domingo, 16 de agosto de 2020

Quiz 07: PORT. - 1ª Série (Ens. Médio)

Quiz 07: PORTUGUÊS - 1ª Série - Ensino Médio
Quiz 07: PORTUGUÊS - 1ª Série - Ensino Médio

01
(MEC-CAED - ADF).

Leia o texto e, a seguir, responda.

Crítica: Texto próximo da poesia de 'Caderno de um Ausente' é precioso

Beatriz Resende

Especial para a Folha

    "Caderno de um Ausente" vem sendo apresentado como o segundo romance do importante contista que é João Anzanello Carrascoza. Mais próximo da prosa poética, esse pequeno e precioso livro propõe a ruptura com formatos e a pesquisa de dicções.

    O caderno é a escritura que um pai quer deixar para Beatriz, (...)

    [...]

    Entre a vinda da menina e o melancólico prenúncio da partida da mãe, o silêncio — mais uma vez na obra de Carrascoza — se avoluma, porque mostrar a Bia o mundo em que vai crescer é apresentar-lhe as palavras, os sons, as imagens no papel que como tela abriga rasuras, espaços em branco. Tudo breve, porque "a vida é um resumo".

    [...]

    O romance vai se constituindo numa verdadeira teoria do olhar e da palavra, "o invólucro das palavras pode ser mais doce que a sua gema", e poderia concluir como Dante inicia sua "Divina Comédia": "Não lhe ouves, Beatriz, o amargo pranto?".

    A marca poética de Carrascoza, no entanto — e aí está a beleza de sua escrita —, é a contenção. Em vez do pranto fica a partilha silenciosa da ausência.

CADERNO DE UM AUSENTE

AUTOR João Anzanello Carrascoza

EDITORA Cosac Naify

QUANTO R$ 34,90 (128 págs.)

AVALIAÇÃO ótimo

Disponível em: http: //www1.folha.uol.com.br/ilustrada/ 2014/06/14736077-critica-texto-proxim o-da-poesia-de-caderno-de-um- ausente-e-precioso.shtml. Acesso em: 09 maio 2016.

No trecho “Tudo breve, porque ‘a vida é um resumo’.”, o autor, ao afirmar que “a vida é um resumo”, quis destacar o quanto a vida é

A
B
C
D
E

    Alternativa "A".

(Créditos da resolução: Prof. Warles.)


02
(MEC-CAED - ADF).

Leia o texto e, a seguir, responda.

O problema ecológico

Afrânio Primo. Jornal Madhva [adaptado].

    Se uma nave extraterrestre invadisse o espaço aéreo da Terra, com certeza seus tripulantes diriam que neste planeta não habita uma civilização inteligente, tamanho é o grau de destruição dos recursos naturais. Essas são palavras de um renomado cientista americano.

    Apesar dos avanços obtidos, a humanidade ainda não descobriu os valores fundamentais da existência. O que chamamos orgulhosamente de civilização nada mais é do que uma agressão às coisas naturais. Grosso modo, a tal civilização significa a devastação das florestas, a poluição dos rios, o envenenamento das terras e a deterioração da qualidade do ar. O que chamamos de progresso não passa de uma degradação deliberada e sistemática que o homem vem promovendo há muito tempo, uma autêntica guerra contra a natureza.

Disponível em: http:www.syntonia.com/textos/ textosee cologia/problemaecológico.htm. Acesso em: 26 ago. 2016.

O tema deste texto é

A
B
C
D
E

    Alternativa "C".

(Créditos da resolução: Prof. Warles.)


03
(MEC-CAED - ADF).

Leia o texto e, a seguir, responda.


Folha de S. Paulo. São Paulo, 23 de janeiro de 2002.

O que dá um tom irônico na tira?

A
B
C
D
E

    Alternativa "A".

(Créditos da resolução: Prof. Warles.)


04
(MEC-CAED - ADF).

Leia o texto e, a seguir, responda.

À sua mulher antes de casar

    Discreta, e formosíssima Maria, Enquanto estamos vendo a qualquer hora Em tuas faces a rosada Aurora, Em teus olhos, e boca o Sol, e o dia:

    Enquanto com gentil descortesia O ar, que fresco Adônis te namora, Te espalha a rica trança voadora, Quando vem passear-te pela fria:

    Goza, goza da flor da mocidade, Que o tempo trota a toda ligeireza, E imprime em toda a flor sua pisada.

    Oh, não aguardes, que a madura idade Te converta em flor, essa beleza Em terra, em cinza, em pó, em sobra, em nada.

Disponível em: www.poesiapoemaseversos.com.br/gregori _de_matos-poemas/>. Acesso em: 26 ago.2016.

No trecho “... a madura idade/Te converta em flor, essa beleza/Em terra, em cinza, em pó, em sombra, em nada.”, a gradação “em flor, em terra, em cinza, em pó, em sombra, em nada.” sugere que o eu lírico

A
B
C
D
E

    Alternativa "A".

(Créditos da resolução: Prof. Warles.)


05
(MEC-CAED - ADF).

Leia o texto e, a seguir, responda.

Sedução passa longe dos padrões

Margareth Fialho

    Quero dizer a você algo muito importante a respeito da sensação de não se sentir atraente. Na adolescência é comum a “briga” com o espelho, devido às mudanças típicas da idade, levando à sensação de inadequação, à imagem distorcida de si mesmo e também porque existe uma enorme cobrança do corpo perfeito, da magreza, dos músculos definidos, do padrão estereotipado de aparência física.

    Quando você acredita que não se enquadra nesse padrão, a angústia toma conta de você, muitas vezes interditando possibilidades de conhecer e até de namorar pessoas muito legais.

    Saiba que a sedução passa por outros registros, como a inteligência, um jeitinho diferente de ser, de se comunicar, de olhar, de estar no mundo, enfim a aparência física é um recurso no primeiro momento, mas o que conta no dia a dia são outros predicados, que a gente deve cultivar e que de fato sustentam os nossos relacionamentos.

    Faça as pazes com o espelho, valorize-se, goste-se do jeito que você é reflita sobre o espaço que existe para todos nós nessa vida. Olhe-se no espelho com carinho, tenha hábitos saudáveis, seja natural, cuide de sua saúde e de sua cabeça e boa sorte!

Margareth Fialho. A Tarde, Salvador, 18 mar. 2004. Caderno Dez.

No trecho: “Na adolescência é comum a “briga” com o espelho, devido às mudanças...”, o uso das aspas na palavra “briga” sugere que o autor quis

A
B
C
D
E

    Alternativa "A".

(Créditos da resolução: Prof. Warles.)


06
(MEC-CAED - ADF).

Leia o texto e, a seguir, responda.

Pokémon Go

Felipe Germano

    Se você estava tão ansioso quanto os fãs mais fanáticos da franquia, a única coisa que vai te interessar é a seguinte frase: como se especulava, Pokémon Go, o jogo de celular mais esperado da década, finalmente está funcionando no Brasil. É só correr pro abraço e tentar ser um mestre Pokémon.

    Se você não tem ideia do que o parágrafo acima está dizendo, não tem problema, a gente explica: Pokémon Go é o que há de mais recente no mundo dos games. O jogo de celular utiliza o GPS do aparelho para gerar um mapa da região e mostrar que, nos arredores do jogador, monstrinhos fofos estão escondidos. O usuário, então, deve — literalmente — caminhar pela região até encontrar os personagens. Quando isso rolar, a câmera do celular é ativada e o bichinho aparece no meio da paisagem. O jogador então pega aquele Pokémon para si e parte em busca de novos. É bem simples — e completamente viciante.

    O jogo só saiu agora no Brasil, mas já vem fazendo bastante barulho lá fora. Os primeiros países a receber o game foram Austrália e Nova Zelândia, seguidos dos Estados Unidos, praticamente toda a Europa, Canadá e, agora, nós. Nesse meio tempo foram 100 milhões de downloads feitos pelosb gringos, volume esse que fez com que Pokémon Go estivesse mais presente nos celulares estrangeiros do que apps consagrados, como o Twitter e o Tinder e que as pessoas passassem mais tempo nele do que passam no Facebook. Mais do que isso, o termo "Pokémon Go" foi mais pesquisado do que pornô, no Google.

    Claro que isso reverberou nos bolsos. As ações da Nintendo (que lançaram os primeiros games dos monstrinhos) subiram mais de 80% na semana do lançamento - depois disso caíram um pouco, quando os acionistas da empresa perceberam que os responsáveis por Go era outra empresa que começa com "N", a Niantic, que já fez parte do Google. Fora isso, de acordo com a empresa de análise digital Sensor Tower, o game já rendeu 35 milhões de dólares com pequenos itens que você pode comprar com dinheiro de verdade. Sem contar os acordos milionários que estão sendo formados. No Japão, por exemplo, o game fechou uma parceria com McDonalds. Mesmo sem a revelação dos valores dessa transação, dá para cravar com certeza que o pagamento não foi feito em nuggets.

    O game também gerou algumas situações caóticas. Os Pokémons poderiam aparecer em qualquer lugar. Sem exceções. Então pessoas acabaram invadindo uma delegacia na Austrália, esbarraram com um cadáver nos Estados Unidos — e até rolou uma situação assustadora, em que pessoas correram às onze da noite atrás de um bichinho no Central Park, abandonando carro na rua e tudo.

    A mania não é nova. Pokémon começou nos anos 1990. O japonês Satoshi Tajiri, que passou a infância colecionando insetos, resolveu criar monstrinhos fofos, que batalhavam entre si e seguiam ordens de crianças. Estranho ou não, deu certo: em 1996 virou jogo de GameBoy, no ano seguinte já era anime (o desenho animado japonês), e os dois produtos bombaram. Pokémon (abreviação em inglês para "monstros de bolso") passou a dominar os recreios e tardes de crianças ao redor de todo mundo. Pokémon Go faz parte da comemoração de 20 anos da franquia.

Disponível em: http://super.abril.com.br/tecnologia/pok- emon-go--esta-finalmente- funcionando-no-brasil>. Acesso em: 15 ago. 2016 [Adaptado].

Em qual trecho está expressa a principal informação do texto?

A
B
C
D
E

    Alternativa "A".

(Créditos da resolução: Prof. Warles.)


07
(MEC-CAED - ADF).

Leia o texto e, a seguir, responda.


Disponível em: http://cursareaprender.blogspot.com.br/- 201303/todos-almejam-felicidade.html>. Acesso em: 22 ago. 2016.

A expressão da mulher no terceiro quadrinho é de

A
B
C
D
E

    Alternativa "A".

(Créditos da resolução: Prof. Warles.)


Leia o texto e, a seguir, responda as questões 8, 9 e 10.

Dilemas morais: o que você faria?

Fabio Marton

    No livro A Escolha de Sofia, de William Styron, que virou filme estrelado por Meryl Streep, uma prisioneira polonesa em Auschwitz recebe um “presente” dos nazistas: ela pode escolher, entre o filho e a filha, qual será executado e qual deverá ser poupado. Escolhe salvar o menino, que é mais forte e tem mais chances na vida, mas nunca mais tem notícias dele. Atormentada com a decisão, Sofia acaba se matando anos depois.

    Dilemas morais, como a escolha de Sofia, são situações nas quais nenhuma solução é satisfatória. São encruzilhadas que desafiam todos que tentam criar regras para decidir o que é certo e o que é errado, de juristas a filósofos que estudam a moral.

    Cada vez que um filósofo monta um sistema de conduta, procura algo que responda a todas as situações possíveis. O filósofo inglês John Locke (1632-1704), por exemplo, definiu o bem pela não-agressão, aquela ideia de que “minha liberdade começa onde termina a sua”. Já Rousseau (1712-1778) considerava o certo a vontade geral, a decisão da maioria.

    Agora os dilemas morais estão virando objeto de estudo de cientistas. E, para alguns deles, talvez os filósofos tenham trabalhado em vão ao se esforçar tanto para montar teorias morais. É que, segundo novas pesquisas, raramente usamos a razão para decidir se devemos tomar uma atitude ou não. Analisando o cérebro de pessoas enquanto elas pensavam sobre dilemas, os pesquisadores perceberam que muitas vezes decidimos por facilidade, empatia ou mesmo nojo de alguma atitude.

Disponível em: http://super.abril.com.br/cultura/ dilemas-morais-o-que-voce-faria. Acesso em: 15 ago. 2016.

08
(MEC-CAED - ADF).

Em qual dos trechos a seguir está expressa uma opinião do autor do texto?

A
B
C
D
E

    Alternativa "C".

(Créditos da resolução: Prof. Warles.)


09
(MEC-CAED - ADF).

Qual a tese defendida pelo autor do texto?

A
B
C
D
E

    Alternativa "C".

(Créditos da resolução: Prof. Warles.)


10
(MEC-CAED - ADF).

As opiniões dos filósofos John Locke e Rousseau sobre os dilemas morais são

A
B
C
D
E

    Alternativa "B".

(Créditos da resolução: Prof. Warles.)


Leia o texto abaixo e responda a questões 11 e 12.

Memória desprezada

    Na contramão de projetos bem-sucedidos que aliam história, cultura e turismo, constata-se em Goiânia um incompreensível desprezo a monumentos e espaços urbanos caros à memória da capital. A sempre falada revitalização do Centro parece caminhar em direção contrária – a do abandono.

    Um exemplo é a velha Maria-Fumaça, que nos anos 40 transitava com passageiros e carga. Hoje, ela exibe estragos, como o farol quebrado, e chega a oferecer riscos a quem passeia pelo local, a Praça do Trabalhador, onde fica a antiga Estação Ferroviária, em estilo art déco é uma referência preciosa sobre a construção de Goiânia.

    Infelizmente, não se trata de um caso isolado. Na Praça Cívica, o Monumento às Três Raças, cuja última restauração foi feita em 1997, também sofre com o vandalismo e a falta de cuidados. Na Praça do Violeiro, a base da estátua traz as marcas da pichação.

    Além da ação criminosa de vândalos, é visível a ignorância em relação à história local e do País: lixo acumula-se, no Bosque dos Buritis, junto ao monumento aos mortos na ditadura militar.

    Torna-se evidente a necessidade de ações governamentais para preservar os símbolos que compõem a memória da cidade e são um patrimônio de seus habitantes. E também de campanhas educativas, principalmente entre estudantes, levando-os a compreender a riqueza de um legado que só será realmente coletivo quando todos por ele se responsabilizarem, atribuindo-lhe o devido respeito e admiração.

Editorial Jornal O POPULAR 17/05/2009.

11
(SEDUCE-GO).

Nesse texto, o autor defende a tese de que

A
B
C
D
E

    Alternativa "C".

(Créditos da resolução: Prof. Warles.)


12
(SEDUCE-GO).

No trecho “Hoje, ela exibe estragos...”, a palavra sublinhada refere-se à

A
B
C
D
E

    Alternativa "D".

(Créditos da resolução: Prof. Warles.)






sábado, 15 de agosto de 2020

Quiz 06: PORT. - 1ª Série (Ens. Médio)

Quiz 06: PORTUGUÊS - 1ª Série - Ensino Médio
Quiz 06: PORTUGUÊS - 1ª Série - Ensino Médio

Leia o texto e, a seguir, responda as questões 1, 2, 3 e 4.

Sermão de Santo Antônio

    Vós, diz Cristo Senhor Nosso, falando com os Pregadores, sois o sal da terra: e chama-lhes sal da terra, porque quer que façam na terra, o que faz o sal. O efeito do sal é impedir a corrupção, mas quando a terra se vê tão corrupta como está a nossa, havendo tantos que nela têm ofício de sal, qual será, ou qual pode ser a causa desta corrupção? Ou é porque o sal não salga, e os Pregadores não pregam a verdadeira doutrina; ou porque a terra se não deixa salgar, e os ouvintes, sendo verdadeira a doutrina que lhes dão, a não querem receber. Ou é porque o sal não salga, e os Pregadores dizem uma coisa e fazem outra; ou porque a terra se não deixa salgar, e os ouvintes querem antes imitar o que eles fazem, que fazer o que dizem; ou é porque o sal não salga, e os Pregadores se pregam a si, e não a Cristo; ou porque a terra se não deixa salgar, e os ouvintes em vez de servir a Cristo, servem a seus apetites. Não é tudo isto verdade? Ainda mal.

Disponível em: https://enem.estuda.com/questoes/?prova=537. Acesso em: 08 jun. 2018.

01
(MEC-CAED - ADF.)

O Sermão do Padre Antonio Vieira se vale de recursos metafóricos, como “o efeito do sal na terra” para abordar a temática. Nesse sentido, qual é o assunto principal do texto?

A
B
C
D
E

    Alternativa "C".

(Créditos da resolução: ??.)


02
(MEC-CAED - ADF.)

No trecho “O efeito do sal é impedir a corrupção, mas quando a terra se vê tão corrupta como está a nossa, havendo tantos que nela têm ofício de sal, qual será, ou qual pode ser a causa desta corrupção?”, o termo “mas” estabelece uma relação de

A
B
C
D
E

    Alternativa "B".

(Créditos da resolução: ??.)


03
(MEC-CAED - ADF.)

No fragmento “Vós, diz Cristo Senhor Nosso, falando com os Pregadores, sois o sal da terra: e chama-lhes sal da terra, porque quer que façam na terra, o que faz o sal.”, o termo “porque” estabelece uma ideia de

A
B
C
D
E

    Alternativa "D".

(Créditos da resolução: ??.)


04
(MEC-CAED - ADF.)

Ao dizer que “[...] os ouvintes em vez de servir a Cristo, servem a seus apetites.”, a intenção do autor foi de

A
B
C
D
E

    Alternativa "B".

(Créditos da resolução: ??.)


Leia o texto e, a seguir, responda as questões 05, 06 e 07.

A última crônica

Fernando Sabino

    A caminho de casa, entro num botequim da Gávea para tomar um café junto ao balcão. Na realidade estou adiando o momento de escrever.

    A perspectiva me assusta. Gostaria de estar inspirado, de coroar com êxito mais um ano nesta busca do pitoresco ou do irrisório no cotidiano de cada um.

    Eu pretendia apenas recolher da vida diária algo de seu disperso conteúdo humano, fruto da convivência, que a faz mais digna de ser vivida. Visava ao circunstancial, ao episódico. Nesta perseguição do acidental, quer num flagrante de esquina, quer nas palavras de uma criança ou num acidente doméstico, torno-me simples espectador e perco a noção do essencial. Sem mais nada para contar, curvo a cabeça e tomo meu café, enquanto o verso do poeta se repete na lembrança: “assim eu quereria o meu último poema”. Não sou poeta e estou sem assunto. Lanço então um último olhar fora de mim, onde vivem os assuntos que merecem uma crônica.

    Ao fundo do botequim um casal de pretos acaba de sentar-se, numa das últimas mesas de mármore ao longo da parede de espelhos. A compostura da humildade, na contenção de gestos e palavras, deixa-se acrescentar pela presença de uma negrinha de seus três anos, laço na cabeça, toda arrumadinha no vestido pobre, que se instalou também à mesa: mal ousa balançar as perninhas curtas ou correr os olhos grandes de curiosidade ao redor. Três seres esquivos que compõem em torno à mesa a instituição tradicional da família, célula da sociedade. Vejo, porém, que se preparam para algo mais que matar a fome.

    Passo a observá-los. O pai, depois de contar o dinheiro que discretamente retirou do bolso, aborda o garçom, inclinando-se para trás na cadeira, e aponta no balcão um pedaço de bolo sob a redoma. A mãe limita-se a ficar olhando imóvel, vagamente ansiosa, como se aguardasse a aprovação do garçom. Este ouve, concentrado, o pedido do homem e depois se afasta para atendê-lo. A mulher suspira, olhando para os lados, a reassegurar-se da naturalidade de sua presença ali.

    A meu lado o garçom encaminha a ordem do freguês. O homem atrás do balcão apanha a porção do bolo com a mão, larga-o no pratinho — um bolo simples, amareloescuro, apenas uma pequena fatia triangular.

    A negrinha, contida na sua expectativa, olha a garrafa de Coca-Cola e o pratinho que o garçom deixou à sua frente. Por que não começa a comer? Vejo que os três, pai, mãe e filha, obedecem em torno à mesa um discreto ritual. A mãe remexe na bolsa de plástico preto e brilhante, retira qualquer coisa. O pai se mune de uma caixa de fósforos, e espera. A filha aguarda também, atenta como um animalzinho. Ninguém mais os observa além de mim.

    São três velinhas brancas, minúsculas, que a mãe espeta caprichosamente na fatia do bolo. E enquanto ela serve a Coca-Cola, o pai risca o fósforo e acende as velas. Como a um gesto ensaiado, a menininha repousa o queixo no mármore e sopra com força, apagando as chamas. Imediatamente põe-se a bater palmas, muito compenetrada, cantando num balbucio, a que os pais se juntam, discretos: “parabéns pra você, parabéns pra você...” Depois a mãe recolhe as velas, torna a guardá-las na bolsa. A negrinha agarra finalmente o bolo com as duas mãos sôfregas e põe-se a comê-lo. A mulher está olhando para ela com ternura — ajeita-lhe a fitinha no cabelo crespo, limpa o farelo de bolo que lhe cai ao colo.

    O pai corre os olhos pelo botequim, satisfeito, como a se convencer intimamente do sucesso da celebração.

    Dá comigo de súbito, a observá-lo, nossos olhos se encontram, ele se perturba, constrangido — vacila, ameaça abaixar a cabeça, mas acaba sustentando o olhar e enfim se abre num sorriso.

    Assim eu quereria minha última crônica: que fosse pura como esse sorriso.

Disponível em: http://www.releituras.com/i_samuel_fsabino.asp. Acesso em: 08 de jun. 2018.

05
(MEC-CAED - ADF.)

O cronista costuma ter sua atenção voltada para fatos do dia a dia ou veiculados em notícias de jornal e os registra com humor, sensibilidade, crítica e poesia. Ao proceder assim, qual dos seguintes objetivos o cronista espera atingir com seu texto?

A
B
C
D
E

    Alternativa "E".

(Créditos da resolução: ??.)


06
(MEC-CAED - ADF.)

Qual é o principal assunto do texto?

A
B
C
D
E

    Alternativa "E".

(Créditos da resolução: ??.)


07
(MEC-CAED - ADF.)

No trecho “Assim eu quereria minha última crônica: que fosse pura como esse sorriso.”, qual é a relação estabelecida pela conjunção “Assim”?

A
B
C
D
E

    Alternativa "D".

(Créditos da resolução: ??.)


Leia o texto e, a seguir, responda as questões 08, 09 e 10.

Paulo Leminski

    Meus amigos

    quando me dão a mão

    sempre deixam

    outra coisa

   

    presença

    olhar

    lembrançacalor

   

    meus amigos

    quando me dão

    deixam na minha

    a sua mão

Disponível em: https://blogdocafil. files.wordpress.com/2009/04/ eminski-caprichos-e -relaxos-pdfrev.pdf. Acesso em: 11 jun. 2018.

08
(MEC-CAED - ADF.)

Na estrofe “presença/olhar/lembrançacalor”, o neologismo “lembrançacalor” foi criado pelo autor com a intenção de deixar evidente a sensação de

A
B
C
D
E

    Alternativa "A".

(Créditos da resolução: ??.)


09
(MEC-CAED - ADF.)

O objetivo desse texto é

A
B
C
D
E

    Alternativa "E".

(Créditos da resolução: ??.)


10
(MEC-CAED - ADF0.)

Nos versos “meus amigos/quando me dão/deixam na minha/a sua mão”, o autor quis

A
B
C
D
E

    Alternativa "E".

(Créditos da resolução: ??.)


Leia o texto e, a seguir, responda as questões 11 e 12.

Cosplayers de super-heróis e Star Wars doam sangue e visitam ala de pediatria do Hugol, em Goiânia

    Evento faz parte da ação ‘Junho Vermelho’, que visa fomentar a doação de sangue. Além da boa ação, grupo fez festa com crianças internadas na unidade.

    Cosplayers de vários super-heróis e de personagens da saga Star Wars participaram de um evento para incentivar a doação de sangue, neste sábado (9), no Hospital de Urgências Governador Otávio Lage de Siqueira (Hugol), em Goiânia. A ação ocorre dentro da campanha “Junho Vermelho”, que visa fomentar as doações. Além disso, eles também visitaram as alas de pediatria da unidade.

    O ato voluntário foi organizado pelo Conselho Jedi de Goiás e Grupo Cosplay Classe A. Representando vários personagens, eles, além das doações, fizeram a alegria das crianças internadas, com várias brincadeiras.

    Alguns fãs de cosplayers aproveitaram o evento para também fazer uma boa ação e também doar sangue.

    As doações vão abastecer o Banco de Sangue da unidade, que já recebeu mais de 19,4 mil doadores entre julho de 2015 e dezembro de 2017, dado mais atualizado do Hugol.

    N este período de um ano, o hospital realizou mais de 25,7 mil transfusões. Apesar dos números, a instituição reforça que as doações devem permanecer frequentes para atender à demanda.

    A unidade de coleta do Hugol tem capacidade para atender 100 doadores por dia e funcionar de segunda a sexta-feira das 7h às 18h30, e no sábado das 7h às 12h.

Disponível em: https://g1.globo.com/ go/goias/noticia/cospla yers-de-super-heroise- star-wars-doam-sangue -e-visitam-ala-de -pediatria-do-hugol -em-goiania.ghtml. Acesso em: 11 jun. 2018.

11
(MEC-CAED - ADF.)

O tema da notícia lida é o/a

A
B
C
D
E

    Alternativa "E".

(Créditos da resolução: ??.)


12
(MEC-CAED - ADF.)

A função da notícia lida é

A
B
C
D
E

    Alternativa "D".

(Créditos da resolução: ??.)






segunda-feira, 10 de agosto de 2020

Quiz 13: PORT. - 1ª Série (Ens. Médio)

Quiz 13: PORTUGUÊS - 1ª Série - Ensino Médio
Quiz 13: PORTUGUÊS - 1ª Série - Ensino Médio

Leia os textos abaixo e responda as questões. 01 e 02.

Texto 1

Pedaço de metal que caiu no Paraná é lixo espacial e pode ser da SpaceX

    Um pedaço de metal encontrado em uma propriedade no interior do Paraná literalmente “caiu do céu”. Segundo relatório da Agência Espacial Brasileira (AEB), o objeto é lixo espacial. [...]

    A peça foi encontrada por um morador da cidade de São Mateus do Sul no dia 16 de março. De acordo com o Rede Brasileira de Monitoramento de Meteoros (Bramon), o pedaço de metal pertence ao foguete Falcon 9 da SpaceX, que voltou à Terra em 8 de março.

    Segundo a Bramon, o local onde o objeto foi encontrado fica praticamente abaixo da trajetória do foguete. Além disso, a peça tem semelhanças com partes do foguete Falcon 9.

    O foguete foi lançado em 19 de dezembro do ano passado da Base da Força Espacial dos Estados Unidos, na Flórida, levando à órbita o Satélite Geoestacionário Turksat 5B. Ele retornou no dia 8 de maio.

    O mesmo foguete foi responsável por colocar em órbita dois satélites de sensoriamento remoto radar (SRR) projetados pela Força Aérea Brasileira (FAB) em 25 de maio. O lançamento ocorreu do Centro Espacial Kennedy, na Flórida. Os equipamentos, batizados de Carcará I e Carcará II, fazem parte do Projeto Lessonia 1, da FAB.

    Lixo espacial é um objeto fabricado na Terra e levado ao espaço. Em alguns casos, esses objetos podem cair de volta no nosso planeta. Segundo estimativas da Nasa, existem mais de 100 milhões de objetos que estão viajando ao redor do planeta. [...]

Disponível em: https://bit.ly/3ymWLKo. Acesso em: 27 jun. 2022. Fragmento.

Texto 2

Disponível em: https://bit.ly/3QVNAYS. Acesso em: 27 jun. 2022.

01
(MEC-CAED - ADF).

Esses textos têm em comum o fato de

A
B
C
D
E

    Alternativa "A".

(Créditos da resolução: Prof. ??.)


02
(MEC-CAED - ADF).

De acordo com o Texto 1, a peça foi encontrada por um morador da cidade de São Mateus do Sul no dia

A
B
C
D
E

    Alternativa "B".

(Créditos da resolução: Prof. ??.)


Leia o texto abaixo e responda as questões. 03 e 04.

Disponível em: https://bit.ly/3KRObXy. Acesso em: 18 mar. 2022.

03
(MEC-CAED - ADF).

No último quadrinho desse texto, no trecho “... se a gente conta como a gente sente.”, o termo em destaque foi utilizado para

A
B
C
D
E

    Alternativa "E".

(Créditos da resolução: Prof. ??.)


04
(MEC-CAED - ADF).

Esse texto foi escrito para

A
B
C
D
E

    Alternativa "C".

(Créditos da resolução: Prof. ??.)


Leia o texto abaixo e responda as questões 05, 06, 07 e 08.

Crônica para a dona Nicota

    Foi nos anos finais da década de 40. (Há tanto tempo!) Meu primogênito Ricardo completara 6 anos de idade, e resolvemos matriculá-lo no primeiro ano primário da Escola [...], que ficava a três quadras da nossa casa. E Ricardinho, que era uma criança tímida e um tanto ensimesmada, não gostou nem um pouco da experiência de ficar [...] num lugar estranho, no meio de gente desconhecida — uma coisa para ele muito assustadora. E não houve jeito de fazê-lo aceitar tão insólita situação. Ele se recusava até mesmo a entrar na sala: ficava na porta, “fincava o pé”, sem chorar mas também sem ceder... Eu já estava a ponto de desistir da empreitada, quando a professora da classe, dona Nicota, se levantou e veio falar conosco. E todo o jeito dela, a maneira como ela olhou para o Ricardinho, o timbre e o tom da sua voz, a expressão do seu rosto e até a sua figurinha baixinha, [...] não jovem demais, muito simples e despojada, causaram imediatamente uma sensível impressão no menino. A tensão sumiu do seu rostinho, seu corpo relaxou, e — ora vejam! — Ele respondeu com um sorriso ao sorriso da dona Nicota!

    — Vem ficar aqui comigo — ela disse. — Você vai gostar. — E acrescentou, para minha surpresa, — Eu mesma vou levar você para a sua casa. E amanhã cedo, eu mesma vou buscar você, para vir à escola comigo.

    Eu não sabia como agradecer. E nem foi preciso — o que dona Nicota disse, ela cumpriu. E durante vários dias, até semanas, ela passou pela nossa casa, pouco antes do início das aulas, e levou o Ricardinho pela mão, a pé, até a escola e a sua sala. E o trouxe de volta, da mesma maneira. [...]

    O Ricardinho adorava a dona Nicota — e não era para menos. Dona Nicota era a mais perfeita e linda [...] “professora primária” [...] — a mais nobre e fundamental das profissões: a de ser a primeira a preparar uma criança pequena nas suas primeiras incursões na vida real — com competência, dedicação, compreensão, paciência e carinho. E a consciência plena de estar dando à criança uma verdadeira base para o futuro cidadão.

    Por que estou contando tudo isso a vocês, hoje? Porque, no Dia do Professor, eu senti que não poderia prestar maior homenagem a todos os “mestres-escolas” do Brasil do que incluí-los nesta “crônica-tributo” à dona Nicota, exemplo e paradigma de uma modesta e maravilhosa professora [...] e um grande ser humano.

    Ricardo saiu das asas de dona Nicota lendo e escrevendo. [...]

BELINKY, Tatiana. Disponível em: https://bit.ly/3A7lmUH. Acesso em: 27 jun. 2022. Adaptado para fins didáticos. Fragmento.

05
(MEC-CAED - ADF).

No primeiro parágrafo desse texto, o termo “ensimesmada” significa

A
B
C
D
E

    Alternativa "D".

(Créditos da resolução: Prof. ??.)


06
(MEC-CAED - ADF).

Nesse texto, o narrador

A
B
C
D
E

    Alternativa "E".

(Créditos da resolução: Prof. ??.)


07
(MEC-CAED - ADF).

Nesse texto, no trecho “... até a escola e a sua sala...” (3º parágrafo), o termo destacado foi usado para

A
B
C
D
E

    Alternativa "B".

(Créditos da resolução: Prof. ??.)


08
(MEC-CAED - ADF).

Em qual trecho há uma opinião?

A
B
C
D
E

    Alternativa "E".

(Créditos da resolução: Prof. ??.)


Leia o texto abaixo e responda as questões 09, 10 e 11.

Como o microchip mudou o mundo

    Em 1946, surgiu o primeiro computador digital: o Eniac (sigla em inglês para “Computador e integrador numérico eletrônico”) [...]. Era ótimo para a época, mas tinha um problemão: pesava 30 toneladas e usava 18 mil válvulas eletrônicas. Às vezes, mariposas e outros bichinhos se enfiavam entre elas, o que fazia a máquina travar — e deu origem à expressão bug (inseto, em inglês). Em 1971, tudo mudou. Ted Hoff, funcionário de uma pouco conhecida empresa [...], criou o microprocessador. Em vez de válvulas, o chip usava circuitos chamados transistores — 2.300 deles, espremidos num espaço equivalente ao de uma unha. De lá para cá, a quantidade de transistores dobrou a cada 18 meses, e a potência também [...]. A próxima esperança tecnológica é o chip quântico, 35 mil vezes mais veloz que os atuais.

SCHRÖDER, Melissa. Como o microchip mudou o mundo. In: Super Interessante. 2016. Disponível em: https://bit.ly/36w4MkO. Acesso em: 21 mar. 2022. Adaptado para fins didáticos. Fragmento.

09
(MEC-CAED - ADF).

O objetivo desse texto é

A
B
C
D
E

    Alternativa "C".

(Créditos da resolução: Prof. ??.)


10
(MEC-CAED - ADF).

O tema desse texto é

A
B
C
D
E

    Alternativa "A".

(Créditos da resolução: Prof. ??.)


11
(MEC-CAED - ADF).

Nesse texto, há uma opinião no trecho:

A
B
C
D
E

    Alternativa "B".

(Créditos da resolução: Prof. ??.)


12
(MEC-CAED - ADF).

Leia o texto abaixo.

Disponível em: https://bit.ly/3A6lO5E. Acesso em: 27 jun. 2022.

No segundo quadrinho desse texto, a expressão “TZUM!” indica que a menina

A
B
C
D
E

    Alternativa "A".

(Créditos da resolução: Prof. ??.)