Leia o texto e a seguir, responda as questões 3, 4 e 5.
Do que os adolescentes mais morrem no mundo
Mais de um 1,2 milhão de meninos e meninas morrem todos os anos – e grande parte das mortes poderiam ter sido evitadas, diz OMS
Todos os dias, mais de 3 mil jovens perdem a vida no mundo. É o que diz um recente levantamento da Organização Mundial da Saúde (OMS). A cada ano, 1,2 milhões de adolescentes morrem, sendo mais de dois terços das vítimas de países da África e do sudeste asiático. As principais causas de morte entre adolescentes de 10 a 19 anos são, nesta ordem, acidentes de trânsito, infecções respiratórias, suicídio, doenças diarreicas e afogamento.
[...]
A OMS destaca que em países pobres e assolados por conflitos, os adolescentes são vistos como uma parcela vulnerável da população. Isso porque, muitas vezes, assumem responsabilidades precocemente, como trabalhar para auxiliar no sustento da família (e isso também significa abandonar a escola), casar cedo ou recorrer à prostituição para garantir o próprio sustento. Como resultado, estes jovens ficam mais expostos a acidentes de trabalho, desnutrição, doenças diarreicas, problemas de saúde mental, violência sexual e doenças sexualmente transmissíveis.
O levantamento escancarou os problemas ao analisar as maiores causas de morte entre meninos e meninas, e também entre adolescentes de 10 a 14 anos e de 15 a 19 anos. Entre adolescentes do sexo masculino, a maior causa de morte foram os acidentes de trânsito – 88,5 mil meninos perderam a vida dessa forma em 2015.
Entre as meninas, o cenário é diferente. Adolescentes de 10 a 14 anos morrem mais por infecções respiratórias, como pneumonia e outras enfermidades por cozinhar em ambientes fechados e poluídos por combustíveis nocivos à saúde. Já entre garotas de 15 a 19 anos, as maiores causas de óbito são decorrentes de partos malsucedidos e abortos inseguros.
Disponível em: http://super.abril.com.br/sociedade /do-que-os-adolescentes-mais- morrem-no-mundo/>. Acesso em: 18 maio 2017.
03
(SEDUCE-GO).
No trecho “Entre as meninas, o cenário é diferente.” (último parágrafo), a palavra “cenário” significa
Leia o texto e, a seguir, responda as questões 6 e 7.
Quadrilha
Carlos Drummond de Andrade
João amava Teresa que amava Raimundo que amava Maria que amava Joaquim que amava Lili, que não amava ninguém.
João foi para os Estados Unidos, Teresa para o convento, Raimundo morreu de desastre, Maria ficou para tia, Joaquim suicidou-se e Lili casou com J. Pinto Fernandes que não tinha entrado na história.
Leia os textos e, a seguir, responda as questões 8 e 9.
TEXTO I
Disponível em: http://www.memoriasdemangabeiras.com.br/ 2017/04/comeca-nesta-segunda-campanha-nacional.html/>. Acesso em: 17 maio 2017.
TEXTO II
Começa nesta segunda a Campanha Nacional de Vacinação contra gripe
Serão vacinados 54,2 milhões de pessoas em todo o país. A partir deste ano, professores das redes pública e privada passam a integrar o público-alvo. No dia 13 de maio será a mobilização nacional.
A 19ª Campanha Nacional de Vacinação Contra a Influenza deste ano começou nesta segunda-feira (17) com uma novidade: a partir de agora, os professores, tanto da rede pública como privada, passam a fazer parte do público-alvo. Cerca de 2,3 milhões de profissionais da educação poderão se vacinar contra a gripe. Ao todo, receberão a vacina 54,2 milhões de pessoas que integram os grupos prioritários. Para isso, o Ministério da Saúde está adquirindo 60 milhões de doses da vacina. A campanha seguirá em todo o país até 26 de maio, sendo que dia 13 será de mobilização nacional.
Nesta segunda-feira (17), o ministro da Saúde, Ricardo Barros, alertou sobre a importância das pessoas, que integram o grupo prioritário, tomarem a vacina dentro do prazo de vacinação, para evitar a gripe e seus possíveis agravamentos. “Faço um apelo às pessoas do público-alvo que busquem o quanto antes os postos de vacinação para garantir a proteção contra a gripe”, aconselhou o ministro.
[...]
A coordenadora do Programa Nacional de Imunização do Ministério da Saúde, Carla Domingues, fez um alerta à população para que não se vacine em cima da hora. “Muitas vezes, as pessoas só buscam a vacina quando há registro de um número elevado de casos. Por isso, é importante que todos os grupos definidos busquem esta proteção dentro do prazo preconizado pelo Ministério da Saúde. É preciso que todos estejam devidamente protegidos antes do inverno chegar, já que a vacina precisa de 15 dias para garantir o efeito”, observou Carla Domingues.
Disponível em: http://portalsaude.saude.gov.br/ index.php/cidadao/principal/agencia- saude/28068-campanha-contra-a-gripe-vai -vacinar-54-2-milhoes-em-todo-o-pais/>.Acesso em: 17 maio 2017.
08
(SEDUCE-GO).
No último parágrafo do texto II, a expressão “já que” no trecho “já que a vacina precisa de 15 dias(...)”, estabelece uma ideia de
O cartaz da campanha publicitária tem a finalidade de persuadir a população, principalmente os brasileiros do grupo prioritário, a se vacinarem contra a gripe. Nesse sentido, o cartaz em relação ao texto II é
(SEDUCE-GO). Leia o texto e, a seguir, responda as questões 11 e 12.
TEXTO 1:
PICHAÇÃO
Estou fervendo de raiva, pois o muro da escola foi limpo e repintado pela quarta vez por causa de pichação. A criatividade é admirável, mas as pessoas deveriam encontrar meios de se expressar que não imponham custos suplementares à sociedade.
Por que denegrir a reputação dos jovens pichando onde é proibido? Os artistas profissionais não penduram seus quadros nas ruas, não é? Em vez disso, eles buscam financiamento e ganham fama através de exposições legais.
Na minha opinião, os prédios, as cercas e os bancos dos parques são obras de arte por si mesmos. É realmente lamentável estragar essa arquitetura com pichações e, ainda por cima, o método usado destrói a camada de ozônio. De fato, não consigo entender por que esses artistas criminosos dão-se ao trabalho, já que sua “obra de arte” é eliminada de nossas vistas repetidamente.
Helga
TEXTO 2:
PICHAÇÃO
Gosto não se discute. A sociedade está saturada de comunicação e propaganda. Logotipos de empresas, nomes de lojas, cartazes grandes que invadem as laterais das ruas. Isso é aceitável? Sim, na maior parte. Pichação é aceitável? Algumas pessoas dizem que sim, outras dizem que não.
Quem paga o preço da pichação? Quem paga, no final das contas, o custo da propaganda? Exato. O consumidor.
As pessoas que colocaram os — outdoors — pediram sua permissão? Não. Então, os pichadores deveriam fazê-lo? Não se trata simplesmente de uma questão de comunicação — seu próprio nome, os nomes das gangues e grandes obras na rua?
Pense nas roupas listradas e axadrezadas que apareceram nas lojas há alguns anos. E nos trajes de esqui. Os padrões e cores foram roubados diretamente das paredes de concreto enfeitadas.
É interessante que esses padrões e cores sejam aceitos e admirados, enquanto a pichação seja considerada como abominável. São tempos difíceis para a arte.
Sofia
11
(SEDUCE-GO).
Um dos argumentos de Helga usa para considerar que a pichação não possui valor artístico é
Leia o texto e, a seguir, responda as questões 1 e 2.
Uns braços
Machado de Assis
Inácio estremeceu, ouvindo os gritos do solicitador, recebeu o prato que este lhe apresentava e tratou de comer, debaixo de uma trovoada de nomes, malandro, cabeça de vento, estúpido, maluco.
— Onde anda que nunca ouve o que lhe digo? Hei de contar tudo a seu pai, para que lhe sacuda a preguiça do corpo com uma boa vara de marmelo, ou um pau; sim, ainda pode apanhar, não pense que não. Estúpido! Maluco!
— Olhe que lá fora é isto mesmo que você vê aqui, continuou, voltando-se para D. Severina, senhora que vivia com ele maritalmente, há anos. Confunde-me os papéis todos, erra as casas, vai a um escrivão em vez de ir a outro, troca os advogados: é o diabo! É o tal sono pesado e contínuo. De manhã é o que se vê; primeiro que acorde é preciso quebrar-lhe os ossos… Deixe; amanhã hei de acordá-lo a pau de vassoura!
D. Severina tocou-lhe no pé, como pedindo que acabasse. Borges expetorou ainda alguns impropérios, e ficou em paz com Deus e os homens.
Não digo que ficou em paz com os meninos, porque o nosso Inácio não era propriamente menino. Tinha quinze anos feitos e bem feitos. Cabeça inculta, mas bela, olhos de rapaz que sonha, que adivinha, que indaga, que quer saber e não acaba de saber nada. Tudo isso posto sobre um corpo não destituído de graça, ainda que mal vestido. O pai é barbeiro na Cidade Nova, e pô-lo de agente, escrevente, ou que quer que era, do solicitador Borges, com esperança de vê-lo no foro, porque lhe parecia que os procuradores de causas ganhavam muito. Passava- se isto na Rua da Lapa, em 1870.
Durante alguns minutos não se ouviu mais que o tinir dos talheres e o ruído da mastigação. Borges abarrotava-se de alface e vaca; interrompia-se para virgular a oração com um golpe de vinho e continuava logo calado.
Inácio ia comendo devagarinho, não ousando levantar os olhos do prato, nem para colocá-los onde eles estavam no momento em que o terrível Borges o descompôs. Verdade é que seria agora muito arriscado. Nunca ele pôs os olhos nos braços de D. Severina que se não esquecesse de si e de tudo.
Leia o texto e, a seguir, responda as questões 3, 4 e 5.
Como catástrofes naturais afetam a saúde mental
Podemos até sobreviver a uma catástrofe, mas dificilmente sairemos "inteiros" — e não, não estamos falando de lesões físicas.
Por Vanessa Barbosa, de Exame.comaccess_time5 abr 2017, 12h51 - Atualizado em 5 abr 2017, 14h56.
Os custos dos desastres naturais e catástrofes climáticas normalmente são traduzidos em perdas de vidas humanas e imensos prejuízos econômicos. Mas, nos últimos anos, os cientistas têm se debruçado.
Sobre um dos efeitos mais perversos e, talvez, mais difíceis de se quantificar: os impactos sobre a saúde mental.
Difíceis de curar, os impactos psicológicos de um desastre natural são como “feridas abertas na mente”, e como toda ferida, precisa de tratamento — o que nem sempre acontece.
O alerta vem de um novo relatório divulgado pela Associação Americana de Psicologia intitulado “Saúde Mental e Nosso Clima em Mudança: Impactos, Implicações e Orientação”.
Afetados por catástrofes climáticas ou naturais, de enchentes a terremotos, são expostos a inúmeras fontes de sofrimento, que podem vir na forma de trauma e choque devido a lesões pessoais, perda de entes queridos, dano a bens pessoais ou mesmo a perda de meios de subsistência, como um pescador que se vê impossibilitado de acessar o rio de costume por causa do rompimento de uma represa, apenas para citar um exemplo.
O estudo explica que, em um primeiro momento, emoções negativas intensas como terror, raiva e choque podem dominar a resposta das pessoas a um desastre. Com o tempo, esses sentimentos podem eventualmente diminuir, dando lugar a transtornos de estresse pós-traumático.
Como exemplo dos impactos que os desastres naturais podem ter, entre uma amostra de pessoas que vivem em áreas afetadas pelo furacão Katrina em 2005, as taxas de suicídio e de pessoas que já pensaram em tirar a própria vida mais do que duplicaram.
Não para aí. Segundo o relatório, uma em cada seis pessoas apresentou sintomas de transtorno de estresse pós-traumático (TEPT) e 49 por cento desenvolveram ansiedade ou transtorno de humor, como depressão.
Altos níveis de estresse e ansiedade também estão ligados a efeitos sobre a saúde física, como um sistema imunológico enfraquecido. A preocupação com os impactos reais ou potenciais das mudanças climáticas pode, ainda, levar a problemas relacionados ao estresse, como o abuso de substâncias químicas, álcool e outras drogas.
O check-in online é feito através da Internet. A maioria das companhias aéreas oferece aos passageiros essa possibilidade.
O check-in online, passo a passo:
1. O check-in online é feito no site da companhia aérea.
2. Vá para o site da linha aérea e clique no link "check-in online". A companhia pedirá que digite o código da reserva, o nome, cidade de partida e de chegada ou outros dados, tais como o seu e-mail ou o número do cartão de crédito.
3. Após a digitação dos dados, será mostrado o cartão de embarque que deve ser impresso e levado até o aeroporto. Algumas companhias não disponibilizam o cartão de embarque para impressão no ato do check-in online, sendo necessário o comparecimento do viajante ao guichê da empresa, no aeroporto.
Leia o texto e, a seguir, responda as questões 7, 8 e 9.
Meninas fora da escola
Ana Paula Padrão
Não posso dizer que seja surpreendente. Ou inesperado. Mas certamente o dado é revoltante. É desanimador para quem, como eu, acredita que só a educação, especialmente de meninas, pode mudar o curso da história.
São as mulheres, na maioria das famílias, que criam as crianças. É um fato que mães bem educadas transformam crianças em adultos seguros, com autoestima firme e capacidade de realizar boas escolhas. Mas a quem isso interessa, me pergunto depois de ler os números a seguir.
Relatório da Unesco recém-divulgado diz que a paridade de gênero nas matrículas da educação primária, meta mundial que deveria ter sido alcançada em 2005, está muito longe de se tornar realidade. O atraso é tão abismal que apenas 69% dos países vão chegar a ter meninos e meninas em igual número nas escolas primárias em 2015!
Quem puxa o índice para baixo são, é claro, os países mais pobres. Neles, meninas que nunca foram à escola (cerca de 43% do total no terceiro mundo!) jamais terão chance de ir — é o que conclui a Unesco. Por preconceito, ignorância e questões econômicas e/ou culturais as famílias preferem manter as meninas em casa se tiverem que escolher entre educá-las ou aos meninos.
Outro fator que limita a educação de mulheres é o casamento precoce. Dados do período 2000-2011 mostram que, em 41 países, 30% ou mais das mulheres de 20 a 24 anos estavam casadas ou comprometidas desde os 18 anos. É o caso da Indonésia, onde uma lei que proíbe os matrimônios de menores de idade está em vigor desde 1974, mas isso não mudou em nada o índice de casamentos de meninas ou de escolaridade delas. O governo tende a não interferir no comportamento secular das famílias.
Um dado bastante relevante é que, quando vão à escola, as meninas progridem tanto quanto os meninos — ou mais. Em 58 países citados no relatório por terem apresentado dados confiáveis a taxa de permanência delas na quinta série é igual ou maior que a deles. Isso apesar de as meninas nem sempre encontrarem o ambiente ideal para o aprendizado.
Material didático que estimula a discriminação, o viés machista dos currículos e até mesmo a violência sexual contra meninas exigem delas uma determinação extra para continuar os estudos. Não por acaso a paquistanesa Malala, atingida por um tiro na cabeça por ter enfrentado a perseguição talibã e insistido em estudar, ganhou o Nobel da Paz.
Professoras que fossem exemplos para as meninas também ajudariam a mudar essa tendência, mas ainda segundo o relatório da Unesco, a porcentagem de mulheres no corpo docente da educação primária aumentou, desde 1999, de 58% para 63% na média global. É menos que pouco. É quase nada.
Mulheres arrastam atrás de si uma sina nefasta. São, regra geral no mundo, seres invisíveis cujo único papel é referendar o protagonismo masculino. Mas apesar de atávica essa sentença não precisa ser definitiva e cabe a cada um de nós, mulheres e homens, sentir o incômodo da indignação. Torço para que seja doloroso para você, leitor, como foi para mim, enfrentar os dados desse relatório. A dor nos lança a mudanças que o conforto jamais permitiria.
Leia os textos e, a seguir, responda as questões 11 e 12.
Texto 1
O AMOR
O sentimento não afeta só o nosso ego de forma figurada, mas está presente de forma mais concreta, produz reações visíveis em nosso corpo inteiro. A dopamina produz a sensação de felicidade, a adrenalina causa a aceleração do coração e a excitação. A noradrenalina é o hormônio responsável pelo desejo sexual entre um casal, nesse estágio é que se diz que existe uma verdadeira química, pois os corpos se misturam como elementos em uma reação química. Mas acontece que essa sensação se desgasta e não dura muito tempo, pois o organismo se mostra indiferente a ela ao longo do convívio do casal.
Texto 2
BILHETE
Se tu me amas, ama-me baixinho
Não o grites de cima dos telhados
Deixa em paz os passarinhos
Deixa em paz a mim!
Se me queres,
enfim,
tem de ser bem devagarinho, Amada,
que a vida é breve, e o amor mais breve ainda...
11
(SEDUCE-GO).
Sobre as informações contidas nos textos, conclui-se que
Leia o texto, e a seguir, responda as questões 4 e 5.
Um sopro de vida
Clarice Lispector
O tempo passa depressa demais e a vida é tão curta.
Então — para que eu não seja engolido pela voracidade das horas e pelas novidades que fazem o tempo passar depressa —, eu cultivo um certo tédio. Degusto, assim, cada detestável minuto. E cultivo também o vazio silêncio da eternidade da espécie. Quero viver muitos minutos num só minuto.
Passagens do texto como “Degusto, assim, cada detestável minuto. E cultivo também o vazio silêncio da eternidade da espécie.”, revelam um locutor que utiliza uma linguagem, predominantemente,
Em “Eu sou filho do Nordeste, / não nego meu naturá / Mas uma seca medonha / me tangeu de lá prá cá”, a palavra “mas” pode ser substituída, sem que haja alteração de sentido, por