Meus seguidores

terça-feira, 1 de agosto de 2017

ENEM_LinguagemCodigos_2009_2ªAp

ENEM 2009 - 2ª APLICAÇÃO
ENEM 2009 - LINGUAGENS E CÓDIGOS - 2ª APLICAÇÃO

01
(ENEM 2009 - 2ª Aplicação).

Figura 1: Disponível em www.jagged-globe.co.uk/images/i/1293.jpg.

Figura 2: Disponível em lproweb.procempa.com.br.

Figura 3: Disponível em www.estadao.com.br/fotos/jamelao10.JPG.

Figura 4: Disponível em: www.geocities.com/cosavip/.

Figura 5: Disponível em: www.amigosdavilamariana.com.br/?q=node/9.

A música desempenha diversas funções na sociedade: educar, entreter, louvar, dominar, seduzir, entre outras. Considerando o trabalho do artista em seu meio cultural, é correto afirmar que a figura

A
B
C
D
E


02
(ENEM 2009 - 2ª Aplicação).

INFO Exame. Para quem vive de tecnologia. São Paulo: Ed. Abril, n.° 273, Nov. 2008, p. 20.

O impacto social das novas tecnologias de comunicação na vida das pessoas é enorme, como mostra a tirinha acima, que representa, principalmente,

A
B
C
D
E


03
(ENEM 2009 - 2ª Aplicação).

SCLIAR, Carlos. Soldados no Front. Xilografia s/ papel, 32,7 x 21,9 cm. Disponível em: http://www.mac.usp.br/mac/menuLateral.asp?op=8#. Acesso em: 01 maio. 2009.

A gravura acima, de Carlos Scliar, que se refere à experiência da guerra na Itália em 1944, relaciona-se com

A
B
C
D
E


04
(ENEM 2009 - 2ª Aplicação).

  A cultura corporal de movimento está expressa em jogos, esporte, danças, artes marciais, lutas, ginástica e outros movimentos que ainda são emergentes. Certos movimentos são significativos para determinada região do país, mas não para outras. Você, por exemplo, que nasceu e cresceu em determinada cidade pertencente a uma região do nosso país, aprendeu e praticou alguns jogos, esportes e dançou um tipo de música porque tais manifestações são parte integrante da sua comunidade.

DARIDO, S. C.e SOUZA JUNIOR, O. Para esinar eucação física. São Paulo: Papirus Editora, 2007 (adaptado).

O Brasil tem características culturais embasadas na miscigenação de raças e etnias que influenciam as manifestações de movimento, como, por exemplo,

A
B
C
D
E


05
(ENEM 2009 - 2ª Aplicação).

   Trabalhe, trabalhe, trabalhe. Mas não se esqueça: vírgulas significam pausas.

Revista Língua Portuguesa, n.º 36, outubro de 2008, p. 30.

A publicidade utiliza recursos e elementos linguísticos e extralinguísticos para propagar sua mensagem. O autor do texto publicitário acima, para construir seu sentido, baseia-se

A
B
C
D
E


06
(ENEM 2009 - 2ª Aplicação).

Disponível em: http://www.fundacaofia.com.br/ceats/eca_gibi/capa.htm. Acesso em: 3 maio 2009 (adaptado).

Para o uso cotidiano de qualquer gênero de texto que circula em nossa sociedade, é necessário que se conheça sua finalidade, função social e organização textual. Pela leitura da história em quadrinhos, infere-se que o gênero estatuto

A
B
C
D
E


07
(ENEM 2009 - 2ª Aplicação).

Laerte. Disponível em: www.laerte.com.br. Acesso em: 14 jul. 2008.

Na tirinha acima, as expressões do segundo quadrinho

A
B
C
D
E


08
(ENEM 2009 - 2ª Aplicação).

S.O.S. Português

  Por que os pronomes oblíquos têm esse nome e quais as regras para utilizá-los?

  As expressões “pronome oblíquo” e “pronome reto” são oriundas do latim (casus obliquus e casus rectus).

  Elas eram usadas para classificar as palavras de acordo com a função sintática. Quando estavam como sujeito, pertenciam ao caso reto. Se exerciam outra função (exceto a de vocativo), eram relacionadas ao caso oblíquo, pois um dos sentidos da palavra oblíquo é “não é direito ou reto”.

   Os pronomes pessoais da língua portuguesa seguem o mesmo padrão: os que desempenham a função de sujeito (eu, tu, ele, nós, vós e eles) são os pessoais do caso reto; e os que normalmente têm a função de complementos verbais (me, mim, comigo, te, ti, contigo, o, os, a, as, lhe, lhes, se, si, consigo, nos, conosco, vos e convosco) são os do caso oblíquo.

NOVA ESCOLA. Coluna “Na dúvida”, dez. 2008, p. 20.

Na descrição dos pronomes, estão implícitas regras de utilização adequadas para situações que exigem linguagem formal. A estrutura que está de acordo com as regras apresentadas no texto é:

A
B
C
D
E


09
(ENEM 2009 - 2ª Aplicação).

   A verdade é que não me preocupo muito com o outro mundo. Admito Deus, pagador celeste dos meus trabalhadores, mal remunerados cá na terra, e admito o diabo, futuro carrasco do ladrão que me furtou uma vaca de raça. Tenho, portanto, um pouco de religião, embora julgue que, em parte, ela é dispensável a um homem. Mas mulher sem religião é horrível.

  Comunista, materialista. Bonito casamento! Amizade com o Padilha, aquele imbecil. “Palestras amenas e variadas”. Que haveria nas palestras? Reformas sociais, ou coisa pior. Sei lá! Mulher sem religião é capaz de tudo.

RAMOS, Graciliano. São Bernardo. Rio de Janeiro: Record, 1981, p. 131

Uma das características da prosa de Graciliano Ramos é ser bastante direta e enxuta. No romance São Bernardo, o autor faz a análise psicológica de personagens e expõe desigualdades sociais com base na relação entre patrão e empregado, além da relação conjugal. Nesse sentido, o texto revela

A
B
C
D
E


10
(ENEM 2009 - 2ª Aplicação).

   Um objetivo para um número cada vez maior de empresas é realizar negócios eletronicamente com outras empresas, e, em especial, com fornecedores e clientes.

   Por exemplo, fabricantes de automóveis, aeronaves e computadores, entre outros, compram subsistemas de diversos fornecedores, e depois montam as peças.

   Utilizando computadores, os fabricantes podem emitir pedidos eletronicamente, conforme necessário. A capacidade de emitir pedidos em tempo real reduz a necessidade de grandes estoques e aumenta a eficiência.

TANEMBAUM, Andrew S.Redes de computadores, 4ª Ed.,RJ, Elsevier, 2003 (adaptado).

A realização de negócios com consumidores pela Internet, denominado comércio eletrônico – e-commerce – tem

A
B
C
D
E


11
(ENEM 2009 - 2ª Aplicação).

PROCURE DIREITO PARA CHEGAR ONDE QUER

   A nossa empresa desenvolveu um programa de estudos com vários cursos voltados para a carreira jurídica. Usufrua as vantagens do melhor material didático, da estrutura física e tecnológica e da alta qualidade de nosso corpo docente.

   Após cada aula, são disponibilizadas online questões de provas de concursos públicos sobre o conteúdo apresentado. A evolução do aprendizado é monitorada e o aluno recebe relatórios sobre o seu desempenho.

Correio Braziliense. Caderno Simuladão, 28 abr. 2009, p. 5.

No texto publicitário acima, predomina a função conativa da linguagem, que é centrada no receptor da mensagem.

No texto em questão, os recursos de linguagem empregados têm o objetivo de convencer

A
B
C
D
E


12
(ENEM 2009 - 2ª Aplicação).

Disponível em: http://patacoadas-do-cleber.blogspot.com/2008/04/ histria-em-quadrinhosgrafite-e-seus_4121.html. Acesso em 18 jan. 2009.

Nas falas do 1.º e do 3.º quadrinhos, observam-se características que demonstram a intenção do cartunista em adotar uma

A
B
C
D
E


13
(ENEM 2009 - 2ª Aplicação).

Texto 1

  José de Anchieta fazia parte da Companhia de Jesus, veio ao Brasil aos 19 anos para catequizar a população das primeiras cidades brasileiras e, como instrumento de trabalho, escreveu manuais, poemas e peças teatrais.

Texto 2

  Todo o Brasil é um jardim em frescura e bosque e não se vê em todo ano árvore nem erva seca. Os arvoredos se vão às nuvens de admirável altura e grossura e variedade de espécies. Muitos dão bons frutos e o que lhes dá graça é que há neles muitos passarinhos de grande formosura e variedades e em seu canto não dão vantagem aos rouxinóis, pintassilgos, colorinos e canários de Portugal e fazem uma harmonia quando um homem vai por este caminho, que é para louvar o Senhor, e os bosques são tão frescos que os lindos e artificiais de Portugal ficam muito abaixo.

ANCHIETA, José de. Cartas, informações, fragmentos históricos e sermões do Padre Joseph de Anchieta. Rio de Janeiro: S.J., 1933, 430-31 p.

A leitura dos textos revela a preocupação de Anchieta com a exaltação da religiosidade. No texto 2, o autor exalta, ainda, a beleza natural do Brasil por meio

A
B
C
D
E


14
(ENEM 2009 - 2ª Aplicação).

Linhas tortas

  Há uma literatura antipática e insincera que só usa expressões corretas, só se ocupa de coisas agradáveis, não se molha em dias de inverno e por isso ignora que há pessoas que não podem comprar capas de borracha.

   Quando a chuva aparece, essa literatura fica em casa, bem aquecida, com as portas fechadas. [...] Acha que tudo está direito, que o Brasil é um mundo e que somos felizes.

  [...] Ora, não é verdade que tudo vá tão bem [...]. Nos algodoais e nos canaviais do Nordeste, nas plantações de cacau e de café, nas cidadezinhas decadentes do interior, nas fábricas, nas casas de cômodos, nos prostíbulos, há milhões de criaturas que andam aperreadas.

  [...]

   Os escritores atuais foram estudar o subúrbio, a fábrica, o engenho, a prisão da roça, o colégio do professor mambembe.

  Para isso resignaram-se a abandonar o asfalto e o café, [...] tiveram a coragem de falar errado como toda gente, sem dicionário, sem gramáticas, sem manual de retórica.

   Ouviram gritos, palavrões e meteram tudo nos livros que escreveram.

RAMOS, Graciliano. Linhas tortas. 8.ª ed. São Paulo: Record, 1980, p. 92/3.

O ponto de vista defendido por Graciliano Ramos

A
B
C
D
E


15
(ENEM 2009 - 2ª Aplicação).

  Para nos auxiliar na localização dos diversos sítios na Internet, eles são identificados por “nomes de domínios”. No endereço inep.gov.br, “br” indica o país, Brasil, “gov” indica um órgão do governo, “inep” é a sigla do órgão. Os domínios “.com” ou “.com.br” são comerciais, os domínios “.org” ou “.org.br” são de organizações não governamentais (ONGs), sem fins de lucro. Um endereço de correio eletrônico jurua@inep.gov.br localiza a pessoa conhecida como “jurua” dentro do Inep. Os domínios terminados em “.com”, “.org”, “.edu” não se referem a nenhum país específico e, por isso, são conhecidos como domínios genéricos.

Com base nessas informações, é correto afirmar que, se uma pessoa tivesse de localizar o endereço eletrônico de outra, sabendo que ela é do Ministério da Educação (MEC) e que seu endereço começa por “jurua”, ela deveria escrever para

A
B
C
D
E


16
(ENEM 2009 - 2ª Aplicação).

   O acesso a informações remotas pode se dar de várias formas. Ele pode significar navegar na World Wide Web para obter informações ou apenas por diversão. As informações disponíveis incluem artes, negócios, culinária, governo, saúde, história e muitos outros. Muitos jornais são publicados on-line e podem ser personalizados. Por exemplo, às vezes é possível solicitar todas as informações sobre políticos corruptos, grandes incêndios, escândalos envolvendo celebridades e epidemias, mas dispensar qualquer notícia sobre esportes.

Tanembaum, Andrew S.Redes de computadores, 4.ª Ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2003.

Quanto ao desenvolvimento das sociedades e ao conhecimento produzido por essa tecnologia, verifica-se que

A
B
C
D
E


17
(ENEM 2009 - 2ª Aplicação).

   A transparência na administração pública tem um lado positivo, ao permitir o acompanhamento das ações e das despesas dos governos por parte dos cidadãos. Por outro lado, a divulgação indiscriminada de informações, especialmente associadas a indivíduos, pode levar a maledicências, chantagens e exposição da privacidade em aspectos irrelevantes para o interesse público.

Considerando-se as informações apresentadas, defende-se a divulgação de dados referentes aos indivíduos quando

A
B
C
D
E


18
(ENEM 2009 - 2ª Aplicação).

Lisongeia outra vez impaciente a retenção de sua mesma desgraça...

Gregório de Matos

  Discreta e formosíssima Maria,

  Enquanto estamos vendo claramente

  Na vossa ardente vista o sol ardente,

  E na rosada face a Aurora fria:

  

  Enquanto pois produz, enquanto cria

  Essa esfera gentil, mina excelente

  No cabelo o metal mais reluzente,

  E na boca a mais fina pedraria:

  

  Gozai, gozai da flor da formosura,

  Antes que o frio da madura idade

  Tronco deixe despido, o que é verdura.

  

  Que passado o Zenith da mocidade,

  Sem a noite encontrar da sepultura,

  É cada dia ocaso de beldade.

CUNHA, H. P. Convivência maneirista e barroca na obra de Gregório de Matos. In: Origens da Literatura Brasileira. Rio de Janeiro:Tempo Brasileiro, 1979.p. 90.

O Barroco é um movimento complexo, considerado como a arte dos contrastes. O poema de Gregório de Matos, que revela características do Barroco brasileiro, é uma espécie de livre-tradução de um poema de Luís de Góngora, importante poeta espanhol do século XVII.

Fruto de sua época, o poema de Gregório de Matos destaca

A
B
C
D
E


19
(ENEM 2009 - 2ª Aplicação).

Os poemas

  Os poemas são pássaros que chegam

  não se sabe de onde e pousam

  no livro que lês.

  Quando fechas o livro, eles alçam vôo

  como de um alçapão.

  Eles não têm pouso

  nem porto;

  alimentam-se um instante em cada

  par de mãos e partem.

  E olhas, então, essas tuas mãos vazias,

  no maravilhado espanto de saberes

  que o alimento deles já estava em ti ...

QUINTANA, Mário. Antologia Poética. Porto Alegre: L&PM Pocket, 2001, p. 104.

O poema sugere que o leitor é parte fundamental no processo de construção de sentido da poesia. O verso que melhor expressa essa ideia é

A
B
C
D
E


20
(ENEM 2009 - 2ª Aplicação).

  Resolvo-me a contar, depois de muita hesitação, casos passados há dez anos — e, antes de começar, digo os motivos por que silenciei e por que me decido. Não conservo notas: algumas que tomei foram inutilizadas e, assim, com o decorrer do tempo, ia-me parecendo cada dia mais difícil, quase impossível, redigir esta narrativa.

  Além disso, julgando a matéria superior às minhas forças, esperei que outros mais aptos se ocupassem dela. Não vai aqui falsa modéstia, como adiante se verá. Também me afligiu a idéia de jogar no papel criaturas vivas, sem disfarces, com os nomes que têm no registro civil. Repugnava-me deformá-las, dar-lhes pseudônimo, fazer do livro uma espécie de romance; mas teria eu o direito de utilizá-las em história presumivelmente verdadeira? Que diriam elas se vissem impressas, realizando atos esquecidos, repetindo palavras contestáveis e obliteradas?

RAMOS, Graciliano. Memórias do cárcere. Rio de Janeiro: Record, 2000, v.1, p. 33. Em relação ao seu contexto literário e sócio-histórico, esse fragmento da obra Memórias do Cárcere, do escritor Graciliano Ramos.

Em relação ao seu contexto literário e sócio-histórico, esse fragmento da obra Memórias do Cárcere, do escritor Graciliano Ramos,

A
B
C
D
E


21
(ENEM 2009 - 2ª Aplicação).

   Em entrevista à revista Info Exame, o pesquisador Don Tapscott, autor que estuda o fenômeno da Geração Net, quando perguntado acerca do aumento do desnível entre quem tem acesso à tecnologia e quem não tem, respondeu que “O divisor digital é um problema, mas está melhorando. Nos países mais desenvolvidos, como os do G20 (grupo que inclui o Brasil), o acesso a ferramentas digitais não é terrivelmente caro para a maioria da população. Obviamente, há famílias que têm dificuldades até para se alimentar. Assim, a experiência de bibliotecas ou centros comunitários com acesso livre à Internet é importante”.

INFO Exame. Para quem vive de tecnologia. São Paulo: Ed. Abril, n.° 274, dez. 2008, p. 53.(fragmento).

O acesso livre à Internet está relacionado ao acesso ao conhecimento produzido pela sociedade. Considerando o exposto pelo autor, conclui-se que

A
B
C
D
E


22
(ENEM 2009 - 2ª Aplicação).

   As modernas tecnologias de comunicação modificaram as relações sociais no mundo que, hoje, é caracterizado pela rapidez e pela velocidade. Neste mundo, a informação é transmitida sempre com pressa e em tempo real. As câmeras de TV, espalhadas por todos os lugares, colhem imagens de tudo e transmitem instantaneamente para todo o mundo. Como a vida é agitada e o tempo é curto para todos, a mídia encarrega-se de abreviar os fatos, resumi-los ao máximo no menor espaço de tempo para atingir mais e mais pessoas. A própria linguagem da TV, veloz e entrecortada, impede uma abordagem mais minuciosa dos conflitos. Na TV, monta-se, embala-se e distribui-se o produto, no caso, a notícia.

PORCELLO, Flávio A. Camargo. Comunicação, discurso e mito: no ar, o show de notícias. Os telejornais mostram a vida como ele não é. In: Dornelles, Beatriz (org.) Mídia, imprensa e as novas tecnologias. Porto Alegre: Ed. PUCRS, 2006, p. 106-107 (adaptado).

As tecnologias de comunicação exercem funções diversas na vida das pessoas, sendo a televisão um dos meios de informação mais influentes da atualidade. A esse respeito, verifica-se que

A
B
C
D
E


23
(ENEM 2009 - 2ª Aplicação).

   Terça-feira, 30 de maio de 1893.

   Eu gosto muito de todas as festas de Diamantina; mas quando são na igreja do Rosário, que é quase pegada à chácara de vovó, eu gosto ainda mais. Até parece que a festa é nossa. E este ano foi mesmo. Foi sorteada para rainha do Rosário uma ex-escrava de vovó chamada Júlia e para rei um negro muito entusiasmado que eu não conhecia. Coitada de Júlia! Ela vinha há muito tempo ajuntando dinheiro para comprar um rancho. Gastou tudo na festa e ainda ficou devendo. Agora é que eu vi como fica caro para os pobres dos negros serem reis por um dia.

   Júlia com o vestido e a coroa já gastou muito. Além disso, teve de dar um jantar para a corte toda. A rainha tem uma caudatária que vai atrás segurando na capa que tem uma grande cauda. Esta também é negra da chácara e ajudou no jantar. Eu acho graça é no entusiasmo dos pretos neste reinado tão curto. Ninguém rejeita o cargo, mesmo sabendo a despesa que dá!

MORLEY, Helena. Minha vida de menina. São Paulo: Companhia das Letras, 1998, p. 57.

O trecho acima apresenta marcas textuais que justificam o emprego da linguagem coloquial. O tom informal do discurso se deve ao fato de que se trata de

A
B
C
D
E


24
(ENEM 2009 - 2ª Aplicação).

Seca d’água

  É triste para o Nordeste

  o que a natureza fez

  mandou 5 anos de seca

  uma chuva em cada mês

  e agora, em 85

  mandou tudo de vez.

  

  A sorte do nordestino

  é mesmo de fazer dó

  seca sem chuva é ruim

  mas seca d’água é pior.

  

  Quando chove brandamente

  depressa nasce o capim

  dá milho, arroz, feijão

  mandioca e amendoim

  mas como em 85

  até o sapo achou ruim.

  [...]

  Meus senhores governantes

  da nossa grande nação

  o flagelo das enchentes

  é de cortar o coração

  muitas famílias vivendo

  sem lar, sem roupa e sem pão.

ASSARÉ, Patativa do. Digo e não peço segredo. São Paulo: Escritura, 2001, p. 117-118.

Esse é um fragmento do poema Seca d’água, do poeta popular Patativa do Assaré. Nesse fragmento, a relação entre o texto poético e o contexto social se verifica

A
B
C
D
E


25
(ENEM 2009 - 2ª Aplicação).

Veja, 20 de maio, 2009 (adaptado).

Na interpretação das informações do gráfico, apresentadas abaixo, respeitam-se as regras gramaticais da norma padrão da língua portuguesa em:

A
B
C
D
E


26
(ENEM 2009 - 2ª Aplicação).

  O falecimento de uma criança é um dia de festa. Ressoam as violas na cabana dos pobres pais, jubilosos entre as lágrimas; referve o samba turbulento; vibram nos ares, fortes, as coplas dos desafios, enquanto, a uma banda, entre duas velas de carnaúba, coroado de flores, o anjinho exposto espelha, no último sorriso paralisado, a felicidade suprema da volta para os céus, para a felicidade eterna — que é a preocupação dominadora daquelas almas ingênuas e primitivas.

CUNHA, Euclides da. Os sertões: campanha de Canudos. Edição comemorativa do 90.º ano do lançamento. Rio de Janeiro: Ediouro, 1992, p. 78.

Nessa descrição de costume regional, é empregada

A
B
C
D
E


27
(ENEM 2009 - 2ª Aplicação).

Violoncelo

  (...)

  Chorai, arcadas

  Do violoncelo!

  Convulsionadas

  Pontes aladas

  De pesadelo...

  (...)

  De que esvoaçam,

  Brancos, os arcos...

  Por baixo passam,

  Se despedaçam,

  No rio, os barcos.

PESSANHA, Camilo. Violoncelo. In: GOMES, Á. C. O Simbolismo, São Paulo: Editora Ática, 1994, p.45.

Os poetas simbolistas valorizaram as possibilidades expressivas da língua e sua musicalidade.

Aprofundaram a expressão individual até o nível do subconsciente. Desse esforço resultou, quase sempre, uma visão desencantada e pessimista do mundo.

Nas estrofes destacadas do poema Violoncelo, as características do Simbolismo revelam-se na

A
B
C
D
E


28
(ENEM 2009 - 2ª Aplicação).

   A maratona é a mais longa, difícil e emocionante prova olímpica. Desde 1924, seu percurso é de 42,195 km. Tudo começou no ano de 490 a.C., quando os soldados gregos e persas travaram uma batalha que se desenrolou entre a cidade de Maratona e o mar Egeu. A luta estava difícil para os gregos. Comandados por Dario, os persas avançavam seu exército em direção a Maratona. Milcíades, o comandante grego, chamou o soldado Fílcides para pedir reforços. Ele levou o apelo de cidade em cidade até chegar a Atenas, 40 km distante. Com os reforços, os gregos venceram. Milcíades ordenou que Fílcides fosse outra vez a Atenas para informar que tinham vencido a batalha.

   Quando Fílcides chegou ao seu destino, só teve forças para dizer uma palavra: “Vencemos”. E caiu morto.

DUARTE, Marcelo. O guia dos curiosos, São Paulo, Companhia das Letras, 1995, p. 197.

No texto, de natureza informativa,

A
B
C
D
E


29
(ENEM 2009 - 2ª Aplicação).

Oferta

  Quem sabe

  Se algum dia

  Traria

  O elevador

  Até aqui

  O teu amor

ANDRADE, Oswald de. Obras Completas de Oswald de Andrade. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1978, p. 33.

O poema Oferta, de Oswald de Andrade, apresenta em sua estrutura e temática uma relação evidente com um aspecto da modernização da sociedade brasileira. Trata-se da

A
B
C
D
E


30
(ENEM 2009 - 2ª Aplicação).

   Quaresma despiu-se, lavou-se, enfiou a roupa de casa, veio para a biblioteca, sentou-se a uma cadeira de balanço, descansando. Estava num aposento vasto, e todo ele era forrado de estantes de ferro. Havia perto de dez, com quatro prateleiras, fora as pequenas com os livros de maior tomo. Quem examinasse vagarosamente aquela grande coleção de livros havia de espantar-se ao perceber o espírito que presidia a sua reunião. Na ficção, havia unicamente autores nacionais ou tidos como tais: o Bento Teixeira, da Prosopopéia; o Gregório de Matos, o Basílio da Gama, o Santa Rita Durão, o José de Alencar (todo), o Macedo, o Gonçalves Dias (todo), além de muitos outros.

BARRETO, Lima. Triste fim de Policarpo Quaresma. Rio de Janeiro: Mediafashion, 2008, p. 12 (com adaptações).

No texto, o uso do artigo definido anteposto aos nomes próprios dos escritores brasileiros

A
B
C
D
E


31
(ENEM 2009 - 2ª Aplicação).

Catálogo Submarino. Ano 7, n.° 37, mai. 2009, p. 75 (adaptado).

Considerando a propaganda e a função da linguagem que, predominantemente, encontra-se nesse gênero textual, observa-se que está presente a função

A
B
C
D
E


32
(ENEM 2009 - 2ª Aplicação).

   A tentação é comer direto da fonte. A tentação é comer direto na lei. E o castigo é não querer mais parar de comer, e comer-se a si próprio que sou matéria igualmente comível.

LISPECTOR, Clarice. A paixão segundo G.H. Rio de Janeiro: Francisco Alves, 1995.

O romance A Paixão Segundo G. H. é a tentativa de dar forma ao inenarrável, esbarrando a todo momento no limite intransponível das palavras. Tal paradoxo, vale dizer, é o que funda toda literatura clariciana.

ROSENBAUM, Y. No território das pulsões. In: Clarice Lispector. Cadernos de Literatura Brasileira. Instituto Moreira Salles.Edição Especial, cadernos 17 e 18, dez. 2004, p. 266.

A repetição de palavras é um dos traços constantes na obra de Clarice Lispector e remete à impossibilidade de descrever a experiência vivida. A repetição de “comer”, no trecho citado, sugere

A
B
C
D
E


33
(ENEM 2009 - 2ª Aplicação).

  A bem dizer, sou Ponciano de Azeredo Furtado, coronel de patente, do que tenho honra e faço alarde.

  Herdei do meu avô Simeão terras de muitas medidas, gado do mais gordo, pasto do mais fino. Leio no corrente da vista e até uns latins arranhei em tempos verdes da infância, com uns padres-mestres a dez tostões por mês. Digo, modéstia de lado, que já discuti e joguei no assoalho do Foro mais de um doutor formado. Mas disso não faço glória, pois sou sujeito lavado de vaidade, mimoso no trato, de palavra educada. Trato as partes no macio, em jeito de moça. Se não recebo cortesia de igual porte, abro o peito:

  — Seu filho de égua, que pensa que é?

  (...)

   Meus dias no Sossego findaram quando fui pegado em delito de sem-vergonhismo em campo de pitangueiras. A pardavasquinha dessa intimidade de mato ganhou dúzia e meia de bolos e eu recriminação de fazer um frade de pedra verter lágrima. Simeão, sujeito severoso, veio do Sobradinho aquilatar o grau de safadeza do neto. Levei solavanco de orelha, fui comparado aos cachorros dos currais e por dois dias bem contados fiquei em galé de quarto escuro. No rabo dessa justiça, meu avô deliberou que eu devia tomar rumo da cidade:

  — Na mão dos padres eu corto os deboches desse desmazelado.

  (...)

CARVALHO, José Cândido de. O coronel e o lobisomem. Rio de Janeiro: José Olympio, 1994. p. 3-5.

Quanto ao estilo e à linguagem empregada no trecho do romance de José Cândido de Carvalho, nota-se que

A
B
C
D
E


34
(ENEM 2009 - 2ª Aplicação).

  Muito se tem falado da sociedade informacional, da sociedade da comunicação global, do surgimento das redes telemáticas e de sua correlata dinâmica social. O ciberespaço é lócus de efervescência social e canal por onde circulam formas multimodais de informação. A rede é artefato, conteúdo, canal e metáfora. Como meio, a Internet problematiza a forma midiática massiva de divulgação cultural e artística. Ela é o foco de irradiação de informação, conhecimento e troca de mensagens entre pessoas ao redor do mundo, abrindo o polo da emissão. Com a cibercultura, trata-se efetivamente da emergência de uma liberação do polo da emissão, onde todos os usuários são autores, e é essa liberação que, em nossa hipótese, vai marcar a cultura da rede contemporânea em suas mais diversas manifestações: chats, Orkut, jogos online, fotologs, weblogs, wikipédia, troca de músicas, filmes, fotos, textos, software livre... Ligar-se ao outro, ou re-ligar, parece ser o mote atual da cibercultura, criando formas de sociabilidade, tendo nas tecnologias digitais um vetor de agregação social. A cibercultura contemporânea é fruto de influências mútuas, de trabalho cooperativo, de criação e de livre circulação de informação através dos novos dispositivos eletrônicos e telemáticos. É nesse sentido que a cibercultura traz uma cultura baseada na metáfora do copyleft.

LEMOS, André. Cibercultura, cultura e identidade. Em direção a uma “Cultura Copyleft”. Disponível em: http://www.contemporanea.poscom.ufba.br /v2n2_pdf_dez04/lemoscibercultura- v2n2.pdf. Acesso em: 02 maio 2009. (adaptado).

O texto Cibercultura, cultura e identidade de André Lemos, visa demonstrar que a cibercultura

A
B
C
D
E


35
(ENEM 2009 - 2ª Aplicação).

Sorriso interior

  O ser que é ser e que jamais vacila

  Nas guerras imortais entra sem susto,

  Leva consigo esse brasão augusto

  Do grande amor, da nobre fé tranquila.

  

  Os abismos carnais da triste argila

  Ele os vence sem ânsias e sem custo...

  Fica sereno, num sorriso justo,

  Enquanto tudo em derredor oscila.

  

  Ondas interiores de grandeza

  Dão-lhe essa glória em frente à Natureza,

  Esse esplendor, todo esse largo eflúvio.

  

  O ser que é ser transforma tudo em flores...

  E para ironizar as próprias dores

  Canta por entre as águas do Dilúvio!

CRUZ e SOUZA, João da. Sorriso interior. Últimos sonetos. Rio de Janeiro: UFSC/Fundação Casa de Rui Barbosa/FCC, 1984.

O poema representa a estética do Simbolismo, nascido como uma reação ao Parnasianismo por volta de 1885. O Simbolismo tem como característica, entre outras, a visão do poeta inspirado e capaz de mostrar à humanidade, pela poesia, o que esta não percebe.

O trecho do poema de Cruz e Souza que melhor exemplifica o fazer poético, de acordo com as características dos simbolistas, é:

A
B
C
D
E


36
(ENEM 2009 - 2ª Aplicação).

Tempo Perdido

  Todos os dias quando acordo,

  Não tenho mais o tempo que passou

  Mas tenho muito tempo:

  Temos todo o tempo do mundo.

  

  Todos os dias antes de dormir,

  Lembro e esqueço como foi o dia:

  (...)

  Nosso suor sagrado

  É bem mais belo que esse sangue amargo

  (...)

  Veja o sol dessa manhã tão cinza:

  A tempestade que chega é da cor dos teus

  Olhos castanhos

  

  Então me abraça forte

  E diz mais uma vez

  Que já estamos distantes de tudo:

  

  Temos nosso próprio tempo.

  Não tenho medo do escuro,

  Mas deixe as luzes acesas agora,

  

  O que foi escondido é o que se escondeu,

  E o que foi prometido, ninguém prometeu

  Nem foi tempo perdido;

  Somos tão jovens

  tão jovens

  tão jovens

Renato Russo

Disponível em: http://letras.terra.com.br/legiao-urbana/22489. Acesso em: 14 abr. 2009.

Entre os trechos a seguir, retirados da letra Tempo Perdido, o que melhor reflete a função conativa ou apelativa da linguagem é

A
B
C
D
E


37
(ENEM 2009 - 2ª Aplicação).

As mãos de Ediene

   Ediene tem 16 anos, rosto redondo, trigueiro, índio e bonito das meninas do sertão nordestino. Vaidosa, põe anéis nos dedos e pinta os lábios com batom. Mas Ediene é diferente. Jamais abraçará, não namorará de mãos dadas e, se tiver filhos, não os aconchegará em seus braços para dar-lhes o calor e o alimento dos seios da mãe. A razão é simples: Ediene não tem braços. Ela os perdeu numa maromba, máquina do século passado, com dois cilindros de metal que amassam barro para fazer telhas e tijolos numa olaria. Os dedos que enche de anéis são os dos pés, com os quais escreve, desenha e passa batom nos lábios. Ela é uma das centenas de crianças mutiladas todos os anos, trabalhando como gente grande em troca de minguados cobres.

UTZERI, F. As mãos de Ediene. Jornal do Brasil, Caderno B, 2 dez. 1999 (adaptado).

Os recursos estilísticos de um texto servem para torná-lo esteticamente mais eficaz. Em As mãos de Ediene, o autor alcança esse objetivo ao coordenar adjetivos no 1.° período. Tal procedimento busca

A
B
C
D
E


38
(ENEM 2009 - 2ª Aplicação).

NASSAR, Emmanuel. Arraial, 1984. Tinta Industrial sobre Chapa de Flandres, 100 cm x 200 cm. Acervo Particular do Artista - Belém-Pará

  Os temas frequentes nas pinturas de Emmanuel Nassar são objetos banais, detalhes de artesanatos encontrados nas feiras da cidade de Belém do Pará. O artista desloca elementos do campo da visualidade popular e suburbana para o campo da visualidade de suas pinturas. Ao traduzir esses elementos para as suas pinturas, o artista produz metáforas, onde essas imagens não se exaurem em si mesmas ou em conotações socioculturais. Nassar valoriza a diversidade artística, seja ela popular ou erudita, por meio da inter-relação de elementos que se apresentam nas manifestações de vários grupos sociais.

MATTAR, Denise. Catálogo da Exposição: Emmanuel Nassar — A Poesia da Gambiarra. Rio de Janeiro: CCBB, 2003 (adaptado).

Considerando-se as informações do texto e a pintura Arraial, do artista Emmanuel Nassar, percebe-se que

A
B
C
D
E


39
(ENEM 2009 - 2ª Aplicação).

DIGA NÃO AO NÃO

  Quem disse que alguma coisa é impossível?

  Olhe ao redor. O mundo está cheio de coisas que, segundo os pessimistas, nunca teriam acontecido.

  “Impossível.”

  “Impraticável.”

  “Não”.

  E ainda assim, sim

  Sim, Santos Dumont foi o primeiro homem a decolar a bordo de um avião, impulsionado por um motor aeronáutico.

  Sim, Visconde de Mauá, um dos maiores empreendedores do Brasil, inaugurou a primeira rodovia pavimentada do país.

  Sim, a SXY Brasil também inovou no país.

  Abasteceu o primeiro voo comercial brasileiro.

  Foi a primeira empresa privada a produzir petróleo na Bacia de Campos.

  Desenvolveu um óleo combustível mais limpo, o OC Plus.

  O que é necessário para transformar o não em sim?

  Curiosidade. Mente aberta. Vontade de arriscar.

  E quando o problema parece insolúvel, quando o desafio é muito duro, dizer: vamos lá.

  Soluções de energia para um mundo real.

Jornal da ABI, Órgão Oficial da Associação Brasileira de Imprensa, n.º 336, dezembro de 2008, p. 4. (adaptado).

O autor do texto utiliza, como recurso evidente para a progressão temática,

A
B
C
D
E


40
(ENEM 2009 - 2ª Aplicação).

Sou negro

Solano Trindade

  Sou negro

  meus avós foram queimados

  pelo sol da África

  minh’alma recebeu o batismo dos tambores

  atabaques, gonguês e agogôs

  

  Contaram-me que meus avós

  vieram de Loanda

  como mercadoria de baixo preço

  plantaram cana pro senhor do engenho novo

  e fundaram o primeiro Maracatu

  

  Depois meu avô brigou como um danado

  nas terras de Zumbi

  Era valente como o quê

  Na capoeira ou na faca

  escreveu não leu

  o pau comeu

  Não foi um pai João

  humilde e manso

  

  Mesmo vovó

  não foi de brincadeira

  Na guerra dos Malês

  ela se destacou

  

  Na minh’alma ficou

  o samba

  o batuque

  o bamboleio

  e o desejo de libertação...

TRINDADE, Solano. Sou negro. In: Alda Beraldo. Trabalhando com poesia. São Paulo: Ática, 1990, v. 2.

O poema resgata a memória de fatos históricos que fazem parte do patrimônio cultural do povo brasileiro e faz referência a diversos elementos, entre os quais, incluem-se

A
B
C
D
E


41
(ENEM 2009 - 2ª Aplicação).

Atalho

  Atalhos são ícones que podem ser colocados na tela inicial do micro para facilitar o acesso a programas ou a arquivos. Assim, em vez de procurar esses elementos em diretórios e pastas, basta clicar duas vezes em seus respectivos ícones para abri-los. Um atalho não precisa ter o mesmo nome do arquivo correspondente — pode-se dar a ele qualquer apelido e associá-lo ao arquivo em questão. A palavra inglesa para atalho é shortcut, que significa cortar caminho.

Disponível em: http://www.lostdesign.net/glossario/informatica.htm (adaptado).

Os pronomes podem ter a função de retomar uma expressão ou o referente de uma expressão anteriormente citada no texto, ou que esteja proeminente no contexto. No texto, isso é feito adequadamente pelo(a)

A
B
C
D
E


42
(ENEM 2009 - 2ª Aplicação).

Pintura Rupestre.

Disponível em: http://www.fashionbubbles2.com/wp-content/uploads/2008/12/ cena-de-caca-pre-historica.jpg. Acesso em 2/maio/2009.

  A arte é quase tão antiga quanto o ser humano. A função decisiva da arte nos seus primórdios foi a de conferir poder mágico: poder sobre a natureza, poder sobre os inimigos, poder sobre o parceiro de relações sexuais, poder sobre a realidade, poder exercido no sentido de um fortalecimento da coletividade humana. Nos alvores da humanidade, a arte pouco tinha a ver com a “beleza” e nada tinha a ver com a contemplação estética, com o desfrute estético: era um instrumento mágico, uma arma da coletividade humana em sua luta pela sobrevivência. Por exemplo, a figura apresentada de uma pintura rupestre comprova que as pinturas de animais nas cavernas tinham a função de ajudar a dar ao caçador um sentido de segurança e superioridade sobre a presa.

FISCHER, Ernst. A necessidade da arte. Rio de Janeiro: Guanabara, p. 45. (adaptado).

Com base nas informações do texto, conclui-se que a arte, nos seus primórdios, tinha a função de

A
B
C
D
E


43
(ENEM 2009 - 2ª Aplicação).

   Desencaixotando Machado: a crônica está no detalhe, no mínimo, no escondido, naquilo que aos olhos comuns pode não significar nada, mas, uma palavra daqui, “uma reminiscência clássica” dali, e coloca-se de pé uma obra delicada de observação absolutamente pessoal. O borogodó está no que o cronista escolhe como tema. Nada de engomar o verbo.

  É um rabo de arraia na pompa literária. Um “falar à fresca”, como o bruxo do Cosme Velho pedia. Muitas vezes uma crônica brilha, gloriosa, mesmo que o autor esteja declarando, como é comum, a falta de qualquer assunto. Não vale o que está escrito, mas como está escrito.

SANTOS, Joaquim Ferreira dos (org.). As cem melhores crônicas brasileiras. Rio de Janeiro: Objetiva, 2005, p.17.

Em As Cem Melhores Crônicas Brasileiras, Joaquim Ferreira dos Santos argumenta contra a ideia de que a crônica é um gênero menor. De acordo com o fragmento apresentado acima, a crônica

A
B
C
D
E


44
(ENEM 2009 - 2ª Aplicação).

   Ícones das artes plásticas no Brasil e no mundo. Sua vasta e variada obra é um dos valiosos patrimônios da cultura brasileira. A seguir, são apresentadas pinturas desse grande artista.

Disponível em: www.portinari.org.br/candinho/candinho/quebra1/jogo_q.htm. Acesso em:10 nov. 2008.

Na série de pinturas apresentada, Portinari

A
B
C
D
E


45
(ENEM 2009 - 2ª Aplicação).

  A poesia que floresceu nos anos 70 do século XX é inquieta, anárquica, contestadora. A “poesia marginal”, como ficou conhecida, não se filia a nenhuma estética literária em particular, embora seja possível ver nela traços de algumas vanguardas que a precederam, como no poema a seguir.

S.O.S

Chacal

   (...) nós que não somos médicos psiquiatras

   nem ao menos bons cristãos

   nos dedicamos a salvar pessoas

   que como nós

   sofrem de um mal misterioso: o sufoco

CAMPEDELLI, Samira Y. Poesia Marginal dos Anos 70. São Paulo: Scipione, 1995 (adaptado).

Da leitura do poema e do texto crítico acima, infere-se que a poesia dos anos 70

A
B
C
D
E





Nenhum comentário:

Postar um comentário