quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

Quiz 27: PORTUGUÊS 9° ANO

Quiz 27: PORTUGUÊS 9° ANO
QUIZ 27: PORTUGUÊS 9° ANO

01
(PAEBES). Leia o texto abaixo.

Quando eu chegar ao Céu!

    Quando eu chegar ao Céu, de manhã, de tarde ou de noite, não sei ainda, pedirei para ir à biblioteca, onde curiosamente bisbilhotarei – com respeito – algumas obras. Quero reler a Invenção de Orfeu, de nosso Jorge de Lima, sofredor, telúrico1 e místico, homem bom, cirenaico2, assim lhe chamou Rachel de Queiróz, quando ele morreu, novembro, 15, do ano de 1953.

    E pedirei, sim, para conversar com Manu, Manuel Bandeira, que se chamava Neném. Matarei saudades do dentuço Manuel, que foi o melhor ser humano que conheci, neste mundo. E gostaria de conhecer Chiquita do Rio Negro, que recusou casar-se com Ataulfo Nápoles de Paiva, conviva do baile da Ilha Fiscal. Escrevi sobre Chiquita. Li a sua biografia, escrita por Garrigou-Lagrange.

    Meu Deus, convocaria Jaime Ovalle, o tio Nhonhô, que morreu com a idade de Jorge de Lima. Ali, na biblioteca do Céu, conheceria o estupendo Ovalle, o do Azulão [...], o amigo de Manuel, íntimo de Londres e de Nova York.

    Por fim, suplicaria para falar com João Guimarães Rosa, poliglota, com quem tão poucas vezes falei. E evocaria a posse do seu sucessor, na Casa de Machado. Esqueci-me completamente dessa posse, ai de mim.

    E fui. Lá estava eu, 1968. Um ano depois da morte de Rosa. Mário Palmério falou sobre ele, como seu herdeiro. E gostei tanto do discurso, equilibrado, lúcido, original. Se me lembro. Foi procurar cartas íntimas de Rosa para grande amigo, médico e fazendeiro em Minas, Moreira Barbosa. Cartas de outrora. Deliciosas, fraternais, confiantes, de pura entrega. Reveladoras do ser complexíssimo, fechado, carente, que gostava de disfarçar, despistar, ir e vir, comensal3 do mistério. Saudarei a uns e outros na largueza dadivosa do Céu, turbilhão de amor, como dizia o insaciável Léon Bloy.

*Vocabulário:

¹Telúrico: relativo ao que pertence à Terra.

²Cirenaico: relativo aos que entendem o prazer como fim principal da vida.

³Comensal: alimentado de; nutrido de.

VILLAÇA, Antônio Carlos. Disponível em: http://sitenotadez.net. Acesso em: 26 maio 2011. Fragmento.

De acordo com esse texto, o amigo de Manuel, íntimo de Londres e de Nova York, era

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02
(SPAECE). Leia o texto abaixo.

Vulcões

    Quando um vulcão entra em erupção, dele sai um material derretido de cor avermelhada. Mas como é que pinta a lava?

    A lava vem do magma, que por sua vez vem daquela camada da Terra chamada manto. [...]

    No manto, o magma encontra-se em altíssimas temperaturas... O magma contém muitos gases e tem pouca mobilidade. A consistência dele é igual a de um brigadeiro. Quando o magma atinge a superfície, já está mais fluido, que nem um doce de leite que acaba de sair do fogo. Na superfície, os gases do magma escapam para a atmosfera. Podemos dizer então que a lava é o magma sem os gases e sob a pressão do ar atmosférico.

C.H.C. n. 23, SBPC, ago./set. 1991. Fragmento.

No trecho “... como é que pinta a lava?”, a palavra destacada significa

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03
(SAEGO). Leia o texto abaixo.

Saltos, piruetas e palavras revelam histórias de balés clássicos em livro

    Por que será que os balés clássicos encantam crianças e adultos há centenas de anos? Uma das possíveis respostas está no livro “Outros Contos do Balé”, de Inês Bogéa. [...]

    Este é o terceiro livro que ela escreve para crianças e jovens – os outros são “Contos do Balé” (2.007) e “O Livro da Dança” (2.002).

    Desta vez, Bogéa conta a história de cinco balés clássicos: “A Sílfide”, “O Corsário”, “La Bayadère”, “O Quebra-Nozes” e “O Pássaro de Fogo”.

    São contos que reúnem magia, romance e aventura, ao lado de figurinos, músicas e cenários deslumbrantes. Isso tudo ajuda a explicar o fato de a dança clássica encantar as pessoas ao longo dos tempos.

    No livro, a autora também reúne um pequeno glossário com alguns passos e posições do balé, além de apresentar as profissões envolvidas na criação de um espetáculo e ainda um breve perfil das principais companhias de dança do mundo.

    Entre saltos e piruetas, você passeia por mais de 70 imagens enquanto conhece histórias que se tornaram verdadeiras joias do mundo da dança.

Disponível em: http://www1.folha.uol.com.br/folhinha /1116243-saltos-piruetas-e-palavras- revelam-historias-de-bales- classicos-em-livro.shtml. Acesso em: 11 jul. 2012. Fragmento.

Qual é o assunto desse texto?

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04
(2ª P.D – SEDUC-GO). Leia o texto abaixo e responda.

Sobre a origem da poesia

Arnaldo Antunes

    A origem da poesia se confunde com a origem da própria linguagem.

    Talvez fizesse mais sentido perguntar quando a linguagem verbal deixou de ser poesia. Ou: qual a origem do discurso não poético, já que, restituindo laços mais íntimos entre os signos e as coisas por eles designadas, a poesia aponta para um uso muito primário da linguagem, que parece anterior ao perfil de sua ocorrência nas conversas, nos jornais, nas aulas, conferências, discussões, discursos, ensaios ou telefonemas.

    Como se ela restituísse, através de um uso específico da língua, a integridade entre nome e coisa — que o tempo e as culturas do homem civilizado trataram de separar no decorrer da história.

    A manifestação do que chamamos de poesia hoje nos sugere mínimos flashbacks de uma possível infância da linguagem, antes que a representação rompesse seu cordão umbilical, gerando essas duas metades — significante e significado.

    Houve esse tempo? Quando não havia poesia porque a poesia estava em tudo o que se dizia? Quando o nome da coisa era algo que fazia parte dela, assim como sua cor, seu tamanho, seu peso? Quando os laços entre os sentidos ainda não se haviam desfeito, então música, poesia, pensamento, dança, imagem, cheiro, sabor, consistência se conjugavam em experiências integrais, associadas a utilidades práticas, mágicas, curativas, religiosas, sexuais, guerreiras? [...]

    No seu estado de língua, no dicionário, as palavras intermediam nossa relação com as coisas, impedindo nosso contato direto com elas. A linguagem poética inverte essa relação, pois vindo a se tornar, ela em si, coisa, oferece uma via de acesso sensível mais direto entre nós e o mundo.[...]

Incluído no libreto do espetáculo “12 Poemas para dançarmos”, dirigido por Gisela Moreau, São Paulo

A tese defendida pelo autor do texto é de que

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05
(PAEBES). Leia o texto abaixo.

Sandy Island – a ilha que não existia e como ela foi parar no Google Earth

    No Google Earth, um ponto preto indicava a presença de uma ilha, no sul do Oceano Pacífico. Contudo, quando um grupo de pesquisadores australianos resolveu ir até lá, só encontrou água. O mistério de Sandy Island começou em 1876 e tem enganado navegadores até hoje. Mas como uma mentira dessas foi parar no sistema de mapas do Google?

    Um navio baleeiro chamado Velocity foi o primeiro a identificar a ilha, em 1876, conforme conta o Live Science. Ela então fez parte dos mapas da Marinha Inglesa, a partir de 1908, sendo incluída no banco de dados da World Vector Shoreline, sistema desenvolvido pela Marinha norte-americana e uma das bases do Google Maps. O problema é que Sandy Island nunca existiu.

    Especula-se que o Velocity tenha visto não uma ilha, mas uma área de pedra-pome, uma rocha flutuante, de baixa densidade, formada por lava resfriada – o que é bastante provável, dada a existência de diversos vulcões na região. Assim, por um erro bobo, a falsa existência de Sandy Island foi perpetuada nos sistemas digitais, sendo uma das maiores farsas de todos os tempos.

Disponível em: http://www.poemasepensamentos.com.br /2013/08/sandy-island-a-ilha- que-que-nao-existia-e-como- ela-foi-parar-no-google-earth/. Acesso em: 18 mar. 2014.

A informação principal desse texto está presente no trecho:

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06
(AREAL). Leia o texto abaixo.

Chamou por quê?

    [...] As novas tecnologias operam mudanças espantosas [...]. As pessoas parecem ter cada vez menos tempo [...] para falar ao telefone. Está acabando a época das chamadas espontâneas.

    “Deu uma saudade e resolvi ligar para saber como você anda” está sendo substituído, ou pelo menos antecedido, por um SMS ou mensagem no WhatsApp do tipo “Td bem com vc? Posso dar uma ligada?”.

    É curioso perceber como muitas pessoas consideram uma invasão de privacidade receber uma chamada inesperada no meio da tarde. [...] Curioso a gente pensar que, quando os celulares ganharam o mundo, na década de 1980, a autonomia de falar com alguém em deslocamento foi um grande avanço [...]. Cerca de 30 anos depois, as chamadas são indesejáveis e até invasivas.

    Em tempo de conectividade máxima, o bacana é você poder se comunicar (não necessariamente “falar”) com muitas pessoas ao mesmo tempo e podendo executar outras tarefas simultaneamente. Em um mundo em constante correria, falar 10 ou 15 minutos com alguém ao telefone pode ser entendido como perda de tempo.

    Entre os mais jovens, o fenômeno é ainda mais evidente. [...]

    No adolescente, a conversa (mesmo ao telefone) pode ser um problema. Às vezes mais tímidos e envergonhados no contato verbal ou físico com o outro, atrás da tela de um computador ou do teclado de um celular eles se soltam muito mais. No papo, eles podem se sentir peixes fora d’água. No texto, eles incorporam tubarões, dizendo coisas inimagináveis!

    Mas a tendência não é exclusiva dos jovens. Na medida em que as novas tecnologias de comunicação ganham as gerações mais velhas, a voz vai cedendo espaço ao texto breve [...] típico de relações mais diretas. [...]

    O mais duro é perceber que também não sou exceção. Há anos, meu celular só fica no modo “vibracall”, ou seja, faz tempo que ele não “chama” de verdade. Em casa, quando o fixo toca, me incomodo. É quase como alguém bater à porta sem avisar. [...] Será que vamos todos ficar cada vez mais calados, enquanto os dedos e os olhos não param?

BOUER, Jairo. Disponível em: http://www.estadao.com.br/noticias/ impresso,chamou-por-que,1108692,0.htm. Acesso em: 7 mar. 2014. Fragmento.

De acordo com esse texto, os adolescentes preferem se comunicar pelo teclado do celular porque

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07
(SAERJ). Leia o texto abaixo.

Tradução simultânea

    Sou professor de inglês em Taiwan e tenho uma colaboradora chinesa que traduz quando os alunos não entendem o que digo. No início de cada semestre, conto piadas para que os calouros se sintam à vontade. Para saber se entendiam bem, perguntei à minha colaboradora se traduzia palavra por palavra, ou apenas o sentido geral.

    – Bem, na verdade, não entendo suas piadas – respondeu ela –, então peço aos alunos que riam.

CROOK, Steven. Taiwan. Seleções Reader’s Digest. Ago. 2010. p. 42.

Esse texto tem o objetivo de

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08
Leia o texto e responda.

Goiabada

Carlos Heitor Cony

    Goiabada tinha cara de goiabada mesmo. Fica difícil explicar o que seja uma cara de goiabada, mas qualquer pessoa que se defrontava com ele, mesmo que nada dissesse, constataria em foro íntimo que Goiabada tinha cara de goiabada.

    Eu o conheci há tempos, quando jogava pelada nas ruas da Ilha do Governador. Ele se oferecia para a escalação, mas quase sempre era rejeitado. Ruim de bola, era bom de gênio.

    [...]

    Perdi-o de vista, o que foi recíproco. Outro dia, parei num posto para abastecer o carro e um senhor idoso me ofereceu umas flanelas, dessas de limpar para-brisa. Ia recusar, mas alguma coisa me chamou a atenção: dando o desconto do tempo, o cara tinha cara de goiabada. Fiquei indeciso. Não podia perguntar se ele era o Goiabada, podia se ofender, não havia motivo para tanta e tamanha intimidade.

    [...]

    O tanque do carro já estava cheio, e o novo Goiabada, desanimado de me vender uma flanela, ia se retirando em busca de freguês mais necessitado. Perguntei quantas flanelas ele tinha. Não sabia, devia ter umas 40, não vendera nenhuma naquele dia. Comprei-lhe todas, ele fez um abatimento razoável. E ficou de mãos vazias, olhando o estranho que sumia com suas 40 flanelas e nem fizera questão do troco.

http://www1.folha.uol.com. br/fsp/opiniao/fz1111200803.htm

No trecho “Outro dia, parei num posto para abastecer o carro e um senhor idoso me ofereceu umas flanelas [...]”, o termo sublinhado

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09
(PROEB). Leia o texto abaixo.

Hein?... Hã?... Como?...

    ... Apareceu uma velhinha, bem velhinha, toda enrugada, vestida de preto, com uma vela na mão. O autor se apresentou:

    — Boa noite, minha senhora. Desculpe invadir sua casa. É que eu bati na porta e ninguém atendeu. Como ela estava aberta ...

    — Como? — disse a velha com a mão no ouvido.

    — Desculpe entrar assim sem pedir licença...

    — Doença?

    — Não, não licença?

    — Mas... quem está doente?

    — Não — sorriu o homem —, a senhora entendeu errado...

    — Resfriado???

    — Ora... quer dizer... bem, eu estava lá fora e...

    — Chi! Catapora?

    — Senhora, por favor, não confunda...

    — Caxumba!!! Cuidado, menino, isso é perigoso... Sabe, eu sei fazer um chazinho muito bom pra caxumba...

    — Minha senhora...

    — Se demora? Nada. Faço num minutinho.

    — Puxa! Eu só queria falar com a moça que entrou aqui, ora essa...

    — Quê? Está com pressa? É pena. Não faz mal. Olhe: vá para a casa, vitamina C e cama.

    — Mas não é isso! A senhora está ouvindo mal!

    — Hã? ... Ah! Tchau, tchau — disse a velhinha, sorrindo com um lencinho branco na mão.

    O escritor foi embora chateado.

AZEVEDO, Ricardo. Um Homem no sótão. Fragmento.

A confusão feita pela velhinha, trocando as palavras, dá ao texto um tom

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10
(SISPAE). Leia o texto abaixo.

Novato

    Aquele advogado recém-formado montou um luxuoso escritório num prédio de alto padrão na Avenida Paulista e botou na porta uma placa dourada: “Dr. Antônio Soares — Especialista em Direito Tributário”.

    No primeiro dia de trabalho, chegou bem cedo, vestindo o seu melhor terno, sentou-se atrás da escrivaninha e ficou aguardando o primeiro cliente. Meia hora depois, batem à porta.

    Rapidamente, ele apanha o telefone no gancho e começa a simular uma conversa:

    — Mas é claro, Sr. Mendonça, pode ficar tranquilo! Nós vamos ganhar esse negócio! O juiz já deu parecer favorável! Sei... Sei... Como? Meus honorários? Não se preocupe, o senhor pode pagar os outros 50 mil na semana que vem! É claro!... O senhor me dá licença agora que eu tenho um outro cliente aguardando, ok? Obrigado... Um abraço!

    Bate o fone no gancho com força e vai atender o rapaz que o aguarda:

    — Pois não, o que o senhor deseja?

    — Eu vim instalar o telefone...

Disponível em: http://www.lucas.morais95@terra.com.br. *Adaptado: Reforma Ortográfica.

O trecho em que o uso das reticências sugere “mal-estar” é

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11
(SAEMS). Leia o texto abaixo.

Domingo em Porto Alegre

(Fragmento)

    Enquanto Luiza termina de pôr a criançada a jeito, ele confere o dinheiro que separou e o prende num clipe. Tudo em ordem para o grande dia. Passa a mão na bolsa das merendas e se apresenta na porta do quarto.

    — Tá na hora, pessoal.

    — Já vai, já vai, - diz a mulher.

    Mariana quer levar o bruxo de pano, Marta não consegue afivelar a sandalinha, Marietinha quer fazer xixi e Luiza se multiplica em torno delas.

    — Espero vocês lá em baixo.

    Luiza se volta.

    — Por favor, vamos descer todos juntos.

    Todos juntos, como uma família, papai e mamãe de braços dados à frente do pequeno cortejo de meninas de tranças.

    — Chama um carro – o passeio de táxi também faz parte do domingo. As meninas vão com a mãe no banco de trás. Na frente, ele espicha as pernas, recosta a nuca, que conforto um automóvel e o chofer não é como o do ônibus, mudo e mal-humorado, e até puxa conversa.

    — Dia bonito, não?

    — Pelo menos isso.

    — É, a vida tá dureza...

    Dureza é apelido e do Alto Petrópolis ao Bom Fim viajam nesse tom, tom de domingo e na sua opinião não é verdade que esse país já tá com a vela?

    Na calçada, Luiza lhe passa o braço e comenta que o choferzinho era meio corredor. Ele concorda e acha também que era meio comunista.

    E caminham.

    Nas vitrinas do Bom Fim vão olhando os ternos da sala, as mesinhas de centro, os quartos que sonham comprar um dia. Luiza se encanta num abajur dourado, que lindo, ficaria tão bem ao lado da poltrona azul. E caminham. [...]

FARACO, Sérgio. Majestic hotel. Porto Alegre: L&PM, 1991, p. 47.

O uso da palavra chofer (9° paragráfo) no diminutivo revela um tom de

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12
(SAEGO). Compare os dois textos a seguir.

TEXTO I

Abertura

    Era uma vez um homem que contava histórias,

    Falando das maravilhas de um mundo encantado

    Que só as crianças podiam ver.

    Mas esse homem, que falava às crianças,

    Conseguiu descrever tão bem essas maravilhas,

    Que fez todas as pessoas acreditarem nelas.

    Pelo menos as pessoas que cresceram por fora,

    Mas continuaram sendo crianças em seus corações.

    Ele aprendeu tudo isso com a natureza,

    Em lugares como esse sítio

    Onde ele viveu.

    [...]

Pirlimpimpim. LP Som Livre.Wilson Rocha,1982. Fragmento.

TEXTO II

Lobato

    No Sítio do Picapau Amarelo, cenário mágico das histórias de Monteiro Lobato, surgiu à literatura brasileira para crianças. Da legião de pequenos leitores que a partir dos anos 20 devoraram as aventuras da boneca Emília e dos outros personagens do Sítio, nasceram novas gerações de escritores infantis dos pais.

    Embora Lobato tenha ficado conhecido por sua obra literária, não se limitou a ela. Foi um dos homens mais influentes do Brasil na primeira metade do século e encabeçou campanhas importantes, como a do desenvolvimento da produção nacional do petróleo.

    Além do promotor público, empresário, jornalista e fazendeiro, foi editor de livros. Em 1918 fundou, em São Paulo, a Monteiro Lobato & Cia, editora que trouxe ao país grandes novidades gráficas e comerciais. Até morrer, em 1948, foi o grande agitador do mercado de livros no Brasil. [...]

Nova Escola, Ano XIII, nº 100, mar.1997.

Os textos I (poema) e II (ensaio biográfico) têm em comum o fato de

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