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quarta-feira, 1 de março de 2017

Quiz 04: PORT. - 3ª Série (Ens. Médio)

Quiz 04: PORTUGUÊS - 3ª Série (Ens. Médio)
Quiz 04: PORTUGUÊS - 3ª Série (Ens. Médio)

1. (PAEBES). Leia os textos abaixo e responda.

Desmatar não vale a pena

    Desmatar é ruim, mas traz crescimento econômico. Isso é o que fizeram você acreditar durante muito tempo. A realidade é bem diferente. O modelo de ocupação predominante na Amazônia é baseado na exploração madeireira predatória e na conversão de terras para agropecuária. É o que eu chamo de “boom-colapso”: nos primeiros anos da atividade econômica baseada nesse modelo, ocorre um rápido e efêmero crescimento (o boom). Mas, em seguida, vem um declínio significativo em renda, emprego e arrecadação de tributos (o colapso). A situação de quem era pobre fica ainda pior.

    Esse modelo é nefasto em todos os sentidos. O avanço da fronteira na Amazônia é marcado pelo desmatamento, pela degradação dos recursos naturais e, se não bastasse tudo isso, pela violência rural.

    Em pouco mais de três décadas, o desmatamento passou de 0,5% do território da floresta original para quase 18% do território, em 2008. Além disso, áreas extensas de florestas sofreram degradação pela atividade madeireira predatória e devido a incêndios florestais.

VERÍSSIMO, Beto. Galileu. set. 2009. Fragmento.

Por suas características, esse texto é


2. (SPAECE). Leia o texto abaixo.

O marinheiro que tocava tuba

    Tendo nascido no interior do Ceará, como foi acabar sendo regente?

    Nasci no Iguatu, porque meu pai trabalhava naquela época nessa cidade, numa função muito delicada e até pejorativa: a de delegado de polícia. Na época, havia uma espécie de guerra no Ceará, com intervenção federal.

    [...] E, como ia sendo expulso de tudo quanto era escola, meu pai resolveu me colocar na Escola de Aprendizes de Marinheiros. Aí a coisa mudou. A escola, naquela época, era semicorrecional. Meu pai advertia: “ Agora você toma jeito”.

    Éramos 14 irmãos, dos quais eu era o quinto, pela ordem. Família “pequena”, como veem. Oito homens, seis mulheres.

Fragmento. *Adaptado: Reforma Ortográfica.

As aspas empregadas na palavra “pequena” dão à palavra um tom


3. (PAEBES). Leia o texto abaixo e responda.

Disponível em: www.infoblarg.blogspot.com/2009_12_01_ archive.html>. Acesso em: 03 mar. 2010.

De acordo com esse texto, as pessoas estão


4. (PAEBES). Leia o texto abaixo e responda.

Minha viagem

    Cada um no seu quadrado.

    Tenho quatro filhos. De vez em quando penso comigo: não parecem nem um pouco com a mãe. João, Gregório, Bárbara e Theodora têm estilos bem diferentes e cresceram com a minha maneira de lidar com eles, não só respeitando, mas valorizando isso.

    Gregório nasceu sabendo tudo, leu sozinho, argumentava sobre qualquer assunto como um palestrante desde criancinha, mas nunca gostou de sair de casa. Os amigos iam e vinham e ele ficava aqui, recebendo. Era muito tímido quando pequeno, segurava a barra da minha saia, tinha pavor de monstros e palhaços e roía muito as unhas. Meu pai, que é psicanalista, um dia aconselhou:

    – Matricula agorinha no teatro e no futebol, tem que botar um fio terra nesse menino.

BYINGTON, Olívia. In: O Globo. 31 jan. 2010, p. 46.

Nesse texto, a expressão “fio terra” tem o sentido de


5. (PAEBES). Leia os textos abaixo e responda.

Texto 1

Cultura digital para todos

   Fórum lançado pelo Ministério da Cultura tenta construir política pública que reconheça a centralidade da questão digital e busque meios de assegurar o acesso dos cidadãos a essa cultura.

    A cultura digital é a cultura contemporânea. Ela surge quando as artes e a informação passam a se propagar por meio de bits e sem precisar de suportes físicos (para clarear, é a cultura do MP3, não do CD). E se alastra com grande velocidade, dando ao recentíssimo “ontem” um caráter de “antigamente”. Equipamentos e softwares surgem para alterar a forma como comunicamos, nos relacionamos, consumimos, nos divertimos, vivemos, enfim.

Brasil. jul. 2009. Fragmento.

Texto 2

A palavra digital

    Os primeiros estudos sobre a escrita na internet, baseados fundamentalmente na troca de e-mails, têm pouco mais de dez anos, mas já pertencem à pré-história da vida digital. Desde então, o uso intenso de comunicadores instantâneos, blogs e redes sociais (como o Orkut, o Facebook e o Twitter), sobretudo por jovens, conduziu o tema a outra esfera de reflexões, bem mais complexa, combinando linguística, comunicação, psicologia e sociologia.

RIZZO, Sérgio. Língua. ago. 2009. Fragmento. * Adaptado: Reforma Ortográfica.

Esses dois textos apresentam abordagens


6. (PAEBES). Leia o texto abaixo e responda.

A moreninha

    A história de amor se passa no Rio de Janeiro, envolvendo três estudantes, uma bela jovem e uma aposta. Os estudantes são Fabrício, Augusto e Leopoldo. Carolina é a Moreninha do título, irmã de Felipe. A aposta: Augusto, inconstante no amor, compromete-se com os amigos a escrever um romance, caso fique apaixonado por mais de quinze dias pela mesma mulher.

    ─ [...] Mas venha cá, Sr. Augusto, então como é isso?... estás realmente apaixonado?!

    ─ Quem te disse semelhante asneira?...

    ─ Há três dias que não me falas senão na irmã de Felipe e...

    ─ Ora, viva! Quero divertir-me... digo-te que a acho feia; não é lá essas coisas; parece ter mau gênio. Realmente notei-lhe muitos defeitos...sim... mas, às vezes... Olha, Leonardo, quando ela fala ou mesmo quando está calada, ainda melhor; quando ela dança ou mesmo quando ela fala ou mesmo se está sentada... ah! ela, rindo-se... e até mesmo séria... quando ela canta ou toca ou brinca ou corre, com os cabelos à négligé, ou divididos em belas tranças; quando...Para que dizer mais? Sempre, Leopoldo, sempre ela é bela, formosa, encantadora, angélica!

    ─ Então, que história é essa? Acabas divinizando a mesma pessoa que, principalmente, chamaste feia?...

    ─ Pois eu disse que ela eras feia? É verdade que eu... no princípio... Mas depois... Ora, estou com dores de cabeça; este maldito Velpeau!... Que lição temos amanhã?

    ─ Eu? Pode ser ...Esta minha cabeça!...

    ─ Não é a tua cabeça, Augusto, é o teu coração.

    Houve então um momento de silêncio. Augusto abriu um livro e fechou-o logo; depois tomou rapé, passou pelo quarto duas ou três vezes e, finalmente, veio de novo sentar junto de Leopoldo.

    ─ É verdade, disse; não é a minha cabeça: a causa está no coração.

    Leopoldo, tenho tido pejo de te confessar, porém não posso mais esconder estes sentimentos que eu penso que são segredos e que todo o mundo mos lê nos olhos!

    Leopoldo, aquela menina que aborreci no primeiro instante, que julguei insuportável e logo depois espirituosa, que daí a algumas horas comecei a achar bonita, no curto trato de um dia, ou melhor ainda, em alguns minutos de uma cena de amor e piedade, em que a vi de joelhos banhando os pés de sua ama, plantou no meu coração um domínio forte, um sentimento filho da admiração, talvez, mas sentimento que é novo para mim, que não sei como o chame, porque o amor é um nome muito frio para que o pudesse exprimir!... Eu já não me conheço... não sei onde irá isto parar...Eu amo! ardo! morro!

    ─ Modera-te, Augusto; acalma-te; não é graça; olha que estás vermelho como um pimentão.

MACEDO, Joaquim Manuel de. A Moreninha. São Paulo.Ática, 2000. p.108-9. Fragmento.

Predomina nesse texto o uso da linguagem


7. (PAEBES). Leia o texto abaixo e responda.

A vila de contêineres

    Estudantes de Amsterdã se mudam para apartamentos de Lata.

    Em 1937, o americano Malcom McLean inventou grandes caixas de aço para armazenar e transportar fardos de algodão: os contêineres, hoje essenciais para o comércio na economia globalizada. Mas você aceitaria viver dentro de um? Na cidade de Amsterdã, capital da Holanda, fica a maior vila de contêineres do mundo: com aproximadamente 1000 apartamentos de metal. Ela fica a 4 quilômetros do centro e foi construída para atender à demanda por alojamentos estudantis na cidade. Os contêineres foram comprados na China, onde passaram por uma reforma e ganharam os equipamentos básicos de um apartamento, como pia, banheiro, aquecedor e isolamento acústico. Eles foram levados de navio para a Holanda e empilhados com guindastes para formar um prédio de 5 andares, que foi inaugurado em 2006 e hoje abriga cerca de 1000 estudantes.

    Os contêineres são pequenos, e o prédio não tem elevador (é preciso subir de escada).

    Mas, como o aluguel custa 320 euros por mês, barato para os padrões de Amsterdã, ninguém reclama. “No começo fiquei apreensivo, mas hoje acho bem eficiente”, diz o estudante alemão Torsten Müller, que já vive lá há 6 meses.

    O sucesso foi tão grande que a empresa responsável pelo projeto já construiu outra vila num subúrbio de Amsterdã – e também está erguendo um hotel na cidade de Yenagoa, na Nigéria, para turistas que quiserem ter a experiência de dormir num contêiner. Mas com acomodações de luxo – lata por fora, quatro-estrelas por dentro.

Texto Caroline D’essen Revista Superinteressante - Edição 278 – Maio 2010 – p.28.

O tema desse texto é


8. (PAEBES). Leia o texto abaixo.

As cocadas

    Eu devia ter nesse tempo dez anos. Era menina prestimosa e trabalhadeira à moda do tempo.

    Tinha ajudado a fazer aquela cocada. Tinha areado o tacho de cobre e ralado o coco.

    Acompanhei rente à fornalha todo o serviço, desde a escumação da calda até a apuração do ponto. Vi quando foi batida e estendida na tábua, vi quando cortada em losangos. Saiu uma cocada morena, de ponto brando, atravessada de paus de canela cheirosa. O coco era gordo, carnudo e leitoso, o doce ficou excelente. Minha prima me deu duas cocadas e guardou tudo mais numa terrina grande, funda e de tampa pesada. Botou no alto da prateleira.

    Duas cocadas só... Eu esperava quatro e comeria de uma assentada oito, dez mesmo.

    Dias seguidos namorei aquela terrina, inacessível de noite, sonhava com as cocadas. De dia, as cocadas dançavam pequenas piruetas na minha frente. Sempre eu estava por ali perto, ajudando nas quitandas, esperando, aguardando e de olho na terrina.

    Batia os ovos, segurava a gamela, untava as formas, arrumava nas assadeiras, entregava na boca do forno e socava cascas no pesado almofariz de bronze.

    Estávamos nessa lida e minha prima precisou de uma vasilha para bater um pão-de-ló.

    Tudo ocupado. Entrou na copa e desceu a terrina, botou em cima da mesa, deslembrada do seu conteúdo. Levantou a tampa e só fez: Hiii... Apanhou um papel pardo sujo, estendeu no chão, no canto da varanda e despejou de uma vez a terrina.

    As cocadas moreninhas, de ponto brando, atravessadas aqui e ali de paus de canela e feitas de coco leitoso e carnudo guardadas ainda mornas e esquecidas, tinham se recoberto de uma penugem cinzenta, macia e aveludada de bolor.

    Aí minha prima chamou o cachorro: Trovador... Trovador... e veio o Trovador, um perdigueiro de meu tio, lerdo, preguiçoso, nutrido e abanando a cauda. Farejou os doces sem interesse e passou a lamber, assim de lado, com o maior pouco caso.

    Eu olhando com uma vontade louca de avançar nas cocadas.

    Até hoje, quando me lembro disso, sinto dentro de mim uma revolta – má e dolorida – de não ter enfrentado decidida, resoluta, malcriada e cínica, aqueles adultos negligentes e partilhado das cocadas bolorentas com o cachorro.

CORALINA, Cora. O Tesouro da Casa Velha. 3. ed. São Paulo: Global, 2000.p.85-6.

De acordo com esse texto, a menina


9. (PROEB). Leia o texto abaixo.

Jornal Folha de São Paulo, 27/04/2005.

O recado “anti-EUA”, gravado por Chávez, indica que o presidente se manifesta em


10. (PROEB). Leia o texto abaixo.

Cultura e sociedade

(Fragmento)

    A importância da água tem sido notória ao longo da história da humanidade, possibilitando desde a fixação do homem à terra, às margens de rios e lagos, até o desenvolvimento de grandes civilizações, através do aproveitamento do grande potencial deste bem da natureza. A sociedade moderna, no entanto, tem se destacado pelo uso irracional dos recursos hídricos, o desperdício desbaratado de água potável, a poluição dos reservatórios naturais e a radical intervenção nos ecossistemas aquáticos, de forma a arriscar não só o equilíbrio biológico do planeta, mas a própria natureza humana.

CEREJA, William Roberto e MAGALHAES, Thereza Cochar. Português: Linguagens, 8ª série. 2. ed. São Paulo: Atual, 2002.

Um argumento que sustenta a tese de que “a sociedade moderna tem utilizado de forma irracional seus recursos hídricos” é que


11. (PROEB). Leia o texto abaixo.

BROWNE, Dik; BROWNE, Chris. O melhor de Hagar, o Horrível. vol. 5. Porto Alegre: L&PM, 2008. p. 23.

Nesse texto, sobre o diálogo entre os dois amigos, constata-se que


12. (PROEB). Leia o texto abaixo.

    A Baleia era o bicho do mar mais veloz e comilão. Nadava mais do que todos os outros peixes e comia por peste. Nosso Senhor torceu o rabo da baleia. Por isso ela nada mais devagar e é o único peixe que tem a barbatana do rabo virada para baixo, batendo água de baixo para cima, em vez de ser da direita para a esquerda como todos os viventes d‘água.

    A Baleia comia tudo. Uma feita uma moça devota de Santo Antônio ia rezando com uma imagem desse Santo, pedindo que o navio entrasse logo na barra, quando o Santo Antônio escapuliu e – t’xim bum! Caiu no mar. A Baleia, vendo clarear, veio em cima e, sem reconhecer, engoliu a imagem.

    Santo Antônio, para castigar a gulodice, fez a Baleia ficar engasgada e quanto mais se engasgava, mais a goela ia ficando estreita. Por isso a Baleia ficou, até hoje, só engolindo peixe pequenininho.

CASCUDO, Câmara. A goela e o rabo da baleia. In: Contos tradicionais do Brasil. 17.ed. São Paulo: Ediouro, 2001. p. 294-5. (adaptado).

Nosso Senhor torceu o rabo da baleia porque ela era




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