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quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

Quiz 5: PORTUGUÊS 9° ANO

Quiz 5: PORTUGUÊS 9° ANO
QUIZ 5: PORTUGUÊS 9° ANO

1. (PAEBES). Leia o texto abaixo.

Porquinho-da-índia

    Quando eu tinha seis anos

    Ganhei um porquinho-da-índia.

    Que dor de cabeça me dava

    Porque o bichinho só queria estar debaixo do fogão!

    Levava ele pra sala

    Pra os lugares mais limpinhos

    Ele não gostava:

    Queria era estar debaixo do fogão.

    Não fazia caso nenhum das minhas ternurinhas...

    – O meu porquinho-da-índia foi a minha primeira namorada.

BANDEIRA, Manuel. Libertinagem & Estrela da manhã. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2000.

No poema, o uso dos diminutivos “porquinho” (v. 2), “bichinho” (v. 4), “limpinhos” (v. 6) e “ternurinhas” (v. 9) indica


2. (PAEBES). Leia o texto abaixo e responda.

O gambá

    No silêncio circular da praça, a esquina iluminada. O patrão aguardava a hora de apagar as luzes do café. O garçom começou a descer as portas de aço e olhou o relógio: meia-noite e quarenta e cinco. O moço da farmácia chegou para o último cafezinho. Até ser enxotados, uns poucos fregueses de sempre insistiam em prolongar a noite. Mas o bate-papo estava encerrado.

    Foi quando o chofer de táxi sustou o gesto de acender o cigarro e deu o alarme: um gambá! Correram todos para ver e, mais que ver, para crer. Era a festa, a insólita festa que a noite já não prometia. Ali, na praça, quase diante do edifício de dez andares, um gambá.

    Vivinho da silva, com sua anacrônica e desarmada arquitetura.

    No meio da rua – como é que veio parar ali? Um frêmito de batalha animou os presentes.

    Todos, pressurosos, foram espiar o recém-chegado. Só o Corcundinha permaneceu imóvel diante da mesa de mármore. O corpo enterrado na cadeira, as grossas botinas mal dispensavam as muletas. O intruso não lhe dizia respeito. Podia sorver devagarinho o seu conhaque.

    Encolhido de medo e susto, o gambá não queria desafiar ninguém. Mas seus súbitos inimigos a distância mantinham uma divertida atitude de caça. Ninguém sabia por onde começar a bem-vinda peleja. Era preciso não desperdiçar a dádiva que tinha vindo alvoroçar a noite de cada um dos circunstantes.

REZENDE, Oto Lara. O gambá. In: O elo perdido & outras histórias. 5 ed. São Paulo: Ática, 1998. p.12. Fragmento. *Adaptado: Reforma Ortográfica.

Nesse texto, qual é o fato que motiva a narrativa?


3. (PAEBES). Leia o texto abaixo.

Texto 1

Filtros da natureza

    Dracena, samambaia, babosa e a palmeira-areca ou ráfia têm cultivo fácil e agem como filtros naturais capazes de neutralizar a poluição de ambientes internos. A eficácia dessas plantas e de outras foi comprovada [pois] o interior dos lugares pode ser até dez vezes mais poluído do que o lado de fora. Por isso, acumula contaminação o suficiente para causar alergias, asma e outras patologias.

    [...] Quando puxam o ar para as raízes, elas levam essas substâncias tóxicas, que vão ser consumidas pelos micróbios junto com o oxigênio. Na opinião da pesquisadora Lúcia Regina Dumant, um ou dois vasos já ajudam na proteção contra a poluição. “Cada planta remove uma certa quantidade de gás poluente”, explica.

    [...] A samambaia ornamental, a minipalmeira, a palmeirinha-bambu e a dracena estão entre as primeiras colocadas.

Globo Rural, Junho 2009 , n. 284, p.16-17.


Texto 2

Sustentabilidade é o negócio

    Muitas pessoas associam sustentabilidade somente à preservação do meio ambiente. Mas é muito mais que cuidar do planeta. Sustentabilidade é um modelo de gestão de negócios que visa, sim, ao retorno financeiro, mas que também leva em consideração os impactos ambientais, sociais e culturais.

    [...] Para que exista sustentabilidade no meio empresarial, é necessário ter boas práticas de governança corporativa, assegurar a preservação dos interesses das diversas partes interessadas e buscar a inovação, por meio de novos produtos, processos e modelos de negócio que atendam as novas demandas da sociedade.

LEONARDO, Celso. In: O Globo, Caderno Razão Social, 3 nov. 2009, p. 23

Esses dois textos têm em comum a abordagem sobre


4. (PAEBES). Leia o texto abaixo.

Infância

    Meu pai montava a cavalo, ia para o campo.

    Minha mãe ficava sentada cosendo.

    Meu irmão pequeno dormia.

    Eu sozinho menino entre mangueiras

    lia a história de Robinson Crusoé,

    comprida história que não acaba mais.


    No meio-dia branco de luz uma voz que aprendeu a ninar nos longes da senzala – e nunca se esqueceu chamava para o café.

    Café preto que nem a preta velha

    café gostoso

    café bom.


    Minha mãe ficava sentada cosendo

    olhando para mim:

    – Psiu... Não acorde o menino.

    Para o berço onde pousou um mosquito.

    E dava um suspiro... que fundo!


    Lá longe, meu pai campeava

    no mato sem fim da fazenda.

    E eu não sabia que minha história

    era mais bonita que a de Robinson Crusoé.

ANDRADE, Carlos drummond de. disponível em: http://www.memoriaviva.com.br/drummond/poema002.htm Acesso em: 19 jul. 2008.

Nesse poema, a terceira estrofe evidencia o


5. (PAEBES). Leia o texto abaixo.

Disponível em: http://www2.uol.com.br/adaoonline/v2/tiras/tiras.htm>. Acesso em: 24 abr. 09.

No primeiro quadrinho, a expressão dos meninos sugere


6. (PAEBES). Leia o texto abaixo.

HISTÓRIA DA ORIGEM DOS REMÉDIOS DA MATA

    Os índios de antigamente, com pouco tempo que apareceram no mundo, pensaram e discutiram juntos sobre a vida deles dali para frente:

    — Como será quando as pessoas adoecerem? Como vamos fazer para curar os doentes?

    — Um bocado de nós vai morrer para surgir como remédio da mata. Os outros poderão viver usando estes remédios em que vamos nos transformar. Yushã Kuru, uma mulher chamada Fêmea Roxa, falou assim:

    — Eu acho muito importante a ideia de vocês. Melhor é virar remédio. Eu vou ensinar a vocês. Vou ensinar aos nossos parentes.

    Os outros concordaram com essa ideia:

    — Isso é verdade. Se você conhece bem, você vai nos ensinar. Vai ensinar para nossos fi lhos e nossos netos.

    Yushã Kuru, a Fêmea Roxa, deu muitos conselhos e surgiram os remédios.

    Uns eram venenos para matar: olho forte, Beru Paepa. Mijo amargo, Isu Muka.

    Outro para coceira, Nui. A velha Fêmea Roxa observava bem as folhas e os pés das árvores:

    — Esse mato não é remédio forte.

    E assim foi. Surgiram muitos remédios, todos os remédios que têm na mata.

    Remédio bom que cura as pessoas. Bom para picada de cobra, picada de escorpião, aranha, reumatismo e fígado.

SHENIPABU, Miyui: História da origem dos remédios da mata. In: História dos antigos. Belo Horizonte: UFMG, 2000. p.109. Organização: Professores Indígenas do Acre. (Fragmento.)*Adaptado: Reforma Ortográfiica

De acordo com esse texto, os remédios que têm na mata surgiram a partir do conhecimento


7. (PAEBES). Leia o texto abaixo.

SOUZA, Maurício de. Revista Magali, n.403. p.86, 2006.

O fato que deu origem a essa história foi


8. (PAEBES). Leia o texto abaixo.

OS ANÕES PODEM TER FILHOS NORMAIS

    De modo geral, dependendo do tipo de doença, indivíduos afetados por essa anomalia podem ter desde um baixo risco até, no máximo, 50% de risco de passar o gene alterado para os filhos. Portanto, pessoas afetadas podem sim ter fi lhos normais. Indivíduos que têm estatura muito baixa pertencem a quadros de nanismo, cuja causa mais freqüente são alterações ósseas chamadas de displasias esqueléticas. Essa anomalia faz parte de um grupo de doenças causadas por uma alteração no tecido ósseo que impede a pessoa de crescer adequadamente. Este grupo de patologias tem causa genética monogênica, isto é, é causado por um gene específico, e pode ter várias formas de herança de acordo com o tipo específico de doença.

CERNACH, Mirlece Cecília Soares Pinho. Os anões podem ter fi lhos normais. Revista Globo Ciência, maio 1998. * Adaptado: Reforma Ortográfica.

A ideia principal desse texto é a de que filhos de anões podem


9. (PAEBES). Leia o texto abaixo.

PARDALZINHO

    O pardalzinho nasceu

    Livre. Quebraram-lhe a asa.

    Sacha lhe deu uma casa,

    Água, comida e carinhos.

    Foram cuidados em vão:

    A casa era uma prisão,

    O pardalzinho morreu.

    O corpo, Sacha enterrou

    No jardim; a alma, essa voou

    Para o céu dos passarinhos!

BANDEIRA, Manuel. Pardalzinho. In: Poesia completa e prosa, Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1996.

Nos versos “O corpo, Sacha enterrou no jardim; a alma, essa voou para o céu dos passarinhos!”, a palavra essa refere-se à


10. (PAEBES). Leia os textos abaixo.

Texto 1

BOA NOTÍCIA: STRESS FAZ BEM

    Seu chefe vai ficar feliz. Realizar tarefa estressante, como cumprir prazos de um trabalho sob pressão, pode fortalecer o sistema imunológico. A conclusão está numa pesquisa na revista Psychophysiology, que avaliou voluntários em situações de stress. Uma delas consistia em decorar algo e fazer um teste de doze minutos.

    Resultado: houve aumento de imunoglobulina, substância de defesa do organismo.

Revista Veja, 07 nov. 2001.


Texto 2

    MÁ NOTÍCIA: STRESS = CIGARRO

    Um estudo realizado pela Universidade Harvard revela um dado alarmante sobre as mulheres que sofrem com o stress no trabalho. Elas podem, a médio prazo, ter a saúde afetada de forma tão devastadora quanto aconteceria se fossem fumantes. Os pesquisadores acompanharam mais de 21.000 profissionais por um período de quatro anos.

Revista Veja, 21 jun. 2000.

Esses textos defendem opiniões distintas em relação ao mesmo tema. Eles defendem que o stress


11. (PAEBES). Leia o texto abaixo.

BROWNE, Dik. Hagar.

A passagem que provoca risos é a que


12. (Prova Brasil). Leia os textos abaixo:

Texto I

Monte Castelo

    Ainda que eu falasse a língua dos homens

    E falasse a língua dos anjos,

    Sem amor, eu nada seria.


    É só o amor, é só o amor

    Que conhece o que é verdade;

    O amor é bom, não quer o mal,

    Não sente inveja ou se envaidece.


    Amor é fogo que arde sem se ver;

    É ferida que dói e não se sente;

    É um contentamento descontente;

    É dor que desatina sem doer.


    Ainda que eu falasse a língua dos homens

    E falasse a língua dos anjos,

    Sem amor eu nada seria.


    É um não querer mais que bem querer;

    É solitário andar por entre a gente;

    É um não contentar-se de contente;

    É cuidar que se ganha em se perder.

    É um estar-se preso por vontade;

    É servir a quem vence o vencedor;

    É um ter com quem nos mata lealdade,

    Tão contrário a si é o mesmo amor.


    Estou acordado, e todos dormem, todos dormem, todos dormem.

    Agora vejo em parte,

    Mas então veremos face a face.

    É só o amor, é só o amor

    Que conhece o que é verdade.

    Ainda que eu falasse a língua dos homens

    E falasse a língua dos anjos,

    Sem amor eu nada seria.

Legião Urbana. As quatro estações. EMI, 1989 – Adaptação de Renato Russo: I Coríntios 13 e So- neto 11, de Luís de Camões.

Texto II

Soneto 11

    Amor é fogo que arde sem se ver;

    É ferida que dói e não se sente;

    É um contentamento descontente;

    É dor que desatina sem doer;


    É um não querer mais que bem querer;

    É solitário andar por entre a gente;

    É nunca contentar-se de contente;

    É cuidar que se ganha em se perder;


    É querer estar preso por vontade;

    É servir a quem vence o vencedor;

    É ter com quem nos mata lealdade.


    Mas como causar pode seu favor

    Nos corações humanos amizade,

    Se tão contrário a si é o mesmo amor?

Luís Vaz de Camões. Obras completas. Lisboa: Sá da Costa, 1971.

O texto I difere do texto II




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