, sentir a areia. Eles só querem mudar de cenário para fazer as coisas que fazem sempre. E, para eles, o som é essencial. A todo volume. Para que todos saibam que eles têm som. Nunca desembarcam de si mesmos. Por onde vão, sua presença é uma perturbação para o espírito. Fico a me perguntar: por que não gostam do silêncio? Acho que para eles, o silêncio é o mesmo que o vazio. E o vazio é sinal de pobreza. Nossa cultura provocou uma transformação perversa nos seres humanos, de forma que eles acreditam que, para estar bem, é preciso estar acoplados a objetos tecnológicos.

ALVES, Rubem. Turismo. In: Quarto de Badulaques. São Paulo: Parábola, 2003. p. 158. Fragmento.

No trecho “Nunca desembarcam de si mesmos.”, o autor usou a expressão destacada para ressaltar que os turistas têm dificuldade de

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09
(SAEPE).

Leia o texto abaixo e responda.

Quanta pressa!

    Como vc é apressada! Não lembra que eu disse antes de vc viajar que eu ia pra fazenda do meu avô? Quem mandou não dar notícias antes d’eu ir pra lá?!?!?!:—O

    Vc sabia. Eu avisei. Vc não presta atenção no que eu falo?

    Quando ficar mais calma eu tc mais, tá legal?

    :—*

    Mônica

PINA, Sandra. Entre e-mails e acontecimentos. São Paulo: Salesiana, 2006. Fragmento.

As reduções (vc, tc) e os emoticons (:—*), usados com frequência em e-mails, imprimem ao texto

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10
(SAEPE).

Leia o texto abaixo e responda.

Memórias Póstumas de Brás Cubas

    “... Marcela amou-me durante quinze meses e onze contos de réis; nada menos.

    Meu pai, logo que teve aragem dos onze contos, sobressaltou-se deveras; achou que o caso excedia as raias de um capricho juvenil.

    — Dessa vez, disse ele, vais para a Europa, vais cursar uma Universidade, provavelmente Coimbra; quero-te para homem sério e não para arruador ou gatuno. E como eu fizesse um gesto de espanto:

    — Gatuno, sim senhor, não é outra coisa um filho que me faz isto...

    Sacou da algibeira os meus títulos de dívida, já resgatados por ele e sacudiu-mos na cara.

    — Vês, peralta? É assim que um moço deve zelar o nome dos seus? Pensas que eu e meus avós ganhamos o dinheiro em casas de jogo ou a vadiar pelas ruas?

    Pelintra! Desta vez ou tomas juízo, ou ficas sem coisa nenhuma.

    Estava furioso, mas de um furor temperado e curto. Eu ouvi-o calado, e nada opus à ordem da viagem, como de outras vezes fizera; ruminava a de levar Marcela comigo. Fui ter com ela; expus-lhe a crise e fiz-lhe a proposta. Marcela ouviu-me com os olhos no ar, sem responder logo; como insistisse, disse-me que ficava, que não podia ir para a Europa. ...”

ASSIS, Machado de. Memórias póstumas de Brás Cubas. 18. ed. São Paulo: Ática. 1992, p. 44. Fragmento.

No trecho “Gatuno, sim senhor, não é outra coisa um filho que me faz isto...”, (4º parágrafo) a palavra destacada foi empregada para

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11
(SPAECE).

Leia o texto abaixo.

Pontos de negócio

Projetos empreendedores no Brasil ganham destaque em programa de TV

    Enquanto um grupo de homens e mulheres da mineira Cataguases reaproveita sobras de tecidos para criar roupas, uma índia percorre os 180 quilômetros entre Boa Vista, onde mora, e sua aldeia na Raposa Serra do Sol para pegar barro e produzir, artesanalmente, panelas e travessas, segundo uma tradição centenária. Trajetórias que, apesar das diferenças, têm um aspecto em comum: a capacidade que o brasileiro tem de empreender até quando tudo parece conspirar contra.

    Essas (e muitas outras) histórias estarão na nova temporada da série “Cultura ponto a ponto”, da TV Brasil, elaborada a partir do Cultura Viva, programa de apoio do Ministério da Cultura (MinC) a iniciativas culturais, para que se tornem sustentáveis. O SEBRAE é parceiro no programa: no Rio, por exemplo, ajuda o agente cultural a elaborar projetos para concorrer à seleção do MinC e, aprovados, a se tornarem viáveis em três anos.

    A nova série da TV Brasil vai apresentar 26 episódios, cada um com meia hora de duração, que darão um panorama detalhado, em formato de documentário, de 60 dos 1500 “pontos de cultura” registrados pelo governo federal em todo o país.

    — Os pontos de cultura são uma tentativa de articular e impulsionar, por meio de suporte técnico e financeiro, ações que já existem nas comunidades e que envolvem arte, cidadania, cultura e educação — explica Célio Turino, secretário da Cidadania Cultural do MinC.

    — Não importa se é numa grande metrópole, nos pampas, no sertão ou na Amazônia. A ideia é mostrar a garra e a capacidade de organização da nossa gente — diz a produtora executiva do “Cultura ponto a ponto”, Flávia Maggioli.

O GLOBO, 5/07/ 09. Caderno Boa chance. Adaptado. Reforma ortográfica.

No trecho “A ideia é mostrar a garra e a capacidade de organização da nossa gente ...” (último parágrafo), a palavra destacada foi usada com o mesmo sentido de

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12
(SAERJ).

Leia o texto abaixo.

Estresse animal

    Os animais estão cada vez mais sendo acometidos pelo estresse, que, segundo a veterinária Monisa Corraini, pode desencadear problemas gástricos ou até mesmo a agressividade. O sintoma costuma surgir em períodos grandes de fome ou sede, viagens longas, com a falta ou excesso de exercícios, solidão, mudanças na rotina, em ambientes conturbados, durante o banho e tosa, nas consultas veterinárias, participação em exposições ou competições.

    Os bichinhos necessitam de dedicação e qualidade de vida para serem felizes.

Viva Saúde, edição especial de aniversário, n. 73, p. 79.

No trecho “Os animais estão cada vez mais sendo acometidos pelo estresse,...”, a palavra destacada pode ser substituída, sem alteração de sentido, por

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D2 - Quiz por descritor - Port. 3ª Série

Quiz D2: PORTUGUÊS - ENSINO MÉDIO
D2: PORTUGUÊS - 3º Série - Ensino Médio

D2: Estabelecer relações entre partes de um texto, identificando repetições ou substituições que contribuem para a continuidade de um texto.

01
(SEDUC-GO).

Leia o texto e, a seguir, responda.

A CIÊNCIA É MASCULINA?

Attico Chassot

Editora Unisinos, RS (51) 590-8239. 104 págs. R$ 12,00

    O autor procura mostrar que a ciência não é feminina. Um dos maiores exemplos que se pode dar dessa situação é o prêmio Nobel, em que apenas 11 mulheres de ciências foram laureadas em 202 anos de premiação. O livro apresenta duas hipóteses, uma histórica e outra biológica, para a possível superação do machismo em frase como a de Hipócrates (460-400 a.C.) considerado o pai da medicina, que escreveu: “A língua é a última coisa que morre em uma mulher”.

Revista GALILEU, Fevereiro de 2004

A expressão “dessa situação”, refere-se ao fato de

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02
(SEDUC-GO).

Leia o texto e, a seguir, responda.

GOLS DE COCURUTO

L. F. Veríssimo

    O melhor momento do futebol para um tático é o minuto de silêncio. É quando os times ficam perfilados, cada jogador com as mãos nas costas e mais ou menos no lugar que lhes foi designado no esquema — e parados. Então o tático pode olhar o campo como se fosse um quadro negro e pensar no futebol como alguma coisa lógica e diagramável. Mas aí começa o jogo e tudo desanda. Os jogadores se movimentam e o futebol passa a ser regido pelo imponderável, esse inimigo mortal de qualquer estrategista. O futebol brasileiro já teve grandes estrategistas cruelmente traídos pela dinâmica do jogo. O Tim, por exemplo. Tático exemplar, planejava todo o jogo numa mesa de botão. Da entrada em campo até a troca de camisetas, incluindo o minuto de silêncio. Foi um técnico de sucesso mas nunca conseguiu uma reputação no campo à altura de sua reputação no vestiário. Falava um jogo e o time jogava outro. O problema do Tim, diziam todos, era que seus botões eram mais inteligentes do que seus jogadores.

(L. F. Veríssimo, O Estado de São Paulo.)

A expressão é quando retoma, no texto, o segmento

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03
(SEDUC-GO).

Leia o texto abaixo e, a seguir, responda.

Nhengaçu Verde-Amarelo - Manifesto do Verde-Amarelismo

    "O grupo 'verdamarelo', cuja regra é a liberdade plena de cada um ser brasileiro como quiser e puder; cuja condição é cada um interpretar o seu país e o seu povo através de si mesmo, da própria determinação instintiva; — o grupo ‘verdamarelo’, à tirania das sistematizações ideológicas, responde com a sua alforria e a amplitude sem obstáculo de sua ação brasileira (...)

    Aceitamos todas as instituições conservadoras, pois é dentro delas mesmo que faremos a inevitável renovação do Brasil, como o fez, através de quatro séculos, a alma da nossa gente, através de todas as expressões históricas.

    Nosso nacionalismo é ‘verdamarelo’ e tupi. (...)"

Disponível em: http://modernismoepaminondas.blogspot .com.br/p/movimento-anta-e.html>. Acesso em: 28 de nov. 2015.

No trecho "O grupo 'verdamarelo', cuja regra é a liberdade plena de cada um ser brasileiro como quiser e puder; cuja condição é cada um interpretar o seu país e o seu povo através de si mesmo, da própria determinação instintiva;...”, a expressão sublinhada substitui

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04
(SEDUC-GO).

Leia o texto e, a seguir, e respondam as questões 04, 05 e 06.

[Resenha] O Pequeno Príncipe

Antoine de Saint Exupéry

    O Pequeno Príncipe é uma bela história de reflexão e aprendizado. Com uma escrita fluída e simples, que envolve desde o público infantil até o mais maduro, o autor incita o leitor a reavaliar seus valores, levando-o a repensar as verdadeiras riquezas da vida. Amor, amizade, trabalho, dinheiro, política... O quanto esses itens são fundamentais em nossas vidas? Quais deles são — ou devem ser — nossas reais prioridades? Guiados pelo coração bondoso de uma criança, um pequeno príncipe que veio de muito longe, reaprendemos que o sentido da vida está nas pequenas coisas; que o essencial é invisível aos olhos.

    A trama gira em torno das experiências do Pequeno Príncipe, um jovem que sai de seu planeta e segue viajando em busca de novos mundos e de inúmeras descobertas. — Ele quer saber e aprender cada vez mais! Em uma de suas andanças o jovenzinho vai parar na Terra, mais especificamente no meio do deserto, local em que encontra um piloto perdido após um pouso complicado. Enquanto o piloto tenta consertar seu avião, ele e o pequeno príncipe criam um forte laço de amizade, compartilhando histórias e aprendizagens. O pequenino, com seu coração puro e seu instinto curioso, leva o piloto — e o próprio leitor — a pensar sobre as certezas da vida. É na simplicidade dessa criança, que compreende a beleza de uma estrela e o valor de uma única flor, que aprendemos a enxergar a vida sob um novo olhar.

    O que torna o livro O Pequeno Príncipe um clássico que perpetua entre gerações é sua atemporalidade. As mensagens por trás da leitura não são apenas frutos da escrita do autor, mas sim da interpretação do leitor, que dependendo da fase que está vivendo encarará a leitura de uma maneira diferente. Trata-se de uma história poética que fala sobre nosso dia a dia, sobre nossos amores, nossas amizades, nossa ganância e nossos erros tão comuns e repetitivos: o homem que não vê com o coração, que só se importa com o trabalho, que só cultiva o dinheiro, que não tem bons amigos e, principalmente, o homem que não é capaz de manter viva a criança dentro de si. São infinitas as passagens reflexivas da obra. (...)

    É impossível não amar esse livro por causa das reflexões que ele gera. Mas é inegável que o grande diferencial da obra está no fato de cada leitor interpretá-la de uma maneira, de cada um ser tocado de uma forma única. Ouso dizer que a leitura nos faz refletir exatamente a respeito daquilo que mais duvidamos, é como se o livro falasse com o leitor. Portanto, só lendo para saber o quão valiosa é essa obra. Outro ponto importante é lê-la de coração aberto. Esse é o tipo de livro que precisa ser degustado aos poucos, só assim a leitura será completa e nenhum pouco superficial. Além de um texto rico a edição luxo publicada pela Geração Editorial está lindíssima. Fiquei encantada com o capricho das ilustrações e os detalhes que acompanham cada página. (...)

    Ela foi escrita em meio à segunda guerra mundial e, antes de qualquer coisa, é um reflexo das experiências, dos medos e das esperanças do autor e piloto Antoine de Saint-Exupéry. Fiquei completamente apaixonada por suas palavras e pela maneira como elas refletem, mesmo sem querer, um cenário mundial devastado pela podridão dos homens. Eis um livro completamente apaixonante! Sem dúvida o indico para todos os amantes das palavras que aquecem e acalmam o coração.

Disponível em: http:www.livrosefuxicos.com/2015/03/ resenha-o-pequeno-principe- antoine-de.html#.WC42u7IrLIU>. Acesso em: 10 nov. 2016 (adaptado).

No fragmento “ – Ele quer saber e aprender cada vez mais!”, (2º parágrafo), a palavra destacada refere-se a

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05

No trecho “A trama gira em torno das experiências do Pequeno Príncipe, um jovem que sai de seu planeta e segue viajando em busca de novos mundos e de inúmeras descobertas. ”, (2º parágrafo), a palavra destacada substitui

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06

No trecho “É impossível não amar esse livro por causa das reflexões que ele gera. Mas é inegável que o grande diferencial da obra está no fato de cada leitor interpretá-la de uma maneira, de cada um ser tocado de uma forma única.”, (4º parágrafo), o termo destacado refere-se à

A
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07
(MAISIDEB).

Leia o texto a seguir e responda:

Verdade

    A porta da verdade estava aberta,

    mas só deixava passar

    meia pessoa de cada vez.

    Assim não era possível atingir toda a verdade,

    porque a meia pessoa que entrava

    só trazia o perfil de meia verdade.

    E sua segunda metade

    voltava igualmente com meio perfil.

    E os meios perfis não coincidiam.

    Arrebentaram a porta. Derrubaram a porta.

    Chegaram ao lugar luminoso

    onde a verdade esplendia seus fogos.

    Era dividida em metades

    diferentes uma da outra.

    Chegou-se a discutir qual a metade mais bela.

    Nenhuma das duas era totalmente bela.

    E carecia optar.

    Cada um optou conforme seu capricho, sua ilusão, sua miopia.

http://www.analisedetextos.com.br/2010/09 /analise-do-poema-verdade-de-carlos.html.

Nos versos: “E sua segunda metade / voltava igualmente com meio perfil” (v. 7-8). A palavra destacada refere-se à

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08
(SAEPI).

Leia o texto abaixo.

Os ipês-amarelos

    Uma professora me contou esta coisa deliciosa. Um inspetor visitava uma escola. Numa sala ele viu, colados nas paredes, trabalhos dos alunos acerca de alguns dos meus livros infantis. Como que num desafio, ele perguntou à criançada: “E quem é Rubem Alves?”. Um menininho respondeu: “O Rubem Alves é um homem que gosta de ipês-amarelos...”. A resposta do menininho me deu grande felicidade. Ele sabia das coisas. As pessoas são aquilo que elas amam.

    Mas o menininho não sabia que sou um homem de muitos amores... Amo os ipês, mas amo também caminhar sozinho. Muitas pessoas levam seus cães a passear. Eu levo meus olhos a passear. E como eles gostam! Encantam-se com tudo. Para eles o mundo é assombroso. Gosto também de banho de cachoeira (no verão...), da sensação do vento na cara, do barulho das folhas dos eucaliptos, do cheiro das magnólias, de música clássica, de canto gregoriano, do som metálico da viola, de poesia, de olhar as estrelas, de cachorro, das pinturas de Vermeer (o pintor do filme “Moça com Brinco de Pérola”), de Monet... [...]

    Diz Alberto Caeiro que o mundo é para ser visto, e não para pensarmos nele. Nos poemas bíblicos da criação, está relatado que Deus, ao fi m de cada dia de trabalho, sorria ao contemplar o mundo que estava criando: tudo era muito bonito. Os olhos são a porta pela qual a beleza entra na alma. Meus olhos se espantam com tudo que veem. [...] Vejo e quero que os outros vejam comigo. Por isso escrevo. Faço fotografias com palavras. ALVES, Rubem.

Disponível em: http://www.stellabortoni.com.br/index>. Acesso em: 23 maio 2011. Fragmento.

No trecho “Para eles o mundo é assombroso.” (2° parágrafo), o pronome destacado retoma

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09
(SAEGO).

Leia o texto abaixo.

Civilização play center

    De acordo com o princípio da difusão dos sistemas técnicos, dos aparelhos e dos computadores e de acordo também com o princípio da realidade virtual e das possibilidades de o homem ter hoje mais acesso a ela, todas as experiências de emoção podem ser submetidas a sistemas de programação. Não me ocorre nenhuma outra analogia para descrever esta realidade que não seja a do parque de diversões. Nossa sociedade atual transformou-se num grande complexo de play centers, e isso não só pelo princípio de que tudo pode ser comprado, mas também pelo fato de que as emoções se tornam hoje administráveis.

    Assim, tanto na sociedade em geral quanto no play center, tem-se emoções marcadas por tensão, medo, violência, angústia, aflição, mas ao mesmo tempo, seguras, rapidamente esquecíveis, sem reflexos traumáticos, sem desdobramentos psíquicos, que podem ser previamente adquiridas e sentidas no momento desejado.

FILHO, Ciro Marcondes. Sociedade tecnológica. São Paulo: Scipione, 1994, p. 92-93.

No trecho “... e das possibilidades de o homem ter hoje mais acesso a ela,...”, (1° parágrafo), o termo em destaque retoma

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10
(SAERO).

Leia o texto abaixo e responda.

Por que todo mundo usava peruca na Europa dos séculos XVII e XVIII?

    Não era todo mundo, apenas os aristocratas. A moda começou com Luís XIV (1638-1715), rei da França. Durante seu governo, o monarca adotou a peruca pelo mesmo motivo que muita gente usa o acessório ainda hoje: esconder a calvície. O resto da nobreza gostou da ideia e o costume pegou. A peruca passou a indicar, então, as diferenças sociais entre as classes, tornando-se sinal de status e prestígio. Também era comum espalhar talco ou farinha de trigo sobre as cabeleiras falsas para imitar o cabelo branco dos idosos. Mas, por mais elegante que parecesse ao pessoal da época, a moda das perucas também era nojenta.

    “Proliferava todo tipo de bicho, de baratas a camundongos, nesses cabelos postiços”, afirma o estilista João Braga, professor de História da Moda das Faculdades SENAC, em São Paulo. Em 1789, com a Revolução Francesa, veio a guilhotina, que extirpou a maioria das cabeças com perucas. Símbolo de uma nobreza que se desejava exterminar, elas logo caíram em desuso. Sua origem, porém, era muito mais velha do que a monarquia francesa.

    No Egito antigo, homens e mulheres de todas as classes sociais já exibiam adornos de fibra de papiro — na verdade, disfarce para as cabeças raspadas por causa de uma epidemia de piolhos. Hoje, as perucas de cachos brancos, típicas da nobreza europeia, sobrevivem apenas nos tribunais ingleses, onde compõem a indumentária oficial dos juízes.

Disponível em: http://mundoestranho.abril.com.br /historia/pergunta_285920.shtml>. Acesso em: 27 mar. 2010. * Adaptado: Reforma Ortográfica.

No techo “... elas logo caíram em desuso.”, (final do 2° parágrafo), o pronome em destaque retoma

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11
(SPAECE).

Leia o texto abaixo.

Das negativas

    Entre a morte de Quincas Borba e a minha, mediaram os sucessos narrados na primeira parte do livro. O principal deles foi a invenção do emplasto Brás Cubas, que morreu comigo, por causa da moléstia que apanhei. Divino emplasto, tu me darias o primeiro lugar entre os homens, acima da ciência e da riqueza, porque eras a genuína e direta inspiração do céu. O acaso determinou o contrário: e aí vos ficais eternamente hipocondríacos.

    Este último capítulo é todo de negativas. Não alcancei a celebridade do emplasto, não fui ministro, não fui califa, não conheci o casamento. Verdade é que, ao lado dessas faltas, coube-me a boa fortuna de não comprar o pão com o suor do meu rosto. Mais; não padeci a morte de D. Plácida, nem a semidemência do Quincas Borba. Somadas umas cousas e outras, qualquer pessoa imaginará que não houve míngua nem sobra, e conseguintemente que saí quite com a vida. E imaginará mal; porque ao chegar a este outro lado de mistério, achei-me com um pequeno saldo, que é a derradeira negativa deste capítulo de negativas: — Não tive filhos, não transmiti a nenhuma criatura o legado de nossa miséria.

Assis, Machado de. Memórias póstumas de Brás Cubas. 18. ed. São Paulo: Ática, 1992, p. 176. Fragmento.

No trecho “O principal deles foi a invenção do emplasto Brás Cubas, que morreu comigo ...”, (1° parágrafo), o pronome destacado substitui

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12
(SAEPE).

Leia os textos abaixo e responda.

Wall-E

    Definitivamente, Wall-E não deve ser ‘vendido’ como um filme para crianças. Não que não possa agradá-las, mas certamente é um filme mais interessante para os adultos.

    Numa animação muito bem-feita, o pequeno Wall-E mostra suas aventuras entre a solidão e o amor, e nos leva a pensar sobre os destinos da humanidade talvez muito mais próximos que os 700 anos que nos distanciam da época retratada no filme. Mesmo que não soe muito inédito ou tão profundo, é muito boa a crítica ao comportamento dos humanos (e “não humanos”) confinados numa grande espaçonave onde o que mais importa são robôs e consumo — não necessariamente nesta ordem.

    A produção é supercaprichada, o filme tem excelentes cenas (em especial as sequências que citam — e mostram — “Hello, Dolly”) e até emociona. Mas não “arrebata”. Saí do cinema muito feliz com o que vi, mas não consegui “abraçar” o filme ao ponto de inseri-lo no rol de minhas animações favoritas. Mas talvez seja necessário revê-lo para “mastigá-lo” melhor ...

    De qualquer forma, fica a recomendação. Mesmo com tantas aspas e sem tantos elogios efusivos, tanto o filme quanto o Wall-E personagem merecem ser assistidos. Um belo filme.

BERESFORD, Tommy. Disponível em: http://cinemagia.wordpress.com/ 2008/07/02/resenhas-wall-e/>. Acesso em: 31 nov. 2011.

No Texto, no trecho “... talvez seja necessário revê-lo para ‘mastigá-lo’ melhor…” (final do 3° parágrafo), a expressão em destaque tem o mesmo sentido de

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