sexta-feira, 3 de julho de 2020

D20 - Quiz por descritor - Port. 3ª Série

Quiz D20: PORTUGUÊS - ENSINO MÉDIO
D20: PORTUGUÊS - 3º Série - Ensino Médio

D20: Reconhecer diferentes formas de tratar uma informação na comparação de textos que tratam do mesmo tema em função das condições em que ele foi produzido e daquelas em que será recebido.

01
(SEDUC-GO).

Leia os textos e, a seguir, responda.

Texto I

CARTA

(fragmento)

    A terra não pertence ao homem; é o homem que pertence à terra. Disso temos certeza. Todas as coisas estão interligadas, como o sangue que une uma família. Tudo está relacionado entre si. O que fere a terra fere também os filhos da terra. Não foi o homem que teceu a trama da vida: ele é meramente um fio da mesma. Tudo que ele fizer à trama, a si próprio fará.

Carta do cacique Seattle ao presidente dos EUA em 1855. Texto de domínio público distribuído pela ONU.

Texto II

DICIONÁRIO DE GEOGRAFIA

    Segundo o geógrafo Milton Santos: “o espaço geográfico é a natureza modificada pelo homem através do seu trabalho”. E “o espaço se define como um conjunto de formas representativas de relações sociais do passado e do presente e por uma estrutura representada por relações sociais que estão acontecendo diante dos nossos olhos e que se manifestam através de processos e funções”.

GIOVANNETTI, G. Dicionário de Geografia. Melhoramentos, 1996.

Os dois textos diferem, essencialmente, quanto

A
B
C
D
E


02
(SEDUC-GO).

Leia os textos e, a seguir, responda.

Texto I

Texto II

Meditação

    Para meditar,

    o homus modernos ocidentalis

    cruza as pernas

    deixa as costas eretas

    os braços relaxados

    concentra a atenção num

    ponto e assim imóvel

    em pensamento e ação

    liga a televisão.

Ulisses Tavares

A ideia expressão na tirinha é reforçada no poema pela ação de

A
B
C
D
E


03
(SEDUC-GO).

Leia os textos e, a seguir, responda.

Texto I

Texto II

    A regra geral básica da conversação é: fala um de cada vez. Pois, na medida em que nem todos falam ao mesmo tempo (em geral um espera o outro concluir) e um só não fala o tempo todo (os falantes se alternam), é sugestivo imaginar a distribuição de turnos entre os falantes como um fator disciplinador da atividade conversacional.

Luiz Antônio Marcuschi

Comparando os dois textos, percebe-se que

A
B
C
D
E


04
(SEDUC-GO).

Leia os textos e, a seguir, responda.

Texto 1

Internet é coisa do passado

    Para especialistas, humanos estarão cada vez mais integrados com tecnologia.

    Não, um futurista não é alguém que veio do futuro para nos prevenir a respeito do domínio das máquinas e o início de uma guerra sem fim. Muito pelo contrário, Tiago Mattos é multiempreendedor, educador, palestrante e formado pela Singularity University como futurista e seu trabalho é entender que tendências a tecnologia está seguindo.

    Depois da internet, segundo as discussões da Singularity, três novas revoluções em curso ditam as tendências do futuro próximo: Genética/Biotecnologia, Nanotecnologia e Robótica/Inteligência Artificial. Mattos explica que, os anos de 1980 foram transformados pela computação, os 1990 pela internet e os 2000/2010.

    viveram o advento dos sensores e da Internet das Coisas, agora, o momento já é outro.

    As interações entre os objetos e os humanos devem se intensificar e se complexificar. “Este é um processo irreversível. Se já temos smartphone, SmarTVs... as coisas ficarão cada vez mais ‘espertas’ e nós, humanos, somos apenas mais uma dessas coisas”, afirma Tiago.

Disponível em: http://super.abril.com.br/tecnologia/i nternet-e-coisa-do-passado>. Acesso em: 11 jun. 2018 (adaptado).

Texto 2

A internet em 100 anos: previsões para o futuro da rede

    Nós somos um com a rede: o transumanismo.

    É impossível discutir as implicações da internet no futuro sem pensarmos também em transumanismo. Este conceito, cada vez mais presente e importante para futuristas e filósofos que pensam no porvir fala sobre um momento em que nós conseguiremos usar a tecnologia para superar a condição humana básica, ou seja, não estamos falando aqui somente de implementos cibernéticos, mas também de biotecnologia, neurotecnologia e até mesmo nanotecnologia.

    [...]

    Em termos objetivos, os transumanistas visam ao aumento da inteligência e das capacidades humanas além do prolongamento indefinido do nosso tempo de vida através das tecnologias para eliminação do envelhecimento, visando a imortalidade. É impossível não pensar as implicações que a evolução da internet vai ter nestes avanços quando pensamos que dentro de poucos anos estaremos sendo implementados por acessórios capazes de se conectar a ela.

    [...]

Disponível em: http://www.tecmundo.com.br/internet/59 239-internet-100-anospreviso esfuturo-rede.htm>. Acesso em: 11 jun. 2018 (adaptado).

Comparando os textos 1 e 2 em relação à temática, percebe-se que eles são

A
B
C
D
E


05
(SEDUC-GO).

Leia os textos e, a seguir, responda.

Texto I

Disponível em http://www.radiosentinela.com.br ?preserve-ambiental-e-zoni-lancam- campanha-para-coleta-de-oleo. Acesso em 19/06/2015.

Texto II

Bola gigante de gordura e papel higiênico é removida do esgoto de Londres

A estrutura tinha 10 toneladas e 40 metros de diâmetro

    Uma estrutura enorme feita de gordura e papel higiênico congelados foi removida do esgoto de Londres. O negócio era tão pesado e gigantesco que quebrou o encanamento da região de Chelsea, causando um prejuízo de 400 mil libras. A bolota foi apelidada de 'fatberg' — mistura de iceberg com 'fat' (que, em inglês, significa gordura).

    "Vemos bloqueios feitos do mesmo material o tempo todo em residências — mas eles são do tamanho de uma bola de cricket, no máximo", afirma Stephen Hunt, o supervisor de manutenção da empresa responsável pelo esgoto da região, a Thames Water. "O encanamento está tão danificado pela gordura que precisamos substituir vários metros".

    Apesar de um fatberg dessa dimensão ser raro, as estruturas estão se tornando um problema constante nos esgotos de Londres. Isso porque a capital inglesa produz cerca de 44 milhões de litros de óleo por ano — e uma boa parte dessa substância vai pelo ralo, literalmente. Lá, encontra papel higiênico descartado pelas privadas e acontece a formação dos fatbergs. Pesquisas mostram que uma em cada cinco pessoas admite dar descarga no papel higiênico, contribuindo para a criação dessas massas. Lembrando que, além de serem péssimas para o meio ambiente, prejudicando o tratamento do esgoto, elas também aumentam as chances de que aconteçam alagamentos (não de água cristalina) nas casas.

    E vale lembrar que esse fatberg nem é o maior registrado. Em 2013, uma bola de 15 toneladas foi encontrada em Kingston e, no ano passado, trabalhadores precisaram lidar com um fatberg de 80 metros.

    Da próxima vez em que for descartar seu papel higiênico ou for jogar o óleo da cozinha pela pia, pense no monstro que você pode ajudar a criar.

Disponível em http://revistagalileu.globo.com /Ciencia/Meio-Ambiente/noticia/2015/ 04/bola-gigante-de-gordura-e-papel -higienico-e-removida-do-esgoto -de-londres.html. Acesso em 19/06/2015

Os dois textos tratam

A
B
C
D
E


06
(SEDUC-GO).

Leia os textos e, a seguir, responda.

TEXTO I

    É evidente que a vitamina D é importante — mas como obtê-la? Realmente, a vitamina D pode ser produzida naturalmente pela exposição à luz do sol, mas ela também existe em alguns alimentos comuns. Entretanto, como fonte dessa vitamina, certos alimentos são melhores do que outros. Alguns possuem uma quantidade significativa de vitamina D, naturalmente, e são alimentos que talvez você não queira exagerar: manteiga, nata, gema de ovo e fígado.

Disponível em: http://www.vestibulandoweb.com.br/enem/ prova-enem-amarela-2013-2dia.pdf>. Acesso em: 15 maio 2017.

TEXTO II

    Todos nós sabemos que a vitamina D (colecalciferol) é crucial para sua saúde. Mas a vitamina D é realmente uma vitamina? Está presente nas comidas que os humanos normalmente consomem? Embora exista em algum percentual na gordura do peixe, a vitamina D não está em nossas dietas, a não ser que os humanos artificialmente incrementem um produto alimentar, como o leite enriquecido com vitamina D. A natureza planejou que você a produzisse em sua pele, e não a colocasse direto em sua boca.

    Então, seria a vitamina D realmente uma vitamina?

Disponível em: http://www.vestibulandoweb.com.br/enem /prova-enem-amarela-2013-2dia.pdf>. Acesso em: 15 maio 2017.

Comparando os dois textos, constata-se que o Texto II contrapõe-se ao I por

A
B
C
D
E


07
(SAEPE).

Leia os textos abaixo e responda.

Texto 1

Gregos estão em estado de alerta

    ATENAS. O primeiro-ministro da Grécia, Antonis Samaras, disse ontem que a sociedade do país está a ponto de desintegrar devido ao endividamento, ao desemprego e ao extremismo criado pela crise da dívida pública. [...]

    Ele afirmou que o momento econômico é o maior desafio à democracia grega e destacou o risco crescente provocado pela alta do desemprego no país. “Por causa das medidas de austeridade os gregos perderam em cinco anos mais de um terço de sua qualidade de vida”, disse. Devido a isso, forças radicais, como o partido neonazista Aurora Dourada, ganharam força na política nacional, o que é motivo de preocupação para o primeiro-ministro.

    Perguntado sobre a chanceler alemã, Angela Merkel, Samaras afirmou que ela sempre será bem-vinda na Grécia, mas se mostrou contrário ao ministro das Finanças, Philipp Rösler.

    [...] A chefe de Governo da Alemanha deverá apoiar o estímulo reformista do governo grego. Trata-se de uma visita normal durante a qual os principais temas de discussão serão a situação na Eurozona e as relações bilaterais entre os países.

Disponível em: http://diariodonordeste.globo. com/materia.asp?codigo=1189637>. Acesso em: 6 fev. 2012. Fragmento.

Texto 2

A crise do Euro

    A indisciplina fiscal e o descontrole das contas públicas em países da zona do euro, em particular na Grécia, arrastaram o bloco para uma crise financeira sem precedentes. Após a revelação de que os gregos maquiavam seu nível de endividamento, títulos soberanos de diversos países da zona do euro foram rebaixados pelas agências de risco, e a moeda comum caiu ao nível mais baixo em quatro anos. Para tirar a Grécia do buraco, União Europeia e FMI impõem um duro e impopular plano de austeridade, a que condicionam o socorro financeiro.

Disponível em: http://veja.abril.com.br /tema/crise-do-euro>. Acesso em: 6 fev. 2012.

Sobre a Grécia, esses textos apresentam informações

A
B
C
D
E


08
(PAEBES).

Leio os textos abaixo.

Texto 1

Olhos Verdes

    [...] Como se lê num espelho

    Pude ler nos olhos seus!

    Os olhos mostram a alma,

    Que as ondas postas em calma

    Também refletem os céus;

    Mas, ai de mim!

    Nem já sei qual fiquei sendo

    Depois que os vi! [...]

DIAS, Gonçalves. Poemas. Rio de Janeiro: Ediouro. 1997.

Texto 2

    A leitura do mundo precede a leitura da palavra, daí que a posterior leitura desta não pode prescindir da continuidade da leitura daquele (A palavra que eu digo sai do mundo que estou lendo, mas a palavra que sai do mundo que eu estou lendo vai além dele). [...] Se for capaz de escrever minha palavra estarei, de certa forma, transformando o mundo. O ato de ler o mundo implica uma leitura dentro e fora de mim. Implica na relação que eu tenho com esse mundo.

FREIRE, Paulo. Abertura do Congresso Brasileiro de Leitura. Campinas. Nov. 1981. Fragmento.

Um aspecto comum a esses dois textos é

A
B
C
D
E


09
(SAEPE).

Leia os textos abaixo e responda.

TEXTO 1

Graduação

    Para ingressar no mercado, o perito forense computacional (não se assuste, é assim que um caçador de hackers é chamado oficialmente) precisa ter algum curso superior completo. Mas, como a profissão é nova, ainda não existem faculdades específicas. Ou seja, vale formação superior em qualquer curso. Mas, claro, algumas formações podem lhe dar conhecimentos mais adequados. Engenharia eletrônica e ciências da computação garantem boas ferramentas técnicas e direito ajuda muito na hora de produzir laudos que, em seguida, são analisados por juízes e advogados.

TEXTO 2

Onde trabalhar

    O perito tem quatro possibilidades de emprego:

    • ser contratado por uma empresa de consultoria, que é chamada quando pinta um problema em outra empresa;

    • ser perito da Polícia Federal ou Estadual, que mantém seu próprio corpo de especialistas;

    • ser autônomo e ser convocado pelo juiz de um tribunal ou por alguma pessoa ou empresa para trabalhar num caso específico;

    • trabalhar em uma empresa para fazer segurança virtual preventiva. Ou seja, proteger os sistemas antes de serem atacados por hackers.

Mundo Estranho, São Paulo: Abril, ed.48, fev. 2006, p. 22.

Comparando-se esses textos, pode-se afirmar que os dois

A
B
C
D
E


10
(SAEPE).

Leia os textos abaixo e responda.

Texto 1

Entregue elevador da prefeitura

    O prefeito de Nova Odessa e autoridades inauguraram hoje o elevador panorâmico para PNEs (Portadores de Necessidades Especiais), idosos, gestantes e pessoas com difi culdades de locomoção. Em seguida, cadeirantes usaram o elevador para conhecer o piso superior do prédio público. [...]

    O novo elevador tem capacidade de carga de 215 quilos, ou duas pessoas. A cabine tem 1,30 por 0,90 metro, porta deslizante automática de quatro folhas (abertura central), com 90 centímetros de largura, além de piso revestido por borracha sintética e botões em braile.

    “Estamos realizando uma inauguração simples, mas que tem um grande signifi cado, principalmente para os usuários do novo elevador. Acessibilidade é algo sério e nós, como servidores públicos, temos que estar atentos às obras necessárias. Com este elevador, poderemos cobrar que qualquer prédio, seja comercial ou residencial, com mais de um andar, tenha um elevador, para garantir o acesso de todos.”, disse Samartin.

    “Ter um elevador no Paço Municipal não é uma conquista apenas para os defi cientes físicos, e sim para todos que têm difi culdades de locomoção. Só nós sabemos as difi culdades que encontramos. As pessoas que andam, veem um elevador e o acham algo normal, não sabem a difi culdade que as barreiras arquitetônicas nos impõem. Para nós, um degrau com alguns centímetros já é considerado uma barreira”, disse o presidente da APNEN (Associação dos Portadores de Necessidades Especiais de Nova Odessa). [...]

Disponível em: http://www.walterbartels.com/ print_noticia.asp?id=8239>. Acesso em: 16 mar. 2012. Fragmento.

Texto 2

Disponível em http://www.cvi.org.br/cartum -porta-estreita.asp>. Acesso em: 16 mar. 2012.

A informação comum a esses dois textos é

A
B
C
D
E


11
(SARESP).

Leia os textos abaixo.

Texto I

DAS PEDRAS

    Ajuntei todas as pedras

    que vieram sobre mim.

    Levantei uma escada muito alta

    e no alto subi.

    Teci um tapete floreado

    e no sonho me perdi.

    Uma estrada,

    um leito,

    uma casa,

    um companheiro.

    Tudo de pedra.

    Entre pedras cresceu a minha poesia.

    Minha vida...

    Quebrando pedras

    e plantando flores.

    Entre pedras que me esmagavam

    Levantei a pedra rude

    dos meus versos.

(Cora Coralina, Meu livro de cordel)

Texto II

    Você acabou de ler o poema Das pedras, de Cora Coralina.

    Leia também os seguintes versos, escritos por outro poeta, Carlos Drummond de Andrade:

    No meio do caminho tinha uma pedra

    tinha uma pedra no meio do caminho

    tinha uma pedra

    no meio do caminho tinha uma pedra.

(Carlos Drummond de Andrade, Alguma poesia)

Se compararmos esses versos de Drummond aos de Cora Coralina, veremos que, nos dois poemas, foi usada a imagem da pedra para simbolizar

A
B
C
D
E


12
(SAEPE).

Leia os textos abaixo.

Texto 1

Sobre o heroísmo e seu significado na sociedade contemporânea

    Todos nós temos fascínio por pessoas que agregam à sua condição prefixos superlativos: superdesportista, megaempresário. Comuns mortais que somos, mitificamos aqueles que representam o que gostaríamos de ser em força, inteligência, beleza, generosidade, desapego.

    Nem todo mito, porém, destaca-se por feitos dignos de se tornarem roteiro para o cinema. Ações heroicas ocorrem cotidianamente, na maioria das vezes de forma anônima e silenciosa. Pais que sacrificam sonhos para dar aos filhos uma boa formação; filhos que adiam planos para tornar a velhice de seus pais menos dolorosa são singelos exemplos de heroísmo doméstico. [...]

    E por que atos heroicos nos encantam e surpreendem? Talvez porque nos mobilizemos mais com o bem do que com o mal; talvez porque os finais felizes, como nos contos de fadas, estejam em nosso DNA. Ou, quem sabe, porque estejamos tão brutalizados pela crueza da realidade, que gestos que a contrariem representem a esperança de que necessitamos para continuar acreditando em nossa humana condição.

    De todo modo, em cada um de nós mora um herói em potencial que, sem capa ou escudo mágico, pode fazer a diferença usando apenas coração e mente.

Disponível em: http://www.pucrs.br/provas/red101b1.htm>. Acesso em: 10 dez. 2014. Fragmento.

Texto 2

Disponível em: http://1.bp.blogspot.com/-H42KfDGRacM/ UFOhnopw7AI/AAAAAAAAA0Q/GVPvZla wcXI/s1600/tira29.gif>.Acesso em: 10 dez. 2014.

Esses textos têm em comum a referência

A
B
C
D
E






D19 - Quiz por descritor - Port. 3ª Série

Quiz D19: PORTUGUÊS - ENSINO MÉDIO
D19: PORTUGUÊS - 3º Série - Ensino Médio

D19: Reconhecer o efeito decorrente da exploração de recursos ortográficos e/ou morfossintáticos.

01
(SEDUC-GO).

Leia o texto e, a seguir, responda.

Canção do exílio

Gonçalves Dias

    Minha terra tem palmeiras,

    Onde canta o Sabiá;

    As aves, que aqui gorjeiam,

    Não gorjeiam como lá.

    Nosso céu tem mais estrelas,

    Nossas várzeas têm mais flores,

    Nossos bosques têm mais vida,

    Nossa vida mais amores.

    Em cismar, sozinho, à noite,

    Mais prazer eu encontro lá;

    [...]

    Não permita Deus que eu morra,

    Sem que eu volte para lá;

    Sem que disfrute os primores

    Que não encontro por cá;

    Sem qu’inda aviste as palmeiras,

    Onde canta o Sabiá.

Disponível em: https://www.webartigos.com/artigos/ relacao-intertextual-a-parodia-entre- cancao-do-exilio-de-goncalves-dias-e- canto-de-regresso-a-patria-de-oswald-de-andrade /42327#ixzz57w6Vrp8h>. Acesso em: 22 fev. 2018.

O texto, Canção do exílio, sugere uma ideia de oposição em

A
B
C
D
E


02
(SEDUC-GO).

Leia o texto e, a seguir, responda.

A Estrela

Manuel Bandeira

    Vi uma estrela tão alta,

    Vi uma estrela tão fria!

    Vi uma estrela luzindo

    Na minha vida vazia.

   

    Era uma estrela tão alta!

    Era uma estrela tão fria!

    Era uma estrela sozinha

    Luzindo no fim do dia.

   

    Por que da sua distância

    Para a minha companhia

    Não baixava aquela estrela?

    Por que tão alto luzia?

   

    E ouvi-a na sombra funda

    Responder que assim fazia

    Para dar uma esperança

    Mais triste ao fim do meu dia.

Manuel Bandeira BANDEIRA, M., Estrela da Vida Inteira, Poesias Reunidas. Rio de Janeiro: Jose Olympio, 1973.

A repetição do verbo “ver” no início do poema é um recurso utilizado para

A
B
C
D
E


03
(BPW).

Leia o texto a seguir e responda.

Soneto CCXXLV

    Seus lábios feitos pela mão do Amor

    O som lançaram que dizia “Odeio”;

    Mas quando ela notou a minha dor,

    — Ela, toda a razão do meu anseio —

    A piedade tomou-lhe o coração,

    E repreendendo a língua que jamais

    Proferira cruel condenação,

    Ensinou-a a alegrar-me uma vez mais:

    O “Odeio” ela alterou com um final

    Que o seguiu como à noite o dia terno,

    Quando a sombra, imitando o Anjo do Mal,

    Do céu se precipita para o inferno:

    — Salvando a minha vida, logo a ouvi

    Acrescentar: “um outro, não a ti”.

(William Shakespeare, trad. Péricles Eugênio da Silva Ramos. Sonetos de Shakespeare. São Paulo, Saraiva, 1953, p.163)

Há diversos jogos de sentido no poema. O principal é a oposição

A
B
C
D


04

Neste poema de gênero lírico, há linguagem figurada em todos os versos abaixo, EXCETO em:

A
B
C
D


05
(BPW).

Leia o texto, abaixo, para responder.

O cortiço

    Eram cinco horas da manhã e o cortiço acordava, abrindo, não os olhos, mas a sua infinidade de portas e janelas alinhadas.

    Um acordar alegre e farto de quem dormiu de uma assentada sete horas de chumbo. Como que se sentiam ainda na indolência de neblina as derradeiras notas da última guitarra da noite antecedente, dissolvendo-se à luz loura e tenra da aurora, que nem um suspiro de saudade perdido em terra alheia.

    [...]

    Daí a pouco, em volta das bicas era um zunzum crescente; uma aglomeração tumultuosa de machos e fêmeas. Uns, após outros, lavavam a cara, incomodamente, debaixo do fio de água que escorria da altura de uns cinco palmos. O chão inundava-se. As mulheres precisavam já prender as saias entre as coxas para não as molhar; via-se-lhes a tostada nudez dos braços e do pescoço, que elas despiam, suspendendo o cabelo todo para o alto do casco; os homens, esses não se preocupavam em não molhar o pelo, ao contrário metiam a cabeça bem debaixo da água e esfregavam com força as ventas e as barbas, fossando e fungando contra as palmas da mão.

AZEVEDO, Aluísio. O cortiço. 15 ed. São Paulo: Ática, 1984. p. 24-25.

A prosopopeia, ou personificação, é uma figura de linguagem que consiste em dar características humanas a outros seres. Em qual dos fragmentos desse texto o autor faz uso desse recurso?

A
B
C
D


06
(BPW).

Leia o texto abaixo e responda.

A raposa e as uvas

    Certa raposa esfaimada encontrou uma parreira carregadinha de lindos cachos maduros, coisas de fazer vir água à boca. Mas tão altos que nem pulando.

    O matreiro bicho torceu o focinho:

    — Estão verdes — murmurou — Uvas verdes, só para cachorros.

    E foi-se.

    Nisto deu um vento e uma folha caiu.

    A raposa, ouvindo o barulhinho, voltou depressa e pôs-se a farejar...

    Quem desdenha quer comprar.

LOBATO, Monteiro. Fábulas. 4. ed. São Paulo: Brasiliense, 1973. p. 47.

Nesse texto, a palavra “carregadinha” tem a ver com

A
B
C
D
E


07
(SAEPE).

Leia o texto abaixo.

A namorada

    Havia um muro alto entre nossas casas.

    Difícil de mandar recado para ela.

    Não havia e-mail.

    O pai era uma onça.

    A gente amarrava o bilhete numa pedra presa por um cordão

    E pinchava a pedra no quintal da casa dela.

    Se a namorada respondesse pela mesma pedra

    Era uma glória!

    Mas por vezes o bilhete enganchava nos galhos da goiabeira

    E então era agonia.

    No tempo do onça era assim.

BARROS, Manoel de. Tratado geral das grandezas do ínfimo. Rio de Janeiro: Record, 2001, p. 17.

Nos versos “Era uma glória!” (v. 9) e “E então era agonia.” (v. 12), o emprego das palavras destacadas sugere

A
B
C
D
E


08
(PAEBES).

Leia o texto abaixo.

Helena – Capítulo XIII

    Dissolvida a reunião, Helena recolheu-se à pressa com o pretexto de que estava a cair de sono, mas realmente para dar à natureza o tributo de suas lágrimas. O desespero comprimido tumultuava no coração, prestes a irromper. Helena entrou no quarto, fechou a porta, soltou um grito e lançou-se de golpe à cama, a chorar e a soluçar.

    A beleza dolorida é dos mais patéticos espetáculos que a natureza e a fortuna podem oferecer à contemplação do homem. Helena torcia-se no leito como se todos os ventos do infortúnio se houvessem desencadeado sobre ela. Em vão tentava abafar os soluços, cravando os dentes no travesseiro. Gemia, entrecortava o pranto com exclamações soltas, enrolava no pescoço os cabelos deslaçados pela violência da aflição, buscando na morte o mais pronto dos remédios. Colérica, rompeu com as mãos o corpinho do vestido; e pôde à larga desafogar-se dos suspiros que o enchiam. Chorou muito; chorou todas as lágrimas poupadas durante aqueles meses plácidos e felizes, leite da alma com que fez calar a pouco e pouco os vagidos de sua dor.

ASSIS, Machado. Helena. São Paulo: Ática, 1997. Fragmento.

Nesse texto, no trecho “Helena entrou no quarto, fechou a porta, soltou um grito e lançou-se de golpe à cama,...” (1° parágrafo), as formas verbais destacadas indicam que as ações

A
B
C
D
E


09
(SADEAM).

Leia o texto abaixo.

Antes que elas cresçam

    Há um período em que os pais vão ficando órfãos dos próprios filhos.

    É que as crianças crescem. Independentes de nós, como árvores tagarelas e pássaros estabanados, elas crescem sem pedir licença. Crescem como a inflação, independente do governo e da vontade popular. [...]

    Mas não crescem todos os dias, de igual maneira; crescem de repente.

    Um dia se assentam perto de você no terraço e dizem uma frase de tal maturidade que você sente que não pode mais trocar as fraldas daquela criatura.

    Onde e como andou crescendo aquela danadinha que você não percebeu? Cadê aquele cheirinho de leite sobre a pele? Cadê a pazinha de brincar na areia, as festinhas de aniversário com palhaços, amiguinhos e o primeiro uniforme do maternal?

    Ela está crescendo num ritual de obediência orgânica e desobediência civil. E você está agora ali, na porta da discoteca, esperando que ela não apenas cresça, mas apareça. Ali estão muitos pais, ao volante, esperando que saiam esfuziantes sobre patins, [...].

    Entre hambúrgueres e refrigerantes nas esquinas, lá estão elas, com o uniforme de sua geração: incômodas mochilas da moda nos ombros ou então com a suéter amarrada na cintura.

    Está quente, a gente diz que vão estragar a suéter, mas não tem jeito, é o emblema da geração.

SANT’ANNA, Affonso Romano de. Disponível em: http://www.releituras. com/arsant_antes.asp>. Acesso em: 24 fev. 2011. Fragmento.

No trecho “Cadê [...] festinhas de aniversário com palhaços, amiguinhos...” (5° parágrafo), o uso do diminutivo nas palavras destacadas sugere

A
B
C
D
E


10
(PROEB).

Leia o texto abaixo.

O encontro

    O telefone tocou, ele atendeu, marcaram encontro. Fez a barba, tomou banho, vestiu-se. Há uma semana que não via a noiva e hoje era domingo, dia de ir ao cinema com ela. Apertou o botão, esperou o elevador, desceu, alcançou a rua e foi esperar o ônibus. Fez baldeação e chegou lá duas horas depois. Meyer. [...] O cinema era logo ali na esquina. Foram correndo. Ele entrou na fila e ela ficou esperando perto da portaria. Entraram.

ELIACHAR, Leon. O homem ao quadrado. Rio de Janeiro: Francisco Alves, 1960.

Nesse texto, o uso de orações curtas seguidas de ponto final serve para

A
B
C
D
E


11
(SEAPE).

Leia o texto abaixo.

Sobre o milho

    No Brasil, a venda do vegetal tem força principalmente no caso dos enlatados, que são utilizados, sobretudo, em saladas ou pizzas (cuidado com o sódio, inimigo do coração). Além disso, no entanto, as grandes empresas de distribuição oferecem o alimento na espiga, que é destinado à produção de curau ou pamonha, segundo o Centro Nacional de Pesquisa de Milho e Sorgo da Embrapa, órgão ligado ao governo federal.

    Do ponto de vista nutricional, o milho é riquíssimo em cálcio, entre outros minerais. No contato com o fogo (pipoca), parte dos nutrientes são perdidos.

    Outra função importante do milho à alimentação diária: dele, os produtores conseguem extrair a farinha de milho e fubá, utilizados para preparo de pratos típicos brasileiros. Ambos são ricos em amido e polissacarídeo que ajudam a fortalecer o sistema imunológico.

    O ideal é que as substâncias encontradas no milho façam parte do cardápio, mesmo que seja de forma indireta, como na polenta ou na pamonha caseira.

Vida Natural e equilíbrio. Escala, n. 19. p. 25.

No fragmento “Do ponto de vista nutricional, o milho é riquíssimo em cálcio, entre outros minerais.” (2° parágrafo), o uso da palavra destacada

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12
(2ª P.D – Seduc-GO).

Leia o texto abaixo e responda.

Trem de ferro

    Café com pão

    Café com pão

    Café com pão

    Virge maria que foi isso maquinista?

    Agora sim

    Café com pão

    Agora sim

    Voa, fumaça

    Corre, cerca

    Ai seu foguista

    Bota fogo

    Na fornalha

    Que eu preciso

    Muita força

    Muita força

    Muita força

    Oô...

    Menina bonita

    Do vestido verde

    Me dá tua boca

    Pra matá minha sede

    Oô...

    Vou mimbora

    Vou mimbora

    Não gosto daqui

    Nasci no sertão

    Sou de Ouricuri

    Oô...

    Vou depressa

    Vou correndo

    Vou na toda

    Que só levo

    Pouca gente

    Pouca gente

    Pouca gente...

BANDEIRA, Manuel. Poesia completa e prosa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1986.

A expressão “café com pão”, repetida por três vezes no início do poema, sugere

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quinta-feira, 2 de julho de 2020

D18 - Quiz por descritor - Port. 3ª Série

Quiz D18: PORTUGUÊS - ENSINO MÉDIO
D18: PORTUGUÊS - 3º Série - Ensino Médio

D18: Reconhecer o efeito de sentido decorrente da escolha de uma determinada palavra ou expressão.

01
(SEDUC-GO).

Leia o texto e, a seguir, responda.

Choro

Rubem Braga

    Eram todos negros: uma viola, um clarinete, um pandeiro e uma cabaça. Juntaram-se na varandinha de uma casa abandonada e ali ficaram chorando valsas, repinicando sambas. E a gente veio se ajuntando, calada, ouvindo. Alguém mandou no botequim da esquina trazer cerveja e cachaça. E em pé na calçada, ou sentados no chão da varanda, ou nos canteiros do jardinzinho, todos ficamos em silêncio ouvindo os negros.

    Os que ouviam não batiam palmas nem pediam música nenhuma; ficavam simplesmente bebendo em silêncio aquele choro, o floreio do clarinete, o repinicado vivo e triste da viola.

    Só essa música que nos arrasta e prende, nos dá alegria e tristeza, nos leva a outras noites de emoções — e grátis. Ainda há boas coisas grátis, nesta cidade de coisas tão caras e de tanta falta de coisas. Grátis — um favor dos negros.

    Alma grátis, poesia grátis, duas horas de felicidade grátis — sim, só da gente do povo podemos esperar uma coisa assim nesta cidade de ganância e de injustiça. Só o pobre tem tanta riqueza para dar de graça.

Texto adaptado de BRAGA, Rubem. Um pé de milho. 5 ed., Rio de Janeiro: Record, 1993, pp. 104-105.

Que efeito de sentido percebe-se no trecho “... ficavam simplesmente bebendo em silêncio aquele choro (...)”?

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02
(SEDUC-GO).

Leia o texto e, a seguir, responda.

Por parte de pai

Bartolomeu Campos Queirós

    Minha cama ficava no fundo do quarto. Pelas frestas da janela soprava um vento resmungando, cochichando, esfriando meus pensamentos, anunciando fantasmas. As roupas, dependuradas em cabides na parede, se transfiguravam em monstros e sombras. Deitado, enrolado, parado, imóvel, eu lia recado em cada mancha, em cada dobra, em cada sinal. O barulho do colchão de palha me arranhava. O escuro apertava minha garganta, roubava meu ar. O fio da luz terminava amarrado na cabeceira do catre. O medo assim maior do que o quarto me levava a apertar a pera de galalite e acender a luz, enfeitada com papel crepom. O claro me devolvia as coisas em seus tamanhos verdadeiros. O nariz do monstro era o cabo do guarda-chuva, o rabo do demônio o cinto do meu avô, o gigante, a capa ― Ideal cinza para os dias de chuva e frio. Então, procurava distrair meu pavor decifrando os escritos na parede, no canto da cama, tão perto de mim. Mas era minha a dificuldade de acomodar as coisas dentro de mim. Sobrava sempre um pedaço [...]

QUEIRÓS, Bartolomeu Campos. Por parte de pai. Belo Horizonte:RHJ, 1995.

No trecho, “Pelas frestas da janela soprava um vento resmungando, cochichando, esfriando meus pensamentos, anunciando fantasmas.”, o termo sublinhado sugere

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03
(SEDUC-GO).

Leia o texto e, a seguir, responda.

O Anel de Vidro

Manuel Bandeira

    Aquele pequenino anel que tu me deste,

    — Ai de mim — era vidro e logo se quebrou

    Assim também o eterno amor que prometeste,

    — Eterno! era bem pouco e cedo se acabou.

    Frágil penhor que foi do amor que me tiveste,

    Símbolo da afeição que o tempo aniquilou, —

    Aquele pequenino anel que tu me deste,

    — Ai de mim — era vidro e logo se quebrou

   

    Não me turbou, porém, o despeito que investe

    Gritando maldições contra aquilo que amou.

    De ti conservo no peito a saudade celeste

    Como também guardei o pó que me ficou

    Daquele pequenino anel que tu me deste.

Disponível em: https://www.revistabula.com/564-os-10 -melhores-poemas-de-manuel-bandeira/>. Acesso em: 05 nov. 2018.

A relação estabelecida pelo eu lírico entre o anel de vidro e o amor demonstra o quanto esse amor é

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04
(SEDUC-GO).

Leia o texto e, a seguir, responda.

Manifesto da Poesia Pau-Brasil

Oswald de Andrade

    A poesia existe nos fatos. Os casebres de açafrão e de ocre nos verdes da Favela, sob o azul cabralino, são fatos estéticos.

    O Carnaval no Rio é o acontecimento religioso da raça. Pau-Brasil. Wagner submerge ante os cordões de Botafogo. Bárbaro e nosso. A formação étnica rica. Riqueza vegetal. O minério. A cozinha. O vatapá, o ouro e a dança.

    Toda a história bandeirante e a história comercial do Brasil. O lado doutor, o lado citações, o lado autores conhecidos. Comovente. Rui Barbosa: uma cartola na Senegâmbia. Tudo revertendo em riqueza. A riqueza dos bailes e das frases feitas. Negras de Jockey. Odaliscas no Catumbi. Falar difícil.

    O lado doutor. Fatalidade do primeiro branco aportado e dominando politicamente as selvas selvagens. O bacharel. Não podemos deixar de ser doutos. Doutores. País de dores anônimas, de doutores anônimos. O Império foi assim. Eruditamos tudo. Esquecemos o gavião de penacho.

    A nunca exportação de poesia. A poesia anda oculta nos cipós maliciosos da sabedoria. Nas lianas da saudade universitária.

    Mas houve um estouro nos aprendimentos. Os homens que sabiam tudo se deformaram como borrachas sopradas. Rebentaram.

    A volta à especialização. Filósofos fazendo filosofia, críticos, critica, donas de casa tratando de cozinha.

A Poesia para os poetas. Alegria dos que não sabem e descobrem. Disponível em: http://tropicalia.com.br/leituras- complementares/manifesto- da-poesia-pau-brasil>. Acesso em: 09 nov. 2018.

Ao criar a palavra “eruditamos”, o autor pretendeu

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05
(SEDUC-GO).

Leia o texto e, a seguir, responda.

A beleza total

Carlos Drummond de Andrade

    A beleza de Gertrudes fascinava todo mundo e a própria Gertrudes. Os espelhos pasmavam diante de seu rosto, recusando-se a refletir as pessoas da casa e muito menos as visitas. Não ousavam abranger o corpo inteiro de Gertrudes. Era impossível, de tão belo, e o espelho do banheiro, que se atreveu a isto, partiu-se em mil estilhaços.

    A moça já não podia sair à rua, pois os veículos paravam à revelia dos condutores, e estes, por sua vez, perdiam toda capacidade de ação. Houve um engarrafamento monstro, que durou uma semana, embora Gertrudes houvesse voltado logo para casa.

    O Senado aprovou lei de emergência, proibindo Gertrudes de chegar à janela. A moça vivia confinada num salão em que só penetrava sua mãe, pois o mordomo se suicidara com uma foto de Gertrudes sobre o peito.

    Gertrudes não podia fazer nada. Nascera assim, este era o seu destino fatal: a extrema beleza. E era feliz, sabendo-se incomparável. Por falta de ar puro, acabou sem condições de vida, e um dia cerrou os olhos para sempre. Sua beleza saiu do corpo e ficou pairando, imortal. O corpo já então enfezado de Gertrudes foi recolhido ao jazigo, e a beleza de Gertrudes continuou cintilando no salão fechado a sete chaves.

Disponível em: http://www.companhiadasletras.com.br/ trechos/13274.pdf>. Acesso em: 12 maio 2016.

No trecho “Os espelhos pasmavam diante de seu rosto, recusando-se a refletir as pessoas da casa e muito menos as visitas.”, o autor ao utilizar a expressão destacada quis sugerir

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06
(SAEPE).

Leia o texto abaixo.

Maneira de amar

    O jardineiro conversava com as flores, e elas se habituaram ao diálogo. Passava manhãs contando coisas a uma cravina ou escutando o que lhe confiava um gerânio. O girassol não ia muito com sua cara, ou porque não fosse homem bonito, ou porque os girassóis são orgulhosos de natureza.

    Em vão o jardineiro tentava captar-lhe as graças, pois o girassol chegava a voltar-se contra a luz para não ver o rosto que lhe sorria. Era uma situação bastante embaraçosa, que as outras flores não comentavam. Nunca, entretanto, o jardineiro deixou de regar o pé de girassol e de renovar-lhe a terra, na ocasião devida.

ANDRADE, Carlos Drummond de. Maneira de amar. In: Histórias para o Rei. Rio de Janeiro: Record, 1999, p. 52.

Nesse texto, o fragmento que expressa a possível causa da antipatia do girassol pelo jardineiro é:

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07
(PROEB).

Leia o texto abaixo.

Como surgiram o Dia das Mães e outros feriados comerciais?

Marina Montomura

    Na verdade, o Dia das Mães não tem uma origem comercial. Desde a Grécia antiga, havia celebrações na entrada da primavera, em homenagem a Reia, mãe de Zeus e considerada matriarca de todos os deuses. Mas essa festa ancestral se perdeu, e o Dia das Mães atual só surgiu no início do século passado, nos Estados Unidos, como homenagem às mulheres que haviam perdido os filhos na Guerra Civil Americana. A americana Anna Jarvis conseguiu oficializar primeiro o feriado em sua cidade, Webster, depois no estado de Virgínia Ocidental e, em 1914, o feriado se tornou nacional em todo o país. No Brasil, a data começou a ser comemorada sob influência americana — foi introduzida pela Associação Cristã de Moços (ACM) em 1918 — e, em 1932, foi oficializada pelo presidente Getúlio Vargas. Só em 1949, a data ficou mais comercial, quando rolaram propagandas para aumentar as vendas. Outros feriados, que têm uma origem “nobre” fora do Brasil e aqui ganharam caráter mais comercial, são o Dia dos Namorados, Dia da Criança e o Dia dos Pais.

Mundo Estranho. São Paulo: Abril, ed. 87, p. 34. *Adaptado: Reforma Ortográfica.

No trecho “... o feriado se tornou nacional em todo o país.”, o termo destacado expressa

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08
(PAEBES).

Leia o texto abaixo.

Longe de pendurar a chuteira

    Quem solta a voz para anunciar que “o Maraca é nosso” sabe o que está dizendo. Sentado do lado oficial do Vasco (esquerdo) ou do Flamengo (direito), o torcedor que aguarda uma semana ou mais para vibrar pelo time do coração se sente em casa no Estádio Jornalista Mário Filho, popularmente conhecido como Maracanã (nome de um pássaro). Essa íntima relação provocada pelos quase 200 mil metros quadrados de complexo de lazer começou há 59 anos, quando o jornalista Mário Filho iniciou sua batalha em prol da construção de um mega estádio para a Copa do Mundo de 1950. Assim como a linha da história, que, por vezes, parece repetir, o Maracanã, inaugurado em estado inacabado para a partida entre jogadores de São Paulo e do Rio (3 a 1 para os paulistas), está prestes a respirar novos ares e entrar, novamente, para a história em 2014, quando o Brasil abrigará a Copa do Mundo. [...]

CALIXTO, Bruno. Caderno 2. Tribuna de Minas. Quarta-feira, 22 jul. 2009. p. 6.

No trecho “‘O Maraca é nosso’”, o uso da palavra destacada sugere

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09
(PAEBES).

Leia o texto abaixo.

Disponível em: http://www.diaadia.pr.gov.br/ tvpendrive/arquivos/File/imagens /2portugues/6publicitario_2.jpg>.

No trecho “Use o celular, vai que acaba o papel?”, o questionamento destacado expressa

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10
(SPAECE).

Leia o texto abaixo e responda.

    Às 15:03 em 16 janeiro 2 009, Lourdes Alves disse...

    Olá Carla, espero te encontrar no próximo dia 12 de fevereiro. Gosto da possibilidade do encontro presencial e tenho certeza que temos figurinhas para trocar.

    Um forte abraço e bem-vinda.

    Às 14:01 em 17 janeiro 2 009, Carla Amaral disse...

    Sim, nem que chova canivete, vou estar presente no encontro em fevereiro.

    Me encontro regularmente com César, Mara, Rachel e Marília (menos). Neste final de semana vamos juntos para Socorro... estão todos bem.

    Abraços

    Carla

Disponível em: http://escoladeredes.net/profiles /comment/list?attachedToType>. Acesso em: 14 jan. 2011.

A expressão “nem que chova canivete”, (5° parágrafo), sugere

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11
(SEDUC-GO).

Leia o texto e, a seguir, responda.

Entre silêncios e diálogos

Bartolomeu Campos de Queirós

    Havia uma desconfiança: o mundo não terminava onde os céus e a terra se encontravam. A extensão do meu olhar não podia determinar a exata dimensão das coisas. Havia o depois. Havia o lugar do sol se aninhar enquanto a noite se fazia.

    Havia um abrigo para a lua enquanto era dia. E o meu coração de menino se afogava em desesperança. Eu que não era marinheiro nem pássaro — sem barco e asa.

    Um dia aprendi com Lili a decifrar as letras e suas somas. E a palavra se mostrou como caminho poderoso para encurtar distância, para alcançar onde só a fantasia suspeitava, para permitir silêncio e diálogo.

    Com as palavras eu ultrapassava a linha do horizonte. E o meu coração de menino se afagava em esperança. Ao virar uma página do livro, eu dobrava uma esquina, escalava uma montanha, transpunha uma maré.

    Ao passar uma folha, eu frequentava o fundo dos oceanos, transpirava em desertos para, em seguida, me fazer hóspede de outros corações.

    Pela leitura temperei a minha pátria, chorei sua miséria, provei de minha família, bebi de minha cidade, enquanto, pacientemente, degustei dos meus desejos e limites.

    Assim, o livro passou a ser o meu porto, a minha porta, o meu cais, a minha rota. Pelo livro soube da história e criei os avessos, soube do homem e seus disfarces, soube das várias faces e dos tantos lugares de se olhar. (...) Ler é aventurar-se pelo universo inteiro.

Bartolomeu Campos de Queirós, sobre ler, escrever e outros diálogos. Belo Horizonte: Autêntica, 2012, p. 63.

No trecho, “Assim, o livro passou a ser o meu porto, a minha porta, o meu cais, a minha rota”., o autor quis enfatizar

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12
(SAEPE).

Leia o texto abaixo.

    A brasileira Sandra Maria Feliciano Silva, 51, moradora de Porto Velho (RO), está entre os cem candidatos pré-selecionados para uma missão que pretende colonizar Marte em 2025, informou a fundação Mars One, que organiza a expedição.

    De um total inicial de mais de 202 mil candidatos inscritos em 2013, apenas cem restaram na terceira seletiva da Mars One. Uma segunda fase de seleção já havia reduzido esse número para 1.058 candidatos.

    “O grande corte de candidatos é um passo importante para sabermos quem tem as qualidades certas para ir a Marte”, disse em comunicado Bas Lansdorp, cofundador e diretor-executivo da fundação.

   No perfil divulgado pela Mars One, Sandra afirma ser formada em administração e direito.

    Ela também é professora [...] especialista em segurança pública.

    A candidata também mantém uma página no Facebook sobre aquários. Ela escreveu um livro de ficção chamado “Os Ancestrais”, publicado em dezembro passado. Entre os temas de interesse dela estão astronomia, física, biologia, administração de crise e ecologia de sistemas fechados.

    Em um vídeo divulgado pela fundação, Sandra diz que tem “a coragem e o espírito certos” para participar desta missão.

Disponível em: http://migre.me/rGbRK>. Acesso em: 1 out. 2015. Fragmento.

Nesse texto, no trecho “... para participar desta missão.” (último parágrafo), a expressão destacada refere-se ao fato de

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