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quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

Quiz 4: PORTUGUÊS 9° ANO

Quiz 4: PORTUGUÊS 9° ANO
QUIZ 4: PORTUGUÊS 9° ANO

1. (PAEBES). Leia o texto abaixo e responda.

FUGA

    Mal o pai colocou o papel na máquina, o menino começou a empurrar uma cadeira pela sala, fazendo um barulho infernal.

    – Para com esse barulho, meu filho – falou, sem se voltar.

    Com três anos já sabia reagir como homem ao impacto das grandes injustiças paternas; não estava fazendo barulho, estava só empurrando uma cadeira.

    – Pois então para de empurrar a cadeira.

    – Eu vou embora – foi a resposta.

    Distraído, o pai não reparou que ele juntava ação às palavras, no ato de juntar do chão suas coisinhas, enrolando-as num pedaço de pano. Era a sua bagagem: um caminhão de plástico com apenas três rodas, um resto de biscoito, uma chave (onde diabo meteram a chave da despensa? – a mãe mais tarde irá dizer), metade de uma tesourinha enferrujada, sua única arma para a grande aventura, um botão amarrado num barbante.

    A calma que baixou na sala era vagamente inquietante. De repente, o pai olhou ao redor e não viu o menino. Deu com a porta da rua aberta, correu até o portão.

    – Viu um menino saindo desta casa? Gritou para o operário que descansava diante da obra do outro lado da rua, sentado no meio-fio.

    – Saiu agora mesmo com uma trouxinha – informou ele. [...]

    Trouxe-o para casa e o largou novamente na sala – tendo antes o cuidado de fechar a porta da rua e retirar a chave, como ele fizera com a despensa.

    – Fique aí quietinho, está ouvindo? Papai está trabalhando.

    – Fico, mas vou empurrar esta cadeira.

    E o barulho recomeçou.

SABINO, Fernando. Fuga. In: Para gostar de ler. V. 2 Crônicas. São Paulo: Ática, 1995. p. 18-19.

No trecho “Trouxe-o para casa e o largou novamente na sala...” (10° parágrafo), os pronomes destacados referem-se ao termo


2. (PAEBES). Leia o texto abaixo e responda.

Datas

    Calendário é um pouco como sinal de trânsito, que também nos manda parar, andar e fazer como os outros. E que obedecemos, nem sempre de boa vontade, para que a vida continue. O calendário também serve para organizar os sentimentos. O que faríamos com o nosso espírito natalino se não houvesse o Natal?

    Não teríamos como exercê-lo ou o esbanjaríamos em qualquer data, sem qualquer sistema.

    Há os que se rebelam contra o calendário e vivem pelas suas datas particulares. Fazem Carnaval o ano inteiro, réveillons todo fim de semana – ou Quaresmas permanentes. Mas estou falando de gente razoavelmente normal, como você e eu. Aceitamos as convenções do calendário como aceitamos as outras regras do convívio humano – inclusive as de trânsito – para não atrapalhar o fluxo social. E mesmo sozinhos precisaríamos delas. O primeiro ato racional de Robinson Crusoé na sua ilha deserta foi estabelecer um calendário.

    Só então, situado nas suas datas, partiu para por ordem na sua solidão. Podemos saber que o Natal é a data máxima do comércio sem que isso diminua sua importância no nosso fluxograma afetivo. Robinson determinou que um dia seria o de Natal, mesmo que não fosse o certo. Ele não precisava da data exata. Precisava do sentimento. Pelo menos uma vez por ano.

    Na nossa casa, que não é uma casa religiosa, certas datas são observadas religiosamente. No Natal, nos reunimos com amigos para trocar presentes, comer peru e comemorar, não os remotos mistérios da Natividade ou do preço à vista ou em três vezes, mas o milagre de estarmos juntos. Também temos nossos rituais particulares. Toda véspera de Natal escolhemos uma música a ser tocada, em alto volume, para saudar a meia-noite.

    A música deste ano repetiu a do ano passado, Saudade da Guanabara, do Aldir Blanc e do Moacyr Luz, talvez numa homenagem inconsciente ao Vasco. (Na nossa casa, sabemos que estamos ficando velhos quando passamos do grupo que diz “Bota mais alto” para o grupo que diz “Não dá para abaixar um pouquinho?”.)

VERÍSSIMO, Luis Fernando. Comédias brasileiras de verão. Rio de Janeiro: Objetiva, 2009. p. 163-164. * Adaptado: Reforma Ortográfica.

No trecho “Aceitamos as convenções do calendário como aceitamos as outras regras do convívio humano...” (3° parágrafo), a palavra destacada expressa


2. (PAEBES). Leia o texto abaixo.

Conhecer as regras sociais

    Alguém já definiu etiqueta como a “pequena ética”, ou seja, a ética do cotidiano. Faz todo sentido. A etiqueta é um conjunto de regras criadas a fim de que a interação entre os seres humanos aconteça dentro de princípios que prezem o respeito mútuo. Afinal, as regras existem para que convivamos de maneira cordial, ou, no mínimo, mais civilizada. E, também para que fique claro até que ponto eu posso agir sem ferir o direito alheio.

    Talvez, em seu apogeu como código de conduta, na França do século XVII, na Versalhes de Luiz XIV, a etiqueta fosse usada como um diferencial no comportamento da nobreza e das classes privilegiadas em relação ao restante da população. Hoje, isso não faz mais sentido. É tempo de revermos conceitos e percebermos que, mais do que nunca, se todos nós usarmos as regras de cortesia mais frequentemente, a vida em nossas cidades poderá se tornar bem menos desconfortável.

    Isso vale para o trânsito caótico das grandes metrópoles, para as pressões do mundo do trabalho, para o uso dos transportes coletivos e lugares públicos como cinemas e restaurantes, para a vida em condomínios de casas e apartamentos. Se cada um observasse as pequenas regras de convivência harmônica, a vida com certeza seria mais agradável de ser vivida. Falar de etiqueta, portanto, nada tem a ver com esnobismo ou afetação.

LEÃO, Célia. Como se comportar. Cultura & elegância. São Paulo: Contexto, 2005. p. 205.

Qual é a tese defendida nesse texto?


4. (PAEBES). Leia o texto abaixo.

BROWNE, Dik. O melhor de Hagar o horrível. Porto Alegre: L&PM, 2008, p. 36-37.

Nesse texto, o clímax do enredo ocorre no trecho:


5. (AREAL). Leia o texto abaixo.

Encontros e Despedidas

    Mande notícias do mundo de lá

    Diz quem fica

    Me dê um abraço, venha me apertar

    Tô chegando

    Coisa que gosto é poder partir

    Sem ter planos

    Melhor ainda é poder voltar

    Quando quero


    Todos os dias é um vai e vem

    A vida se repete na estação

    Tem gente que chega pra ficar

    Tem gente que vai pra nunca mais

    Tem gente que vem e quer voltar

    Tem gente que vai e quer ficar

    Tem gente que veio só olhar

    Tem gente a sorrir e a chorar

    E assim, chegar e partir

    São só dois lados

    Da mesma viagem

    O trem que chega [...]

NASCIMENTO, M; BRANT, F. Disponível em: http://www.mariarita.letrasdemusicas.com.br. Fragmento.

A repetição da expressão “Tem gente”, na segunda estrofe, ressalta


6. (PAEBES). Leia o texto abaixo.

MINUTAS

    Um homem chega num balcão e tenta chamar a atenção da balconista para atendê-lo.

    – Senhorita...

    – Um minutinho.

    O homem vira-se para outro ao seu lado e diz:

    – Ih, já vi tudo.

    – O que foi?

    – Ela disse “um minutinho”. Quer dizer que vai demorar. No Brasil, um minuto dura sessenta segundos, como em qualquer outro lugar, mas “um minutinho” pode durar uma hora.

    O homem tenta de novo:

    – Senhorita...

    – Só um instantinho.

    – Ai...

    – O que foi?

    – Ela disse “um instantinho”. Um “instantinho” demora mais que um minutinho.

    Parece que um minutinho é feito de vários instantinhos, mas é o contrário. Um “instantinho” contém vários “minutinhos”. Senhorita!

    – Só dois segundinhos!

    O homem começa a se retirar.

    – Aonde é que o senhor vai?

    – Ela disse “dois segundinhos”. Isso quer dizer que só vai me atender amanhã.

VERÍSSIMO, Luís Fernando.

O fato que gerou o conflito foi


7. (PAEBES). Leia o texto abaixo.

AMAZONAS: águas, pássaros, seres e milagres

    Da altura extrema da cordilheira, onde as neves são eternas, a água se desprende e traça um risco trêmulo na face antiga da pedra: o Amazonas acaba de nascer. A cada instante, ele nasce.

    Descende devagar, sinuosa luz, para crescer no chão. Varando verdes, inventa o seu caminho e se acrescenta, águas subterrâneas afloram para abraçar-se com a água que desceu dos Andes. Do bojo das nuvens alvíssimas, tangidas pelo vento, desce a água celeste. Reunidas, elas avançam, multiplicadas em infinitos caminhos, banhando a imensa planície verde, cortada pela linha do Equador.

    Planície que ocupa a vigésima parte deste lugar chamado Terra, onde moramos. Verde universo equatorial que abrange nove países da América Latina e que ocupa quase a metade do chão brasileiro. Aqui está a maior reserva mundial de água doce, ramificada em milhares de caminhos líquidos, mágico labirinto que de si mesmo se recria incessante, atravessando milhões de quilômetros quadrados de território verde.

    É o Amazonas, a pátria da água.

MELLO, Thiago de. Amazonas: Águas, Pássaros, Seres e Milagres. Rio de Janeiro: Salamandra. 1998. Fragmento.

Esse texto evidencia que, quando “a água se desprende e traça um risco trêmulo na face antiga da pedra:” (1° parágrafo), começa a vida


8. (PAEBES). Leia o texto abaixo.

Dilúvio no armário

    Em minha última viagem a São Paulo, fiquei hospedado em um hotel [...]. No primeiro dia, após desfazer todas as bagagens e colocar as roupas no armário, um verdadeiro “dilúvio” começou dentro dele, molhando boa parte delas. Informei a recepção sobre o ocorrido. Passados cinco minutos (e o “dilúvio” caindo), tive de ligar novamente na recepção para ser atendido. Então veio o funcionário da manutenção, que retirou o teto interno do armário e verificou que o problema estava no sistema de ar condicionado. Ele entrou em contato com a recepção e informou da minha necessidade de troca de quarto. Nesse período, chegou outro funcionário da manutenção, que entrou com seu corpo todo no armário para “fuçar” e abriu um segundo “dilúvio” na outra parte do móvel, terminando de molhar as roupas que ainda estavam secas. O homem ainda “agarrou” minhas roupas (peças íntimas, inclusive) a seu peito, causando cômico constrangimento. A troca de quarto e o envio das roupas à lavanderia foram feitos. Passado um tempo, uma moça apareceu com uma caixinha de cookies. Fiquei decepcionado.

Glayton Roriz, Brasília, DF

Disponível em: http://viajeaqui.abril.com.br/vt/ materias/vt_materia_451746.shtml.. Acesso em 05/05/09.

Em relação à água no armário, a repetição da palavra “dilúvio”, ao longo desse texto, sugere que o hóspede


9. (PAEBES). Leia o texto abaixo.

Pesquisas bizarras por Robert Sommer

    Acredite se quiser: estudos cada vez mais estranhos vêm sendo conduzidos por pesquisadores sérios de algumas das universidades mais renomadas do mundo.

    Você sabia que frutas e legumes têm personalidade? De acordo com uma pesquisa liderada por Robert Sommer, da Universidade da Califórnia, em 1988, limões não parecem ser muito afáveis, cebolas são idiotas e cogumelos são alpinistas sociais.

    Sommer não está sozinho em sua fascinação pelas ideias bizarras que povoam a mente humana. A cada geração, alguns poucos pesquisadores têm a coragem de explorar terrenos nos quais seus principais colegas temeram colocar os pés. Uma equipe, por exemplo, investigou como suicídios poderiam estar relacionados com a quantidade de música country tocada no rádio. Outra fez um mapa da beleza do Reino Unido, anotando o número de pessoas bonitas que andavam pelas ruas (Londres fi cou em primeiro lugar, e Aberdeen em último, se você quiser saber).

Disponível em: http://pt.shvoong.com/books/dictionary/ 1636412-ci%C3%AAncia-maluca-os-arquivos-bizarros/. Acesso em 22/07/09.

Em relação aos estudos relatados nesse texto, há uma opinião em:


10. (PAEBES). Leia o texto abaixo.

FAMÍLIA BRASILEIRA NÃO É MAIS A MESMA

    O crescimento da proporção de solitários é um aspecto das mudanças na estrutura familiar brasileira, reveladas pelos dados do IBGE. Uma tendência confirmada pela amostra é o avanço da mulher como chefe de domicílio. No último censo, 26,7% das famílias tinham a mulher como cabeça, contra 20,5% em 1991. Para a socióloga Lilibeth Cardoso Roballo Ferreira, esse dado tem relação com o número de pessoas que vivem sós. Para efeito da Amostra do Censo, em uma casa habitada por apenas uma mulher, ela é a chefe, o que ocorreu em 17,9% dos casos. Enquanto isso, apenas 6,2% dos domicílios chefi ados pelo homem tinham apenas um morador.

    Outra mudança importante na estrutura familiar é o crescimento das uniões consensuais, acompanhado pela queda no número de casamentos legais. Entre 1991 e 2000, subiu de 18,3% para 28,3% a porcentagem de brasileiros que preferem a união consensual. Em contrapartida, a proporção de pessoas com casamento registrado em cartório caiu, no mesmo período, de 57,8% para 50,1%.

    A queda da taxa de fecundidade, por sua vez, provocou também a diminuição do número médio de pessoas por família, de 3,9 em 1991 para 3,5 em 2000. As famílias com até quatro componentes representam 60% do total. Por causa disso, o Brasil, aproxima-se de um padrão observado em países desenvolvidos, onde o crescimento populacional é substituído pela reposição da população, ou seja, o número de nascimento está perto do número de óbitos.

Jornal Estado de Minas, Belo Horizonte, 19 maio 2002.

O uso de “Em contrapartida”, no trecho “Em contrapartida, a proporção de pessoas com casamento registrado caiu”, estabelece a relação de oposição com a ideia de


11. (PAEBES). Leia o texto abaixo.

Copyright(C) 2002 Maurício de Sousa Produções Ltda.

Disponível em: http://www.monica.com.br/comics/tirinhas.htm. Acesso em: 26 maio 2010.

No último quadrinho desse texto, o menino fica


12. (1ª P.D – SEDUC-GO). Leia o texto abaixo e, em seguida.


O emprego do ponto de exclamação na frase “Sua danada!”, no quarto quadrinho expressa




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