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quarta-feira, 1 de março de 2017

Quiz 07: PORT. - 3ª Série (Ens. Médio)

Quiz 07: PORTUGUÊS - 3ª Série (Ens. Médio)
Quiz 07: PORTUGUÊS - 3ª Série (Ens. Médio)

1. Leia o texto a seguir e responda.

Namoro

    O melhor do namoro, claro, é o ridículo. Vocês dois no telefone:

    — Desliga você.

    — Não, desliga você.

    — Você.

    — Você.

    — Então vamos desligar juntos.

    — Tá. Conta até três.

    — Um... Dois... Dois e meio...

    Ridículo agora, porque na hora não era não. Na hora nem os apelidos secretos que vocês tinham um para o outro, lembra? Eram ridículos. Ronron.

    Suzuca. Alcizanzão. Surusuzuca. Gongonha (Gongonhal) Mamosa. Purupupuca...

    Não havia coisa melhor do que passar tardes inteiras num sofá, olho no olho, dizendo:

    — As dondozeira ama os dondozeiro?

    — Ama.

    — Mas os dondozeiro ama as dondozeira mais do que as dondozeira ama os dondozeiro.

    Na-na-não. As dondozeira ama os dondozeiro mais do que, etc.

    E, entremeando o diálogo, longos beijos, profundos beijos, beijos mais do que de línguas, beijos de amígdalas, beijos catetéricos. Tardes inteiras. Confesse: ridículo só porque nunca mais.

    Depois de ridículo, o melhor do namoro são as brigas. Quem diz que nunca, como quem não quer nada, arquitetou um encontro casual com a ex ou o ex só para ver se ela ou ele está com alguém, ou para fingir que não vê, ou para ver e ignorar, ou para dar um abano amistoso querendo dizer que ela ou ele agora significa tão pouco que podem até ser amigos, está mentindo. Ah, está mentindo.

    E melhor do que as brigas são as reconciliações. Beijos ainda mais profundos, apelidos ainda mais lamentáveis, vistos de longe. A gente brigava mesmo era para se reconciliar depois, lembra? Oito entre dez namorados transam pela primeira vez fazendo as pazes. Não estou inventando. O IBGE tem as estatísticas.

VERÍSSIMO, Luís Fernando. Correio Braziliense. 13/06/1999.

No texto, considera-se que o melhor do namoro é o ridículo associado:


2. (SEAPE). Leia o texto abaixo.

Alimentos orgânicos

    Além de atestarem que os produtos estão livres de agrotóxicos e pesticidas químicos, os selos também garantem que a produção de alimentos de origem animal e vegetal foi resultado de uma agropecuária feita com processos ambientalmente corretos de criação e abate de animais, plantio, cultivo e colheita de frutas, legumes, verduras e cereais.

Planeta sustentável.

Infere-se desse texto que


3. (PAEBES). Leia o texto abaixo.

Tudo sobre você mesmo

    [...] A partir de março, a Polícia Federal dará início a um processo gradual de substituição das atuais carteiras de identidade. Em seu lugar, virá o RIC, Registro Único de Identidade Civil, considerado um dos mecanismos de identificação mais seguros do mundo. O novo cartão vai reunir as informações de vários documentos, com a finalidade de provar, acima de dúvidas, a identidade do usuário. É uma forma de acabar com as fraudes e duplicidades em serviços públicos.

    [...] O cidadão põe o polegar no leitor biométrico e pronto: em um instante a autoridade saberá tudo sobre ele. Isso é bom ou é ruim?

    [...] A nova identidade deverá facilitar a vida do cidadão. Em breve, será possível visitar um posto do INSS e ter acesso imediato a contribuições, débitos e pendências. O eleitor, por sua vez, poderá votar em trânsito, de onde estiver. Basta levar o cartão RIC a qualquer terminal público do país. E confirmar a identidade colocando o polegar em um leitor de digitais.

Época. Globo, n. 559, 2 fev. 2009, p. 99-100. Fragmento.

Esse texto trata


4. (PAEBES). Leia o texto abaixo.

Quem não se comunica...

    “Havia no Rio de Janeiro nos anos de 1920 um gramático famoso, professor do Pedro II, inimigo dos galicismos, dos pronomes mal colocados e da linguagem descuidada. Falava empolado e exigia correção de linguagem até em casa com a família. Uma vez, esse gramático.

    [...] foi passar férias em um hotel-fazenda em Teresópolis. Lá, um dia, decidiu dar um passeio a cavalo pelos terrenos da fazenda. Por segurança, ia acompanhado de um cavalariço montado em um burrinho. Pelas tantas, o cavalo do gramático disparou. O cavalariço foi atrás em seu burrinho, gritando: ‘Doutor, puxe a rédea! Doutor, puxe a rédea!’

    Nada aconteceu, até que o cavalo saltou um valado e jogou o gramático numa moita de urtiga. Finalmente o cavalariço o alcançou, levantou-o e ajudou-o a se livrar de uns espinhos que se grudaram nele. ‘Doutor, por que o senhor não puxou a rédea? Eu vinha gritando atrás, doutor, puxe a rédea, doutor, puxe a rédea!’ O gramático, já senhor de si, perguntou: ‘E o que é puxar a rédea?’

    ‘É fazer isso, ó’, e fez o gesto explicativo.

    ‘Ah! Dissesses sofreia o corcel, eu teria entendido.’”

VEIGA, José J. O Almanach de Piumhy. Rio de Janeiro: Record, 1988.

Leia novamente o texto “Quem não se comunica...” para responder à questão abaixo. Esse texto é


5. Leia o texto a seguir e responda.

Texto I

    “Sou completamente a favor da flexibilização das relações trabalhistas, pois a velhís¬sima legislação brasileira, além de anacrônica, vem comprometendo seriamente a nossa competitividade em nível global.”


Texto II

    “É uma falácia dizer que com a eliminação dos direitos trabalhistas se criarão mais empregos. O trabalhador brasileiro já é por demais castigado para suportar mais essa provocação.”

O Povo, 17 abr. 1997.

Os textos acima tratam do mesmo assunto, ou seja, da relação entre patrão e empregado. Os dois se diferenciam, porém, pela abordagem temática. O texto II em relação ao texto I apresenta uma:


6. (SAEPI). Leia os textos abaixo:

Texto 1

A geração “Eu”

O iPod pode formar crianças sem interesse pelo mundo

    Os tocadores de música digital vêm causando danos aos usuários – e não se fala aqui de problemas auditivos. Os jovens andam tão entretidos com suas músicas que deixam de interagir com os demais.

    É comum ver adolescentes fazendo os deveres no supermercado, com os pais e mesmo entre amigos, com os fones nos ouvidos. [...]

    A psicóloga americana Jean Twenge deu até um nome para os jovens entre 18 e 36 anos, mais individualistas que as gerações anteriores: a Generation Me (Geração Eu), título de seu livro. Para os mais novos, nascidos entre 1991 e 1999, infl uenciados pelas inovações tecnológicas, ela propõe outra denominação: a iGeneration.

    Pode-se fazer algo? Sim. Os pais devem incentivar as atividades coletivas e limitar o tempo passado com fones de ouvido – duas horas de egoísmo é um bom limite.

Revista da Semana. 14 jan. 2008, p. 21.


Texto 2

Internet

    Quem disse que as monarquias não se atualizam? A rainha Elizabeth II, da Inglaterra, postou duas mensagens de Natal no site de vídeos You Tube – uma atual e outra de 1.957, a primeira televisionada pela BBC, diz a revista Forbes. As saudações tiveram cerca de 1 milhão de acessos. O site tem o nome de “O canal Real”. Segundo a revista People, a rainha tem celular, iPod, Blackberry e joga Wii com os netos.

Revista da Semana. 14 jan. 2008, p. 23.

Esses dois textos apresentam comentários diferentes sobre


7. (SEAPE). Leia o texto abaixo.

A morte do escorpião

    O escorpião estava faminto. Não havia comida por perto do local onde se encontrava, e partiu à caça de algo para alimentar-se. No caminho, perseguiu uma aranha que, ao sentir o perigo, fugiu em desespero e conseguiu safar-se de sua investida. E o escorpião prosseguiu sua tarefa.

    Mais adiante, um ganso que perambulava ao redor, percebeu sua presença e partiu para o ataque, porém o escorpião conseguiu se livrar do ganso e socou-se embaixo do tronco de uma árvore até que o inimigo, cansado de esperar, retirou-se em busca de outra presa.

    E o escorpião prosseguiu sua tarefa. Localizou a casa de um farinheiro e lá conseguiu penetrar de mansinho sem ninguém notar. Acomodou-se nos entulhos do quintal e logo divisou a figura de uma barata, o que avivou seu instinto de conservação.

    O escorpião estava prestes a dar um bote na barata, e assim, saciar sua fome, quando alguém, que não o havia percebido, matou a barata e jogou-a na lixeira. O escorpião ficou furioso e, na primeira oportunidade, atacou o agressor que foi parar no hospital.

    Em seguida, quedou-se a espreitar outro inseto, pois, a fome o atormentava. Nesse ínterim, descobriram sua presença, e ele não pôde defender-se das pauladas que lhe eram dirigidas, e assim, sucumbiu de estômago vazio.

ZEFERINO, Givaldo. Disponível em: http://www.usinadeletras.com.br/ exibelotexto.php?cod=15579&cat=Contos. Acesso em: 2 jun. 2009.

No trecho “... o que avivou seu instinto de conservação.” (3° parágrafo), o termo destacado refere-se ao fato de o escorpião


8. (PROEB). Leia o texto abaixo.

De onde vieram os tomates?

    A história do tomate é cheia de rumores, boatos e especulações, mas uma coisa é certa: essa fruta vermelha favorita de muita gente (sim, o tomate é uma fruta) não tem sua origem na Itália. Apesar do fato de ser um ingrediente essencial para massas, pizzas e saladas, o tomate é originário do México e da América Central.

    O tomate em sua forma original, no entanto, não tinha nada a ver com esse globo vermelho que nós conhecemos e adoramos hoje em dia. Tratava-se de uma pequena fruta perfumada (imagine algo como o tomate cereja) que os grupos nativos americanos combinavam com “ahi”, um tipo de pimenta para fazer um molho bem temperado.

    Embora os nativos americanos o tenham consumido por séculos, os tomates rapidamente ganharam uma má reputação nas Américas. Os colonizadores acreditavam que o tomate era venenoso e nenhum ascendente europeu se atreveu a comer a fruta até o início do século 19 – com medo de morrer.

    Na verdade, credita-se à Fundação Americana Padre Thomas Jefferson o início do cultivo de tomate para consumo nos Estados Unidos. Os registros de Jefferson contam que ele plantava a fruta todos os anos em seu “Garden Kalendar” que manteve de 1809 a 1824.

    Talvez essa seja a primeira referência escrita do cultivo de tomate pelos colonizadores do Novo Mundo e que foi publicada nas “Notas sobre o Estado da Virgínia”, em 1787. Seus registros meticulosos indicavam que ele frequentemente vendia seus tomates em mercados de Washington, além de apresentar diferentes usos para o mesmo em sua coleção pessoal de receitas.

Disponível em: http://lazer.hsw.uol.com.br /origem-tomates.htm. Acesso em: 13 jan. 2011. Fragmento.

De acordo com esse texto, o tomate tinha má reputação, porque


9. (SPAECE). Leia o texto abaixo.

Desafio e resposta

    “As árvores querem ficar quietas. Mas o vento as balança.” O provérbio chinês sintetiza o desafio enfrentado pelos jornais. Com o avanço da mídia eletrônica, os impressos pareciam resvalar para segundo plano na ordem dos meios de comunicação de massa. A notícia em tempo real foi vista como risco para a informação apurada, escrita com rigor e divulgada com exigências estéticas capazes de atrair o leitor. Não faltou quem anunciasse a morte dos periódicos. O papel não teria condições de competir com a rapidez e facilidades oferecidas pela internet.

    Profecias catastróficas não constituem novidade no mundo cultural. A fotografia mataria a pintura. Não matou. A televisão mataria o rádio. Não matou. O videocassete mataria o cinema. Não matou. O jornal mataria o livro. Não matou. A internet mataria o jornal. Não matou. O tempo se encarregou de provar que os agouros não passavam de vaticínios de Cassandra. A razão: ao contrário da visão míope dos que rejeitam convivências, o novo agrega, não exclui.

    Com a certeza de que as novas mídias ampliam as possibilidades do jornal, o Correio Braziliense promoveu ousada reforma editorial.

Correio Braziliense, 21 jun. 2009. Fragmento.

O trecho em que se destaca a tese do autor é:


10. (SADEAM). Leia o texto abaixo.

Disponível em: http://ryotiras.com/. Acesso em: 27 fev. 2012.

Nesse texto, há presença de ironia no fato de os meninos


11. (1ª P.D – Seduc-GO). Leia o texto abaixo e, em seguida, responda.

Choro

Rubem Braga

    Eram todos negros: uma viola, um clarinete, um pandeiro e uma cabaça. Juntaram-se na varandinha de uma casa abandonada e ali ficaram chorando valsas, repinicando sambas. E a gente veio se ajuntando, calada, ouvindo. Alguém mandou no botequim da esquina trazer cerveja e cachaça. E em pé na calçada, ou sentados no chão da varanda, ou nos canteiros do jardinzinho, todos ficamos em silêncio ouvindo os negros.

    Os que ouviam não batiam palmas nem pediam música nenhuma; ficavam simplesmente bebendo em silêncio aquele choro, o floreio do clarinete, o repinicado vivo e triste da viola.

    Só essa música que nos arrasta e prende, nos dá alegria e tristeza, nos leva a outras noites de emoções – e grátis. Ainda há boas coisas grátis, nesta cidade de coisas tão caras e de tanta falta de coisas. Grátis – um favor dos negros.

    Alma grátis, poesia grátis, duas horas de felicidade grátis – sim, só da gente do povo podemos esperar uma coisa assim nesta cidade de ganância e de injustiça. Só o pobre tem tanta riqueza para dar de graça.

Texto adaptado de BRAGA, Rubem. Um pé de milho. 5 ed., Rio de Janeiro: Record, 1993, pp. 104-105.

Que efeito de sentido percebe-se no trecho “... ficavam simplesmente bebendo em silêncio aquele choro (...)”?


12. (SADEAM). Leia o texto abaixo.

Antes que elas cresçam

    Há um período em que os pais vão ficando órfãos dos próprios filhos.

    É que as crianças crescem. Independentes de nós, como árvores tagarelas e pássaros estabanados, elas crescem sem pedir licença. Crescem como a inflação, independente do governo e da vontade popular. [...]

    Mas não crescem todos os dias, de igual maneira; crescem, de repente.

    Um dia se assentam perto de você no terraço e dizem uma frase de tal maturidade que você sente que não pode mais trocar as fraldas daquela criatura.

    Onde e como andou crescendo aquela danadinha que você não percebeu? Cadê aquele cheirinho de leite sobre a pele? Cadê a pazinha de brincar na areia, as festinhas de aniversário com palhaços, amiguinhos e o primeiro uniforme do maternal?

    Ela está crescendo num ritual de obediência orgânica e desobediência civil. E você está agora ali, na porta da discoteca, esperando que ela não apenas cresça, mas apareça. Ali estão muitos pais, ao volante, esperando que saiam esfuziantes sobre patins, [...].

    Entre hambúrgueres e refrigerantes nas esquinas, lá estão elas, com o uniforme de sua geração: incômodas mochilas da moda nos ombros ou, então com a suéter amarrada na cintura. Está quente, a gente diz que vão estragar a suéter, mas não tem jeito, é o emblema da geração.

SANT’ANNA, Affonso Romano de. Disponível em: http://www.releituras.com /arsant_antes.asp. Acesso em: 24 fev. 2011. Fragmento.

No trecho “... a gente diz que vão estragar a suéter,...” (último parágrafo), o narrador faz uso de linguagem




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